A evolução da espécie em mosquitos nas ilhas Galápagos

5 06 2009

iguana marinho, foto Penelope Curtis, NYT, AP

Iguana marinho, foto Penelope Curtis, AP.

 

Os animais das ilhas Galápagos têm sido amplamente estudados desde o tempo de Darwin, exceto os insetos, incluindo os mosquitos.  Agora, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, baseando-se no mosquito  Aedes taeniorhynchus, uma das três espécies de mosquitos habitando o arquipélago, revela que esta espécie, que não foi introduzida  pelo homem, mas que habita as ilhas há mais de 200.000 anos, tem evoluído muito, tornando-se quase uma variedade distinta. 

Uma das descobertas  é a de que esse mosquito foi se adaptando ao sangue dos lagartos, tartarugas e outros répteis, e não se limita a alimentar-se do sangue de mamíferos como acontece com o mesmo mosquito no continente.  

Este poderia ser um problema preocupante se um vírus como o do Nilo Ocidental [West Nile vírus] chegasse às ilhas.  Pois o vírus poderia se propagar com uma rapidez inimaginável.  Os pesquisadores sugeriram então que todos os aviões e barcos que chegassem ao arquipélago fossem tratados com pesticidas, para evitar quaisquer  conseqüências de um eminente desastre ecológico.  

Fonte: New York Times





Imagem de leitura: Liz Gribin

4 06 2009

Michelle, 34 x 34, ost, 90

Michelle, s/d

Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea)

óleo sobre tela , 85 x 85 cm

 

Liz Gribin ( Inglaterra, contemporânea)  nasceu na Inglaterra.  Quando os alemães invadiram a Polônia, na Segunda Guerra Mundial, ela e sua família se encontravam de férias na Suiça.  Ao invés de voltar para casa,  a família, de origem judaica, emigrou para os Estados Unidos.  Assim que chegou lá Liz foi estudar no Museu de Arte Moderna em Manhattan e na Liga de Estudantes de Arte e se formou em Belas Artes pela Universidade de  Boston.





Que tal escrever para adultos recém-alfabetizados?

4 06 2009

escritor de novo

Mickey, ilustração Walt Disney.

 

Um concurso literário vai distribuir R$ 90 mil em prêmios para oito escritores brasileiros e um autor de país africano de língua portuguesa que desenvolverem livros voltadas para alunos da educação de jovens e adultos (EJA). O Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) tem como objetivo incentivar a produção de obras para o público adulto recém-alfabetizado.

Cada autor terá sua obra publicada, além de receber o prêmio de R$ 10 mil. As inscrições estão abertas até 20 de julho. A obra deve ser inédita e ter de 30 a 40 páginas. Podem concorrer textos nas modalidades: conto, novela, crônica, poesia, perfil biográfico, dramaturgia e textos da tradição oral.

O ministério ressalta que não serão aceitas obras com temas religiosos, que tratem de conduta moral ou com abordagens preconceituosas. O material deve ser enviado via Correios para o MEC. O edital está disponível na rede.

Também na área de EJA, encerra-se no dia 15 de junho o prazo para envio de propostas aos editais do Ministério da Educação para a área de educação de jovens e adultos. Os projetos devem ser voltados ao fomento à leitura, produção de materiais didáticos e formação de alfabetizadores e professores para essa modalidade. Estados, municípios, instituições públicas de ensino superior e entidades sem fins lucrativos podem participar da seleção. Mais informações no site do MEC.

Fonte: Agência Brasil





Boas maneiras XIV

4 06 2009

bolaPor causa de uma bola,

Olha a briga que rola!





Quadrinha para crianças: aniversário, Pedro Bandeira

3 06 2009

aniversário 2

Magali no seu aniversário: ilustração de Maurício de Sousa

 

Meu Aniversário

Hoje é o meu aniversário,
é um dia sem igual!
Eu queria que hoje fosse
feriado nacional!

Pedro Bandeira





Cratera de 400 km na superfície de Tétis

3 06 2009

cratera 400 km

 

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira uma imagem da cratera Odysseus na superfície do satélite Tétis – conhecido como uma das luas de Saturno. A cratera, no canto superior direito da imagem, tem cerca de 400 km de diâmetro. As informações são da agência AP.

A cratera Odysseus surgiu no início da história de Tétis quando ocorreu um impacto que formou uma enorme bacia provocando a deformação do satélite. A imagem foi obtida em luz visível com a sonda Cassini em 24 de abril de 2009. O satélite foi descoberto por Giovanni Cassini em 1684.

Fonte: Terra





As 10 expressões de busca mais perigosas para o seu computador

2 06 2009

perigo

Ilustração:  Maurício de Sousa

 

A rede americana ABC, de comunicações, publicou hoje o resultado de uma pesquisa feita pela companhia McFee de segurança na rede, chamado de “The hacking community is very smart — they can spot a trend as well as any trendspotter.” [A comunidade Hacker é muito esperta – eles podem perceber uma onda tão bem quanto qualquer olheiro de modismos].   O artigo é bem grande, mas coloco aqui simplesmente os resultados dos termos com os quais devemos exercer maior cuidado ao entrarmos nos portais Google, Yahoo, ou qualquer outro local de pesquisa.  Coloco também a lista primeiro em inglês e depois com as traduções explicativas,  pois muitos desses termos são usados em inglês propriamente, sem tradução, como é o caso de Free Ringones, Free Music, etc.

 

1. Word Unscrambler  (resoluções de anagramas)

 2. Lyrics (letras de músicas)

 3. MySpace

 4. Free Music Downloads  ( download de músicas gratuito)

 5. Phelps, Weber-Gale, Jones and Lezak Wins 4x 100m Relay  (corrida de revezamento)

 6. Free Music ( música gratuita)

 7. Game Cheats  (cola para resolução de jogos)

 8. Printable Fill in Puzzles  (quebra-cabeças para preenchimento, imprimíveis)

9. Free Ringtones  ( campainha musical para telefones gratuita)

10. Solitaire (jogo de paciência)

Fonte: ABC





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

2 06 2009

lendo, ipanemaIpanema, Praça General Osório, sábado de manhã.





As mais antigas vasilhas de cerâmica encontradas na China

2 06 2009

china3

Cerâmica encontrada na Caverna de Yuchinyan datando de 17.500-18.300 anos atrás. 

 

Fragmentos de cerâmica encontrados numa caverna em Hunan, na China, revelam as mais antigas peças de cerâmica feitas pelo homem, datando de 17.500 a 18.300 anos passados.  Estes fragmentos foram encontrados na caverna Yuchinyan, a mesma caverna em que alguns anos atrás, em 2005, foram encontrados  os mais antigos grãos de arroz conhecidos pela ciência, o que  foi considerado um importante elo para a ligação da caverna-habitação de povos caçadores e coletores e os povos agricultores.

Antes destas descobertas, os exemplos de cerâmica mais antigos descobertos por arqueólogos datavam de 16.000 a 17.000 anos e foram encontrados no Japão.

china1

 

Fonte:  BBC





O Aleijadinho, artigo da Revista Kósmos de 1904

1 06 2009

Aleijadinho-Anjo do Getsêmani, Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

Anjo do Getsêmani,

Antônio Francisco Lisboa, O Aleijadinho ( Brasil, 1730-1814)

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos  — Congonhas do Campo, MG

 

Transcrição do artigo de Gustavo Penna, para a Revista Kósmos,  Agosto de 1904, número 8. 

 

NOTA:  O artigo original não contém nenhuma ilustração. 

 

 

O Aleijadinho

        Se neste país, donde o patriotismo parece desertar, se erguesse um dia o panthéon destinado, destinado a glorificar na morte aqueles que em vida enobreceram a nossa terra, o cenotáfio  de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, iria ocupar neste templo augusto, um lugar de honra, igual ao de Miguel Ângelo no Panthéon de Itália, em Florença.

        O escultor mineiro, morto há noventa anos, tinha a misantropia ríspida de Beethoven, o temperamento assomado de Leonardo Da Vinci.  Poderia dizer-se que aquelas mãos deformadas e engrunhidas pela doença, tendo alguns dedos cortados  a golpes de formão em momento de desespero indômito, de dores crudelíssimas, haviam tomado aos poucos forma agressiva de garra de leão.

        “Era pardo escuro,”  relata Rodrigo Bretas,  no Correio Oficial de Minas, em 1858.  “Tinha a voz forte, a fala arrebatada, o gênio agastado; a estatura era baixa, o corpo cheio e mal configurado, o rosto e a cabeça redondos, e esta volumosa, o cabelo preto e anelado, o da barba cerrado e basto, a testa larga, o nariz regular, beiços grossos, orelhas grandes, o pescoço curto.

        Sabia ler e escrever e não consta que houvesse frequentado alguma outra aula  além da de primeiras letras, embora alguem julgue provavel que tenha frequentado a de latim.

        De 1777 começaram as moléstias a atacá-lo fortemente.  Pretendem uns que ele sofrera o mal epidêmico que, sob o nome de Zamparina, pouco antes havia grassado nessa província , e cujos resquícios, quando o doente não sucumbia, eram quase infalíveis deformidades e paralisias, que nele se havia complicado o humor gálico com o escorbútico.

        O certo é que Antônio Francisco perdeu todos os dedos dos pés, do que resultou não poder andar senão de joelhos; os das mãos atrofiaram-se e curvaram, e mesmo chegaram a cair, restando-lhe somente, e ainda quase sem movimento, os polegares e os índices. 

        As fortíssimas dores que de contínuo sofria nos dedos e a acrimônia de seu humor colérico o levaram por vezes ao excesso de cortá-los ele próprio, servindo-se do formão com que trabalhava!

        As pálpebras inflamaram-se e permanecendo neste estado, ofereciam à vista sua parte interior, perdeu quase todos os dentes, a boca entortou-se, como sucede frequentemente ao estuporado, o queixo e o lábio inferior abateram-se um pouco; assim o olhar do infeliz adquiriu uma expressão sinistra e de ferocidade, que chegava mesmo a assustar que, quer que o encarasse inopinadamente.

        Esta circunstância e a tortura da boca o tornavam de um aspecto asqueroso e medonho.

      

Aleijadinho, Profeta Oséias

Profeta Oséias

Antônio Francisco Lisboa, O Aleijadinho ( Brasil, 1730-1814)

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos  — Congonhas do Campo, MG

 

        Para o Aleijadinho, o louvor era tomado como ironia ou escárneo.  A fito de esquivar-se à vista de todos, ia de madrugada para o serviço, a cavalo, trajando um amplo capote com que ocultava o semblante, e somente regressava à casa depois de noite fechada.

        Ainda mesmo quando trabalhava no interior das igrejas, costumava ocultar-se dentro de um toldo.  Se algum curioso, — fosse obscuro popular, ou um genreal como D. Bernardo de Lorena, muito alto e poderoso governador, — ia vê-lo trabalhar, acompanhando por uns instantes o esculpir de uma estátua, que emergia lentamente de um bloco de pedra, o escopro do Aleijadinho, fazia esfarinhar violentamente tamanha chuva de lascas, que o importuno não se demorava, saraivado por aquela chuva de pedriscos e de pó.

        E foi na solidão e no mesto silêncio das sacristias dos nossos templos, profusamente recamadas de ouro como as igrejas do oriente, naquela atmosfera impregnada de misticismo, que o escultor mineiro fazia surgirem da pedra bruta as notáveis concepções do seu gênio, ora a estátua que seria de outro mérito se fosse talhada no mármore de Carrara, ora esses lavores finos, as folhagens, os rendilhados e as laçarias que se podem chamar a ourivesaria de granito.

        O Aleijadinho viveu numa época e num meio inteiramente hostil à arte, quando o governo português havia proibido o uso do cinzel, “para se não dilapidarem os quintos de Sua Majestade.”  Nenhum dos elementos de educãção artística, de desenvolvimento do gosto, de ilustração, vulgarizados depois pela imprensa, pela fotografia, pela gravura e pela modelagem existia.  Apenas algumas estampas de detestável impressão e de risível ingenuidade, intercaladas nos alfarrábios contando a vida e os milagres do santo.

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