Laranjeira — poema infantil de Baltazar de Godoy Moreira

20 09 2008
9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

9 Papagaios numa laranjeira, s/d, Lucy Autrey Wilson, óleo sobre tela, 1 x 1 m

 

Laranjeira

 

Baltazar de Godoy Moreira

 

Uma linda sementinha

Em meu quintal descobri

Alva!  Macia, limpinha!

— Minha linda sementinha

Que posso fazer de ti?

 

Faze uma covinha rasa

Com boa vontade e amor,

No quintal de tua casa,

Onde haja luz e calor.

Deixa-me lá, por favor.

 

Um dia quando tu fores

Moça, formosa e faceira.

Terei um tronco encorpado,

E uma ramada altaneira.

 

Cheia de frutos e flores

Então, com maior agrado

Darei para o teu noivado,

Os botões de laranjeira!

 

Baltazar de Godoy Moreira, (SP 1898) Poeta, contista, professor, pedagogo. 

 

Obras:

Marília, cidade nova e bonita, 1936  

Negro velho de guerra, 1947  

Roteiro de Pindamonhangaba Poesia, 1960

Curumim sem nome, s/d

Aventuras nos garimpos de Cuiabá, 1960

Rio Turbulento, s/d

O Castelo dos Três Pendões

A Caminho do Oeste, s/d

 

NOTA: Seu nome aparece com diversas maneiras de escrever.  Achei as seguintes, nem todos os serviços de busca reconhecem estas variantes. 

Baltazar de Godoy Moreira (não confundir com o bandeirante do mesmo nome, que deve ser seu antecessor).

Baltazar de Godói Moreira

Baltazar Godói Moreira.

Há também as mesmas variantes com Baltazar com a letra “z” e Baltasar com a letra “s”.





Elogia-se o Batalhão 14 de Julho — Revolução de 1932

20 09 2008
Alegoria para a Revolução de 1932

Alegoria para a Revolução de 1932

20 de setembro de 1932

 

Monotonia completa.  Cidade cheia de soldados que passeiam e boateiam.  Reina algum desânimo.  Há boatos terroristas. 

 

Elogia-se o batalhão “14 de Julho” composto de homens formados e acadêmicos.

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 143-144 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

NOTA DA PEREGRINA:  Não houve nenhuma anotação entre os dias 12 e 19 de setembro de 1932.

Os federalistas

Os federalistas *

 

  • Nota do leitor Celso Pinho em 14-4-2019
  • Apenas uma correção. Na ultima foto deste Post, não se tratam de Federalistas conforme diz a legenda, e sim do Coronel Herculano de Carvalho, durante visita à Itapira, pouco depois de assumir o comando da Força Pública de São Paulo, tendo em vista o falecimento do Coronel Júlio Marcondes Salgado.




Plantar, um poema infantil para o dia da árvore de Baltazar de Godoy Moreira

19 09 2008
Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

PLANTAR

                   Baltazar de Godoy Moreira 
 
 
 

 
 
 —

 

Planta-se uma sementinha,

dá isso muito trabalho?

Nasce em pouco uma plantinha,

um caule, depois um galho,

depois um outro, e a ramagem

abre-se e, após coroada

de verdejante folhagem,

fica uma árvore formada.

 

 

Depois chega a primavera.

O Sol tem outros fulgores!

E a planta que já crescera

cobre-se toda de flores!

O outono, após o verão,

traz os seus dias enxutos,

e brilha a árvore, então

toda arreada de frutos!

 

 

Muito trabalho dá isso?

Basta plantar a semente!

Em paga desse serviço

a árvore, fartamente,

depois de grande, viçosa,

além de muitos produtos,

dá sempre sombra gostosa,

quando não flores e frutos!

—-

 

 
Baltazar de Godoy Moreira, (SP 1898- 1969) Poeta, contista, professor, pedagogo. 
 
 

Marília, cidade nova e bonita, 1936  

Negro velho de guerra, 1947  

Roteiro de Pindamonhangaba Poesia, 1960

Curumim sem nome, s/d

Aventuras nos garimpos de Cuiabá, 1960

Rio Turbulento, s/d

O Castelo dos Três Pendões

A Caminho do Oeste, s/d

 

NOTA: Seu nome aparece com diversas maneiras de escrever.  Achei as seguintes, nem todos os serviços de busca reconhecem estas variantes. 

Baltazar de Godoy Moreira (não confundir com o bandeirante do mesmo nome, que deve ser seu antecessor).

Baltazar de Godói Moreira

Baltazar Godói Moreira.

 

Há também as mesmas variantes com Baltazar com a letra “z” e Baltasar com a letra “s”.

 




Yusuf al-Qaradawi — número três na lista dos intelectuais de maior influência

19 09 2008

É um dos mais radicais líderes muçulmanos no momento, apesar de sua idade avançada.  Nasceu  no Egito, numa pequena aldeia no Delta do Nilo em 1926.   O menino desde cedo se negou a trabalhar onde a família o aconselhava: como carpinteiro ou a na quitanda dos pais.  Com 9 anos já tinha lido e decorado todo o Corão.   Na sua juventude foi bastante influenciado por Hasan al-Banna fundador  nos anos 20 do século passado da Irmandade Muçulmana, um dos maiores movimentos muçulmanos do século, uma organização atenta à revitalização dos princípios mais rígidos do Islã.

 

The Telegraph, UK.

Yusuf-al-Qaradawi. Foto: The Telegraph, UK.

 

Yusuf al Qaradawi formou-se me teologia islâmica pela universidade Al-Azhar no Cairo, em 1953.   Neste período de estudos universitários continuou com seus contatos com a Irmandade Muçulmana, participando de treinamento paramilitar onde aprendeu e ensinou aos universitários a usar armas e explosivos.  Incentivou também o treinamento da doutrina islâmica como motivação para a expulsão dos ingleses e israelitas do oriente médio.

 

Apesar de se considerar e de ser considerado por muitos uma voz moderada, não conseguiu até hoje se desvencilhar da reputação anteriormente adquirida de extremista,  quando participou ativamente da Irmandade Muçulmana —  que é uma organização ilegal no Egito.  Para uma pessoa do ocidente é difícil considerá-lo moderado.  Hoje é um estudioso do Islã que trabalha na Universidade do Qatar. E principal responsável pelo Conselho Europeu para Pesquisas e Fátuas.

 

O permitido e o proibido no Islã, livro de Yusuf al-Qaradawi, publicado em 1982

O permitido e o proibido no Islã, livro de Yusuf al-Qaradawi, publicado em 1982

Sua popularidade aumentou muito no mundo ocidental depois que ele começou a aparecer semanalmente num programa interativo de perguntas e respostas chamado Al-Shariaa wa Al-Haya [Lei islâmica e a vida] em que ele responde a comentários do publico.   Neste programa ele pretende demonstrar como a ideologia islâmica tem uma resposta para qualquer problema.  

 

 

 

 

Apesar de ter se distanciado dos controversos bomba-suicidas, ele ainda se manifesta a favor dos bomba-suicidas (mesmo que o atentado seja contra civis) e apóia principalmente o suicida palestino contra o estado de Israel.  Ele tem encontrado bastante resistência aos seus ensinamentos, principalmente entre mulheres ocidentais com dificuldade em aceitar suas posições em relação não só à circuncisão feminina.  Vale lembrar que a circuncisão feminina é uma prática considerada universalmente como inaceitável pela Organização Mundial da Saúde e pelas Nações Unidas já que é uma forma de mutilação genital das mulheres.    Ele também freqüentemente no seu programa na Al-Jezeera  fala em defesa do espancamento de mulheres, chegando a dizer até que há mulheres que gostam de serem assim tratadas.

 

Ele tem muitos muçulmanos entre as pessoas que não concordam com ele.  Dos dois lados, ou seja aqueles que o acham mais radical do que precisa e impressionantemente aqueles que acreditam que ele é moderado demais principalmente porque  ele condenou publicamente os ataques de 11 de setembro de 2001, e não condenou música e canto nos filmes muçulmanos, como muitos esperavam que fizesse. 

 

Fica a impressão de que Yusuf al-Qaradawi é uma pessoa difícil de se delinear e bastante complexa para que uma mulher ocidental como a autora deste blogue se sinta satisfeita de vê-lo não só incluído entre os 10 mais importantes intelectuais do mundo, mas ocupando o número 3 da popularidade mundial.  

 

 

Veja postagens anteriores:

Muhammad Yunus — quem é segundo mais votado intelectual?

Fethullah Gülen – quem é o intelectual n° 1 do mundo?

Você conhece os 10 mais importantes intelectuais de 2008?

 





Mangueiras de Belém, poema para o dia da árvore de Sílvia Helena Tocantins

19 09 2008

 

Aléa das velhas mangueiras, Jardim Botânico, RJ.

Aléa das velhas mangueiras, Jardim Botânico, RJ.

 

 MANGUEIRAS DE BELÉM

 

 

Sílvia Helena Tocantins

 

 

Gentil mangueira que me dá abrigo

no aconchego morno do teu braço,

na tua ramagem encontro o ninho amigo

que há de embalar sempre o meu cansaço.

 

És tu mangueira de real grandeza,

só espalhando o Bem em tua missão,

além de embelezares a natureza,

és teto, és fruto, és sombra, és proteção.

 

E nunca negas à mão que te apedreja.

terno repouso contra a chuva e o mormaço,

em troca dá-lhes fruto, seja a quem seja

e ainda embalas, maternal num abraço.

 

Bendita seja a mão que te plantou

o sol que fecundou a terra, o orvalho,

onde tua semente fértil germinou,

para me dares sombra doce e agasalho.

 

E no teu colo verde de folhagem,

quero sonhar meus ideais acalentados,

esconder meus segredos em tua ramagem

como se eu fosse altivo pássaro encantado.

 

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Ed. Clóvis Meira, Belém, PA, 1993.

 

 

Sílvia Helena Tocantins Mello Elder, (PA 1933) escritora e poeta.

 

Obras:~

 

As Ruínas de Suruanã (folclore)

Respingos da Maresia, 1982 (poesias)

 





Fragmentos de partituras de Mozart em Nantes

18 09 2008

Wolfgang Amadeus Mozart

 

 

 

A agência France Presse informa esta tarde que foi encontrada na Biblioteca Municipal de Nantes, na França, uma página de partitura, um esboço propriamente dito, escrito à mão e com trechos parciais de música  de Wolfgang Amadeus Mozart, (Áustria 1756-1791) escritos em 1787. Identificada por um especialista alemão, esta página inclui parte de uma sonata e o que se acredita ser parte da partitura de um Credo, para uma missa católica.   

 

Uma casa moura em Argel, 1856

Pierre-Antoine Lobouchère, ( França, 1807-1873)

Aquarela e lápis sobre papel

  

 

 

Estes fragmentos se encontram na Biblioteca de Nantes praticamente desde sua fundação.  Esta biblioteca, aberta ao público em 1753, só ganhou o corpo substancial de seu acervo em 1803,  quando as coleções das bibliotecas particulares confiscadas da nobreza pela Revolução Francesa foram distribuidas às municipalidades.  Os documentos de Mozart foram doados à biblioteca em 1807, pelo pintor orientalista, Pierre-Antoine Labouchère ( França 1807-1873), que colecionara próximo de 3000 autógrafos, durante sua vida.  O artista plástico doou toda a sua coleção que além do fragmento de partitura de Mozart inclui também  duas cartas do músico austríaco: uma carta de Mozart a seu pai, datada de 1783 e outra do pai de Mozart à sua filha, irmã do famoso compositor.  

 

Até recentemente a biblioteca acreditava estes documentos serem cópias.  

—–

Nantes é uma cidade de aproximadamente 270.000 pessoas e capital do departamento Loire-Atlântico.  É um porto fluvial, localizada na foz do rio Loire.





A África de Richard Dowden.

18 09 2008

No início de Setembro chegou às livrarias da Inglaterra e dos Estados Unidos o livro África de Richard Dowden.  Para quem vem acompanhando as aventuras que parecem quase sempre incompreensíveis das diversas democracias, guerras e extermínios no continente africano, este livro é esperado com grande ansiedade.  Isto porque Richard Dowden passou 30 anos viajando e morando no continente.  Começou como professor em Uganda, na época de Idi Amim até tornar-se diretor da Royal Africa Society em 2003.

 

 

O livro África pretende responder àquelas questões que não querem calar, entre outras:  Por que o desenvolvimento dos países africanos parece tão vagaroso?  Será o sistema democrático como o imaginamos nos países ocidentais o melhor sistema para as diversas sociedades africanas?

 

Este livro, que ainda não sei se terá tradução para o português vem com um prefácio de Chinua Achebe, o grande escritor nigeriano, que recebeu o prêmio Man Booker da Grã-Bretanha em 2007 e cujas traduções de seus livros para o português deve-se a Portugal, por vergonhosa falta de interesse tanto de editoras como de leitores no Brasil.  Em Portugal encontramos: A Flecha de Deus e Tudo se desmorona.   Em sua apresentação Chinua Achebe,  que além de escritor e poeta foi diplomata do seu país, esclarece que: não haveria melhor pessoa para interpretar a complexidade das sociedades africanas do que Richard Dowden.

 

Richard Dowden

Autor: Richard Dowden

Vamos esperar e ver se seu livro chegará a ser traduzido no Brasil.  Com freqüência nós brasileiros reclamamos que em outros países,  muitas vezes melhor educados e em melhor situação econômica que a nossa, que as pessoas nestes locais não se interessam pelas coisas brasileiras, que não sabem que Buenos Aires não é a nossa capital ou que Evo Morales não é o nosso presidente [O jornal The Boston Globe, no início deste mês cometeu este erro].  Mas a verdade é que sofremos do mesmo complexo de superioridade sobre o continente africano.  Pergunte-se:  você sabe o que está acontecendo naquele continente que representa o espaço de muitos dos nossos ancestrais?  Provavelmente a sua resposta será não.   Temos que deixar de sofrer desta mania de “pobrezinhos” em relação aos grandes e ignorar aqueles que ainda não chegaram ao nosso nível de desenvolvimento.  Uma das maneiras de se fazer isso é aprendendo sobre a África e tenho certeza de que ler o livro de Richard Dowden será um excelente começo!





Teu Nome, poema de Jair Amorim

18 09 2008

Escrevendo na areia, 1859

Dante Gabriel Rossetti (Inglaterra 1828-1882)

Aquarela sobre papel.

 

 

 

 

 

 

TEU NOME

 

Jair Amorim

 

 

Escrevi teu nome na areia

o vento veio e apagou.

 

Escrevi teu nome na pedra

o limo do tempo o turvou.

 

Escrevi teu nome na árvore

um raio a decapitou.

 

Escrevi teu nome em meus versos

tu mesma nem se lembrou.

 

Escrevi teu nome na mente

e para sempre ficou.

 

 

Em Canto Magro, Jair Amorim, EFES: 1995(?)

 

 

Jair Pedrinha de Carvalho Amorim (ES 1915 – SP 1993) poeta, compositor e jornalista.





Cai o número de pássaros marinhos migratórios

18 09 2008
Escher, anel de moebius com pássaros

Escher, anel de moebius com pássaros

 

No 4° Encontro da AEWA Wetlands International for the African-Eurasian Migratory Waterbird Agreement [ Acordo sobre os Pássaros Migratórios de Pântanos da África-Eurásia] que acontece esta semana (15-19 setembro) em Madagascar houve uma queda de 41% no número na população destes pássaros.  Para os pássaros usando as rotas que passam pela Ásia Central e Ocidental a situação é ainda de maior perigo, com um declínio na população dos pássaros de 55%.   O anúncio para a imprensa destes dados foi acompanhado da explicação de que isto está acontecendo principalmente pela destruição do meio ambiente nestes locais de pouso/ parada dos pássaros migratórios, pela falta de planejamento econômico e na execução da exploração destas terras na Eurásia e na África.  Lugares tradicionalmente retidos como parada/pouso destes pássaros para a jornada de inverno estão desaparecendo pela ação do homem.  

80 países tem representantes neste encontro na cidade de Antananarivo, mas mesmo assim, é essencial que haja cooperação internacional para que programas de conservação das rotas sejam mantidos e ampliados.  Pássaros que precisam de longos vôos, indo de um lado da Terra para o outro, com rotas estabelecidas através de séculos são os que mais sofrem com as mudanças climáticas, com o aquecimento da Terra e com a destruição dos lagos e pântanos onde estão acostumados a parar para recomeçar vôo depois do descanso. Um apelo a que se preste atenção a este problema e que se fomente maior cooperação internacional é até agora o resultado deste encontro.

 

Para mais informações, clique aqui.





Cachorrinhos não podem comer alho nem cebola!

17 09 2008

Há muitas pessoas que quando alimentam seus cães adicionam bastante alho e cebola.  A razão é prática e simples: estes alimentos diminuem a possibilidade de seu melhor amigo ter pulgas.  No entanto, o portal Terra hoje, 17/9/2008, diz que  nesta última semana, uma revista alemã DOGS [procurei a revista na web e não encontrei] adverte contra o uso destes alimentos porque em grande quantidade eles podem causar sérios danos aos rins dos cachorrinhos; podem levar à anemia e posteriormente ao envenenamento.  Cuidados especiais precisam ser tomados com as raças Akita e Shiba Inu.  

 

Vale a pena checar com o seu veterinário!