Flores, porque hoje é sábado!

28 03 2026

Flor, 1972

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela, 37 x 19 cm 

 

 

 

 

Natureza morta, 1952

Augusto José Marques Júnior (Brasil, 1887 – 1960)

técnica mista sobre eucatex, 20 x 32 cm





Quando ela passa por perto….

27 03 2026

Paisagem com lanternas, 1958

Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)

Óleo sobre madeira, 122 x 159 cm

Coleção Batlines

Museu Albertina, Viena, Áustria

 

 

Nessa semana que passou, oito noites e sete dias, fui convidada a ponderar sobre as prioridades da vida.  Na quinta-feira, enquanto começava a escrever para o blog às 18:30 h, eu me levantei do computador, fui à cozinha preparar uns ovos mexidos para o jantar.  Quando abro a geladeira…  Tenho uma cãibra no meio do peito, muito suor, sem fôlego. Tomei uma aspirina. 

Resultado: emergência. Hospital.  Internação por 7 dias.  Coração saudável.  Mas necessidade de stents. Foi um pequeno infarto. Mesmo com números controlados no colesterol, na glicose, na pressão.  Mas umas artérias achavam que iriam me derrubar.  

Tive tempo de considerar a fragilidade de nossas vidas.  A rapidez com que se pode estar aqui e subitamente não estar.  Não que eu não tenha tido esses pensamentos anteriormente.  Como todos nós, já perdi entes queridos, até mesmo inesperadamente.  Mas é sempre uma volta à realidade, à nossa condição: a certeza de que um dia, a Senhora Dona da Foice virá nos visitar.  Semana passada ela passou mais perto do que eu imaginava.  Mas já se foi.  Voltamos ao dia a dia.

 

Um agradecimento público

 

Antes disso gostaria de fazer um agradecimento público a dois médicos que foram de grande dedicação  e me seguraram num momento delicado.

Dr. André Feijó [André Luiz da Fonseca Feijó] cardiologista que me atendeu na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro

Dr. Gabriel Treiger [Gabriel de Mattos Treiger] meu incansável clínico geral, com quem me consulto há mais de duas décadas, clínico geral do Hospital Samaritano na Barra da Tijuca. 

Sem eles eu poderia não estar aqui. 

E aos parentes e amigos presentes nessa aventura do coração:  Ana Lúcia, Ricardo, Anna Paula, Lincon, Ronaldo, Fabiana, Perla e Marlene que foram infatigáveis na atenção, no carinho, nas excelentes gargalhadas que me proporcionaram .

Um agradecimento especial ao elenco médico da Casa de Saúde São José também.

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Hoje, primeiro dia de volta à casa, fui, às escondidas, fazer o que seria clássico na literatura.  Fui ao cabeleireiro cortar o cabelo para essa NOVA Ladyce West. Uma nova vida.  Novo horizonte.

Boa noite.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2026





A poesia, por Roberto Bolaño

18 03 2026

Reflexões comungadas

Rebecca Aldernet (Canadá, 1974)

Técnica mista, 102 x 76 cm 

 

 

 

“Mas a poesia (a verdadeira poesia) é assim: ela se deixa pressentir, se anuncia no ar, como os terremotos que, segundo dizem, alguns animais especialmente aptos a tal propósito pressentem.”

 

Roberto Bolaño, Os detetives selvagens 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

18 03 2026

Natureza morta, 1980

Sylvio Pinto (Brasil, 1918 –1997)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

Natureza morta

Estevão Silva (Brasil, 1845–1891)

óleo sobre tela, 65 x 81 cm

Coleção Agnaldo de Oliveira SP





Nossas cidades: Porto Alegre

17 03 2026

Doca das Frutas, c. 1880

[Hoje a área ocupada pela Praça Pereira Parobé]

Athayde d’Avila (Brasil, ativo em meados do Século XX)

óleo sobre tela

Acervo do Museu Júlio de Castilhos





Palavras para lembrar: René Descartes

16 03 2026

Andreas lendo, 1882-1883

Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)

óleo sobre papelão, 36 x 29 cm 

Coleção Particular 

 

 

A leitura de todos os bons livros é como uma conversa com as pessoas mais honestas dos séculos passados que foram seus autores. 

 

René Descartes

(1596-1650)





Com delicadeza, Roseana Murray

16 03 2026
Ilustração de Becca Stadtlander

 

 

Com delicadeza

 

Roseana Murray

 

Com delicadeza

abrir as gavetas

que guardam

as palavras de seda.

Deixá-las sempre

ao alcance

de um sopro,

prontas para o vôo,

para o ouvido,

para a boca.

Palavras de seda

são como borboletas

douradas

quando pousam

no coração do outro.

 

 

Em:  Manual da delicadeza de A a Z. São Paulo: FTD, 2001.





O escritor no museu: Pierre Loti

16 03 2026

Retrato do Sr. X, 1906

[Retrato de Pierre Loti]

Henri Rousseau (França, 1844-1910)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm 

Kunsthaus,  Zurique

 

 

 





Imagem de leitura: Gérald Engelvin

15 03 2026

é

A cadeira dourada

[ou A pequena leitora]

Gérald Engelvin (França, 1972)

óleo sobre tela 





No trabalho: Thomas W. Schaller

15 03 2026

Lavando a louça

Thomas W. Schaller (EUA, 1956)

aquarela,  56 x 56 cm