Filhotes de dragões de Komodo nascidos e felizes!

24 03 2009

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Dragão em Patópolis, ilustração Walt Disney.

O jardim zoológico Surabaya, na Indonésia, apresentou nesta terça-feira filhotes de Dragões-de-komodo (Varanus komodoensis) nascidos há cinco dias.  O zoológico havia incubado 14 ovos de dragões-de-Komodo, a maior espécie viva de lagartos.  Esta foi a segunda vez que os dragões foram incubados  fora de seu habitat natural. Os animais fazem parte de um projeto do zôo para preservação da espécie.

 

O dragão-de-komodo é uma espécie vulnerável de lagarto que está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Há aproximadamente 4,5 mil dragões-de-komodo na natureza. Cerca de 40 filhotes do animal nasceram este ano em Surabaya.

 

Os dragões-de-Komodo são encontrados no leste do país, na ilha de Komodo e em pequenas ilhas do arquipélago de Nusa Tenggara. Quatorze ovos do animal foram incubados, elevando a 41 o número de répteis em sua coleção. Em sua primeira tentativa, na década de 90, o zoológico conseguira incubar 13 ovos.

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Todos os ovos haviam sido coletados em setembro de 2007  das jaulas em Komodo.  14 foram chocados e só  um não teve sucesso.  Estes lagartos são capazes de se reproduzir sem serem fecundadas por um macho.  Especialistas, britânicos já haviam demonstrado em na revista científica Nature, que haviam detectado o processo de reprodução assexuada, conhecido como partenogênese, em duas fêmeas dessa espécie que viviam em cativeiro em dois zôos britânicos, isoladas dos machos.

 

Esta descoberta foi importante  para compreender como os répteis são capazes de colonizar novas áreas, além de mostrar maneiras como a espécie poderia ainda ser colocada de volta em seu habitat saindo da lista de espécies em perigo de extinção.  

 

 

 

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Fonte: Reuters

 

 

Os dragões de Komodo são  naturais de ilhas vulcânicas de clima árido e pouca chuva, e têm um senso olfativo muito apurado para caçar. Os filhotes pesam de 140g a 170g cada e podem chegar ao peso da 100kg, medindo até 3m de comprimento. 

 

Calcula-se que existam no mundo menos de quatro mil dragões de Komodo (Varanus komodoensis).  Eles estariam, em sua maioria, nas ilhas indonésias de Komodo, Flores e Rinca. Excelente nadadores, estes lagartos são predadores eficazes, capazes de caçar grandes presas, já que sua técnica consiste em morder a presa e deixá-la ir embora. Sua saliva contém uma flora bacteriana que causa a morte da presa por septicemia dois ou três dias após o ataque. Passado este tempo, os dragões têm apenas que seguir com o olfato o rastro do animal morto.





Imagem de leitura — Patrick Gibbs

24 03 2009

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Patrick Gibbs,  (Inglaterra)

Óleo sobre tela

Patrick Gibbs é um artista inglês.  Ele estudou desenho no Magdalen College, Oxford, onde pintou principalmente retratos.  Depois de formado, desfrutou uma longa estadia na Alemanha.  Voltando a Londres tem se dedicado à pintura em todas as suas formas.





Voz dos animais, poema para crianças de Francisca Júlia

24 03 2009

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Voz dos animais

 

                                                        Francisca Júlia

 

 

O peru, em meio à bulha

De outras aves em concerto,

Como faz de leque aberto?

            — Grulha.

 

Como faz o pinto, em dia

De chuva, quando se interna

Debaixo da asa materna?

            — Pia.

 

Enquanto alegre passeia

Girando em torno do ninho,

Como faz o passarinho?

            — Gorjeia.

 

 

E de intervalo em intervalo

Quando a manhã se levanta,

No quintal que faz o galo?

            — Canta.

 

Quando a galinha deseja

Chamar os pintos que aninha,

Como é que faz a galinha?

            — Cacareja.

 

A rã quando a noite baixa,

Que faz ela a toda hora

Dentre os limos em que mora?

            — Coaxa.

 

E quando as narinas incha,

Cheio de gosto e regalo,

Como é que faz o cavalo?

            — Rincha.

 

Que faz o gato, que espia

Uma terrina de sopa

Que fumega sobre a copa?

            — Mia.

 

Com a barriga farta e cheia,

Que faz o burrinho quando

Se está na grama espojando?

            — Orneia.

 

Para o sinal de rebate,

Aviso, alarme ou socorro,

Como é que faz o cachorro?

            — Late.

 

Para que as mágoas embale

Quando tresmalha, sozinha,

Que faz a branca ovelhinha?

            — Bale.

 

Em fugir quando porfia

À garra e aos dentes do gato.

Como faz o pobre rato?

            — Chia.

 

De pé a boca descerra

E alta levanta a cabeça,

Que faz a cabra travessa?

            — Berra.

 

Cheia a boca de babuge

Do milho bom que rumina,

Que faz o boi na campina?

            — Muge.

 

A pomba que grãos debulha.

Como faz, batendo as asas

Sobre o telhado das casas?

            — Arrulha.

 

A voz tremida do grilo

Que vive oculto na grama,

A trilar, como se chama?

            — Trilo.

 

Mas escravos das paixões

Que os fazem bons ou ferozes,

Os homens têm suas vozes

Conforme as ocasiões. 

 

 

 

 

 

 

 

Francisca Júliada Silva Munster (SP 1874 – SP 1920)  Poetisa brasileira, autora de obras didáticas e professora.  

  

Obras:  

 

1895 – Mármores, poesia

1899 – Livro da Infância, miscelânea

1903 – Esfinges, poesia

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)- literatura infantil

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)

1961—[póstuma] Poesias

 

PRIMAVERA é uma outra poesia de Francisca Júlia neste blog.





Meio ambiente ganha aliado em carpa-robô!

23 03 2009

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Pato Donald, ilustração Walt Disney.

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Um peixe-robô desenvolvido por cientistas britânicos será libertado no mar, ao norte da Espanha, para detectar poluentes na água.

 

Cada robô, no formato de uma carpa, custou cerca de £ 20.000 ou US$ 29.000 por unidade. Eles imitam o movimento real dos peixes e estão equipados com sensores químicos  para farejar poluentes potencialmente perigosos, tais como vazamentos de navios ou de gasodutos submarinos.  A transmissão das informações captadas será feita usando tecnologia Wi-Fi.

 

 

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Foto: Reuters

 

Ao contrário dos modelos anteriores de peixes-robô, que exigiam controles remotos, estes serão capazes de navegar isoladamente, sem qualquer interação humana. Se, depois de uma ano de uso, a opinião geral for de que a missão destes primeiros cinco peixes-robôs no porto de Gijon ao norte da Espanha, foi bem sucedida, a equipe espera que a mesma técnica, com outros peixes-robôs, seja utilizada em  rios, lagos e mares de todo o mundo.

 

Rory Doyle, cientista sênior da empresa de engenharia TMO Group, que desenvolveu o peixe-robô, com auxílio da equipe de pesquisadores da universidade de Essex, disse que houve boas razões para fazer um robô em forma de peixe.

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Foto: Reuters

 

Com o peixe-robô, construímos em cima de um desenho criado por centenas de milhões de anos de evolução que é incrivelmente eficiente no gasto de energia”, disse ele.  Precisamos garantir este tipo de eficiência para detectar poluentes, usando sensores que navegam na água por horas a fio.  O peixe-robô tem mais ou menos um metro e meio de comprimento, sendo aproximadamente do tamanho de uma foca.





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

23 03 2009

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Jardim do Museu da República, Palácio do Catete, Rio de Janeiro.





Linguagem da música ocidental é universal

23 03 2009

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

A linguagem da música ocidental é universal e pode ser entendida mesmo por aqueles que nunca escutaram uma música na vida, segundo um estudo publicado nesta semana, da revista especializada Current Biology.  No estudo, nativos africanos que nunca haviam escutado rádio na vida foram capazes de reconhecer emoções como felicidade, tristeza ou medo expressadas em músicas ocidentais.

Segundo os pesquisadores alemães, as expressões de emoção são uma característica típica da música ocidental, e a capacidade da música de expressar emoções é comumente vista como um requisito para a sua apreciação. Em outras culturas, porém, a música seguiria outras características, como a capacidade de coordenação grupal em rituais, o que a tornaria menos reconhecível para outros indivíduos de fora do grupo.

 

 

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

 

 

 

Nossas conclusões explicam por que a música ocidental tem tanto sucesso na distribuição musical global, mesmo em culturas musicais que não enfatizam de maneira tão forte o papel das emoções em sua música“, afirma um dos autores da pesquisa, Thomas Fritz, do Instituto Max-Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, da Alemanha.

O objetivo do estudo era descobrir se os aspectos de emoção da música ocidental poderiam ser apreciados por pessoas que nunca haviam tido contato com esse tipo de música. Os pesquisadores escolheram membros da tribo Mafa, um grupo de 250 indivíduos que vivem isolados no extremo norte das montanhas Mandara, nos Camarões.

O estudo comparou a reação desses indivíduos e de ocidentais à música ocidental e mostrou que ambos os grupos podiam reconhecer de maneira semelhante expressões de emoção como felicidade, tristeza e medo na música. Os dois grupos se baseavam em características semelhantes das músicas para avaliá-las – a marcação do tempo e a forma -, apesar de esse padrão ter sido mais acentuado entre os ocidentais.

 

 

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Anjo Músico, 1480

Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)

Afresco

Sala IV, Pinacoteca do Museu do Vaticano

Vaticano

Os pesquisadores também testaram a reação dos indivíduos a músicas alteradas e concluíram que ambos os grupos consideraram as versões originais melhores do que as versões modificadas. Para os autores, isso ocorre provavelmente porque os sons alterados tinham uma maior dissonância sensorial.

Tanto os ouvintes do grupo Mafa quanto os ocidentais mostraram uma habilidade para reconhecer as três expressões básicas de emoções das músicas ocidentais testadas no estudo“, dizem os pesquisadores na última edição da revista especializada Current Biology.

Isso indica que essas expressões de emoção manifestadas pela música ocidental podem ser universalmente reconhecidas, de maneira semelhante ao reconhecimento amplamente universal das expressões faciais humanas e da prosódia (ritmo, entonação e ênfase do discurso) emocional“, concluem.

 

PORTAL TERRA

 

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Michelozzodegli Ambrosi, dito Melozzo da Forlì, (Forlì, Itália, 1438; — Forlì, 8 de Novembro de 1494) foi um dos mais notáveis pintores da Renascença italiana e um dos mais famosos seguidores do estilo de Piero della Francesca.  Veio de uma abastada família chamado Ambrosi de Forlì.  Nada se sabe sobre seus primeiros anos,  tudo indica que ele deve ter estudado em Forlì, sob direção de  Ansuino da Forlì.  Ambos, Melozzo e Ansuino  foram bastante  influenciados por Mantegna.

Iniciou sua carreira artística na corte de Urbino, uma das mais conhecidas e produtivas de toda a Itália.  Lá conheceu o grande pintor e teórico matemático Piero della Francesca, que influenciou profundamente o estilo de Melozzo e sua utilização de perspectiva na pintura.  Neste período ele deve ter analisado também a arquitetura de Bramante e os trabalhos dos pintores flamengos, que trabalhavam para o duque Federico da Montefeltro.   Talvez Melozzo tenha mesmo trabalhado com Justus de Ghent e Pedro Berruguete na decoração do studiolo do famoso Palácio Ducal da cidade.   Mas depois deste período em Urbino, mudou-se para Roma.  

Com a sua carreira artística a bom ritmo, em 1484, trabalhou na decoração da Capela do Tesouro da Basílica de Loreto, pintando frescos, entre outros, onde aplicaria todo o seu extraordinário conhecimento da perspectiva.





Geleira Fox e Lago Matheson na Nova Zelândia

23 03 2009

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Visitantes na geleira Fox

Conhecida por seus lagos exuberantes e por uma mistura de praias e montanhas a Nova Zelândia também possui outro pontos de interesse para quem ama a natureza.  Entre eles estão as geleiras de  Fox Glacier e a de Franz Josef.  A Fox Glacier (Te Moeka o Tuawe em Māori, língua local) — que leva este nome desde 1872 após uma visita do então Primeiro-Ministro da Nova Zelândia, Sir William Fox —  está situada no Westland National Park, na costa oeste da Nova Zelândia e tem 12 km de comprimento.

 

A fama da geleira de Fox Glacier se consolida por ter uma característica peculiar: termina apenas a 300m do nível do mar e é rodeada por uma exuberante floresta tropical temperada. Embora haja recuado bastante durante a maior parte dos últimos 100 anos, a Fox Glacier tem ganhado terreno desde 1985 —  em média um metro por semana.  Durante a última era glacial, o gelo chegou além do presente litoral.   São as  águas do degelo desta geleira que formam o rio  Fox assim como o Lago Matheson.

 

 

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Lago Matheson com reflexão dos Picos Tasman e Cook.

 

O Lago Matheson é famoso pelas águas que refletem, como um espelho, os picos Cook e Tasman.  Este lago é de excelente pesca, principalmente de uma enguia local.  Também serve como habitat para um número muito grande de aves aquáticas.  Pela abundância de caça e pesca ficou conhecido pelo povos locais como “o lugar do encontro dos alimentos”, mahinga kai.

 

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Florestas tropicais na saída da geleira Fox.

 

 

Todas essas belezas naturais tornam uma visita às geleiras da Nova Zelândia uma aventura bastante agradável.  A forma mais popular de conhecer a Fox Glacier  é por trilha – a mais longa dura em média uma hora (ida e volta).  Apesar de não ser de difícil acesso, a caminhada exige disposição. Em alguns trechos mais íngremes, o equilíbrio é facilitado por meio de cordas dispostas horizontalmente. O esforço, no entanto, compensa: ao chegar ao topo, é possível ver uma imensa massa de gelo, além de formações que se assemelham a cavernas.





Imagem de leitura — Aubrey Beardsley

23 03 2009

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Senhora lendo, 1896

Capa para o Catálogo de Livros Raros Smithers

Aubrey Beardsley (Inglaterra, 1872-1898)

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Aubrey Vincent Beardsley (21 de agosto, 1872, Brighton – 16 de março, 1898, Menton) foi um importante ilustrador e escritor inglês. Seu estilo recebeu influência do grupo pré-rafaelita e da estampa japonesa.  Por sua vez ele influenciou o desenvolvimento da art nouveau.





Ser feliz é …

22 03 2009

vencer-a-timidez-um-pouquinho-de-cada-vez





Outono, poesia para crianças de Olavo Bilac

21 03 2009

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Crepúsculo, s/d

Luiz Pinto  (MG, 1939)

óleo sobre madeira 20 x 25 cm

 

 

 

 

 

 

O Outono

 

 

                        IV

 

 

                                                        Olavo Bilac

 

     Coro das quatro estações:

 

Há tantos frutos nos ramos,

De tantas formas e cores!

Irmãs!  Enquanto dançamos,

Saíram frutos das flores!

 

 

 

     O outono:

 

Sou a sazão mais rica:

A árvore frutifica

Durante esta estação;

No tempo da colheita,

A gente satisfeita

Saúda a Criação.

 

Concede a Natureza

O premio da riqueza

Ao bom trabalhador,

E enche, contente e ufana,

De júbilo a choupana

De cada lavrador.

 

Vede como do galho,

Molhado inda de orvalho,

Maduro o fruto cai…

Interrompendo as danças,

Aproveitai, crianças!

Os frutos apanhai!

 

 

     Coro das quatro estações:

 

Há tantos frutos nos ramos,

De tantas formas e cores!

Irmãs! Enquanto dançamos,

Saíram frutos das flores!

 

 

 

Outono, da série das Quatro Estações,; Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro. 

 

  

 

Obras:

 

 

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas

 

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Luiz Pinto (Sete Lagoas, MG, 1939), pintor, desenhista, ilustrador e professor brasileiro.

 

De 1957 até 1960, Luiz estudou com Edgar Walter, Guignard e Marzano.  Em 1980, passou a freqüentar com mais regularidade o atelier do artista plástico Edgar Walter, em Petrópolis, RJ, onde definiu sua temática com principal destaque para as paisagens.  Entre 1989 e 1990 pela Europa: Itália, Holanda, Portugal, Espanha e França, a fim de aprimorar sua técnica. De regresso ao Brasil começou a ensinar em escolas de arte em São Paulo.  Suas telas são normalmente paisagens, com uma visão tipicamente rural e bucólica, lírica.