Imagem de leitura — Paul-Émile Félix Raissiguier

15 01 2009

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O livro secreto, 1924

Paul-Émile Félix Raissiguier

França, (1851-1932)

Gravura

 

 

Paul-Émile Félix Raissiguier nasceu em Oran, na Argélia, quando a Argélia ainda contribuía para o território francês com três estados, também chamados de a dispensa de França.  Pintor versátil de paisagens, pertencendo à última geração do século XIX / XX de pintores orientalistas.  Também se dedicou a outros meios de expressão inclusive a gravura Art Déco como a que ilustramos acima.  





Os 6 melhores livros publicados na Espanha

12 01 2009

 

alfredo-roldan-madrid-espanha-1965-la-lectura-2005A leitura, 2005

Alfredo Roldán (Espanha, 1965)

 

O portal espanhol Lomás compilou a lista dos melhores 6 livros publicados na Espanha em 2008.

Em primeiro lugar:

La Hermandad de la Buena Suerte do espanhol Fernando Savater

Fernando Fernández-Savater Martín (São Sebastião, 21 de Junho de 1947) é um escritor e filósofo espanhol, catedrático de Ética na Universidade do País Basco.  Muitos de seus livros de filosofia estão traduzidos para o portugês e publicados no Brasil.

 

2        Fiebre Negra do escritor argentino Miguel Rosenzvit

3        La maravillosa vida breve de Óscar Wao do dominicano Junot Diaz

4       Syngué Sabour  de Atiq Rahimi, escritor afegão

5       — La Soledad de los Números primos, do italiano Paolo Giordano, já traduzido e publicado no Brasil como, A Solidão dos Números Primos: Bertrand

6        — Muerte entre poetas da espanhola Angela Vallvey





O sol dos Scorta de Laurent Gaudé: não deixe de ler!

4 01 2009
Puglia, Alberobello

Puglia, Alberobello

 

 

 

 

Há muitos anos, quando morava em Portugal, fui atrás da aldeia de onde meu avô paterno emigrou para o Brasil. Deveria dizer minha bisavó, já que meu avô era um menino de 10 anos e ela viúva.  Foi nesta época que descobri a pequenez de uma aldeia, perdida nos campos quase áridos de Trás-os-montes.  O lugar não chegava a umas 80 casinhas, mas havia uma igreja, onde por uma vez assisti a uma missa num domingo.  

 

A aldeia, presença constante nos rincões europeus, materializou-se vívida na leitura de O sol dos Scorta,  ( Nova Fronteira: 2005) livro de Laurent Gaudé, que escolhi como leitura neste longo fim de semana da virada do ano.  A Puglia — o salto da bota da Itália — é muito distante dos vilarejos do norte de Portugal.  Mas os seres que habitam ambos os lugares são semelhantes nas suas privações, nos seus encontros com uma Natureza inóspita, no laivo de um sistema de terras medieval, enraizado nas almas de seus habitantes e também na Igreja como personagem ativo, tanto positivo quanto negativo, que se faz presente e interfere no dia a dia de todos.  Estes são aspectos comuns destes vilarejos europeus, incrustados nas partes de mais arredio acesso do território latino.  Talvez a minha imaginação tenha sido vastamente beneficiada pela magnífica narrativa do autor, que com este livro ganhou o Prêmio Goncourt de 2004 assim como pela tradução de Maria Helena Rouanet.

  

scorta

  

Apesar de a aldeia – chamada Montepuccio —  e a Igreja serem personagens nesta história, não são, contudo, seus principais elementos.  Nas 235 páginas deste romance seguimos a formação e continuação de uma família, os Scorta.  Conhecemos quatro gerações, mas maior ênfase é dada à terceira geração, quando a família incluindo seus agregados, se torna uma entidade de maior importância que seus membros, que suas partes.  

 

A narrativa cobre aproximadamente cem anos da dinastia Scorta, uma família que começa bastarda, resultado de uma vingança e de um engano, mas voluntariamente, desejosamente trazida à luz.  E é neste balanço entre o certo e o errado, entre o que se deseja e o que se consegue, entre o roubo e a honestidade, que esta família sobrevive, vinga e permanece através das gerações.  Seus personagens trançam seus destinos entre um namoro e o desapego do bem com o mal: seres humanos complexos com uma aparência simples.  Só a família, esta sim, é o que importa, personagem central da trama, para ela todos os sacrifícios são válidos. É a seus pés que colocamos nossas oferendas, através dela que realizamos nossos sonhos, e por ela que vivemos, sofremos, bebemos e amamos.  

 

 

O escritor Laurent Gaudé

O escritor Laurent Gaudé

 

  

Este livro me chegou às mãos por acaso.  No entanto é um livro que mereceria maior divulgação.  Não só a narrativa é executada com mestria como a trama parece refletir contos ancestrais, povoados de personagens cujos arquétipos trazemos entre nós no nosso imaginário comum, no nosso inconsciente coletivo.  Lê-lo pede uma reflexão sobre os nossos hábitos e costumes.  Lendo-o podemos conhecer um pouco mais sobre quem somos.  Não pense duas vezes.  Ponha este livro nas suas listas de leitura para 2009.

 

 





Ano-novo — poema de Wilson Frade

29 12 2008

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Ilustração de Blanche Fisher Wright

ANO-NOVO

 

 

                                 Wilson Frade

 

 

As últimas horas que restam são de incrível exorcismo.

Os meninos curtem, sonolentos, brinquedos de Papai Noel,

mas as luas que me restam são roteiros irrecuperáveis.

Nem todos os sinos repicam ao mesmo tempo

e nem todos os seios amamentam com o mesmo leite.

Os pândegos comemoram à sua maneira,

e há sintomas de medo e espanto.

Jogo na cesta papéis sem memória

que os rios levam nas suas mesmas águas.

Meia-noite…  Subo ao céu para beijar a estrela

porque já sou Ano-novo.

E ela nunca mais será a mesma rosa.

 

 

 

 

Em: Poemas de um livro só, Nova Fronteira:1991, Rio de Janeiro

 

 

Wilson Frade – (MG 1920-2000) jornalista, pintor, poeta, instrumentista e compositor mineiro.





Imagem de leitura — Charles Courtney Curran

23 12 2008

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Retrato de Dolly, 1909

Charles Courtney Curran, EUA, (1861-1942)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

 

Charles Courtney Curran, EUA, (1861-1942), nasceu em Harford, Kentucky em 1861.  Mudou-se para Ohio em 1881, onde estudou por um ano na Escola de Design de Cincinnati.  Em 1882 começou sua carreira brilhante depois de mudar para Nova York e de se increver na National Academy de design.    Ambicioso, vai para Paris, para estudar com Benjamin Constant, Jules Joseph Lefebvre e Henri Lucien Doucet, na Académie Julien.  Quando retorna aos EUA, o pintor ensina no Instituto Pratt em Nova York.  É considerado o mais influente  pintor na retomada da pintura de gênero nos EUA e um dos introdutores do impressionismo no país.

 

 

 

 

 





NATAL — poema de Mauro Mota

21 12 2008

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Grandes Horas de Ana da Bretanha

Bibliothèque nationale de France

Cota: Lat. 9474

Data: c. 1503-1508

Tamanho: 305 x 200 mm

476 páginas iluminadas com 49 miniaturas a toda página

337 iluminuras marginais com plantas, insectos e pequenos mamíferos

Pintor: Jean Bourdichon

Lugar de origem: Tours

Escrito em Latim

 

 

Natal

 

                               Mauro Mota

 

 

Natal antes e agora

imutável.  Feliz

noite branca sem hora

no pátio da Matriz.

 

 

Natal: os mesmos sinos

de repiques iguais.

Brinquedos e meninos,

Natal de outros natais.

 

 

A Banda, vozes, passos

da multidão fiel.

Tudo nos seus espaços,

o mundo e o carrossel.

 

 

Tudo, menos o andejo

homem que se conclui.

Olho-me e não me vejo,

não sei para onde fui.

 

 

 

 

Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Editora Leitura: 1968, Rio de Janeiro

 

 

 

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

 

Obras:

 

Elegias (1952)

A tecelã (1956)

Os epitáfios (1959)

Capitão de Fandango (1960, crônica)

O galo e o cata-vento, (1962)

Canto ao meio (1964)

O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)

Poemas inéditos (1970)

Itinerário (1975)

Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)

Pernambucânia dois (1980)

Mauro Mota, poesia (2001)

Antologia poética, 1968

Antologia em verso e prosa, 1982.

 

 





Canto de Natal — poesia de Manuel Bandeira

18 12 2008

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Natividade, 1746, 1754

Painel de azulejos portugueses

Igreja Basílica do Senhor do Bonfim

São Salvador, Bahia.

 

 

Canto de Natal

 

                                                  Manuel Bandeira

 

 

O nosso menino

Nasceu em Belém.

Nasceu tão-somente

Para querer bem.

 

Nasceu sobre as palhas

O nosso menino.

Mas a mãe sabia

Que ele era divino.

 

Vem para sofrer

A morte na cruz,

O nosso menino.

Seu nome é Jesus.

 

Por nós ele aceita

O humano destino:

Louvemos a glória

De Jesus menino.

 

 

Em: Antologia Poética, Manuel Bandeira, José Olympio: 1978, Rio de Janeiro.

 

Manuel Bandeira (Recife PE, 1884 – Rio de Janeiro RJ, 1968) foi poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Teve seu primeiro poema publicado aos 8 anos de idade, um soneto em alexandrinos, na primeira página do Correio da Manhã, em 1902, no Rio de Janeiro. Cursou Arquitetura, na Escola Politécnica, e Desenho de Ornato, no Liceu de Artes e Ofícios, entre 1903 e 1904; precisou abandonar os cursos, no entanto, devido à tuberculose. Nos anos seguintes, passou longos períodos em estações climáticas, no Brasil e na Europa.

 

Obras:

 

 

Poesia

 

 

A cinza das horas, 1917

Carnaval, 1919

O ritmo dissoluto, 1924

Libertinagem, 1930

Estrela da manhã, 1936

Lira dos cinquent’anos, 1940

Belo, belo, 1948

Mafuá do malungo, 1948

Opus 10, 1952

Estrela da tarde, 1960

Estrela da vida inteira, 1966

 

Prosa

 

 

Crônicas da Província do Brasil – Rio de Janeiro, 1936

Guia de Ouro Preto, Rio de Janeiro, 1938

Noções de História das Literaturas – Rio de Janeiro, 1940

Autoria das Cartas Chilenas – Rio de Janeiro, 1940

Apresentação da Poesia Brasileira – Rio de Janeiro, 1946

Literatura Hispano-Americana – Rio de Janeiro, 1949

Gonçalves Dias, Biografia – Rio de Janeiro, 1952

Itinerário de Pasárgada – Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954

De Poetas e de Poesia – Rio de Janeiro, 1954

A Flauta de Papel – Rio de Janeiro, 1957

Itinerário de Pasárgada – Livraria São José – Rio de Janeiro, 1957

Andorinha, Andorinha – José Olympio – Rio de Janeiro, 1966

Itinerário de Pasárgada – Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1966

Colóquio Unilateralmente Sentimental – Editora Record – RJ, 1968

Seleta de Prosa – Nova Fronteira – RJ

Berimbau e Outros Poemas – Nova Fronteira – RJ

 

 

IGREJA DE NOSSO SENHOR DO BONFIM é um dos principais cartões-postais da cidade.  A Igreja Basílica do Senhor Bom Jesus do Bonfim, ou Igreja de Nosso Senhor do Bonfim é um símbolo da religiosidade baiana. Sua construção teve início em 1740 com a chegada na Bahia do Capitão de Mar e Guerra, Theodósio de Faria.  Devoto do Senhor do Bonfim, em Setubal, Portugal,  trouxe de Lisboa uma imagem semelhante aquela,  esculpida em pinho de riga, medindo 1,06m de altura.  Conta-se que o Capitão português trouxe a imagem como agradecimento por haver sobrevivido a uma tempestade em alto-mar, tendo prometido construir uma igreja no ponto mais alto que avistasse, de onde pudesse acompanhar a entrada da Baía de Todos os Santos.

 

Em 1745, a imagem foi guardada na Igreja da Penha de França de Itapagipe, onde permaneceu até a construção do templo de Nosso Senhor do Bonfim. Nesse mesmo ano, foi fundada uma irmandade de devotos leigos que foi denominada “Devoção do Senhor do Bonfim”.   A construção levou vinte-seis anos de 1746 a 1772.  A imagem do santo foi passada para a nova igreja, em 1754, em uma procissão que contou com a presença de grande parte da população da cidade e do então Governador da Bahia. A imagem de Nossa Senhora da Guia, também trazida de Portugal por Theodósio de Faria, foi também colocada na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim e passou a ser venerada junto com o santo.

 

 

 

 

 

 

 





Você mente sobre os livros que leu?

18 12 2008
Mauricio Sousa

Ilustração: Maurício Sousa

 

 

A BBC publicou ontem, que na Inglaterra, quase a metade dos homens e um terço das mulheres já mentiu sobre livros que leram para impressionar não só a amigos, mas a namorados em potencial.   Estes são os achados da última pesquisa feita a 1500 pessoas pela Populus  para a campanha do Ano Internacional da Leitura.  Os homens dizem que mentem sobre os livros que lêem para parecerem mais românticos  ou mais intelectuais.  Por outro lado os  homens disseram que ficariam impressionados com mulheres que lessem portais na internet de notícias, de Shakespeare ou letras de músicas.  As mulheres disseram que os homens deveriam ler a biografia de Nelson Mandela ou Shakespeare.   Das 1500 pessoas entrevistadas mais da metade – 864 eram adolescentes.  Entre esses 74% disseram que já haviam mentido sobre o que haviam lido.  Enquanto, entre os adultos , 46% dos homens e 33% da mulheres admitiram terem mentido sobre suas leituras, na maior parte das vezes só para impressionar amigos ou membros do sexo oposto.   Muitos admitiram ter em mãos, como se lendo do início ao fim, livros que impressionassem namoradas ou namorados, quando esperavam pelos parceiros.

 

A nota positiva sobre o resultado desta pesquisa: por mais que se fale em beleza é evidente que ser uma pessoa inteligente exerce um bocado de atração sexual! Assim conclui Wilson-Fletcher, diretor do Ano Nacional da Leitura, na Inglaterra, lembrando que: a leitura é uma forma brilhante de auto-expressão.

 





Natal — poesia de Celina Ferreira

16 12 2008

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Nascimento de Jesus, 1304-1306

Giotto di Bondonne, Florença, 1267 –1337

afresco

Capela Arena, Pádua

 

 

Natal

 

                                          Celina Ferreira

 

 

Cada dia nasce

um novo menino

na palha, na seda,

no feno, no linho.

 

Cada dia nasce

um novo destino

que sempre começa

no mesmo menino.

 

A estrela de cada

natal é a medida

palavra que escapa

em face da vida.

 

Na ficha, a palavra

festiva traduz:

Antônio, Isaías,

Ricardo ou Jesus.

 

 

Em: Poesia cúmplice, Livraria São José:1959, Rio de Janeiro.

 

 

Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.

 

Obras:

 

A princesa Flor-de-Lótus , 1958

Papagaio gaio: poeminhas, 1998

 

Obra poética:

 

Poesia de ninguém, 1954

Poesia cúmplice, 1959

Hoje poemas, 1967

Espelho convexo, 1973

 





A elegância do ouriço — o melhor do ano para o LIVRO ERRANTE

14 12 2008

 

 

 

 

 

A comunidade do Orkut chamada de LIVRO ERRANTE acaba de publicar a lista dos melhores livros lidos por seus membros no ano de 2008.  Para participar da lista o livro deveria ter sido recomendado por um membro e passado de mão em mão por membros da comunidade, ou seja, “Errado pelo Brasil”.  O que faz a escolha ainda mais interessante é que nem todos os livros são os que acabaram de ser publicados.  Junto com Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, de Marçal Aquino estava concorrendo este ano, por exemplo, O velho e o mar de Ernest Hemingway.

 

Os vencedores este ano foram:

 

O melhor livro lido em 2008, segundo votação da comunidade Livro Errante:

 

A elegância do Ouriço – Muriel Barbery

 

 

 

A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery, Companhia das Letras, Capa.

A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery, Companhia das Letras, Capa.

 

 

 

Publiquei uma resenha deste livro aqui, para ler, clique AQUI.

 

 

Empatados em segundo lugar na preferência da comunidade L.E. com o mesmo número de votos:

 

 

A História do Rei Transparente – Rosa Montero

O castelo de Vidro – Jeanete Walls

Memorial de Maria Moura – Raquel de Queiroz

 

 

 

Em terceiro lugar ficaram:

 

A Louca da Casa – Rosa Montero

A Catedral do Mar – Ildefonso Falcones

 

 

 

 

 

Para a lista completa, visite o BLOG do LIVRO ERRANTE.

 

 

O que é a comunidade do Livro Errante?

 

É um grupo, composto por aproximadamente 270 leitores do Brasil inteiro que passa o ano emprestando, trocando e discutindo livros entre seus membros.  Estes são leitores compulsivos, inveterados.  Admitem que aí encontraram um meio de se conectar com pessoas com valores semelhantes, de todas as idades imagináveis e profissões diversas.    É uma das grandes histórias de sucesso deste portal de relacionamento.  Mais tarde, num outro post descreverei outras ramificações de sucesso que fizeram deste grupo de pessoas uma comunidade ímpar.  Eu mesma faço parte do grupo e reconheço sua grande influência na minha vida profissional e pessoal.  Apesar de ser uma leitora assídua, que dava conta em geral de uns 50 livros por ano, desde entrei para o LIVRO ERRANTE minha leitura não só aumentou em número como no leque de interesses.  E a possibilidade de trocar idéias com pessoas que leram os mesmos livros é fascinante.

 

A comunidade está aberta e pública, mas há regras na participação e há compromissos a serem feitos.  Participação é essencial.  Diferente de outras comunidades no Orkut, ninguém pode simplesmente entrar na comunidade para mostrar que aprova a idéia ou para dizer que é membro, ou melhorar o seu perfil.  Sem participação efetiva a comunidade retira o participante do grupo.  Esta é uma das regras.