Imagem de leitura — Federico Zandomeneghi

12 10 2008

Senhora com livro, s/d, Federico Zandomeneghi (Itália 1841-1917)

 

Federico Zandomeneghi,  (Veneza, Itália 1841- Paris, 1917) veio de uma família de longa tradição nas artes plásticas.  Ambos pai e avô eram conhecidos escultores venezianos.  Por seu apoio a Garibaldi, viu-se obrigado a se mudar para Florença em 1860, onde junto com outros artistas florentinos passou a pintar ao ar livre.  Foi para Paris em 1874, onde participou dos Salões Impressionistas de 1879, 1880, 1881 e 1886.   Muito amigo de Degas.  Também ilustrou muitas revistas de moda.  A partir de 1890 adicionou o trabalho em pastel de cera ao seu acervo.  Seu trabalho teve bastante aceitação no mercado americano, sob a direção do marchand Durand-Ruel.

 





Houve pânico na cidade — Revolução de 1932

12 10 2008

Soldados paulistas, Foto Claro Johnson
Soldados paulistas, Foto Claro Johnson

 

2 de outubro de 1932

 

 

Houve pânico na cidade.  Os autos trabalharam  toda a noite anterior e a madrugada de hoje.  Caminhões não cessavam de correr à noite e de madrugada.  Constava que a linha de resistência das tropas ia ser no rio Itapetininga, a 1 légua desta cidade.  Falava-se que as tropas paulistas continuariam o ataque até o extermínio.  A prefeitura põe à disposição dos habitantes  trens da Sorocabana.  Houve evasão de quase metade da população, durante a noite anterior, a madrugada e todo o dia dois.

 

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Levei a família à Sorocaba, onde ficará até cessar o movimento.  

 

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Trem blindado, 1932, Canhão Schneider 150mm, Araçu, SorocabanaTrem blindado, 1932, Canhão Schneider 150mm, Araçu, Sorocabana

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 150 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Ruas da cidade de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932.





União Européia substitui lâmpada incandescente por florescente!

12 10 2008

Representantes dos países da União Européia decidiram nesta semana proibir o uso de lâmpadas incandescentes a partir de 2010.   Este é um esforço para generalizar o uso de eletrodomésticos ecologicamente corretos que foi impulsionado por um grupo de industriais, ambientalistas e especialistas em energia, que juntos tentam eliminar o uso das lâmpadas incandescentes em 10 anos.

 

 A troca para as lâmpadas que economizam energia foi primeiro anunciada no ano passado em Bruxelas, como parte de um ambicioso programa de controle do uso de energia para parar as mudanças climáticas em curso.  Este programa foi agora aprovado em Luxemburgo onde os ministros de Energia dos países da União Européia aprovaram modificações na a legislação européia já existente sobre a matéria para adicionar as limitações ao uso da lâmpada incandescente.  Os regulamentos europeus sobre o uso de energia elétrica já afetava inúmeros produtos tais como lavadoras, máquinas de lavar pratos e fornos elétricos.

 

Originalmente esta medida foi impulsionada por uma coligação dos maiores fabricantes de lâmpadas, entre as quais a Royal Philips Electronics da Holanda, lado a lado com o Conselho da Defesa de Fontes Naturais de Energia e mais duas organizações que promovem eficiência no consumo energético pediram padrões específicos de eficiência energética nos níveis estaduais e federais.   Na sexta-feira passada as três maiores fabricantes de lâmpadas – General Electric, Siemens e Royal Philips Electronics —  anunciaram que irão trabalhar incessantemente para que o consumidor europeu tenha uma mudança rápida e eficiente para os novos tipos de lâmpadas cujas emissões de dióxido de carbono contribuem para o aquecimento global.

 

A União Européia concretamente apoiou “a venda de todos os produtos de iluminação doméstica com menor rendimento esteja proibidos a partir de 2010, quando existirem fórmulas de substituição.”  Os ministros alegaram que desejam evitar riscos de falta de oferta no mercado ou qualquer perda de funcionalidade que prejudique os usuários.

 

A UE dará incentivos públicos para encorajar consumidores a comprar produtos mais eficientes e ao mesmo tempo estabelecer padrões de desempenho que eliminarão produtos de menor eficiência do mercado europeu.  No momento um grande esforço de conscientização já está tendo resultados  com a troca —  nos 27 países membros —  de lâmpadas incandescentes das iluminações de rua e de escritórios do funcionalismo público.  O programa agora se expandirá para que as lâmpadas de uso doméstico também sejam alvo do programa.

 

Em 2008, um projeto de regulamento que para iniciar o processo gradual que chegue à  proibição total de todas as lâmpadas incandescentes e de baixo rendimento, já deve estar em prática.  Esta medida, votada na sexta-feira passada já foi comemorada por grupos ambientalistas como o WWF, que a considerou “um passo adiante positivo”.

 

Segundo cálculos do WWF, o consumo das lâmpadas incandescentes é de três a cinco vezes superior ao das lâmpadas eficientes e sua substituição contribuiria à redução do consumo de energia em 60%, o que equivale cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.  O próximo passo, que não pode esperar por muito mais tempo, será a adoção pela EU de  uma meta de redução do consumo energético primário em 20% para 2020.    

Nem todo mundo está satisfeito com a mudança de tecnologia.  As lâmpadas florescentes – que por sinal podem vir em cor branca ou amarelada – levam um pouquinho mais de tempo para esquentarem e podem às vezes piscar.  Estes são ajustes mínimos no comportamento do consumidor.  Mais difícil será a adaptação de todos os bocais.  Quando um bocal para a lâmpada é mais antigo – e isso acontece bastante na Europa – às vezes há que ter a troca bocais pois as lâmpadas florescentes tem um bocal um pouco mais longo e espesso.   E o preço inicial destas lâmpadas LED é um pouco maior.  Mas com o uso generalizado seu preço deve cair.   

 

 

 

Os ministros de energia europeus, que se encontraram em Luxemburgo mencionaram que a redução do consumo anual de energia primária, já figurava em conclusões anteriores mas também se mostraram a favor de uma política integrada em matéria de clima e energia baseada em três objetivos: luta contra a mudança climática, segurança de fornecimento e manutenção da competitividade das economias européias.





RJ: Instituto de Tecnologia oferece bolsas de estudos

12 10 2008
ilustração Walt Disney
ilustração Walt Disney

O Instituto de Tecnologia ORT, sétimo melhor colégio carioca na avaliação do Enem, está com inscrições abertas para seu concurso de bolsas de estudo para o próximo ano letivo. São 14 bolsas integrais – duas para cada ano do Ensino Fundamental (6º ao 9º) e seis para a 1ª série do Ensino Médio Técnico.

 

Os interessados devem entrar em contato com o colégio pelo telefone (21) 2539-1842, para agendar uma visita e obter mais detalhes sobre o concurso de bolsas. Pais e candidatos assistem à palestra e conhecem a moderna estrutura do colégio – que inclui 16 laboratórios.

 

“Setenta por cento de nossos alunos têm algum tipo de bolsa de estudo. Além das obtidas pelo concurso, também oferecemos bolsas com base no rendimento escolar prévio e nas condições financeiras do aluno”, explicou Hugo Malajovich, diretor do ORT.

 

Além das atividades em sala de aula, os alunos do ORT desenvolvem projetos nos laboratórios de Ciências, Química, Biologia Aplicada, Biotecnologia, Eletrônica, Informática, Programação, Robótica, Telecomunicações, Tecnologias Avançadas e Produção Visual. Há ainda oportunidades de estágios no próprio colégio ou através de convênios com grandes empresas.

 

O ORT é uma instituição educacional internacional, fundada em 1880, hoje considerada a maior organização não-governamental de ensino e treinamento tecnológico do mundo. Atuando em 50 países, suas escolas são freqüentadas anualmente por mais de 300 mil alunos. Seu diferencial é o ensino de Ciências e Tecnologia a partir do Ensino Fundamental e, no Ensino Médio, o ensino técnico, ministrado paralelamente ao ensino geral.

 

Ao se formar no ORT o aluno recebe além do certificado de conclusão do Ensino Médio que o habilita a continuar estudos universitários, um diploma de técnico nas áreas de Biotecnologia, Comunicação Social, Eletrônica ou Informática, que lhe permite, ao mesmo tempo, entrar no mercado de trabalho e iniciar a faculdade.

 

 

Jornal: O Dia

 

 





A Primavera — poema de P. de Petrus

12 10 2008

Ilustração de Rebecca Peed

A primavera

 

P. de Petrus

 

 

Primavera!  A Natureza,

Agora em nova roupagem,

Traz às plantas mais beleza,

Deita perfumes na aragem.

 

A colina é uma princesa

Dentro da mata selvagem.

Já não existe a tristeza

No sorriso da paisagem.

 

O sol, dourando o horizonte,

Cobre de beijos a fonte

E também a flor que o espera…

 

E o cantar dos passarinhos,

Quebrando a calma dos ninhos

Vem saudar a Primavera.

 

Pedro Bandettini, cognome P. de Petrus (SP 1920 – SP 1999)

 

Obras:

 

Paisagens Poéticas, 1970

Pensamentos Poéticos , 1975

Meu Canteiro de Trovas, 1984





Imagem de leitura — Gyula Benczúr

11 10 2008

Senhora lendo na Floresta, 1875, Gyula Benczúr (Hungria 1844-1920), OST, Galeria Nacional da Hungria.

 

Gyula Benczúr, pintor Húngaro, nascido em 1844 em Nyíregyháza, e falecido em 1920, na cidade de Dolány.  Foi também reconhecido pedagogo.  Um pintor favorito entre a nobreza húngara, pintou retratos de reis e nobres e ganhou também inúmeros prêmios de pintura.  Conhecido também por ter ilustrado os trabalhos do escritor alemão Frederich Schiller.





O que muda no novo acordo ortográfico da língua portuguesa I

11 10 2008

Ilustração Maurício de Sousa

DO ALFABETO E DOS NOMES PRÓPRIOS ESTRANGEIROS E SEUS DERIVADOS

 

1º ) O alfabeto da língua portuguesa é formado por vinte e seis letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:

 

Iremos adicionar 3 novas letras ao alfabeto:

 

k K (capa ou cá)

w W (dáblio) 

y Y (ípsilon) 

 

 

As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:

 

a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados:

 

 

Exemplos:       Franklin, frankliniano;

Kant, kantinismo;

Darwin, darwinismo;

Wagner, wagneriano;

Byron, byroniano;

Taylor, taylorista;

 

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados:

 

Exemplos:       Kuwait, kuwaitiano;

Malawi, malawiano;

 

 

c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional:

 

Exemplos:

 

TWA,

KLM;

K-potássio (de kalium),

W-oeste (West);

kg-­quilograma,

km-quilômetro,

kW-kilowatt,

yd-jarda (yard);

Watt.

 

3º ) Em congruência com o número anterior, mantém-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes:

 

Exemplos:       comtista, de Comte;

garrettiano, de Garrett;

jeffersônia, de Jefferson;

mülleriano, de Müller;

shakesperiano, de Shakespeare.

 

Os vocábulos autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem.

Exemplos:       de fúcsia/ fúchsia

bungavília/ bunganvílea/ bougainvíllea.

 

 

4º ) Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e th podem conservar-se em formas onomásticas da tradição bíblica.

 

Exemplos: Baruch, Loth, Moloch, Ziph

 

Ou podemos simplificá-los: Baruc, Lot, Moloc, Zif.

 

Se qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invariavelmente mudo, elimina-se:

Exemplos:       José, em vez de Joseph,

Nazaré, em vez de Nazareth;

 

e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica:

 

Judite, em vez de Judith.

 

 

5º ) As consoantes finais grafadas b, c, d, g e h mantêm-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeada­mente antropônimos e topônimos da tradição bíblica.

 

Exemplos:  Jacob, Job, Moab, Isaac; David, Gad; Gog, Magog; Bensabat, Josafat.

 

Integram-se também nesta forma:

 

Cid. em que o d é sempre pronunciado;

Madrid

Valhadolid, em que o d ora é pronunciado, ora não

Calcem ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas condições.

 

Nada impede, entretanto, que dos antropônimos em apreço sejam usados sem a consoante final Jó, Davi e Jacó.

 

6º ) Recomenda-se que os topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente.

 

Exemplo:        Anvers, substituíndo por Antuérpia;

Cherbourg, por Cherburgo;

Garonne, por Garona;

Genève, por Genebra;

Justland, por Jutlândia;

Milano, por Milão;

München, por Munique;

Torino, por Turim;

Zürich, por Zurique, etc.

 

 





10 coisas que você precisa saber sobre o aquecimento global.

11 10 2008

 

10 coisas que você precisa saber sobre o aquecimento global.

 

1 —  O planeta está aquecendo devido ao excesso  de emissões humanas de gases do efeito estufa.

 

2 – A organização da agricultura mundial irá mudar com o aquecimento, o Brasil poderá perder algumas de suas maiores fontes de exportação agrícola.  

 

3 – Com o aumento da temperatura, a maioria dos alimentos terá seu cultivo prejudicado.

 

4 – A qualidade de vida sofrerá alterações por causa do aumento das catástrofes naturais.  O padrão das doenças mudará a qualidade de vida sofrerá alterações por causa do aumento das catástrofes naturais.  O padrão das doenças mudará e a disponibilidade mundial de água será alterada.

 

5 – Boa parte da biodiversidade do planeta será extinta com o aquecimento, acarretando prejuízos imensuráveis.  

 

6 – Seria necessário 1% do PIB mundial para diminuir as causas do aquecimento, enquanto que 20% do PIB é o gasto estimado para cobrir os prejuízos das conseqüências dele;

 

7 – Em 2008, os países desenvolvidos comprometidos com o Protocolo de Kyoto devem iniciar  o processo de diminuição de suas emissões de gases em 5,2%.

 

8 — O MDL [Mecanismo de Desenvolvimento Limpo]  é um mecanismo para países subdesenvolvidos implantarem projetos de redução de emissão de carbono e negociarem créditos de carbono com nações desenvolvidas.

 

9 – Existem muitas regras para a implantação de projetos de MDL, e o excesso de burocracia e custos leva algumas empresas a fazerem atividades sem os critérios da ONU.

 

10 – Projetos de aterros sanitários costumam viabilizar os investimentos.

 

 

 

Da revista Galileu Vestibular 2009, Ciências, Meio Ambiente.





Os periquitos — poema de Osório Dutra

10 10 2008

Os Periquitos

 

 

Osório Dutra

 

 

No leque verde dos coqueiros

Que ornam a margem dos caminhos,

Os periquitos galhofeiros

Zombam dos outros passarinhos.

 

Numa algazarra delirante,

Batendo as asas irisadas,

Cantam a terra e o céu distante,

Glorificando as alvoradas.

 

Porque se julguem muito ricos

Donos do espaço e das alturas,

Fogem dos pobres tico-ticos,

Trocando afetos e ternuras.

 

Unidos contra aos caçadores,

Andam ariscos e assustados:

Temem os ventos destruidores

E a poeira azul dos descampados.

 

São tão alegres, tão ruidosos,

Que a gente ao vê-los avalia

Que sejam todos venturosos,

Brincando ao sol de cada dia.

 

Não param nunca os mais tranqüilos.

Pulam, febris, de galho em galho.

Com que prazer, para segui-los,

Deixo de lado o meu trabalho!

 

Passam a vida saltitando

E é cada qual mais tagarela.

Onde vai um, lá vai o bando,

Cortando o azul na tarde bela.

 

Ordena um deles a partida

Em busca de outros horizontes.

Depois é a volta…  E que corrida

Vertiginosa sobre os montes!

 

E quando, à noite, escuto os gritos

De mil insetos bandoleiros,

Dormem, sonhando, os periquitos

No leque aberto dos coqueiros.

 

Osório Hermogênio Dutra, Vassouras, Estado do Rio, (1889 -1968). Diplomata brasileiro e poeta.

Obras:

 

O país do deuses (crônicas sobre o Japão)

Terra Bendita, 1923 (poesia)

Castelos de Marfim e  Céu Tropical (poesia), 1930

Inquietação, 1933 (poesia)

Dentro da noite Azul, 1934

Silêncio doce silêncio, 1936 (poesia)

O gênio poético de Martins Fontes, 1938

Mundo sem alma, 1943

Terra da gente, 1944 (poesia)

Emoção, 1945

Tempo perdido, 1946

Elas e nós, 1955, (poesia)

 

 

Vocabulário para uso escolar:

 

Ornar = decorar, enfeitar

Galhofeiro = brincalhão

Irisada = furta-cor

Venturoso = feliz

Bandoleiros =  errante, sem paradeiro





Imagem de leitura — Fernand Toussaint

9 10 2008

A Carta de Amor, s/d, Fernand Toussaint (Bélgica, 1873-1955)

 

Fernand Toussaint, (Bélgica 1873-1956) pintor belga, nascido em Bruxelas, famoso pelas naturezas mortas e retratos.  Aluno de Jean Portaels em Bruxelas e depois e em Paris onde refinou seu estilo com a atenção do pintor Alfred Stevens.