Promessas, promessas, promessas… Na hora de votar, lembre-se!

25 09 2008
Walt Disney

Ilustração: Walt Disney

 

PAC do Livro: o que foi anunciado e o que foi feito

 

Vale a pena anotar as metas anunciadas pelo Ministério da Cultura em 4/10/2007 para a área do livro e leitura.

 

Ei-las:

 

1. Zerar o número de cidades sem bibliotecas.

O que foi feito: faltavam bibliotecas em 613 municípios; restam, agora, 350 e tudo indica que a meta será cumprida antes do prazo.   BOAS NOVAS!!!!!

 

2. Criar 4 mil pontos de leitura (de um total de 20 mil pontos de cultura).

O que foi feito: a idéia é entregar 600 kits ainda em 2008. Só que o edital ainda não saiu.

 

3. Revitalizar 4.500 bibliotecas.

O que foi feito: a idéia é apoiar 400 bibliotecas ainda em 2008 (R$ 55 mil cada). Mas o edital ainda não saiu.

 

4. Abrir 100 bibliotecas multiuso em áreas pobres e violentas das maiores cidades.

O que foi feito: assinados termos para abrir e/ou ampliar em duas cidades, mas ainda não saiu do papel.

 

5. Publicar 9 milhões de livros a preços populares.

O que foi feito: nada.

 

Sem meta numérica:

 

Anunciada a criação do vale-cultura (que funcionaria na área como o vale-livro, para ser trocado em livrarias)  AINDA EM ESTUDOS

 

Implantação de programas de formação de bibliotecários e agentes de leitura com recursos do Ministério do Trabalho. AGUARDA A PUBLICAÇÃO DE EDITAL  para dar início  a um projeto ainda modesto.

 

Embora não divulgado oficialmente, a idéia do MinC é investir R$ 300 milhões (de um total de R$ 4,7 bilhões) até 2010 em políticas do livro e leitura.

 

Se correr, ainda dá tempo!

Do blog do Galeno





Hoje houve vários peixes! Revolução de 1932

25 09 2008
Tropas no Instituto Biológico, Revolução de 1932

Tropas no Instituto Biológico, Revolução de 1932

 

23 de setembro de 1932

 

Circulam muitos boatos favoráveis a São Paulo.  Boatos preparados pela imprensa!  A imprensa também propala boatos, para manter alto o moral das tropas!  O boato entre os soldados, na sua gíria, chama-se peixe!  Talvez por causa dos poissons d’avril.  Hoje houve vários peixes.  O João Alberto demitiu-se da polícia do Rio.  O Olegário Maciel está de relações tensas com Getúlio Vargas, etc.

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

 

Bombardeio em Passa Quatro, Minas Gerais, Revolução 1932

Bombardeio em Passa Quatro, Minas Gerais, Revolução 1932

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 147 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Jornal A Gazeta

Jornal A Gazeta





O ovelha, poesia de Henriqueta Lisboa

24 09 2008
Ovelhinha Desgarrada

Ovelhinha Desgarrada

 

A Ovelha

 

Encontrastes acaso

a ovelha desgarrada?

A mais tenra

do meu rebanho?

A que despertava ao primeiro

contato do sol?

A que buscava a água sem nuvens

para banhar-se?

A que andava solitária entre as flores

e delas retinha a fragrância

na lã doce e fina?

A que temerosa de espinhos

aos bosques silvestres

preferia o prado liso, a relva?

A que nos olhos trazia

uma luz diferente

quando à tarde voltávamos

ao aprisco?

A que nos meus joelhos brincava

tomada às vezes de alegria louca?

A que se dava em silêncio

ao refrigério da lua

após o longo dia estival?

 

A que dormindo estremecia

ao menor sussurro de aragem?

Encontrastes acaso

a mais estranha e dócil

das ovelhas?

Aquela a que no coração eu chamava

  a minha ovelha?

 

 

Henriqueta Lisboa

 

 

Em: Nova Lírica: poemas selecionados, Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte, Imprensa Oficial: 1971

 

 

Vocabulário:

Aprisco – curral para ovelhas

Estival – do estio, do verão

 

 

 

Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira.

 

Obras:

Fogo-fátuo (1925)

Enternecimento (1929)

Velário (1936)

Prisioneira da noite (1941)

O menino poeta (1943)

A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano

Flor da morte (1949)

Madrinha Lua (1952)

Azul profundo (1955);

Lírica (1958)

Montanha viva (1959)

Além da imagem (1963)

Nova Lírica ((1971)

Belo Horizonte bem querer (1972)

O alvo humano (1973)

Reverberações (1976)

Miradouro e outros poemas (1976)

Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)

Pousada do ser (1982)

Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.

 





O Brasil não conhecia ainda uma guerra moderna… Revolução de 1932

24 09 2008

 

Grupo de combate, trincheira de Santos, 1932

Grupo de combate, trincheira de Santos, 1932

 

23 de setembro de 1932

 

 

Os aguerridos paulistas estão impressionados da própria guerra civil.  É que o Brasil não conhecia ainda uma guerra moderna e demorada, de trincheira, enfrentando um inimigo igualmente forte, disposto e aparelhado para os embates.

 

****

 

Um [ilegível] da policia paulista se queixou hoje alarmado, da perturbação da ordem em Pirassununga.  E, eu presenciei a viva contestação de uma moça, que, em termos algo enérgicos mas corteses verberou o procedimento do soldado alarmista.

 

****

 

Um padre, de batinas pretas e um gorro de soldado com as bandeiras paulista e nacional, ostentando um revolver à cinta, disse hoje, a um oficial, que seguia como capelão, ao lado do batalhão da Justiça.  E interrogado pelo oficial, se ele padre, seguia para São Paulo, respondeu irado:

Está louco!?  Vou é para a frente!

 

♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦

 

A Cavalaria

A cavalaria

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 146 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Canhões





Céu fluminense, poema para a 3a série, Alberto de Oliveira

24 09 2008
Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

 

 

Céu fluminense

 

Alberto de Oliveira

 

Chamas-me a ver os céus de outros países,

Também claros, azuis ou de ígneas cores,

Mas não violentos, não abrasadores

Como este, bárbaro e implacável – dizes.

 

O céu que ofendes e de que maldizes,

Basta-me no entanto; amo-o com os seus fulgores,

Amam-no poetas, amam-no pintores,

Os que vivem do sonho, e os infelizes.

 

Desde a infância, as mãos postas, ajoelhado,

Rezando ao pé de minha mãe, que o vejo.

Segue-me sempre… E ora da vida ao fim,

 

Em vindo o último sono, é o meu desejo

Tê-lo sereno assim, todo estrelado,

Ou todo sol, aberto sobre mim.

 

 

 

VOCABULÁRIO para a terceira série primária:

 

Ígneas – cor de fogo

Bárbaro – primitivo, selvagem

Implacável – violento, rude

Fulgores – brilho, cintilações

 

Do livro:

 

Vamos Estudar? Theobaldo Miranda Santos, 3ª série primária, edição especial para o Estado do Rio de Janeiro, 9ª edição, Rio de Janeiro, Agir: 1957.

 

Alberto de Oliveira, pseudônimo de Antônio Mariano de Oliveira (RJ 1857 —  RJ 1937), poeta, professor, farmacêutico, Secretário Estadual de Educação, Membro Honorário da Academia de Ciências de Lisboa e Imortal Fundador da Academia Brasileira de Letras.  Em 1924 foi eleito, em pleno Modernismo, o “Príncipe dos Poetas Brasileiros” ocupando o lugar deixado por Olavo Bilac.

 

Obras:

 

Canções Românticas. Rio de Janeiro: Gazeta de Notícias, 1878.

Meridionais. Rio de Janeiro: Gazeta de Notícias, 1884.

Sonetos e Poemas. Rio de Janeiro: Moreira Maximino, 1885.

Relatório do Diretor da Instrução do Estado do Rio de Janeiro: Assembléia Legislativa, 1893.

Versos e Rimas. Rio de Janeiro: Etoile du Sud, 1895.

Relatório do Diretor Geral da Instrução Pública: Secretaria dos Negócios do Interior, 1895.

Poesias (edição definitiva). Rio de Janeiro: Garnier, 1900.

Poesias, 2ª série. Rio de Janeiro: Garnier, 1905.

Páginas de Ouro da Poesia Brasileira. Rio de Janeiro: Garnier, 1911.

Poesias, 1ª série (edição melhorada). Rio de Janeiro: Garnier, 1912.

Poesias, 2ª série (segunda edição). Rio de Janeiro: Garnier, 1912.

Poesias, 3ª série Rio de Janeiro: F. Alves, 1913.

Céu, Terra e Mar. Rio de Janeiro: F. Alves, 1914.

O Culto da Forma na Poesia Brasileira. São Paulo: Levi, 1916.

Ramo de Árvore. Rio de Janeiro: Anuário do Brasil, 1922.

Poesias, 4ª série. Rio de Janeiro: F. Alves, 1927.

Os Cem Melhores Sonetos Brasileiros. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1932.

Poesias Escolhidas. Rio de Janeiro: Civ. Bras. 1933.

Póstuma. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 1944.





A criatividade quase nunca se deixa abater!

23 09 2008

Sequestradora de homens, 2008 (um dos trabalhos da mostra)

 

Um dos grandes valores das artes é o crescimento interno, o crescimento emocional, a paisagem pessoal que cada artista plástico, músico, escritor parece descobrir dentro de si para poder sobreviver num mundo que para ele não faz sentido.  São muitos os exemplos de pessoas que recorreram à sua criatividade nas horas difíceis de guerra, de perseguição racial, de desastre econômico.  Isto volta a ser mostrado numa exposição de artistas plásticos, contemporâneos, morando no Iraque, que hoje exibem em Londres, na galeria Artiquea.  Para quem vai a Londres: do dia 19 de setembro ao dia 31 de outubro, a galeria estará apresentando a exposição intitulada: Na linha de fogo — arte no Iraque sob ocupação.

 

Sob a curadoria dos escultores iraquianos radicados na Inglaterra Najim Alqaysi e Redha Farhan a exposição mostra 42 trabalhos de escultura e pintura de 21 artistas.  A maioria deles ainda trabalhando no Iraque, sob a guerra. Alguns artistas representados, escultores: Ali Rassan, Mondher Ali e Abdulkareem Khaleel.  Pintores: Fakher Mohammad, Sattar Darwish, Dhia Alkhozai e Wisam Zakko.

 

Não estarei em Londres, nem tenho a possibilidade de ver estes trabalhos pessoalmente, mas acredito ser do interesse de todos testemunharem mais uma vez este espírito imbatível que têm as pessoas criativas.

 





E lá se vai o Urso Polar! Ajude-o!

23 09 2008

 

Com as temperaturas aumentando continuamente nas últimas décadas e o cobertor de gelo do Pólo Norte derretendo, a terra, próxima à Sibéria, ao Canadá e ao Alaska, está se tornando macia e convidativa à formação de novas fazendas agrícolas.   Os animais e plantas do Ártico terão que se adaptar às novas temperaturas, ou serem para sempre extintos.  Esta é uma das razões pelas quais o urso polar se tornou o símbolo da mudança climática.  

 

Os 100.000 habitantes do Círculo Polar, membros de povos nativos e espalhados através do Alaska, Canadá, Groenlândia e Sibéria já contam suas perdas.  Percebem claramente que as áreas naturais que usam para habitação estão diminuindo de tamanho e que as terras, anteriormente cobertas por gelo, hoje estão afundando depois que o gelo derrete.

 

Mas há outras pessoas que vêem uma possibilidade de crescimento neste desastre ecológico.  Cinco nações que tem fronteiras com o Ártico – EUA, Rússia, Canadá, Noruega e Dinamarca – se preparam para administrar as novas riquezas descobertas debaixo do gelo.

 

 

Os Russos vêem no degelo a possibilidade de plantações de trigo e de melhoria de safra deste cereal.   Na Groenlândia recentemente as terras foram dedicadas à plantação de batatas e de brócolos.  Isto torna a Groenlândia menos dependente de importações do sul do planeta.  A Alcoa, uma grande companhia americana produtora de alumínio se prepara para construir uma instalação próxima a Nuuk, capital da Groenlândia.  Alcoa usará eletricidade fabricada pelo degelo dos glaciers para a indústria.  

 

Com o degelo novas rotas para navegação aparecem; rotas que podem ser usadas para petróleo e gás, assim como diversos minérios.  Isto fez com que três governos diferentes já tenham começado a expandir alguns portos.  Os mais atualizados são: Murmansk (Rússia), Churchill (Canadá) e Hammerfest (Noruega).   Estes portos deverão ser bastante usados porque com o degelo uma imensa quantidade de fontes de petróleo, gás e de minérios estará muito mais fácil de ser acessada.

 

Mas há ainda alguns problemas a serem resolvidos: há fronteiras que não estão bem delineadas e governos já se posicionam para uma briga pelo menos diplomática, apesar dos cinco países envolvidos nas terras do Círculo Polar terem feito um acordo de cooperação dentro do oceano ártico.

 

Mudanças que deixam o resto do mundo em alerta são pequenas mas significativas:  o Canadá investiu 3 bilhões de dólares para adicionar 1.000 soldados às tropas dos sediadas do Ártico, para aumentar o patrulhamento naval da área e para construir uma nova estação naval em Nanisivik, por 100 milhões de dólares.

 

Os EUA estão no momento estudando o fundo do mar ao norte do Alaska na esperança de estabelecer novas fronteiras na região junto às Nações Unidas.  O governo federal pretende gastar 1,5 bilhões adquirindo novos quebradores de gelo, para poder utilizar as novas rotas marítimas.  A Casa Branca espera ainda este ano revelar uma nova estratégia política para o Ártico.  E há no horizonte alguns conflitos previstos sobre fronteiras territoriais entre a Dinamarca e o Canadá e entre a Rússia e a Noruega.  Estes conflitos se acirram porque novas fontes de minérios e outras riquezas minerais continuam a aparecer e estimulam os governos a explorá-las.  

Resta saber a conseqüência no meio ambiente destas novas explorações minerais.  

 

Este post foi baseado num artigo da revista Der Spiegel, de 19/9/2008, por Gerald Traufetter.

 

 

E ainda há aqueles que dizem que não há provas do aquecimento global.   Só mesmo para quem não quer ver.





Canção da Primavera — poema de Mário Quintana

23 09 2008
Catavento, de Luciana Teruz (Brasil 1961)

Catavento, de Luciana Teruz (Brasil 1961)

 

Canção da Primavera

 

 

(Para Érico Veríssimo)

 

 

 

Primavera cruza o rio

Cruza o sonho que tu sonhas.

Na cidade adormecida

Primavera vem chegando.

 

Catavento enloqueceu,

Ficou girando, girando.

Em torno do catavento

Dancemos todos em bando.

 

Dancemos todos, dancemos,

Amadas, Mortos, Amigos,

Dancemos todos até

 

Não mais saber-se o motivo…

Até que as paineiras tenham

Por sobre os muros florido!

 

Mário Quintana 

 

Mario Quintana; Canções, 1946

 

 

Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.

 

Obras:

 

– A Rua dos Cata-ventos (1940)

– Canções (1946)

– Sapato Florido (1948)

– O Batalhão de Letras (1948)

– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)

– Espelho Mágico (1951)

– Inéditos e Esparsos (1953)

– Poesias (1962)

– Antologia Poética (1966)

– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil

– Caderno H (1973)

– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)

– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.

– A Vaca e o Hipogrifo (1977)

– Prosa e Verso (1978)

– Na Volta da Esquina (1979)

– Esconderijos do Tempo (1980)

– Nova Antologia Poética (1981)

– Mario Quintana (1982)

– Lili Inventa o Mundo (1983)

– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)

– Nariz de Vidro (1984)

– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil

– Primavera cruza o rio (1985)

– Oitenta anos de poesia (1986)

– Baú de espantos ((1986)

– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)

– Preparativos de Viagem (1987)

– Porta Giratória (1988)

– A Cor do Invisível (1989)

– Antologia poética de Mario Quintana (1989)

– Velório sem Defunto (1990)

– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.

– Sapato Furado (1994)

– Mario Quintana – Poesia completa (2005)

 

 





“Se não há água, requisite-se!” Revolução de 1932

22 09 2008
General Isidoro Lopes

General Isidoro Lopes

 

21 de setembro de 1932

 

É censurável em toda esta luta o azedume dos militares.  É um assunto que precisa ser atacado para combatê-lo.  Há entre todos os militares, exército ou milícia, um perene azedume, quando em campanha, uma constante indisposição e mau humor para com os civis e entre si mesmos, entre graduados e inferiores.  Eu tenho notado com mágoa esse azedume.  Parece que cada soldado é também um espião do outro.  Vivem todos em  mútua espionagem.  Desconfiam de tudo, de todos e se desconfiam entre si!

 

Militares inteligentes e cultos, militares ignorantes e estúpidos, todos são iguais na espionagem e no azedume!

 

Nos seus momentos de grande ira, de azedume agudo, para o militar, não existe nenhuma desculpa, nenhuma justificação de coisa alguma.

 

Quando um oficial de gros bonnet quer qualquer coisa, há de ser prontamente atendido, e, ai! Daqueles que opuserem qualquer objeção!  Os militares, em campanha, estão sempre azedos!

 

Hoje, um sargento, pouco azedo, talvez por ser um simples sargento (porque o azedume vai crescendo com os galões) contava a outro esta pilhéria que denota azedume e estupidez:

 

No Quartel General, às 18 horas, já escura a tarde, não havia, ainda, luz.  Um major grita a um subordinado que acenda as lâmpadas.  O subordinado faz-lhe ver, que não havia, ainda, luz por falta de água na represa da usina elétrica.  E o major, azedo e estúpido, retruca enraivecido: — Pois eu quero a lâmpada já acesa!  Se não há água, requisite-se!

 

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Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 144-145 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932

Grupo no fronte: Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932





Plante uma árvore! Faça o seu bairro, um bairro verde!

21 09 2008

 

 

 

 

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro conscientiza sobre importância de plantar árvores nas ruas:

 

A Fundação Parques e Jardins vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da arborização urbana. O objetivo é oferecer informações sobre os benefícios produzidos pelas árvores para a qualidade de vida, como embelezamento paisagístico, diminuição da temperatura em áreas mais quentes e redução da poluição ambiental.

 

A iniciativa surgiu após a constatação do alto índice de rejeição ao plantio de árvores nas ruas, principalmente nas regiões Norte e Oeste. Por isso, o início da campanha será pelo bairro de Piedade, onde 15 agentes ambientais capacitados darão informações sobre as vantagens de ter as ruas arborizadas e vão incentivar os moradores a adotar a muda plantada na sua rua, se comprometendo a cuidar do seu desenvolvimento.

 

Está na hora de tomarmos todas estas iniciativas sob nossa próprias rédeas.  Afinal, somos nós, cidadãos, que nos beneficiamos com o plantio de árvores em todos os bairros.  A hora é agora!  Mova-se!

TORNE A SUA CIDADE MAIS VERDE!