Flor, 1972
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 37 x 19 cm
Natureza morta, 1952
Augusto José Marques Júnior (Brasil, 1887 – 1960)
técnica mista sobre eucatex, 20 x 32 cm
Flor, 1972
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 37 x 19 cm
Natureza morta, 1952
Augusto José Marques Júnior (Brasil, 1887 – 1960)
técnica mista sobre eucatex, 20 x 32 cm
Paisagem com lanternas, 1958
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
Óleo sobre madeira, 122 x 159 cm
Coleção Batlines
Museu Albertina, Viena, Áustria
Nessa semana que passou, oito noites e sete dias, fui convidada a ponderar sobre as prioridades da vida. Na quinta-feira, enquanto começava a escrever para o blog às 18:30 h, eu me levantei do computador, fui à cozinha preparar uns ovos mexidos para o jantar. Quando abro a geladeira… Tenho uma cãibra no meio do peito, muito suor, sem fôlego. Tomei uma aspirina.
Resultado: emergência. Hospital. Internação por 7 dias. Coração saudável. Mas necessidade de stents. Foi um pequeno infarto. Mesmo com números controlados no colesterol, na glicose, na pressão. Mas umas artérias achavam que iriam me derrubar.
Tive tempo de considerar a fragilidade de nossas vidas. A rapidez com que se pode estar aqui e subitamente não estar. Não que eu não tenha tido esses pensamentos anteriormente. Como todos nós, já perdi entes queridos, até mesmo inesperadamente. Mas é sempre uma volta à realidade, à nossa condição: a certeza de que um dia, a Senhora Dona da Foice virá nos visitar. Semana passada ela passou mais perto do que eu imaginava. Mas já se foi. Voltamos ao dia a dia.
Um agradecimento público
Antes disso gostaria de fazer um agradecimento público a dois médicos que foram de grande dedicação e me seguraram num momento delicado.
Dr. André Feijó [André Luiz da Fonseca Feijó] cardiologista que me atendeu na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro
Dr. Gabriel Treiger [Gabriel de Mattos Treiger] meu incansável clínico geral, com quem me consulto há mais de duas décadas, clínico geral do Hospital Samaritano na Barra da Tijuca.
Sem eles eu poderia não estar aqui.
E aos parentes e amigos presentes nessa aventura do coração: Ana Lúcia, Ricardo, Anna Paula, Lincon, Ronaldo, Fabiana, Perla e Marlene que foram infatigáveis na atenção, no carinho, nas excelentes gargalhadas que me proporcionaram .
Um agradecimento especial ao elenco médico da Casa de Saúde São José também.
x-x-x-x-x
Hoje, primeiro dia de volta à casa, fui, às escondidas, fazer o que seria clássico na literatura. Fui ao cabeleireiro cortar o cabelo para essa NOVA Ladyce West. Uma nova vida. Novo horizonte.
Boa noite.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2026
Reflexões comungadas
Rebecca Aldernet (Canadá, 1974)
Técnica mista, 102 x 76 cm
Roberto Bolaño, Os detetives selvagens
Natureza morta, 1980
Sylvio Pinto (Brasil, 1918 –1997)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Natureza morta
Estevão Silva (Brasil, 1845–1891)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
Coleção Agnaldo de Oliveira SP
Doca das Frutas, c. 1880
[Hoje a área ocupada pela Praça Pereira Parobé]
Athayde d’Avila (Brasil, ativo em meados do Século XX)
óleo sobre tela
Acervo do Museu Júlio de Castilhos
Andreas lendo, 1882-1883
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre papelão, 36 x 29 cm
Coleção Particular
René Descartes
(1596-1650)
Roseana Murray
Com delicadeza
abrir as gavetas
que guardam
as palavras de seda.
Deixá-las sempre
ao alcance
de um sopro,
prontas para o vôo,
para o ouvido,
para a boca.
Palavras de seda
são como borboletas
douradas
quando pousam
no coração do outro.
Em: Manual da delicadeza de A a Z. São Paulo: FTD, 2001.
Retrato do Sr. X, 1906
[Retrato de Pierre Loti]
Henri Rousseau (França, 1844-1910)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Kunsthaus, Zurique