Meio-dia, poema de Olegário Mariano

11 01 2009

 

 

Edgard Oehlmeyer(1905-1967)Paisagem,1944osm, 35x44cmPaisagem, 1944

Edgard Oehlmeyer (Brasil, 1905-1967)

óleo sobre madeira, 35 x 44 cm

 

 

 
 Meio-dia

 

                    Olegário Mariano

 

 

Meio dia.  A abrasada calmaria

No amplo manto de fogo a mata esconde,

Na fornalha que envolve o meio-dia

O ouro do sol tempera o ouro da fronde.

 

Pesa o silêncio sobre a frondaria…

Desponta o rio não se sabe donde.

Só, com a voz da mata, em agonia,

Uma cigarra zine e outra responde…

 

É o grito humano que da natureza

Sobe ao tranquilo azul da imensidade,

Ungido de amargura e de incerteza…

 

Querem chorar as árvores sem pranto

E as cigarras ao sol clamam piedade

Para suas irmãs que sofrem tanto!

 

 

 

Do livro: Últimas Cigarras, 1920.

 

 

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, (PE1889 —  RJ 1958). Poeta, político e diplomata brasileiro.

 

 Obras:

 

 Angelus (1911)

Sonetos (1921)

Evangelho da sombra e do silêncio (1913)

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)

Últimas cigarras (1920)

Castelos na areia (1922)

Cidade maravilhosa (1923)

Bataclan, crônicas em verso (1927)

Canto da minha terra (1931)

Destino (1931)

Poemas de amor e de saudade (1932)

Teatro (1932)

Antologia de tradutores (1932)

Poesias escolhidas (1932)

O amor na poesia brasileira (1933)

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)

 

O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)

Em louvor da língua portuguesa (1940)

A vida que já vivi, memórias (1945)

Quando vem baixando o crepúsculo (1945)

Cantigas de encurtar caminho (1949)

Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)

Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)

—-

 





Imagem de leitura — Edward John Poynter

10 01 2009

edward-john-poynter-gb-1836-1919-in-a-garden-1891aquarela-20x30

No jardim, 1891

Sir Edward John Poynter (Grã-bretanha, 1836-1919)

Aquarela sobre papel, montada em tela, 20 x 30 cm

Delaware Art Museum, Wilmington, DE, EUA

 

 

 

 

Sir Edward John Poynter (Grã-bretanha, 1836-1919), nobre inglês, foi pintor, designer, desenhista e gerente das artes.  Sua família inteira estava relacionada às artes. Pintor histórico, neoclássico, um dos grandes nomes da pintura vitoriana inglesa.  Grande apreciador de Michelangelo. Foi também diretor da National Gallery em Londres de 1894-1906.





A pipa e o vento — poesia de Cleonice Rainho

9 01 2009

pipa-1

 

A Pipa e o Vento

 

                                       Cleonice Rainho

 

Aprumo a máquina,

dou linha à pipa

e ela sobe alto

pela força do vento.

 

 

O vento é feliz

porque leva a pipa,

a pipa é feliz

porque tem o vento.

 

Se tudo correr bem,

pipa e vento,

num lindo momento,

vão chegar ao céu.

                                              

 

 

Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro.  Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.

 

Obras:

 

Poesias, 1956

Sombras e sonhos, 1956

O chalé verde, 1964

Ternura páginas maternais, 1965

Terra Corpo sem Nome, 1970

Varinha de condão: poesia infantil, 1973

O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976

Vôo Branco, 1979

Parabéns a você, 1982

João Mineral, 1983

O castelo da rainha Ba, 1983

Torta de maçã, 1983

Uma sombra nas ruas, 1984

Intuições da Tarde, 1990

Verde Vida; poesia, 1993

O Palácio dos Peixes, 1996

O Linho do Tempo, 1997

Poemas Chineses, 1997

Liberdade para as Estrelas, 1998

3 km a picos, s/d

La cucaracha, s/d





Ônibus-biblioteca, iniciativa de Mário de Andrade se expande

5 01 2009

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São Paulo:  Iniciativa de Mário de Andrade vai à periferia Ônibus-biblioteca, criado em 1930, tem itinerário definido por moradores

 

 Além dos conteúdos clássicos de bibliotecas em obras literárias de referência da língua portuguesa, como Machado de Assis, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, o acervo da maior parte dos projetos de leitura é formado por muita poesia, muitos livros infanto-juvenis, muitas revistas e jornais. E também livros de culinária, de autoajuda, de curiosidades.

 

“Para nossa surpresa, nas pesquisas que fizemos, percebemos que os livros mais retirados pelas pessoas são os de poesia e que o principal público é formado por donas de casa e estudantes“, afirma Marta Nosé, supervisora do ônibus-biblioteca da Prefeitura de São Paulo, um projeto que leva livros a bairros da periferia, onde não há equipamentos culturais ou de lazer. “Acreditamos que a popularidade da poesia seja porque ela é mais fácil de ler, curta, a pessoa pode ler aos poucos, no caminho pro trabalho, numa folga que tenha”, conta ela.

 

 

ONIBUS DE LEITURA

 

 

 

O projeto é colocado em prática por quatro ônibus adaptados, que percorrem 28 itinerários diferentes, alguns sugeridos pelas próprias comunidades. Onde o ônibus estaciona é estendido um toldo na parte externa do veículo, sobre mesas e cadeiras para a população.

 

A idéia de levar os livros até as pessoas é antiga e nasceu em 1930, quando o escritor Mário de Andrade era responsável pelo departamento de cultura da cidade. Na época, um carro levava livros pela região central, fazendo empréstimos à população. Hoje, com a mudança no perfil socioeconômico e geográfico da cidade, o foco se deslocou para a periferia.

 

As pessoas muitas vezes se sentem intimidadas com uma biblioteca“, diz Marta. Ela acredita que o ônibus, por estacionar em locais de referência nos bairros, como praças ou parques, favorece a aproximação – tanto que, em média, são feitos cerca de 350 atendimentos por dia, que chegam até a 500 em alguns locais. Outro número positivo é o de livros não devolvidos: em torno de 1%.

 

Dona de casa, Maria Aparecida Santos de Souza, de 29 anos, conta que pegou hábito de frequentar o ônibus quando ele passa pelo Jardim Ângela (zona sul) e que a cada visita retira um livro diferente.

 

“No começo pegava os que os bibliotecários me recomendavam. Agora já escolho. Tem semana que leio revista, tem semana que leio poesia”, conta. “Agora meu filho, de 9 anos, também pegou gosto. Quando eu falo que vou ler, ele pega o livrinho dele, senta sozinho no sofá e me imita.”

 

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MARESIA

 

Em Angra dos Reis, no Rio, um projeto chamado Biblioteca Espumas Flutuantes funciona no barco Irmãos Unidos II, que presta serviço transportando alunos e professores das praias da Ilha Grande para as escolas municipais de locais como Praia Grande de Araçatiba, Provetá e do Abraão.

 

Os primeiros começam a viagem por volta das 6 horas e devem chegar à escola até as 8h30. “Os estudantes ficavam ociosos por três, quatro horas no barco, todos os dias, por isso criamos o projeto. Pensamos que seria um bom momento para levarmos os livros até eles“, conta Maria Sebastiana Marques Palmeira, coordenadora de bibliotecas municipais da prefeitura de Angra.

 

Quando o projeto começou, ainda em caráter experimental, o acervo inicial tinha apenas 24 livros, reunidos na prefeitura. Com a aceitação das pessoas e a popularização do projeto no barco, doações constantes passaram a ser recebidas. Por causa delas, agora os baús somam cerca de 230 títulos, entre vários gêneros literários. Uma dificuldade é o fato de o ambiente e a maresia prejudicarem os livros, que têm tempo de vida útil mais curto do que num outro ambiente. Isso faz com que novas reposições precisem ser feitas sempre. O resto da estrutura é bem simples: um armário de madeira, por causa da maresia, e dois professores que se responsabilizam pelas orientações e empréstimos.

 

 

Autoria:  Simone Iwasso

 

FONTE:  O Estado de São Paulo, 4/01/2009

 





O sol dos Scorta de Laurent Gaudé: não deixe de ler!

4 01 2009
Puglia, Alberobello

Puglia, Alberobello

 

 

 

 

Há muitos anos, quando morava em Portugal, fui atrás da aldeia de onde meu avô paterno emigrou para o Brasil. Deveria dizer minha bisavó, já que meu avô era um menino de 10 anos e ela viúva.  Foi nesta época que descobri a pequenez de uma aldeia, perdida nos campos quase áridos de Trás-os-montes.  O lugar não chegava a umas 80 casinhas, mas havia uma igreja, onde por uma vez assisti a uma missa num domingo.  

 

A aldeia, presença constante nos rincões europeus, materializou-se vívida na leitura de O sol dos Scorta,  ( Nova Fronteira: 2005) livro de Laurent Gaudé, que escolhi como leitura neste longo fim de semana da virada do ano.  A Puglia — o salto da bota da Itália — é muito distante dos vilarejos do norte de Portugal.  Mas os seres que habitam ambos os lugares são semelhantes nas suas privações, nos seus encontros com uma Natureza inóspita, no laivo de um sistema de terras medieval, enraizado nas almas de seus habitantes e também na Igreja como personagem ativo, tanto positivo quanto negativo, que se faz presente e interfere no dia a dia de todos.  Estes são aspectos comuns destes vilarejos europeus, incrustados nas partes de mais arredio acesso do território latino.  Talvez a minha imaginação tenha sido vastamente beneficiada pela magnífica narrativa do autor, que com este livro ganhou o Prêmio Goncourt de 2004 assim como pela tradução de Maria Helena Rouanet.

  

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Apesar de a aldeia – chamada Montepuccio —  e a Igreja serem personagens nesta história, não são, contudo, seus principais elementos.  Nas 235 páginas deste romance seguimos a formação e continuação de uma família, os Scorta.  Conhecemos quatro gerações, mas maior ênfase é dada à terceira geração, quando a família incluindo seus agregados, se torna uma entidade de maior importância que seus membros, que suas partes.  

 

A narrativa cobre aproximadamente cem anos da dinastia Scorta, uma família que começa bastarda, resultado de uma vingança e de um engano, mas voluntariamente, desejosamente trazida à luz.  E é neste balanço entre o certo e o errado, entre o que se deseja e o que se consegue, entre o roubo e a honestidade, que esta família sobrevive, vinga e permanece através das gerações.  Seus personagens trançam seus destinos entre um namoro e o desapego do bem com o mal: seres humanos complexos com uma aparência simples.  Só a família, esta sim, é o que importa, personagem central da trama, para ela todos os sacrifícios são válidos. É a seus pés que colocamos nossas oferendas, através dela que realizamos nossos sonhos, e por ela que vivemos, sofremos, bebemos e amamos.  

 

 

O escritor Laurent Gaudé

O escritor Laurent Gaudé

 

  

Este livro me chegou às mãos por acaso.  No entanto é um livro que mereceria maior divulgação.  Não só a narrativa é executada com mestria como a trama parece refletir contos ancestrais, povoados de personagens cujos arquétipos trazemos entre nós no nosso imaginário comum, no nosso inconsciente coletivo.  Lê-lo pede uma reflexão sobre os nossos hábitos e costumes.  Lendo-o podemos conhecer um pouco mais sobre quem somos.  Não pense duas vezes.  Ponha este livro nas suas listas de leitura para 2009.

 

 





Ano-novo — poema de Wilson Frade

29 12 2008

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Ilustração de Blanche Fisher Wright

ANO-NOVO

 

 

                                 Wilson Frade

 

 

As últimas horas que restam são de incrível exorcismo.

Os meninos curtem, sonolentos, brinquedos de Papai Noel,

mas as luas que me restam são roteiros irrecuperáveis.

Nem todos os sinos repicam ao mesmo tempo

e nem todos os seios amamentam com o mesmo leite.

Os pândegos comemoram à sua maneira,

e há sintomas de medo e espanto.

Jogo na cesta papéis sem memória

que os rios levam nas suas mesmas águas.

Meia-noite…  Subo ao céu para beijar a estrela

porque já sou Ano-novo.

E ela nunca mais será a mesma rosa.

 

 

 

 

Em: Poemas de um livro só, Nova Fronteira:1991, Rio de Janeiro

 

 

Wilson Frade – (MG 1920-2000) jornalista, pintor, poeta, instrumentista e compositor mineiro.





Evitando acidentes X

23 12 2008

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Empurrar o amigo na fila, nem pensar.

Será que não dá para esperar?





Um ano de novas amizades que perdurarão…

22 12 2008

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Recebi este belo cartão virtual, desejando um Feliz Natal de uma das amigas que fiz em 2008: Cris Rose.  Nesta árvore estão alguns, mas não todos, os amigos que fiz no último ano.  Em outubro/novembro de 2007 comecei a participar deste grupo de leitores, que fazem parte da comunidade do LIVRO ERRANTE.  A maioria está no Brasil, ainda que tenhamos alguns membros fora do país.   Somos ao todo, um pouco mais de 275 leitores ativos.  Muito ativos.  Todos procurando bons livros, sugerindo títulos, emprestando-os e sempre prontos para discutí-los.  A princípio não nos conhecemos.  Não da maneira tradicional.  Em pessoa.  Somos amigos virtuais.  E, no entanto, muitas dessas amizades já passaram para o nível pessoal, em 3-dimensões mesmo, pessoalmente, em encontros dentro das maiores cidades do Brasil.  Para mim, este intercambio, tem sido um presente constante e duradouro, sem desapontamentos.   [Ah, isso sim, é uma raridade!] O que nos une?  O prazer de ler; o prazer de se encontrar alguém que goste de ler; o prazer de falar de livros de que gostamos; o prazer de trocar idéias, conhecimentos, opiniões.  O prazer das novas amizades!  Como temos a leitura em comum, e como também escolhemos entrar para o grupo por vontade própria, há já bastante em comum entre os membros para que possam ser  bons amigos.  Mas há mais que isso.

 

A comunidade do LIVRO ERRANTE por si só, sem auxílio governamental, sem incentivo nenhum, a não ser o de saber que a leitura é essencial para o bom desempenho escolar, abraçou em 2007 duas escolas no Brasil que careciam de livros, e através das doações de livros dos membros da comunidade, cada escola, uma na Paraíba a outra no estado de Minas Gerais, pode começar a desenvolver uma pequena biblioteca infantil.  Trata-se de uma parceria entre as diretoras e professoras destas escolas e os membros da comunidade.  Até o fim do ano postarei aqui um artigo sobre este trabalho fenomenal levado adiante pela organizadora do LIVRO ERRANTE, Regina.  

 

Mas hoje, por causa desta bela árvore de Natal que recebi como cartão virtual com as fotos de alguns dos participantes da comunidade vou simplesmente relacionar os livros mais marcantes dos que li através da comunidade e os livros que emprestei para membros da comunidade lerem.  Acredito que isto dê uma idéia da variedade de tópicos e de interesses.

 

Livros que li este ano emprestados por outros membros da comunidade:

 

A história do rei transparente – Rosa Montero

Este é meu corpo – Filipa Melo

A trégua – Mário Benedetti

Memorial de Maria Moura – Rachel de Queiroz

Ulysses entre o amor e a morte – O G Rego de Carvalho

Somos todos inocentes  O G Rego de Carvalho

Um homem de palavra – Nazir Hamad

O amor nos tempos do cólera – Gabriel Garcia Marquez

Manhã Transfigurada – Luiz Antônio de Assis Brasil

O Quatrilho – José Clemente Pozenato

O castelo de vidro – Jeanette Walls

A doçura do mundo – Thrity Umrigar

Nhô Guimarães – Aleilton Fonseca

O retrato do rei – Ana Miranda

Vende-se um vestido de noiva – Denise Assis

A última quimera – Ana Miranda

A máquina de xadrez – Robert Löhr

Escuridão na clareira – Miguel Reale Júnior

Novelário de Donga Novaes – Autran Dourado

 

Ainda li outros livros de mistério de autores brasileiros, incluindo Garcia-Roza, Tony Bellotto, e outros, assim como um número bem maior de escritores de origem africana que escrevem em português.   Li muito mais livros, mas estes foram os que ficaram marcados.  Estes foram os de que mais gostei. 

 

 

 

Livros que emprestei para os membros do LIVRO ERRANTE no ano de 2008 – sem ordem específica

 

O Nariz de Pasquale – Micahel Rips
A elegância do Ouriço – Muriel Barbery
Rio das Flores – Miguel Sousa Tavares
A casa do pó – Fernando Campos
O pescoço de Audrey Hepburn Alan Brown

O homem que colecionava manhãs Liberato Vieira da Cunha

As viúvas das quintas-feiras – Cláudia Piñeiro
Mentiras no Divã – Irvin D, Yalom
Pequenas Infâmias – Carmen Posadas
Paixão Índia Javier Moro
Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios – Marçal Aquino
A Peste — Camus
Não me abandone jamais – Kazuo Ishiguro
Mademoiselle Fifi – Guy de Maupassant
em francês
Blood of Victory – Alan Furst,
em inglês
Kingdom of Shadows – Alan Furst,
em inglês
Dark Star – Alan Furst,
em inglês
Night Soldiers Alan Furst,
em inglês
Informações sobre a Vítima – Joaquim Nogueira
Cabeça do Lobo – J K Mayo
Entre o Lobo e o cão – Julieta Godoy Ladeira
Lobo do planalto – Paulo Dantas
Terra dos lobos – Jack London
O cachorro e o lobo  Antônio Torres
O lobo da estepe Herman Hesse
O lobo do mar Jack London
O último lobo dos Cárpatos — Heinz G. Konsalik
O verão do lobo vermelho – Morris West
Um lobo solitário – Graham Greene
Mulheres viajantes do Brasil (1764-1820) – ed.  Jean Marcel Carvalho França
O testamento do Sr. Napumoceno – Germano Almeida
O vendedor de passados – José Eduardo Agualusa

A casa de papel – Carlos Maria Dominguez

O sussurro da mulher baleia – Alonso Cueto

O despertar – Kate Chopin

Porno Política – Arnaldo Jabor

Na multidão – Luiz Alfredo Garcia-Roza

Restless – William Boyd – em inglês

Le silence de la mer – Vercors – em francês

Dias Pássaros – Stella Leonardos

A viúva Simões – Júlia Lopes de Almeida

Bom dia Camaradas – Ondjaki

Os da minha rua — Ondjaki

Senhora das savanas – Hilton Marques

Rakushisha – Adriana Lisboa

A catedral do mar – Ildefonso Falcones

 

Minha participação no LIVRO ERRANTE foi uma das coisas mais positivas que fiz nos últimos anos.  Obrigada a todos os envolvidos por esta experiência ímpar!





Mensagem de Natal, poema de Afonso Louzada

19 12 2008

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Natividade, sd

Anita Malfatti, Brasil (1889-1964)

Óleo sobre tela  65 x 81cm

 

 

 

 

 

 

 

MENSAGEM DE NATAL

 

 

                                 Afonso Louzada

 

 

Glória a Deus nas alturas, meus irmãos,

e paz na terra aos homens que são bons.

Todos se dêem fraternalmente as mãos,

abrindo para o amor os corações.

 

Da concórdia os clarins, pelos desvãos,

estão cantando os sacrossantos sons

e se ilumina o mundo dos cristãos

na apoteose triunfal de seus clarões.

 

Glória a Deus nas alturas, paz na terra.

Brilhe a estrela do amor, gloriosamente,

depois da horrenda maldição da guerra.

 

E para sempre a fé que nos irmana

abençoe este mundo impenitente,

para a imortalidade da alma humana.

 

 

Do livro:

 

 

 

SONETOS, Affonso Louzada, Rio de Janeiro, 1956, 2ª edição-aumentada.

 

Affonso Montenegro Louzada – (RJ – 1904 — ?), poeta, ensaísta, crítico, jornalista, teatrólogo, advogado, membro da Sociedade Homens de Letras do Brasil.  Hoje em diversos livros de referencia seu nome é encontrado assim: Afonso Lousada.

 

 

 Obras: 

Peço a palavra, (1934),  – fábulas me versos.

La Fontaine (1937) ensaios sobre fábulas.

Melo Matos, o apóstolo da infância, (1938 )

O cinema e a literatura na educação da criança (1939)

O problema da criança (1940)

Delinqüência infantil (1941)

A ação do Juízo de Menores (1944

Tempo abandonado ( 1945) – versos

Notas sobre a assistência a menores (1945)

Noturnos (1947) – versos

Literatura infantil (1950)

Histórias dos bichos (1954) – fábulas em versos.

 

 

Anita Catarina Malfatti (São Paulo, 2 de dezembro de 1889 — São Paulo, 6 de novembro de 1964) foi uma pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira.

 

 





Sugestões de livros para adolescentes mais velhos

18 12 2008

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Venezianas, sd

Jan Mcdonald (EUA)

Pastel sobre papel.

 

 

Então o seu adolescente já leu todos os volumes do Harry Potter.  Ele ou ela está crescendo e você quer continuar a lhe dar incentivo para ler.  Esta lista menciona alguns livros que são hoje os favoritos entre adolescentes.  A lista foi compilada numa tentativa de expandir o conhecimento do jovem leitor – do jovem adulto — com o que está sendo lido lá fora.  Os clássicos também foram escolhidos assim.   Que fique claro: esta é uma lista para o adolescente mais velho, de 15 anos ou mais.  No fundo, você, que conhece o seu adolescente será o melhor juiz desta seleção.

 

 

 

LIVROS  RECENTES

 

 

CONTOS DE BEEDLE, O BARDO, OS
ROWLING, J. K.

‘Os contos de Beedle, o Bardo’, livro que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente do mestre Dumbledore para Hermione, reúne cinco textos escritos e ilustrados por Rowling. Trata-se de uma coletânea de contos de fadas dos bruxos, trazendo histórias sobre o passado de Hogwarts e nomes já conhecidos dos fãs da série Harry Potter.

 

BRISINGR – TRILOGIA DA HERANÇA LIVRO 3
PAOLINI, CHRISTOPHER

Eragon e seu dragão, Saphira, conseguiram sobreviver à batalha colossal na Campina Ardente contra os guerreiros do Império. No entanto, Cavaleiro e dragão ainda terão de se deparar com inúmeros desafios. Eragon se vê envolvido numa série de promessas que talvez não consiga cumprir, como o juramento a seu primo, Roran, de ajudá-lo a resgatar sua amada Katrina das garras de Galbatorix. Todavia, Eragon deve lealdade a outros também.  Os Varden precisam desesperadamente de sua habilidade e força, assim como elfos e anões. Com a crescente inquietação dos rebeldes e a iminência da batalha, Eragon terá de fazer escolhas que o levarão a atravessar o Império, viajando muito além. Escolhas que poderão submetê-lo a sacrifícios inimagináveis – Eragon é a única esperança de libertar o reino da tirania de Gabaltorix. Conseguirá o jovem unir as forças rebeldes e derrotar o Império?

 

 

CREPUSCULO
MEYER, STEPHENIE

‘Crepúsculo’ marca a estréia da americana Stephenie Meyer, que assina uma saga de quatro livros. Em ‘Crepúsculo’ Stephanie narra a história de uma jovem que, ao se mudar para uma pequena cidade do Estado de Washginton, conhece um amigo enigmático pelo qual se apaixona.

 

 

LUA NOVA
MEYER, STEPHENIE

Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida – Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando.

 

MENINO DO PIJAMA LISTRADO, O
BOYNE, JOHN

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer.

 

MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, A
ZUSAK, MARKUS

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em ‘A menina que roubava livros’. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, ‘O manual do coveiro’. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

 

PACTO, O

PICOULT, JODI

 

Um romance arrebatador, que hipnotiza o leitor da primeira à última página. A consagrada Jodi Picoult narra a história do casal Emily Gold e Chris Harte, que se conhecia desde o primeiro dia de vida. A amizade das duas famílias parecia ser das coisas mais sólidas do mundo. Ninguém se surpreendeu quando os dois começaram a namorar. Pareciam ter nascido um para o outro. Mas tudo desmoronou numa madrugada, quando Emily morreu com um tiro na cabeça bem ao lado de Chris, encontrado desmaiado pela polícia. Assassinato? O menino garante que havia um pacto de suicídio entre ele e a namorada. Ambos deveriam ter morrido naquela noite. Alguém falhou. Onde está a verdade?

 

VIDA INTERROMPIDA, UMA

MEMORIAS DE UM ANJO ASSASSINADO

SEBOLD, ALICE                               

 

A história de Susie Salmon, quando começa a se desvelar na sua frente, faz os compromissos, assim como os amigos, a família, a fome, o sono e até o celular tocando, parecerem bem pouco interessantes e menos urgentes. Os ‘ossos’ do título em inglês não são os restos de Susie, a menininha que conta a história depois de morta. São a estrutura sobre a qual a vida é construída. Outra audácia é a de colocar Susie Salmon no céu. Sim, é para cima que vai nossa protagonista. E é para baixo que ela olha, com olhos atentos, enquanto conta a história de sua família , agora traumatizada, de como seu assassino planeja os detalhes minuciosamente para não ser descoberto, de como a polícia não tem nenhuma pista sobre como chegar a ele. A partir daí ela conta que, por estar inconformada com sua morte precoce, e um tanto entediada com a vida no Céu, decidiu acompanhar como sua família, amigos e o próprio assassino continuaram suas vidas após a tragédia.

 

 

 

 ALGUÉM PARA CORRER COMIGO  

GROSSMAN, DAVID

 

Assaf é um garoto de dezesseis anos que gosta de futebol, fotografia e de passar as horas livres no computador. Durante as férias, arrumou um emprego temporário na prefeitura de Jerusalém. Ele não sabe, mas sua vida logo vai ser atingida por um turbilhão. A garota Tamar tem a mesma idade de Assaf e um plano audacioso e urgente – ela precisa libertar seu irmão Shai de uma organização clandestina que escraviza jovens artistas e os prende num albergue sinistro, onde músicos, malabaristas, cuspidores de fogo, contorcionistas e cantores são abastecidos com heroína e outras drogas. Tudo começa quando Assaf sai numa corrida desenfreada pelas ruas de Jerusalém atrás de um cachorro. Sua tarefa – encontrar o dono do animal. Tamar, por sua vez, passa a viver nas ruas, como cantora. Ela também está empenhada numa missão, e o acaso reservou um encontro secreto entre eles. Para escrever o livro, David Grossman empreendeu uma pesquisa minuciosa e entrevistou inúmeros jovens que vivem nas ruas de Jerusalém. ‘Alguém para correr comigo’ é um romance que combina elementos que vão do realismo a um tratamento fabular inventivo. A narrativa segue num jogo de revelação e suspense até as últimas páginas. 

 

 

margaret-bayalis

Hora de leitura, sd

Margaret Bayalis (EUA)

Óleo sobre tela.

 

 

LIVROS    CLÁSSICOS

 

 

 

CHAMADO SELVAGEM, O

LONDON, JACK

 

 

Buck vivia tranqüilamente no sítio do juiz Miller, no vale da Santa Clara, na Califórnia. Filho de um são bernardo com uma pastora escocesa, ele era um cão imponente, com músculos firmes, pêlos quentes e compridos. Entretanto, não fazia nada além de passear pelos vales, acompanhando os netos de seu dono. Até que um dia, Buck foi roubado e vendido a exploradores de ouro que partiam para uma aventura pelo Alasca. A partir daí, sua vida sofreu uma reviravolta e ele foi obrigado a trabalhar duro, num ambiente inóspito. O que seus novos donos não esperavam era que, ao adaptar-se à nova realidade, Buck começava a fazer parte dela e a descobrir sua verdadeira natureza.

 

FAHRENHEIT 451

BRADBURY, RAY

 

Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine. As casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem ‘famílias’ com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fato reais. Guy Montag, personagem central do romance, desafia o sistema e experimenta a crueldade do sistema repressivo dessa sociedade anti-livros. Clássico filmado por François Truffaut em 1966, ‘Fahrenheit 451’ é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem.

 

 

GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALAXIAS, O

ADAMS, DOUGLAS

 

 

Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

 

 

 

RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO, O

Coleção: MOCHILEIRO DAS GALAXIAS, O V.2

ADAMS, DOUGLAS

 

 

O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com ‘O guia do mochileiro das galáxias’, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.

 

REVOLUÇAO DOS BICHOS, A

ORWELL, GEORGE

 

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, ‘A revolução dos bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram ‘A revolução dos bichos’ a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto. Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, ‘A revolução dos bichos’ combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias – a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

 

 

LOBO-DO-MAR, O

LONDON, JACK

 

 

Ao avistar o Ghost, o náufrago Humphrey acredita estar salvo. Entretanto, ao ser içado a bordo e conhecer o capitão do navio, Lobo Harsen, ele começa a temer pela própria vida. Ao contrário do que esperava, não será deixado no porto mais próximo, mas deverá integrar-se à tripulação de caçadores de focas e seguir viagem sob de um homem violento, que não admite ser contrariado. London faz uma reflexão sobre a vida e a condição humana ao retratar duas concepções opostas de mundo – Humphrey é um intelectual civilizado e moralista e Harsen, um capitão primitivo e egoísta.

 

 

APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO

SALINGER, J. D.

 

 

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

 

 

 

DIARIO DE ANNE FRANK

FRANK, ANNE

 

Anne Frank registrou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.  É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo.

 

 

MINAS DO REI SALOMAO, AS   (Edição integral)

HAGGARD, H. RIDER, tradução: QUEIRÓS, EÇA

 

“As Minas do Rei Salomão”, é considerado uma obra-prima do romance de aventuras, em que o fascínio da África serve de cenário a uma inusitada expedição: três ingleses, um nativo africano e vários serviçais buscam, com o auxílio de um mapa desenhado a sangue três séculos antes, as famosas minas de diamantes do monarca bíblico.  Eles enfrentam perigos terríveis para encontrar um companheiro que partira em busca das minas do Rei Salomão, na África do Sul.