A bela adormecida, 1834
Elisabeth Alida Haanen (Holanda, 1809-1845)
óleo sobre tela, 28 x 22 cm
Coleção Particular
A bela adormecida, 1834
Elisabeth Alida Haanen (Holanda, 1809-1845)
óleo sobre tela, 28 x 22 cm
Coleção Particular

Anastácio Luiz de Bonsucesso
O dia era fulgente, o sol brilhava,
Em vívido esplendor;
De repente mil nuvens se aglomeram,
O sol perde o fulgor.
E as nuvens encobrem
Do sol os lindos raios,
As terras se cobrem
De turvos desmaios;
Ninguém se conduz
Nas trevas sem luz.
Do sol de seu posto
Tais coisas bem via;
Das nuvens no rosto
Com força batia;
A tanto calor
Desfez-se o vapor.
Perdidas nos ares
As nuvens passaram,
Das zonas polares
Que rumo levaram?
Não viram o sol
O novo arrebol.
MORALIDADE
Luz um talento, os tolos anuviam
Os fogos da razão;
A luta é transitória — os zoilos morrem.
O gênio brilha então.
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Jnaeiro, Editora Vecchi: 1965, pp 157-158
Anastácio Luiz de Bonsucesso (1833-1899) Poeta carioca, fabulista, médico, jornalista, professor, teatrólogo, membro da Sociedade Propagadora das Belas Artes e da Academia Filosófica.
Obras:
Fábulas, 1854
Maroquinhas do Apito, comédia em versos
Versos de Cisnato Lúzio
Quatro Vultos, 1867,
O sitio do meu vizinho
Modesto Brocos (Espanha/Brasil, 1852 – 1936)
óleo sobre tela colado em madeira, 36 x 42 cm
Vista do cemitério dos ingleses na Gamboa, 1824
J. Ziegler (? – ?)
óleo sobre madeira, 45 x 27 cm

José Joaquim Cândido de Macedo Júnior (1842 – 1860)
Quando cismas, donzela, no teu rosto
Que linda per’la suspirando corre!
— Pranto dourado que não diz desgosto,
Que num sorriso no teu seio morre!
Mimo dos anjos que tua alma prende
Aos céus ridentes nesse doce encanto,
Lágrimas d’ouro que teu peito incende,
Que o amor celeste se traduz num pranto!
E a gota pura vem cantar um hino
Que os anjos n’alma te murmuram rindo,
Pérola branda diz um som divino
Que o peito entoa em murmurejo infindo!
Bela — do altar do teu virgíneo seio
Deixa esse orvalho de dulçor correr;
Minh’alma treme nesse brando enleio,
Ai! vai por ele nos teus pés morrer!
Chora! a inocência te sorri no choro,
São risos virgens de infantis amores,
São doces hinos de um celeste coro,
Dizem — enleios — mas não dizem dores.
Teu pranto puro beberão os anjos
Num doce anseio de inocente medo,
Teu sol — ó virgem — só serão arcanjos
— Teu lábio os beije no infantil segredo.
Chora, donzela, de teu níveo seio
Deve esse orvalho de dulçor correr;
Minh’alma treme nesse doce enleio,
Vai por teu pranto nos teus pés morrer!
Em: O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 2, 11 de setembro de 1859, p.12. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 32.

Leitura matutina
Alexander Hugo Bakker Korff ( Holanda, 1824-1882)
desenho, nanquim aquarelado sobre papel, 22 x 18 cm
Maria Dietsch, 1850
Joseph Karl Stieler (Alemanha, 1781 – 1858)
óleo sobre tela
Schloss Nymphenburg, Schönheitengalerie. Munique

Recado de amor, 1857
Carl Ludwig Becker (Alemanha, 1820-1900)
óleo sobre tela, 75 x 59 cm

Cascatinha em Teresópolis, 1885
Johann Georg Grimm (Alemanha, 1846-1887)
óleo, 62 x 47 cm