E lá se vai o Urso Polar! Ajude-o!

23 09 2008

 

Com as temperaturas aumentando continuamente nas últimas décadas e o cobertor de gelo do Pólo Norte derretendo, a terra, próxima à Sibéria, ao Canadá e ao Alaska, está se tornando macia e convidativa à formação de novas fazendas agrícolas.   Os animais e plantas do Ártico terão que se adaptar às novas temperaturas, ou serem para sempre extintos.  Esta é uma das razões pelas quais o urso polar se tornou o símbolo da mudança climática.  

 

Os 100.000 habitantes do Círculo Polar, membros de povos nativos e espalhados através do Alaska, Canadá, Groenlândia e Sibéria já contam suas perdas.  Percebem claramente que as áreas naturais que usam para habitação estão diminuindo de tamanho e que as terras, anteriormente cobertas por gelo, hoje estão afundando depois que o gelo derrete.

 

Mas há outras pessoas que vêem uma possibilidade de crescimento neste desastre ecológico.  Cinco nações que tem fronteiras com o Ártico – EUA, Rússia, Canadá, Noruega e Dinamarca – se preparam para administrar as novas riquezas descobertas debaixo do gelo.

 

 

Os Russos vêem no degelo a possibilidade de plantações de trigo e de melhoria de safra deste cereal.   Na Groenlândia recentemente as terras foram dedicadas à plantação de batatas e de brócolos.  Isto torna a Groenlândia menos dependente de importações do sul do planeta.  A Alcoa, uma grande companhia americana produtora de alumínio se prepara para construir uma instalação próxima a Nuuk, capital da Groenlândia.  Alcoa usará eletricidade fabricada pelo degelo dos glaciers para a indústria.  

 

Com o degelo novas rotas para navegação aparecem; rotas que podem ser usadas para petróleo e gás, assim como diversos minérios.  Isto fez com que três governos diferentes já tenham começado a expandir alguns portos.  Os mais atualizados são: Murmansk (Rússia), Churchill (Canadá) e Hammerfest (Noruega).   Estes portos deverão ser bastante usados porque com o degelo uma imensa quantidade de fontes de petróleo, gás e de minérios estará muito mais fácil de ser acessada.

 

Mas há ainda alguns problemas a serem resolvidos: há fronteiras que não estão bem delineadas e governos já se posicionam para uma briga pelo menos diplomática, apesar dos cinco países envolvidos nas terras do Círculo Polar terem feito um acordo de cooperação dentro do oceano ártico.

 

Mudanças que deixam o resto do mundo em alerta são pequenas mas significativas:  o Canadá investiu 3 bilhões de dólares para adicionar 1.000 soldados às tropas dos sediadas do Ártico, para aumentar o patrulhamento naval da área e para construir uma nova estação naval em Nanisivik, por 100 milhões de dólares.

 

Os EUA estão no momento estudando o fundo do mar ao norte do Alaska na esperança de estabelecer novas fronteiras na região junto às Nações Unidas.  O governo federal pretende gastar 1,5 bilhões adquirindo novos quebradores de gelo, para poder utilizar as novas rotas marítimas.  A Casa Branca espera ainda este ano revelar uma nova estratégia política para o Ártico.  E há no horizonte alguns conflitos previstos sobre fronteiras territoriais entre a Dinamarca e o Canadá e entre a Rússia e a Noruega.  Estes conflitos se acirram porque novas fontes de minérios e outras riquezas minerais continuam a aparecer e estimulam os governos a explorá-las.  

Resta saber a conseqüência no meio ambiente destas novas explorações minerais.  

 

Este post foi baseado num artigo da revista Der Spiegel, de 19/9/2008, por Gerald Traufetter.

 

 

E ainda há aqueles que dizem que não há provas do aquecimento global.   Só mesmo para quem não quer ver.





Canção da Primavera — poema de Mário Quintana

23 09 2008
Catavento, de Luciana Teruz (Brasil 1961)

Catavento, de Luciana Teruz (Brasil 1961)

 

Canção da Primavera

 

 

(Para Érico Veríssimo)

 

 

 

Primavera cruza o rio

Cruza o sonho que tu sonhas.

Na cidade adormecida

Primavera vem chegando.

 

Catavento enloqueceu,

Ficou girando, girando.

Em torno do catavento

Dancemos todos em bando.

 

Dancemos todos, dancemos,

Amadas, Mortos, Amigos,

Dancemos todos até

 

Não mais saber-se o motivo…

Até que as paineiras tenham

Por sobre os muros florido!

 

Mário Quintana 

 

Mario Quintana; Canções, 1946

 

 

Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.

 

Obras:

 

– A Rua dos Cata-ventos (1940)

– Canções (1946)

– Sapato Florido (1948)

– O Batalhão de Letras (1948)

– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)

– Espelho Mágico (1951)

– Inéditos e Esparsos (1953)

– Poesias (1962)

– Antologia Poética (1966)

– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil

– Caderno H (1973)

– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)

– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.

– A Vaca e o Hipogrifo (1977)

– Prosa e Verso (1978)

– Na Volta da Esquina (1979)

– Esconderijos do Tempo (1980)

– Nova Antologia Poética (1981)

– Mario Quintana (1982)

– Lili Inventa o Mundo (1983)

– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)

– Nariz de Vidro (1984)

– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil

– Primavera cruza o rio (1985)

– Oitenta anos de poesia (1986)

– Baú de espantos ((1986)

– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)

– Preparativos de Viagem (1987)

– Porta Giratória (1988)

– A Cor do Invisível (1989)

– Antologia poética de Mario Quintana (1989)

– Velório sem Defunto (1990)

– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.

– Sapato Furado (1994)

– Mario Quintana – Poesia completa (2005)

 

 





“Se não há água, requisite-se!” Revolução de 1932

22 09 2008
General Isidoro Lopes

General Isidoro Lopes

 

21 de setembro de 1932

 

É censurável em toda esta luta o azedume dos militares.  É um assunto que precisa ser atacado para combatê-lo.  Há entre todos os militares, exército ou milícia, um perene azedume, quando em campanha, uma constante indisposição e mau humor para com os civis e entre si mesmos, entre graduados e inferiores.  Eu tenho notado com mágoa esse azedume.  Parece que cada soldado é também um espião do outro.  Vivem todos em  mútua espionagem.  Desconfiam de tudo, de todos e se desconfiam entre si!

 

Militares inteligentes e cultos, militares ignorantes e estúpidos, todos são iguais na espionagem e no azedume!

 

Nos seus momentos de grande ira, de azedume agudo, para o militar, não existe nenhuma desculpa, nenhuma justificação de coisa alguma.

 

Quando um oficial de gros bonnet quer qualquer coisa, há de ser prontamente atendido, e, ai! Daqueles que opuserem qualquer objeção!  Os militares, em campanha, estão sempre azedos!

 

Hoje, um sargento, pouco azedo, talvez por ser um simples sargento (porque o azedume vai crescendo com os galões) contava a outro esta pilhéria que denota azedume e estupidez:

 

No Quartel General, às 18 horas, já escura a tarde, não havia, ainda, luz.  Um major grita a um subordinado que acenda as lâmpadas.  O subordinado faz-lhe ver, que não havia, ainda, luz por falta de água na represa da usina elétrica.  E o major, azedo e estúpido, retruca enraivecido: — Pois eu quero a lâmpada já acesa!  Se não há água, requisite-se!

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 144-145 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932

Grupo no fronte: Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932





Plante uma árvore! Faça o seu bairro, um bairro verde!

21 09 2008

 

 

 

 

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro conscientiza sobre importância de plantar árvores nas ruas:

 

A Fundação Parques e Jardins vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da arborização urbana. O objetivo é oferecer informações sobre os benefícios produzidos pelas árvores para a qualidade de vida, como embelezamento paisagístico, diminuição da temperatura em áreas mais quentes e redução da poluição ambiental.

 

A iniciativa surgiu após a constatação do alto índice de rejeição ao plantio de árvores nas ruas, principalmente nas regiões Norte e Oeste. Por isso, o início da campanha será pelo bairro de Piedade, onde 15 agentes ambientais capacitados darão informações sobre as vantagens de ter as ruas arborizadas e vão incentivar os moradores a adotar a muda plantada na sua rua, se comprometendo a cuidar do seu desenvolvimento.

 

Está na hora de tomarmos todas estas iniciativas sob nossa próprias rédeas.  Afinal, somos nós, cidadãos, que nos beneficiamos com o plantio de árvores em todos os bairros.  A hora é agora!  Mova-se!

TORNE A SUA CIDADE MAIS VERDE!





O flamboyant da casa ao lado, poema de Ladyce West

21 09 2008

Para comemorar a chegada da Primavera!

 

Paisagem com flamboyant, 1955

Armando Viana, (RJ 1897- RJ 1992)

Óleo sobre tela

Coleção Particular

O Flamboyant da casa ao lado

Ladyce West

 –

Morreu o flamboyant da casa ao lado.

Foi-se o calor de verão da minha infância.

Apagaram-se suas flores alaranjadas,

Fogosos anúncios do início da estação.

Doente e velho, tombou calado e emagrecido.

Sóbrio e distinto, evaporou-se nos cupins.

Deixou em seu lugar espaço raro,

Um ar aberto, um nada enorme, que me espanta.

Um espaço devassado diariamente,

Onde antes, a sombra clara era presente.

O vácuo preencheu meu horizonte.

Galhos partidos, quebrados sobre a ponte.

O tronco doente jogado num instante.

Vergou molhado, encharcado pela chuva.

Mostrando a todos o que só a terra conhecia:

Suas raízes, engrossadas pelo tempo,

Eram agora desvendadas pelo vento.

Tombou sozinho com um único gemido

Doloroso, aceitando o seu destino.

Pernas pra cima em impudico descaso.

Meu companheiro de verões ardentes,

Guardião de minha infância e adolescência.

Exuberante, florescia ano após ano

Desabrochando incandescente em dezembro.

Entre nós havia um rio bem estreito,

Que nascia lá no alto da Rocinha,

Cascateava da nascente até a Gávea,

De onde então serpenteava rumo ao mar.

Era aqui, que deslizava sob as pontes

E atravessava minha rua de mansinho.

De um lado, o flamboyant enraizado;

Do outro, o edifício com meu ninho.

Crescemos juntos, eu e ele aqueles anos.

Nossa distância era pouca e amenizada,

Pois reservava uma flor para meu gozo,

Que escondida pelo batente da janela,

Aos poucos, foi-se chegando espevitada.

E me espreitava, esticando o seu florão.

Curiosa, assim passava os dias quentes.

A cada ano parecia mais chegada.

Era de casa.  Sem receio se hospedava.

Com jeitinho, batia na vidraça,

E enrubescendo se apoiava ao janelão.

Esta flama de verão me viu crescer,

Chorar amores, estudar, adormecer.

Custa-me vê-lo cair, velho soldado!

Quem irá agora anunciar-me o verão?

 

 

Dezembro 2006

 

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro.





A baleia e suas pernas, novo passo para entender a evolução.

21 09 2008
Esqueleto da Baleia Georgiacetus

Esqueleto da Baleia Georgiacetus

 

Mark Uhen, paleontologista do Museu de História Natural, em Tuscaloosa, do estado de Alabama nos Estados Unidos encontrou evidência de que antigas espécies da baleia Georgiacetus nadavam usando duas pernas traseiras.  Como mostra a ilustração do Instituto Smithsonian.  Uhen começou analisando ossos fósseis encontrados por arqueólogos amadores.  As amostras que lhe trouxeram haviam sido encontradas nas margens de rios nos estados do Alabama e do Mississipi e eram de ossos da antiga baleia Georgiacetus cujo habitat havia sido próximo ao Golfo do México, há 40 milhões de anos, na época em que o estado americano da Flórida ainda estava quase totalmente submerso.  Estas baleias atingiam aproximadamente 4 metros de comprimento e tinham dentes muito pontiagudos.

 

Sabe-se que os ancestrais das baleias andavam sobre quatro pernas, assim como outros mamíferos e eram animais semi-aquáticos. Com o tempo eles vieram a ser animais aquáticos e as pernas da frente viraram nadadeiras, enquanto perderam as ancas e pernas de trás.  Os vertebrados conhecidos do homem hoje são capazes de nadar usando uma grande variedade de técnicas.  As mais conhecidas são: o pedalar com os quatro membros, pedalar só com os membros traseiros, ondular os quadris, ondular a cauda e oscilar com a cauda.  Tudo indica que estes novos fósseis possam explicar melhor a evolução da maneira de nadar das baleias.  

 

 

Ilustração de Mary Parrish

Ilustração de Mary Parrish

 

Este ainda é um dos grandes mistérios no estudo e na compreensão da anatomia e evolução do maior mamífero aquático.  Descobrir quando as baleias se transformaram para se adaptarem melhor à água está sempre presente nos estudos sobre evolução da vida no nosso planeta.  Muitas baleias de hoje ainda mostram traços de uma pélvis e há algumas baleias, que nascendo com algumas características recessivas, nascem com vestígios de pernas traseiras.  Com os estudos de Mark Uhen a baleia Georgiacetus parece ser um passo na evolução: mostra indício de ter nadado com a oscilação dos quadris.

Fontes: Newswise, Physorg





Laranjeira — poema infantil de Baltazar de Godoy Moreira

20 09 2008
9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

 

Laranjeira

 

Baltazar de Godoy Moreira

 

Uma linda sementinha

Em meu quintal descobri

Alva!  Macia, limpinha!

— Minha linda sementinha

Que posso fazer de ti?

 

Faze uma covinha rasa

Com boa vontade e amor,

No quintal de tua casa,

Onde haja luz e calor.

Deixa-me lá, por favor.

 

Um dia quando tu fores

Moça, formosa e faceira.

Terei um tronco encorpado,

E uma ramada altaneira.

 

Cheia de frutos e flores

Então, com maior agrado

Darei para o teu noivado,

Os botões de laranjeira!

 

Baltazar de Godoy Moreira, (SP 1898) Poeta, contista, professor, pedagogo. 

 

Obras:

Marília, cidade nova e bonita, 1936  

Negro velho de guerra, 1947  

Roteiro de Pindamonhangaba Poesia, 1960

Curumim sem nome, s/d

Aventuras nos garimpos de Cuiabá, 1960

Rio Turbulento, s/d

O Castelo dos Três Pendões

A Caminho do Oeste, s/d

 

NOTA: Seu nome aparece com diversas maneiras de escrever.  Achei as seguintes, nem todos os serviços de busca reconhecem estas variantes. 

Baltazar de Godoy Moreira (não confundir com o bandeirante do mesmo nome, que deve ser seu antecessor).

Baltazar de Godói Moreira

Baltazar Godói Moreira.

Há também as mesmas variantes com Baltazar com a letra “z” e Baltasar com a letra “s”.





Elogia-se o Batalhão 14 de Julho — Revolução de 1932

20 09 2008
Alegoria para a Revolução de 1932

Alegoria para a Revolução de 1932

20 de setembro de 1932

 

Monotonia completa.  Cidade cheia de soldados que passeiam e boateiam.  Reina algum desânimo.  Há boatos terroristas. 

 

Elogia-se o batalhão “14 de Julho” composto de homens formados e acadêmicos.

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 143-144 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

NOTA DA PEREGRINA:  Não houve nenhuma anotação entre os dias 12 e 19 de setembro de 1932.

Os federalistas

Os federalistas *

 

  • Nota do leitor Celso Pinho em 14-4-2019
  • Apenas uma correção. Na ultima foto deste Post, não se tratam de Federalistas conforme diz a legenda, e sim do Coronel Herculano de Carvalho, durante visita à Itapira, pouco depois de assumir o comando da Força Pública de São Paulo, tendo em vista o falecimento do Coronel Júlio Marcondes Salgado.




Diversificação à vista nos testes de DNA!

20 09 2008
Ilustração de Eva Furnari.

Ilustração de Eva Furnari.

 

Cada qual sabe onde o sapato lhe aperta, não há dúvidas.  E às vezes até  surpreende!  Enquanto programas populares na televisão brasileira exploram a dúvida de maridos sobre a paternidade dos filhos e convocam famílias para lavarem suas roupas sujas em frente a milhões de telespectadores, para por fim através de um teste de DNA provarem ou não a identidade do pai. Numa outra parte do mundo, na cidade de Pitah Tikva, o governo achou um novo uso para o exame de DNA: policiamento dos cachorros que sujam as calçadas da cidade.  

 

Como?  Onde?  O que é Pitah Tikva?  É uma cidade de aproximadamente 190.000 pessoas, próxima a Tel Aviv em Israel.  Aparentemente esta metrópole tem um problema sério com os dejetos caninos deixados nas ruas.  Tanto, que acabou de lançar um programa em que as fezes encontradas nas calçadas serão levadas a laboratório. Um exame de DNA identificará o cachorrinho infrator.  E através desta identificação seu dono será multado!  O programa também dará prêmio a quem fizer bom uso dos locais para o depósito de fezes caninas.

 

Nos próximos seis meses a cidade estará fazendo este tipo de controle sanitário.  Depois deste período irão decidir se o programa vale ou não a pena.  A idéia foi de Tika Bar-On, Chefe de veterinária da cidade.  Ele também acredita que este sistema será útil em desenvolver pesquisa sobre doenças genéticas, identificação de animais e outros dados úteis para a  boa administração da cidade.

 

Os donos de cachorros terão que levar seus animais de estimação para que seus DNAs sejam identificados.  Com referência de registros e endereços dos donos nos bancos de dados será muito mais fácil conseguir multar os donos que insistirem em sujar as calçadas que são usadas por toda a comunidade.

 

Os donos que colocarem as fezes de seus animais nos receptáculos especialmente reservados para este fim serão por outro lado reconhecidos pelo seu bom comportamento cívico e estarão sujeitos a ganhar prêmios pelo exemplo de cidadania.

 

Resta, agora, esperarmos para ver os resultados da iniciativa. 

 

Para ler todo o artigo da Reuters, clique aqui.

 

 





Plantar, um poema infantil para o dia da árvore de Baltazar de Godoy Moreira

19 09 2008
Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

PLANTAR

                   Baltazar de Godoy Moreira 
 
 
 

 
 
 —

 

Planta-se uma sementinha,

dá isso muito trabalho?

Nasce em pouco uma plantinha,

um caule, depois um galho,

depois um outro, e a ramagem

abre-se e, após coroada

de verdejante folhagem,

fica uma árvore formada.

 

 

Depois chega a primavera.

O Sol tem outros fulgores!

E a planta que já crescera

cobre-se toda de flores!

O outono, após o verão,

traz os seus dias enxutos,

e brilha a árvore, então

toda arreada de frutos!

 

 

Muito trabalho dá isso?

Basta plantar a semente!

Em paga desse serviço

a árvore, fartamente,

depois de grande, viçosa,

além de muitos produtos,

dá sempre sombra gostosa,

quando não flores e frutos!

—-

 

 
Baltazar de Godoy Moreira, (SP 1898- 1969) Poeta, contista, professor, pedagogo. 
 
 

Marília, cidade nova e bonita, 1936  

Negro velho de guerra, 1947  

Roteiro de Pindamonhangaba Poesia, 1960

Curumim sem nome, s/d

Aventuras nos garimpos de Cuiabá, 1960

Rio Turbulento, s/d

O Castelo dos Três Pendões

A Caminho do Oeste, s/d

 

NOTA: Seu nome aparece com diversas maneiras de escrever.  Achei as seguintes, nem todos os serviços de busca reconhecem estas variantes. 

Baltazar de Godoy Moreira (não confundir com o bandeirante do mesmo nome, que deve ser seu antecessor).

Baltazar de Godói Moreira

Baltazar Godói Moreira.

 

Há também as mesmas variantes com Baltazar com a letra “z” e Baltasar com a letra “s”.