Leitura
Geneviève Curt (França, contemporânea)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Natureza morta, 1989
Chen Kong Fang (China, 1931-2012)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Natureza morta, 1956
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre tela, 38 x 55 cm
Quando o badalo acarinha
um sino de muita idade,
o som que o bronze apadrinha
tem outro nome: saudade.
(Maria Helena Oliveira Costa)
Água de meninos, c. 1930
Manoel Ignácio Mendonça Filho (Brasil, 1895 –1964)
óleo sobre papelão, 70 x 55 cm
Coleção Augusto Gentil Baptista
Pingente e broche dos Três crisântemos, c. 1900
René Lalique (França, 1860-1945)
ouro, esmalte azul translúcido, diamantes e pérola barroca pendente
Coleção Richard H. Driehaus
Driehaus Museum, Chicago
O mestre vidreiro René Lalique dedicou-se como quase todos os artistas da virada do século XIX-XX à observação da natureza. Nessa joia, excelente exemplar do uso das formas naturais no estilo Art Nouveau, vemos três crisântemos em diferentes etapas do desflorescer. Representam longevidade, fidelidade e alegria. Mas também vemos nessa deliciosa obra uma quase meditação sobre a passagem do tempo. Há três flores: uma completamente aberta, como um pompom composto por pequeninas pétalas, no centro. Enquanto os outros dois contribuem para o sentido da nostalgia, já que estão a caminho de seu despetalar, de seu fim. O momento escolhido, considerando a finitude da vida, é representado com grande esplendor.

Noite no mar
Leonid Afremov (Belarússia, 1955-2019)
óleo sobre tela
Olavo Bilac
Outono. Em frente ao mar. Escancaro as janelas
Sobre o jardim calado, e as águas miro, absorto.
Outono… Rodopiando, as folhas amarelas
Rolam, caem. Viuvez, velhice, desconforto…
Por que, belo navio, ao clarão das estrelas,
Visitaste este mar inabitado e morto,
Se logo, ao vir do vento, abriste ao vento as velas,
Se logo, ao vir da luz, abandonaste o porto?
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos…
Mas chegaste com a noite, e fugiste com o sol!
E eu olho o céu deserto, e vejo o oceano triste,
E contemplo o lugar por onde te sumiste,
Banhado no clarão nascente do arrebol…
Do livro: Poesias
As irmãs Brontë, c. 1834
[Anne Brontë, Emily Brontë, and Charlotte Brontë]
Patrick Branwell Brontë (Inglaterra, 1817-1845)
[irmão delas]
óleo sobre tela, 90 x 75 cm
National Portrait Gallery, Londres
NOTA: Todos quatro escritores, as irmãs e o próprio Patrick.

Entrada em Jerusalém
Pietro Lorenzetti (Itália, 1280–1348)
afresco
Basílica de São Francisco de Assis, Assis, Itália

Fazenda, 1895
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 43 x 95 cm

Paisagem
Luiz Pinto (Brasil, 1939-2012)
óleo sobre tela