Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 02 2026

Natureza morta, 1945

Ado Malagoli (Brasil, 1906 -1994)

óleo sobre tela, 45 x 55 cm

 

 

 

Natureza morta, 1947

Roberto Burle Marx (Brasil, 1909-1994)

óleo sobre cartão, 33 x 48 cm 

 





Leitura em grupo

24 02 2026

 

 

Sempre comemoramos o final de uma leitura em grupo.  Esse é um projeto de Rose Nobre.  De muito sucesso. Somos em geral de 8 a 12 pessoas dependendo do livro.  As leituras são bem variadas.  Já cobrimos dois livros de Yuval Noah Harari: Sapiens e 21 lições para o século 21A dança do universo, de Marcelo Gleiser, História da riqueza no Brasil, Jorge Caldeira,  A ordem do tempo, de Carlo Rovelli entre outros. 

Nossa próxima leitura: Sociedade do Cansaço, Byung-Chul Han, vai ser boa!  Conheço outros livros do filósofo alemão.

 

 

 

 

Esse foi o primeiro livro que falava de arte e artistas plásticos ainda que no grupo haja quatro artistas. Foi divertido saber das rusgas, dos relacionamentos de amor e ódio, de competição entre pares de pintores.  Muito bom.  Recomendo. 





Trova da roubalheira

24 02 2026
Jornal até bandido lê! Ilustração de Walt Disney, Irmãos Metralha.

 

 

 

“Se um louco inventasse, um dia,
 
vacina “anticorrupção”,

alguém o condenaria:
 
crime de “contrainvenção”!”
 
 
(José Ouverney)




Nossas cidades: Diamantina

24 02 2026

Rua de Diamantina, MG

Colete Pujol (São Paulo, 1913-1999)

óleo sobre placa de eucatex,  32 x 23 cm





Leitura é mágica!

23 02 2026
Ilustração de Jimmy Liao (China, 1958).




Leitura leve, gostosa, brasileira e “na moda”

23 02 2026
Grupo de leitura Papalivros no encontro de fevereiro, em Ipanema, RJ

 

 

A escritora cearense Socorro Acioli é autora do livro escolhido para leitura, no mês do Carnaval, pelo grupo Papalivros:  A Cabeça do Santo [Cia das Letras:2014].  Publicado há mais de uma década, tornou-se um fenômeno de popularidade nos últimos tempos. Influenciadores digitais e jornalistas mencionaram a obra com frequência e, aos poucos, o público endossou as recomendações tornando-o um best-seller.  Tenho afiliações com quatro grupos de leitura (cariocas e nacionais). Com essa escolha do Papalivros, vejo que todos quatro já leram a obra.  Socorro Acioli é uma escritora escolhida por Gabriel Garcia Marques para a oficina “Como contar um conto”, em 2006, em Cuba. Ela pode, então, se considerar não só herdeira do realismo mágico, à maneira de Gabo, mas também abençoada pelo feitiço de seu mentor. A cabeça do santo é resultado dessa experiência.

Um livro pequenino — 176 páginas — consegue encantar a gregos e troianos, ao descrever a saga de Samuel, um homem, que após a morte de sua mãe e a conselho dela, sai em busca do pai.  Nessa empreitada, precisando de abrigo depois de muito andar, ele encontra uma gruta, onde se esconde para passar a noite.  Qual não é sua surpresa ao descobrir, quando acorda, que o abrigo é a cabeça oca de um Santo Antônio, de proporções gigantescas, parte de uma escultura abandonada, um projeto sem sucesso da cidade vizinha, Candeia.  Sua surpresa é acentuada quando percebe que o local é lugar de peregrinação de mulheres à procura um companheiro, namorado, marido, enfim de um milagre do santo casamenteiro.  Escondido na cabeçona, Samuel ouve os causos relatados e as preces endereçadas ao santo.  Acaba interferindo à sua maneira no destino delas, graças a Francisco, um amigo que faz no local.

Fiel às tradições da literatura nordestina, situações de farsa e humor ecoam obras de Dias Gomes e Ariano Suassuna. Aqui, Socorro Acioli nos presenteia com uma mini fábula, enraizada nas tradições populares, na política dos lugares pequenos, nas crendices da vida cotidiana, na superstição. Osório, o prefeito de Candeia, cidade responsável pelo projeto desastroso da escultura monumental, é personagem que poderia ser encontrado em alguma obra de Dias Gomes, herdeiro, podemos dizer, de Odorico Paraguaçu, de O Bem-amado (1961). Dias Gomes também é sentido no humor cáustico com que Osório é representado. Candeia é uma cidade dividida entre misticismo e ganância, dualidade também encontrada nas obras do dramaturgo, conhecido por representar o conflito entre o sagrado e o profano.   

Samuel e Francisco por outro lado são ‘filhos’ de Ariano Suassuna, personagens que sobrevivem graças à  astúcia e  a algumas artimanhas. São sertanejos e bem representam o local em que a religião é cultura viva, em que milagres acontecem apesar de ou por causa de todas suas mazelas.  Isso é retratado num ritmo de cultura oral, em alguns lugares reminiscente da literatura de cordel, e pela fé mística e grandiosa, como acontece em O Auto da Compadecida (1955).

A cabeça do santo é obra ainda mais rica nas referências bíblico-religiosas de Samuel (do Velho Testamento), São Francisco e Santo Antônio, dois dos mais populares santos cultuados no Brasil, referências admitidas pela própria autora. Recomendo a leitura ainda que para meu gosto ela pudesse ter sido expandida, com mais causos, mais detalhes nas histórias contadas a Samuel. Achei o final, deus-ex-machina previsível e súbito, um tantinho à maneira Dias Gomes, um final dramático e retumbante, que resolve todos os problemas. Mas vale. É uma boa leitura para um fim de semana divertido. 





Trabalhando com lápis de cor: Alejandro Asensio

23 02 2026

Talheres e quadrados, 2026

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 31 x 28 cm (enquadrado)

 

 

 

Homem aranha, mamãe e verão, 2025

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 52 × 68 cm 

 

 

 

Ao caldo, 2025

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 28 × 20 cm 

 

 

 

Hora do almoço, 2025

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 30  × 36 cm [emoldurado]

 

 

 

Cama de rosas, 2025

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 66x 106 cm

 

 

 

Azul, amarelo e cerveja, 2025

Alejandro Asensio (Espanha, 1993)

lápis de cor sobre papel, 46 × 75 cm

 

 

 





Em casa: Xiao Wang

22 02 2026

Perigo de incêndio, 2023

Xiao Wang (China-EUA, 1990)

óleo sobre  tela, 122 x  152 cm





Todo mundo lê!

21 02 2026
Ilustração de Pierre Probst (França, 1913-2007)




A influência da literatura, trecho de Madame Bovary, Flaubert

21 02 2026

Regina, esposa do pintor lendo

Henry Bouvet (França 1859-1945)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

 

As leituras de Ema Bovary:

 

“Com Walter Scott, mais tarde, apaixonou-se pelas coisas históricas, sonhou com baús, sala de guardas e menestréis. Teria gostado de viver em alguma velha mansão, como aquelas castelãs de longo corpete, que, sob o trevo das ogivas, passavam os seus dias, com o cotovelo sobre a pedra e o queixo na mão, a olhar vir do fundo da campanha um cavaleiro de pluma branca que galopa num cavalo negro. Teve, naquele tempo, um culto por Maria Stuart, e venerações entusiastas em relação a mulheres ilustres ou infortunadas. Joana d’Arc, Heloísa, Agnès Sorel,15 a bela Ferronnière e Clémence Isaure, para ela, destacavam-se como cometas na imensidão tenebrosa da história, onde se sobressaíam ainda, aqui ou acolá, porém mais perdidos na sombra e sem nenhuma relação entre eles, são Luís e o seu carvalho, Bayard moribundo, algumas ferocidades de Luís XI, um pouco de São Bartolomeu, o penacho do Béarnais, e sempre a lembrança dos pratos pintados em que Luís XIV era louvado.”

 

Madame Bovary, Gustave Flaubert, Tradução de Mário Laranjeira: Penguin Classicos