O engenho do ovo… poesia infantil de Wilson W Rodrigues

22 10 2008
Engenho de açúcar, MEC

Engenho de açúcar, MEC

 

O Engenho do Ovo…

 

                        Wilson W Rodrigues

 

A madrinha era pobre,

tão pobre, que no batizado,

um ovo bem pequenino

deu de presente ao afilhado.

 

Do ovo nasceu uma pintinha,

que de pinta se fez franga,

e de franga se fez galinha

com olhinhos de sapiranga.

 

A galinha deu ninhada,

que encheu o galinheiro,

e vendendo essa ninhada

o rapaz ganhou dinheiro.

 

Com o dinheiro comprou um porco,

que matou para vender;

então comprou uma bezerra

que como ele estava a crescer.

 

A bezerra se fez vaca

e no rapaz a barba cresceu.

A vaca deu tanto filho,

que o rapaz enriqueceu.

 

E agora já bem taludo

dono de grande criação,

o rapaz comprou Engenho

como era sua ambição.

 

De um ovo de batizado,

dado com todo empenho,

um felizardo afilhado

acabou senhor de engenho.

 

Wilson R. Rodrigues

 

Vocabulário:

 

Olhos de sapiranga – olhos sem pestanas

Nunhada – todos os pintos que nascem de uma vez

Taludo – crescido, forte

Ambição – desejo

Empenho – boa vontade

Senhor – dono

 

Em:

 

Leituras Infantis, 2° livro, Theobaldo Miranda Santos, Agir:1962, Rio de Janeiro

 

Wilson Woodrow Rodrigues, nasceu em 1916 em Salvador, BA.  Foi poeta, folclorista e jornalista.

 

 

Obras:

 

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

 





Descobertos: peixes a 7.700 metros de profundidade!

18 10 2008

Cientistas japoneses e ingleses publicaram fotos e um vídeo de peixes descobertos a profundidades nunca antes exploradas.  Um grupo de peixes, conhecidos como LIPARÍDEOS foram registrados em imagens a aproximadamente 7.700 m abaixo do nível do mar, no oceano Pacífico, no Trench japonês [cânion submerso no mar do Japão].     

 

Comumente chamados de peixes-girinos, caramujos marinhos ou lesmas-marinhas, os liparídeos apresentam muitas adaptações para poderem viver com uma pressão aquática tão grande e a escuridão do meio ambiente.

 

Estes peixes não têm espaço para ar no corpo.  Resultado: a pressão aquática não os afeta.  No entanto sabemos que nesta profundidade impulsos elétricos não podem ser transmitidos para as células nervosas ou músculos.  Estes peixes então devem ter adaptações de nível molecular e de ultra-estrutura que não são perceptíveis para nós.  A esperança é um dia podermos pescar estes espécimes. 

 

Apesar de não haver luz nesta profundidade, estes peixes têm olhos, que são localizados na parte frontal da cabeça, disse Monty Priede, diretor do Oceanlab da universidade de Aberdeen na Escócia, que dirige a pesquisa.  Eles devem usar os olhos para captar bioluminescência – que são relâmpagos de luz produzidos por animais nesta profundidade.  As luzes das nossas câmeras são tão fortes que eles não conseguem detectar.  Então podemos dizer que a concepção de ver que nós temos, eles não têm.  Para nós é como se fossem cegos. Eles são capazes de caçar e comer, por exemplo, camarões, mas eles o fazem percebendo vibrações na água.

National Public Radio, Washington DC, 11/10/2008

Para o vídeo destes peixes, clique AQUI.

 

Para o artigo inteiro da NPR, clique AQUI.

 

 

 

 

 

             Japan Trench





Alguns exemplos de bibliotecas comunitárias de sucesso

18 10 2008

Ilustração: Maurício de Sousa

Exemplo I

Biblioteca Comunitária Cidadania Ativa

São Paulo, Brazil

 

Montagem de uma biblioteca pública na região do bairro do Jabaquara, São Paulo-SP, por um grupo de 4 escoteiros.

 

Tudo começou com uma campanha de arrecadação de livros relâmpago em 2005 por 17 grupos escoteiros onde foram arrecadados cerca de 4000 livros. Os 4 jovens escoteiros que formam a equipe, sendo 3 voluntários e 1 funcionário do Instituto Cidadania Ativa, observaram a falta de bibliotecas na região eo incentivo à leitura, e a quantidade imensa de escolas e comunidades carentes nos arredores. Então tiveram a iniciativa de montar uma biblioteca comunitária, onde além de acesso a leitura houvessem atividades diversificadas para estimular a leitura.

 

A bibliteca situa-se no Parque Ecológico Fontes do Ipiranga (antiga Febem Imigrantes, situado no início da Rodovia dos Imigrantes). Contamos com o apoio da União dos Escoteiros do Brasil através do Instituto Cidadania Ativa (braço de projetos sociais da UEB), Rede Record (que reformou a sala da biblioteca e outras coisas mais), entre outros apoios.

Fonte: clique AQUI

Exemplo II

Ruy Ohtake Cria Biblioteca Comunitária em Heliópolis

 

 

Paredes coloridas, almofadas no chão, prateleiras cheias de gibi e livro infantil são elementos perfeitos para que as crianças saiam de suas casa e vão fazer a tarefa escolar no ambiente descontraído da Biblioteca Comunitária UNAS Heliopólis.

 

Desenvolvida para atender a comunidade, a biblioteca faz parte do programa Identidade Cultural de Heliopólis, idealizado pelo arquiteto Ruy Ohtake. Para isso, ele contou com o apoio da bibliotecária Elisa Machado, do professor José Castilho, ex-diretor da Biblioteca Municipal de São Paulo e do professor e critico literário Antônio Cândido.

 

Espero que seja o ponto de cultura de Heliopólis, de subsidio pedagógico, cultural e social para os projetos de cultura já existentes. Só tem sentido se a biblioteca for fomentadora de projetos já existentes em Heliopólis, declara Elisa Machado. Ruy Ohtake conta que criou pensando na formação do jovem que será o futuro líder da comunidade e precisa estar mais sensível aos acontecimentos do mundo. Quero que a biblioteca seja o ponto de convergência para quando o garoto, o adolescente e o adulto irem procurar um livro, uma revista, emprego. Seja um ponto de ventilação das idéias, vendo o que está acontecendo dentro e fora de Heliopólis pelo jornal, diz. O resgate da identidade Cultural de Heliopólis é o primeiro passo para a inclusão espacial -fazer com que a comunidade seja um bairro.

 

Inaugurada no começo do mês a biblioteca já disponibiliza cerca de 1700 livros, dos mais variados títulos como Shakespeare, Luis Fernando Veríssimo, Jorge Amado, Eça de Queiroz, Mario Prata, Ariano Suassuna, Agatha Chirstie, além de livros de legislação, direito, artes, humor entre outros. Os grandes clássicos também dividem espaço com revistas, jornais e diversos periódicos. Tomamos o cuidado com o público, de suprirmos a demanda da comunidade colocando também jornal com classificados para os desempregados, explica Elisa.

 

A fundamental importância da construção é que fosse dentro das ruelas da favela, ao lado do boteco e da lojinha, no local em que o adulto e a criança passam, para isso, foi reformada duas casinhas na rua da mina, região central de Heliopólis, esclarece Ohtake. A proximidade é um dos elementos que ajudou a população, as bibliotecas que existem por aqui são muito longe, leva uma meia hora para chegar, fala Felipe Garcia, 18 anos, um dos monitores da biblioteca.

 

Os funcionários também são da comunidade, no total de cinco monitores, estudantes do ensino médio que recebem bolsa – auxilio de um salário mínimo pela Lei do Aprendiz. Eles estão sendo capacitados para auto-gerirem o espaço. Espero que a biblioteca resgate o pessoal para dentro desse ambiente, porque a gente já não tem muito no que se apegar, diz o monitor José Augusto de Oliveira, 18 anos.

 

Há planos para que o ambiente cultural se integre ainda mais com a comunidade, escritores, poetas e artistas locais irão promover leitura nas ruas. Os moradores também iram sugerir as novas aquisições de livros, com base no gosto literário deles. A Biblioteca Comunitária de UNAS está servindo de referência para estudiosos de outros países. Professores de Madri, Barcelona, e um grupo de franceses já visitaram o local.

 

Escrito por: Erika Vieira

Fonte:  clique AQUI





Imagem de leitura — Constantin Hansen

18 10 2008

As irmãs mais novas do pintor, 1826

Constatin Hansen, (Dinamarca 1804 – 1880)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

Carl Christian Constantin Hansen, Dinamarca, (3/11/ 1804 – 29/3/1880) foi um dos pintores associados a Fase de Ouro da Pintura Dinamarquesa.  Filho do pintor retratista Hans Hansen, nasceu em Roma. 

 





Aprenda a criar uma biblioteca pública na sua comunidade

17 10 2008

Ilustração:  Walt Disney

 

Como montar uma biblioteca comunitária?

 

O primeiro passo é definir o local: no condomínio onde você mora, no trabalho, na associação de bairro etc. Feito isso, é preciso uma infra-estrutura mínima, composta por prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, de preferência, um computador para controle dos livros e dos usuários.

 

O passo seguinte é obter as obras que farão parte do acervo. Você pode solicitar doações a amigos, parentes, colegas de trabalho, vizinhos e também a órgãos municipais e estaduais ligados à cultura. Outra saída é negociar com editoras e revendedores de livros a compra com desconto, caso você tenha verba para isso.

 

Com os livros em mãos, é preciso catalogá-los e organizá-los por temas (ficção, auto-ajuda, infantil, técnicos, enciclopédias etc.).

 

O empréstimo deve ser feito por meio do preenchimento de uma ficha, onde o usuário coloca seu nome, número de documento, endereço e telefone. A retirada de livros pode ser gratuita ou ter uma taxa simbólica.

 

Para melhor controle dos empréstimos, o gestor da biblioteca pode estabelecer uma multa para quem atrasar a devolução, sugere João Gonçalves, gerente da ONG Leia Livros, que mantém um programa de caminhões bibliotecas em 50 escolas públicas do país. A finalidade da multa não é punir o usuário, mas desenvolver nele o sentido de responsabilidade.

 

Escrito por Yuri Vasconcelos

Revista Vida Simples





A borboleta — poesia infantil de Olavo Bilac

17 10 2008

A borboleta

 

Olavo Bilac

 

 

Trazendo uma borboleta,

Volta Alfredo para casa.

Como é linda!  É toda preta,

Com listas douradas na asa.

 

Tonta, nas mãos da criança,

Batendo as asas, num susto,

Quer fugir, porfia, cansa,

E treme, e respira a custo.

 

Contente, o menino grita:

“É a primeira que apanho,

“Mamãe vê como é bonita!

“Que cores e que tamanho!

 

“Como voava no mato!

“Vou sem demora pregá-la

“Por baixo do meu retrato,

“Numa parede da sala”.

 

Mas a mamãe, com carinho,

Lhe diz: “Que mal te fazia,

“Meu filho, esse animalzinho,

“Que livre e alegre vivia?

 

“Solta essa pobre coitada!

“Larga-lhe as asas, Alfredo!

“Vê como treme assustada…

“Vê como treme de medo…

 

“Para sem pena espetá-la

“Numa parede, menino,

“É necessário matá-la:

“Queres ser um assassino?”

 

Pensa Alfredo…  E, de repente,

Solta a borboleta…  E ela

Abre as asas livremente,

E foge pela janela.

 

“Assim, meu filho!  Perdeste

“A borboleta dourada,

“Porém na estima cresceste

“De tua mãe adorada…

 

“Que cada um cumpra a sorte

“Das mãos de Deus recebida:

“Pois só pode dar a Morte

“Aquele que dá a Vida.”

 

Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, 17ª edição, pp. 21-23

 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas BrasileirosJornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro. 

 

 

Obras:

 

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas.





Crianças se divertem na Biblioteca Comunitária de São Gonçalo, RJ

16 10 2008

A iniciativa de uma professora transformou a vida do bairro de Guaxindiba. Os meninos e meninas não tinham nenhuma opção de lazer. Agora, passam o tempo em uma biblioteca, criada só para eles.

As ruas do bairro sequer são asfaltadas. Mesmo com chuva, Thaynara anda meia hora quase todos os dias para chegar à biblioteca. Nas prateleiras está o motivo do esforço. “É por causa dos livros“, afirma a menina.

“Eu gosto de ficar lendo os livros de poesia. Antes, eu ficava parado e sem fazer nada. Agora, eu venho para cá e fico lendo e estudando”, conta Kenedy de Oliveira, de 10 anos.

Há dois anos, a pedagoga Alessandra Honorata começou a recolher livros entre os amigos. Ela montou e uma biblioteca na varanda de casa para as crianças do bairro. As doações eram tantas que já não cabiam mais na casa da Alessandra.

Há dois meses, a biblioteca foi para uma loja. Foi mais um passo que ela não deu sozinha. Muitos vizinhos a ajudam a pagar o aluguel e a conta de luz. “Eu nunca conseguiria fazer isso aqui sozinha. À medida que outras pessoas do bairro também estão conscientizadas da importância de a criança ter acesso à cultura, à leitura e ao lazer, elas se somam às minhas forças e nos tornamos mais fortes”, afirma a pedagoga Alessandra Honorata.

Com a biblioteca, o meu filho ficou uma criança mais alegre. Ele chega da escola e fala ‘quero ir para a biblioteca’. Para mim, está sendo muito bom e para ele também”, comenta a dona de casa Maria Aparecida Guimarães.

 





Cessou o movimento revolucionário!

16 10 2008

                    Aos que morreram na Revolução.

3 de outubro de 1932

 

Cessou definitivamente o movimento revolucionário.  As tropas paulistas se renderam, incondicionalmente dizem os jornais.  As tropas federais, ocupam Itapetininga e Sorocaba.  Regressei para Itapetininga e, no regresso vim só, de trem, observando a paisagem tristonha do São Paulo vencido.  

 

Vinha de Sorocaba, de trem, sem saber o que se estava passando em Itapetininga, sabedor apenas de que tinha havido ocupação militar da cidade.  Parecia-me que o trem não saía do lugar.  E eu vinha com a imagem de São Paulo vencido a brincar na minha imaginação.  Tudo, no caminho, para mim, assemelhava-se a um ser vencido, mesmo as coisas inanimadas.  E quase do alto da entrada eu avistei a cidade meio metida no mato, ao longe, a matriz de Itapetininga com suas duas torres erguidas sobre o mato, afigurou-se que gritava como um soldado vencido, de braços para cima: não me matem!

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

 

Vargas

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 150-151 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

Soldados Revolucionários

 





Poeminha para crianças, Manoel de Barros

16 10 2008

 

O cachorro vira-lata

queria que queria

entrar dentro de um inseto.

Mas a lata não deu inteira

dentro do inseto.

O rabo ficou de fora.

 

Em: Cantigas por um passarinho à toa, Manoel de Barros, Ed. Record:2003, Rio de Janeiro.

 

Manoel Wenceslau Leite de Barros, (Cuiabá, MT 1916) é advogado, fazendeiro e poeta.

 

 

 

Obras

 

1937 — Poemas concebidos sem pecado

1942 — Face imóvel

1956 — Poesias

1960 — Compêndio para uso dos pássaros

1966 — Gramática expositiva do chão

1974 — Matéria de poesia

1982 — Arranjos para assobio

1985 — Livro de pré-coisas (Ilustração da capa: Martha Barros)

1989 — O guardador  das águas

1990 — Poesia quase toda

1991 — Concerto a céu aberto para solos de aves

1993 — O livro das ignorãças

1996 — Livro sobre nada (Ilustrações de Wega Nery)

1998 — Retrato do artista quando coisa (Ilustrações de Millôr Fernandes)

1999 — Exercícios de ser criança

2000 — Ensaios fotográficos

2001 — O fazedor de amanhecer

2001 — Poeminhas pescados numa fala de João

2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo (Ilustrações de Martha Barros)

2003 — Memórias inventadas – A infância (Ilustrações de Martha Barros)

2003 — Cantigas para um passarinho à toa

2004 — Poemas rupestres (Ilustrações de Martha Barros)

 





Imagem de leitura — Kitagawa Utmaro

15 10 2008

 

A Cortesã Yosooi escrevendo carta ao amante, 1810

Kitagawa Utmaro (Japão 1752 – 1806)

Da série: Seis poetas de Yoshiwara

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