Guarapari, 1963
José Maria de Almeida (Portugal-Brasil 1906 – 1995)
óleo sobre tela, 45 x 32 cm
Paulo e Virgínia, 1845
[DETALHE]
Alessandro Puttinati (Itália, 1801-1872)
mármore, 118 x 80 x 50 cm
Coleção Particular, em exposição na Gallerie d’Italia, Milão
A escultura é baseada no romance homônimo de 1787 do escritor francês Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre.
Cavalos, 1980
Ganem [Luiz Nelson Ganem] (Brasil, 1923)
técnica mista sobre cartão, 60 x 88 cm
Armindo Rodrigues
Já rebentei de correr
Sete cavalos a fio.
O primeiro era cinzento
Com sonhos de água sem fundo
E cor do norte o segundo
Com ferraduras de prata.
O terceiro era um mistério
E o quarto cor de agonia.
O quinto, de olhos em brasa,
Era só prata e espanto.
O sexto não se sabia
Se era cavalo, se vento.
Corria o sétimo tanto
Que nem a cor se lhe via.
Quanto mais ando mais meço
As distâncias que há em mim
Cada desejo é um fim
E cada fim um começo.
Em: Antologia de poemas portugueses para a juventude, diversos autores, seleção de Henriqueta Lisboa, prefácio de Bartolomeu Campos de Queirós, Editora Peirópolis, 2011
Pão de Açúcar e baía de Guanabara, 1938
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 36 x 45 cm
Algumas flores, 1994
José Moraes (Brasil, 1921-2003)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Nu com vaso de flores, 1988
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre eucatex, 70 x 50 cm
Festa em casa II
Randy Stevens (EUA, contemporâneo)
pastel sobre papel, 58 x 71 cm
“Há uma grande dificuldade em dizer exatamente o que é o riso. Não é apenas um som – nem mesmo um som, pois pode ser silencioso. Nem é apenas um pensamento, como o pensamento a respeito de algum objeto como absurdo. Trata-se de uma resposta a algo, que também envolve um julgamento dessa coisa. Além disso, não é uma peculiaridade individual, como um tique nervoso ou um espirro. A risada é uma expressão de diversão, e a diversão é um estado de espírito claramente expressivo e contagioso. O riso começa como uma condição coletiva, como quando as crianças riem juntas por causa de algum absurdo. E, na idade adulta, a diversão continua a ser uma das formas pelas quais os seres humanos desfrutam da companhia uns dos outros, reconciliam-se com as suas diferenças e aceitam suas semelhanças. O riso nos ajuda a superar nosso isolamento e nos fortalece contra o desespero.”
Em: A cultura importa: fé e sentimento em um mundo sitiado, Roger Scruton, tradução de Sérgio Kalle, LVM Editora: 2024