O sapato perfumado — poema infantil de Ricardo da Cunha Lima

25 03 2009

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O sapato perfumado

 

                                            Ricardo da Cunha Lima

 

 

 

Era uma vez um sapato

totalmente amalucado.

Seu esquisito costume

era usar um bom perfume.

Ele nunca passeava

sem estar bem asseado;

pra isso, sempre passava

perfume por todo lado,

bastando o seu couro inteiro

com fragrâncias do estrangeiro,

e na sola e no cadarço

espalhava água-de-cheiro.

Que eu me lembre se casou

(e que lindo par formou!)

com a meia do garçom,

a qual tinha, por seu lado,

o costume amalucado

de pintar-se com batom.

 

 

 

Em:  De cabeça para baixo, São Paulo, Cia das Letras: 2000

 

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo da Cunha Lima nasceu em São Paulo, em 1966.

 

Obras

 

Lambe o dedo e vira a página, 1985

Em busca do tesouro de Magritte, 1988

De cabeça para baixo, 2000

O livro com um parafuso a menos, 1996

O xis da questão, 1997

Cambalhota, 2003

Do avesso, 2006





Medalhistas em Física!

24 03 2009

pronto-que-talIlustração: Maurício de Sousa

 

 

A Sociedade Brasileira de Física (SBF) irá realizar neste sábado, em São Paulo, a cerimônia de entrega de medalhas para os melhores classificados do Estado na Olimpíada Brasileira de Física 2008 (OBF). Serão premiados 229 alunos, sendo 30 medalhas de ouro, 54 de prata, 57 de bronze e 88 menções honrosas.

A cerimônia de São Paulo faz parte de uma série de eventos que acontecerão em vários estados com essa mesma finalidade. No total do País, serão premiados 831 estudantes que receberão 82 medalhas de ouro, 168 de prata e 248 de bronze, além de 333 menções honrosas. Os alunos melhor classificados também farão parte de um grupo do qual serão selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

Em 2008, a OBF teve a participação de 620 mil estudantes da 9ª série do ensino fundamental e da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio, de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Nesta edição, o Estado de São Paulo foi representado por 72.266 estudantes.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Física, a Olimpíada tem como objetivo despertar e estimular o interesse pela Física, melhorar seu ensino e incentivar os estudantes a seguirem carreiras científico-tecnológicas. O evento tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Olimpíada Brasileira de Física (OBF) é um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF) destinado a todos os estudantes do ensino médio (antigo 2º grau) e aos estudantes da última série (atual último ano) do ensino fundamental.  Os alunos melhor classificados também fazem parte de um grupo do qual são selecionadas as equipes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Física (IPhO-International Physics Olympiad) e na Olimpíada Ibero-americana de Física (OIbF).

No ano passado, a equipe brasileira foi a campeã na 13ª Olimpíada Ibero-Americana de Física, realizada em Morélia, no México, de 28 de setembro a 3 de outubro.   Além de ganhar três medalhas de ouro e uma de prata, a equipe obteve a melhor nota nas provas experimental e teórica e a primeira posição na classificação geral.   Foi a primeira vez que o Brasil ganhou  três medalhas de ouro. Nesta Olimpíada Ibero-Americana, em 2008, a competição contou com a participação de 68 estudantes do ensino médio de 19 países.

 

Os contemplados com medalha de ouro em 2008 foram os cearenses Mariana Quezado Costa Lima e George Gondim Ribeiro e o paulista Leonardo Mendes Valerio Almeida. Já a prata ficou com Deric de Albuquerque Simão, também do Ceará.  Mariana foi a primeira mulher a ganhar ouro e a maior nota geral em todas as 13 edições do evento. George, por sua vez, se destacou na prova experimental. Os cearenses residem em Fortaleza e Almeida mora em Santos.

 

Já na 39ª Olimpíada Internacional de Física, que foi realizada em Hanói, capital do Vietnã, em 2008, pela primeira vez um estudante brasileiro conquistou uma medalha de prata no evento em que participaram cerca de 400 alunos do ensino médio, de 90 países.  O autor do feito foi Guilherme Victal Alves da Costa, de 16 anos, aluno,  em 2008, do terceiro ano do ensino médio em São Paulo (SP). Além da prata de Guilherme, o paranaense Alex Atsushi Takeda, de Londrina (PR), ganhou a medalha de bronze.  Enquanto André Gentil Guerra Agostinho, do Recife (PE), e Rafael Parpinel Carvina, de São Paulo (SP), foram reconhecidos com menções honrosas. Também representou o país o paulistano Vitor Mori.

 

E então?  Você não gostaria de participar?  Ou de ver a sua escola participando?  Clique aqui para mais informações:  CLIQUE.





Ser feliz é …

24 03 2009

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Eu, você, Google e o fim da procura por livros raros

24 03 2009

livro-2Rolo, Ilustração: Maurício de Sousa

 

 

Costuma gastar muito tempo procurando um livro e não o encontra? Agora o Google facilitará a busca, colocando à disposição uma página da web em que estarão digitalizados até sete milhões de títulos.  O objetivo deste serviço (books.google.com) é simplificar a tarefa através de um sistema de busca por conteúdos.

 

Procuramos organizar a informação e torná-la acessível para os usuários“, disse Santiago de la Mola, responsável pela buscas de livros da companhia. “Temos livros digitalizados em mais de 100 idiomas, o que acreditamos atender às necessidades da maioria dos usuários“, acrescentou ele.

 

Segundo o acordo, firmado entre editores, autores e o popular site norte-americano, haverá três tipos de parcerias, explicou Luis Collado, responsável pela iniciativa na Espanha.  No caso de livros protegidos por direitos autorais, será possível consultar dados bibliográficos e visualizar fragmentos do texto como em uma livraria convencional.

 

Os livros de domínio público, uma vez encontrados por meio da busca de palavras, o usuário poderá visualizá-los na íntegra“, completou Collado, referindo-se à segunda modalidade do acordo. Segundo o Google, os livros que já estão à disposição dos cidadãos poderão ser lidos na versão online sem nenhum tipo de restrição.

 

O terceiro tipo de acordo ainda precisa ser definido. Será comercial e incluirá exemplares que estão fora de catálogo, além de outros que estão no mercado. Ainda não foram fixados preços de venda, mas de acordo com De la Mola, para os autores de textos fora de catálogo será “uma oportunidade para aproveitar este sistema fácil e gerar receita com livros que pareciam esquecidos“.

 

Os lucros resultantes das vendas serão divididos de forma que 63 por cento ficará para os editores e autores, e 37 por cento para o Google.  Nós seremos a vitrine para que (o editor) possa distribuir os livros“, afirmou Collado.  Um editor aproveitará a potência da Internet utilizando a busca de livros do Google para que muita gente de outras partes do mundo possam ter acesso aos livros“, complementou de la Mola.

 

(Por Elena Massa)

 

PORTAL TERRA





Filhotes de dragões de Komodo nascidos e felizes!

24 03 2009

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Dragão em Patópolis, ilustração Walt Disney.

O jardim zoológico Surabaya, na Indonésia, apresentou nesta terça-feira filhotes de Dragões-de-komodo (Varanus komodoensis) nascidos há cinco dias.  O zoológico havia incubado 14 ovos de dragões-de-Komodo, a maior espécie viva de lagartos.  Esta foi a segunda vez que os dragões foram incubados  fora de seu habitat natural. Os animais fazem parte de um projeto do zôo para preservação da espécie.

 

O dragão-de-komodo é uma espécie vulnerável de lagarto que está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Há aproximadamente 4,5 mil dragões-de-komodo na natureza. Cerca de 40 filhotes do animal nasceram este ano em Surabaya.

 

Os dragões-de-Komodo são encontrados no leste do país, na ilha de Komodo e em pequenas ilhas do arquipélago de Nusa Tenggara. Quatorze ovos do animal foram incubados, elevando a 41 o número de répteis em sua coleção. Em sua primeira tentativa, na década de 90, o zoológico conseguira incubar 13 ovos.

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Todos os ovos haviam sido coletados em setembro de 2007  das jaulas em Komodo.  14 foram chocados e só  um não teve sucesso.  Estes lagartos são capazes de se reproduzir sem serem fecundadas por um macho.  Especialistas, britânicos já haviam demonstrado em na revista científica Nature, que haviam detectado o processo de reprodução assexuada, conhecido como partenogênese, em duas fêmeas dessa espécie que viviam em cativeiro em dois zôos britânicos, isoladas dos machos.

 

Esta descoberta foi importante  para compreender como os répteis são capazes de colonizar novas áreas, além de mostrar maneiras como a espécie poderia ainda ser colocada de volta em seu habitat saindo da lista de espécies em perigo de extinção.  

 

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Os dragões de Komodo são  naturais de ilhas vulcânicas de clima árido e pouca chuva, e têm um senso olfativo muito apurado para caçar. Os filhotes pesam de 140g a 170g cada e podem chegar ao peso da 100kg, medindo até 3m de comprimento. 

 

Calcula-se que existam no mundo menos de quatro mil dragões de Komodo (Varanus komodoensis).  Eles estariam, em sua maioria, nas ilhas indonésias de Komodo, Flores e Rinca. Excelente nadadores, estes lagartos são predadores eficazes, capazes de caçar grandes presas, já que sua técnica consiste em morder a presa e deixá-la ir embora. Sua saliva contém uma flora bacteriana que causa a morte da presa por septicemia dois ou três dias após o ataque. Passado este tempo, os dragões têm apenas que seguir com o olfato o rastro do animal morto.





Imagem de leitura — Patrick Gibbs

24 03 2009

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Leitora, s/d

Patrick Gibbs,  (Inglaterra)

Óleo sobre tela

Patrick Gibbs é um artista inglês.  Ele estudou desenho no Magdalen College, Oxford, onde pintou principalmente retratos.  Depois de formado, desfrutou uma longa estadia na Alemanha.  Voltando a Londres tem se dedicado à pintura em todas as suas formas.





Voz dos animais, poema para crianças de Francisca Júlia

24 03 2009

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Voz dos animais

 

                                                        Francisca Júlia

 

 

O peru, em meio à bulha

De outras aves em concerto,

Como faz de leque aberto?

            — Grulha.

 

Como faz o pinto, em dia

De chuva, quando se interna

Debaixo da asa materna?

            — Pia.

 

Enquanto alegre passeia

Girando em torno do ninho,

Como faz o passarinho?

            — Gorjeia.

 

 

E de intervalo em intervalo

Quando a manhã se levanta,

No quintal que faz o galo?

            — Canta.

 

Quando a galinha deseja

Chamar os pintos que aninha,

Como é que faz a galinha?

            — Cacareja.

 

A rã quando a noite baixa,

Que faz ela a toda hora

Dentre os limos em que mora?

            — Coaxa.

 

E quando as narinas incha,

Cheio de gosto e regalo,

Como é que faz o cavalo?

            — Rincha.

 

Que faz o gato, que espia

Uma terrina de sopa

Que fumega sobre a copa?

            — Mia.

 

Com a barriga farta e cheia,

Que faz o burrinho quando

Se está na grama espojando?

            — Orneia.

 

Para o sinal de rebate,

Aviso, alarme ou socorro,

Como é que faz o cachorro?

            — Late.

 

Para que as mágoas embale

Quando tresmalha, sozinha,

Que faz a branca ovelhinha?

            — Bale.

 

Em fugir quando porfia

À garra e aos dentes do gato.

Como faz o pobre rato?

            — Chia.

 

De pé a boca descerra

E alta levanta a cabeça,

Que faz a cabra travessa?

            — Berra.

 

Cheia a boca de babuge

Do milho bom que rumina,

Que faz o boi na campina?

            — Muge.

 

A pomba que grãos debulha.

Como faz, batendo as asas

Sobre o telhado das casas?

            — Arrulha.

 

A voz tremida do grilo

Que vive oculto na grama,

A trilar, como se chama?

            — Trilo.

 

Mas escravos das paixões

Que os fazem bons ou ferozes,

Os homens têm suas vozes

Conforme as ocasiões. 

 

 

 

 

 

 

 

Francisca Júliada Silva Munster (SP 1874 – SP 1920)  Poetisa brasileira, autora de obras didáticas e professora.  

  

Obras:  

 

1895 – Mármores, poesia

1899 – Livro da Infância, miscelânea

1903 – Esfinges, poesia

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)- literatura infantil

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)

1961—[póstuma] Poesias

 

PRIMAVERA é uma outra poesia de Francisca Júlia neste blog.





Meio ambiente ganha aliado em carpa-robô!

23 03 2009

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Pato Donald, ilustração Walt Disney.

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Um peixe-robô desenvolvido por cientistas britânicos será libertado no mar, ao norte da Espanha, para detectar poluentes na água.

 

Cada robô, no formato de uma carpa, custou cerca de £ 20.000 ou US$ 29.000 por unidade. Eles imitam o movimento real dos peixes e estão equipados com sensores químicos  para farejar poluentes potencialmente perigosos, tais como vazamentos de navios ou de gasodutos submarinos.  A transmissão das informações captadas será feita usando tecnologia Wi-Fi.

 

 

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Foto: Reuters

 

Ao contrário dos modelos anteriores de peixes-robô, que exigiam controles remotos, estes serão capazes de navegar isoladamente, sem qualquer interação humana. Se, depois de uma ano de uso, a opinião geral for de que a missão destes primeiros cinco peixes-robôs no porto de Gijon ao norte da Espanha, foi bem sucedida, a equipe espera que a mesma técnica, com outros peixes-robôs, seja utilizada em  rios, lagos e mares de todo o mundo.

 

Rory Doyle, cientista sênior da empresa de engenharia TMO Group, que desenvolveu o peixe-robô, com auxílio da equipe de pesquisadores da universidade de Essex, disse que houve boas razões para fazer um robô em forma de peixe.

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Foto: Reuters

 

Com o peixe-robô, construímos em cima de um desenho criado por centenas de milhões de anos de evolução que é incrivelmente eficiente no gasto de energia”, disse ele.  Precisamos garantir este tipo de eficiência para detectar poluentes, usando sensores que navegam na água por horas a fio.  O peixe-robô tem mais ou menos um metro e meio de comprimento, sendo aproximadamente do tamanho de uma foca.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

23 03 2009

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Jardim do Museu da República, Palácio do Catete, Rio de Janeiro.





Linguagem da música ocidental é universal

23 03 2009

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

A linguagem da música ocidental é universal e pode ser entendida mesmo por aqueles que nunca escutaram uma música na vida, segundo um estudo publicado nesta semana, da revista especializada Current Biology.  No estudo, nativos africanos que nunca haviam escutado rádio na vida foram capazes de reconhecer emoções como felicidade, tristeza ou medo expressadas em músicas ocidentais.

Segundo os pesquisadores alemães, as expressões de emoção são uma característica típica da música ocidental, e a capacidade da música de expressar emoções é comumente vista como um requisito para a sua apreciação. Em outras culturas, porém, a música seguiria outras características, como a capacidade de coordenação grupal em rituais, o que a tornaria menos reconhecível para outros indivíduos de fora do grupo.

 

 

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

 

 

 

Nossas conclusões explicam por que a música ocidental tem tanto sucesso na distribuição musical global, mesmo em culturas musicais que não enfatizam de maneira tão forte o papel das emoções em sua música“, afirma um dos autores da pesquisa, Thomas Fritz, do Instituto Max-Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, da Alemanha.

O objetivo do estudo era descobrir se os aspectos de emoção da música ocidental poderiam ser apreciados por pessoas que nunca haviam tido contato com esse tipo de música. Os pesquisadores escolheram membros da tribo Mafa, um grupo de 250 indivíduos que vivem isolados no extremo norte das montanhas Mandara, nos Camarões.

O estudo comparou a reação desses indivíduos e de ocidentais à música ocidental e mostrou que ambos os grupos podiam reconhecer de maneira semelhante expressões de emoção como felicidade, tristeza e medo na música. Os dois grupos se baseavam em características semelhantes das músicas para avaliá-las – a marcação do tempo e a forma -, apesar de esse padrão ter sido mais acentuado entre os ocidentais.

 

 

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

Os pesquisadores também testaram a reação dos indivíduos a músicas alteradas e concluíram que ambos os grupos consideraram as versões originais melhores do que as versões modificadas. Para os autores, isso ocorre provavelmente porque os sons alterados tinham uma maior dissonância sensorial.

Tanto os ouvintes do grupo Mafa quanto os ocidentais mostraram uma habilidade para reconhecer as três expressões básicas de emoções das músicas ocidentais testadas no estudo“, dizem os pesquisadores na última edição da revista especializada Current Biology.

Isso indica que essas expressões de emoção manifestadas pela música ocidental podem ser universalmente reconhecidas, de maneira semelhante ao reconhecimento amplamente universal das expressões faciais humanas e da prosódia (ritmo, entonação e ênfase do discurso) emocional“, concluem.

 

PORTAL TERRA

 

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Michelozzodegli Ambrosi, dito Melozzo da Forlì, (Forlì, Itália, 1438; — Forlì, 8 de Novembro de 1494) foi um dos mais notáveis pintores da Renascença italiana e um dos mais famosos seguidores do estilo de Piero della Francesca.  Veio de uma abastada família chamado Ambrosi de Forlì.  Nada se sabe sobre seus primeiros anos,  tudo indica que ele deve ter estudado em Forlì, sob direção de  Ansuino da Forlì.  Ambos, Melozzo e Ansuino  foram bastante  influenciados por Mantegna.

Iniciou sua carreira artística na corte de Urbino, uma das mais conhecidas e produtivas de toda a Itália.  Lá conheceu o grande pintor e teórico matemático Piero della Francesca, que influenciou profundamente o estilo de Melozzo e sua utilização de perspectiva na pintura.  Neste período ele deve ter analisado também a arquitetura de Bramante e os trabalhos dos pintores flamengos, que trabalhavam para o duque Federico da Montefeltro.   Talvez Melozzo tenha mesmo trabalhado com Justus de Ghent e Pedro Berruguete na decoração do studiolo do famoso Palácio Ducal da cidade.   Mas depois deste período em Urbino, mudou-se para Roma.  

Com a sua carreira artística a bom ritmo, em 1484, trabalhou na decoração da Capela do Tesouro da Basílica de Loreto, pintando frescos, entre outros, onde aplicaria todo o seu extraordinário conhecimento da perspectiva.