Quando o badalo acarinha
um sino de muita idade,
o som que o bronze apadrinha
tem outro nome: saudade.
(Maria Helena Oliveira Costa)
Quando o badalo acarinha
um sino de muita idade,
o som que o bronze apadrinha
tem outro nome: saudade.
(Maria Helena Oliveira Costa)

Noite no mar
Leonid Afremov (Belarússia, 1955-2019)
óleo sobre tela
Olavo Bilac
Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono… Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto…
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos…
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol…
Do livro: Poesias
Vai a lua em serenata
pela noite andando ao léu,
triste boêmia, de prata,
pelas esquinas do céu.
(Durval Mendonça)
O sonho que eu tive um dia
e que a minha alma alegrou,
hoje é só a fantasia
de um carnaval que passou…
(Luiz Rabelo)
LUIZ RABELO
Nos teus sambas e folias,
meu carnaval feiticeiro,
a gente esquece em três dias
as mágoas de um ano inteiro!
(José Maria Machado de Araújo)
Meu carnaval se repete
com a mesma Colombina:
faço dos versos confete
e da trova – serpentina.
(José Valeriano Rodrigues)
Rege o vento na floresta
fagotes, trompas, clarins,
enquanto a brisa, modesta,
toca flauta nos jardins…
(Orlando Brito)
Estas pedras que me atiram
no decurso da jornada
embora todas me firam,
vão calçando a minha estrada.
(Pedro Viana Filho)
Praia cheia, muita gente,
curtindo a bela estação;
suco gelado, sol quente,
tranquilidade. É verão.
(Argemira Fernandes Marcondes)









