Imagem de Leitura — Mary Curtis

25 10 2008

Menina com laço de fita s/d

Mary Curtis (EUA) 1848-1931)

 

Mary Curtis Richardson — nasceu em Nova York em 1848, e foi para a Caifórnia em  1850, para onde seu pai tinha ido a procura de ouro.  Seu pai era um gravador e ensinou sua arte à filha.  Em 1874 ele abre uma Escola de Design em São Francisco, onde sua filha é uma das primeiras alunas.  Mary Curtis é também conhecida como a Mary Cassat da costa oeste, lembrada principalmente por seus trabalhos figurativos de um grande número de crianças e mães com bebes.  Morreu na Califórnia em 1931.

 





José Mindlin em entrevista fala sobre livros no Brasil

24 10 2008

 

 

No Jornal do Comércio de hoje (24/10/2008) José Mindlin o bibliófilo brasileiro, que decidiu doar sua vasta biblioteca de 45.000 volumes, para a Universidade de São Paulo, fala um pouco mais de sua paixão pela democratização do acesso ao livro no Brasil.  Entrevistado por Marcone Formiga para a Revista Brasília em Dia, o imortal brasileiro defende primeiro que tudo a abertura de mais bibliotecas públicas no país inteiro e lembra que elas deveriam funcionar à noite e em fins de semana.  Aqui está uma fração da entrevista:

 

MF: O senhor contou, no início da entrevista, que desde cedo devorava livros.  Hoje, com a internet, existe a possibilidade de a literatura perder a importância?

 

JM: Eu tenho através de netos e alguns bisnetos, contato com a infância e a mocidade, constatando muito interesse por leitura, também.  Não só pelo desenvolvimento tecnológico.  Agora, tem que existir um exemplo em casa de leitura, para estimular as crianças.  Não há regras para isso.

 

MF: Muita gente alega que não tem tempo para a literatura…

 

JM: Quem afirma não ter tempo, na realidade não procurou ler.  É muito mais fácil não ler e afirmar que não teve tempo.  Mas essas pessoas não sabem o que estão perdendo, porque a leitura é uma fonte de prazer permanente.

 

MF: O livro no Brasil é muito caro.  Isso é um fator desestimulante?

 

JM: Ele é caro, custa muito dinheiro para uma grande maioria da população.  É caro para produzir e para distribuir.  Não existe exploração de um  modo geral na questão da venda de livros.  Agora, a solução seria abrir mais bibliotecas públicas, porque ler não devia depender de possuir um livro.  Nos Estados Unidos, um país altamente desenvolvido, as bibliotecas são em grande quantidade e uma biblioteca particular não é regra.  Uma boa biblioteca particular é exceção, em qualquer cidadezinha há uma boa biblioteca pública.  Nós estamos longe disso, mas eu acho que é esse o objetivo, que tem que ser procurado alcançar.  

 

MF: O governo poderia ter a iniciativa de incentivar a leitura, reduzindo impostos das editoras, das gráficas?

 

JM: A impressão dos livros tem uma série de sanções.  Eu não conheço isso em detalhes, mas acho que há um incentivo.  Agora o grande incentivo é a formação de bibliotecas com bons bibliotecários que orientem os leitores, que mostrem o que há de interessante nos livros.  Tudo é uma questão de formação de um hábito que preencha a biblioteca que, aliás, deveria existir também de modo generalizado nas escolas.  

 

 

[Este é um trecho da entrevista publicada hoje no Jornal do Comércio, versão impressa.]

 





Imagem de leitura — Mark Arian

23 10 2008

             O livro ilustrado, Mark Arian (EUA 1947), óleo/tela

 

Mark Arian – (EUA 1947) —  Nasceu no estado de Iowa, nos Estados Unidos em 1947.  Ainda ativo.





Imagem de leitura — Emmanuel Garant

22 10 2008

A Leitora, Emmanuel Garant (Canadá 1953)

 

Emmanuel Garant — nasceu em Lévis, no Canadá, no dia 5 de junho de 1953.  Filho de dois artistas plásticos André Garant e Louise Carrier.

Para mais informações clique aqui.





Alguns exemplos de bibliotecas comunitárias de sucesso

18 10 2008

Ilustração: Maurício de Sousa

Exemplo I

Biblioteca Comunitária Cidadania Ativa

São Paulo, Brazil

 

Montagem de uma biblioteca pública na região do bairro do Jabaquara, São Paulo-SP, por um grupo de 4 escoteiros.

 

Tudo começou com uma campanha de arrecadação de livros relâmpago em 2005 por 17 grupos escoteiros onde foram arrecadados cerca de 4000 livros. Os 4 jovens escoteiros que formam a equipe, sendo 3 voluntários e 1 funcionário do Instituto Cidadania Ativa, observaram a falta de bibliotecas na região eo incentivo à leitura, e a quantidade imensa de escolas e comunidades carentes nos arredores. Então tiveram a iniciativa de montar uma biblioteca comunitária, onde além de acesso a leitura houvessem atividades diversificadas para estimular a leitura.

 

A bibliteca situa-se no Parque Ecológico Fontes do Ipiranga (antiga Febem Imigrantes, situado no início da Rodovia dos Imigrantes). Contamos com o apoio da União dos Escoteiros do Brasil através do Instituto Cidadania Ativa (braço de projetos sociais da UEB), Rede Record (que reformou a sala da biblioteca e outras coisas mais), entre outros apoios.

Fonte: clique AQUI

Exemplo II

Ruy Ohtake Cria Biblioteca Comunitária em Heliópolis

 

 

Paredes coloridas, almofadas no chão, prateleiras cheias de gibi e livro infantil são elementos perfeitos para que as crianças saiam de suas casa e vão fazer a tarefa escolar no ambiente descontraído da Biblioteca Comunitária UNAS Heliopólis.

 

Desenvolvida para atender a comunidade, a biblioteca faz parte do programa Identidade Cultural de Heliopólis, idealizado pelo arquiteto Ruy Ohtake. Para isso, ele contou com o apoio da bibliotecária Elisa Machado, do professor José Castilho, ex-diretor da Biblioteca Municipal de São Paulo e do professor e critico literário Antônio Cândido.

 

Espero que seja o ponto de cultura de Heliopólis, de subsidio pedagógico, cultural e social para os projetos de cultura já existentes. Só tem sentido se a biblioteca for fomentadora de projetos já existentes em Heliopólis, declara Elisa Machado. Ruy Ohtake conta que criou pensando na formação do jovem que será o futuro líder da comunidade e precisa estar mais sensível aos acontecimentos do mundo. Quero que a biblioteca seja o ponto de convergência para quando o garoto, o adolescente e o adulto irem procurar um livro, uma revista, emprego. Seja um ponto de ventilação das idéias, vendo o que está acontecendo dentro e fora de Heliopólis pelo jornal, diz. O resgate da identidade Cultural de Heliopólis é o primeiro passo para a inclusão espacial -fazer com que a comunidade seja um bairro.

 

Inaugurada no começo do mês a biblioteca já disponibiliza cerca de 1700 livros, dos mais variados títulos como Shakespeare, Luis Fernando Veríssimo, Jorge Amado, Eça de Queiroz, Mario Prata, Ariano Suassuna, Agatha Chirstie, além de livros de legislação, direito, artes, humor entre outros. Os grandes clássicos também dividem espaço com revistas, jornais e diversos periódicos. Tomamos o cuidado com o público, de suprirmos a demanda da comunidade colocando também jornal com classificados para os desempregados, explica Elisa.

 

A fundamental importância da construção é que fosse dentro das ruelas da favela, ao lado do boteco e da lojinha, no local em que o adulto e a criança passam, para isso, foi reformada duas casinhas na rua da mina, região central de Heliopólis, esclarece Ohtake. A proximidade é um dos elementos que ajudou a população, as bibliotecas que existem por aqui são muito longe, leva uma meia hora para chegar, fala Felipe Garcia, 18 anos, um dos monitores da biblioteca.

 

Os funcionários também são da comunidade, no total de cinco monitores, estudantes do ensino médio que recebem bolsa – auxilio de um salário mínimo pela Lei do Aprendiz. Eles estão sendo capacitados para auto-gerirem o espaço. Espero que a biblioteca resgate o pessoal para dentro desse ambiente, porque a gente já não tem muito no que se apegar, diz o monitor José Augusto de Oliveira, 18 anos.

 

Há planos para que o ambiente cultural se integre ainda mais com a comunidade, escritores, poetas e artistas locais irão promover leitura nas ruas. Os moradores também iram sugerir as novas aquisições de livros, com base no gosto literário deles. A Biblioteca Comunitária de UNAS está servindo de referência para estudiosos de outros países. Professores de Madri, Barcelona, e um grupo de franceses já visitaram o local.

 

Escrito por: Erika Vieira

Fonte:  clique AQUI





Imagem de leitura — Constantin Hansen

18 10 2008

As irmãs mais novas do pintor, 1826

Constatin Hansen, (Dinamarca 1804 – 1880)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

Carl Christian Constantin Hansen, Dinamarca, (3/11/ 1804 – 29/3/1880) foi um dos pintores associados a Fase de Ouro da Pintura Dinamarquesa.  Filho do pintor retratista Hans Hansen, nasceu em Roma. 

 





Aprenda a criar uma biblioteca pública na sua comunidade

17 10 2008

Ilustração:  Walt Disney

 

Como montar uma biblioteca comunitária?

 

O primeiro passo é definir o local: no condomínio onde você mora, no trabalho, na associação de bairro etc. Feito isso, é preciso uma infra-estrutura mínima, composta por prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, de preferência, um computador para controle dos livros e dos usuários.

 

O passo seguinte é obter as obras que farão parte do acervo. Você pode solicitar doações a amigos, parentes, colegas de trabalho, vizinhos e também a órgãos municipais e estaduais ligados à cultura. Outra saída é negociar com editoras e revendedores de livros a compra com desconto, caso você tenha verba para isso.

 

Com os livros em mãos, é preciso catalogá-los e organizá-los por temas (ficção, auto-ajuda, infantil, técnicos, enciclopédias etc.).

 

O empréstimo deve ser feito por meio do preenchimento de uma ficha, onde o usuário coloca seu nome, número de documento, endereço e telefone. A retirada de livros pode ser gratuita ou ter uma taxa simbólica.

 

Para melhor controle dos empréstimos, o gestor da biblioteca pode estabelecer uma multa para quem atrasar a devolução, sugere João Gonçalves, gerente da ONG Leia Livros, que mantém um programa de caminhões bibliotecas em 50 escolas públicas do país. A finalidade da multa não é punir o usuário, mas desenvolver nele o sentido de responsabilidade.

 

Escrito por Yuri Vasconcelos

Revista Vida Simples





A borboleta — poesia infantil de Olavo Bilac

17 10 2008

A borboleta

 

Olavo Bilac

 

 

Trazendo uma borboleta,

Volta Alfredo para casa.

Como é linda!  É toda preta,

Com listas douradas na asa.

 

Tonta, nas mãos da criança,

Batendo as asas, num susto,

Quer fugir, porfia, cansa,

E treme, e respira a custo.

 

Contente, o menino grita:

“É a primeira que apanho,

“Mamãe vê como é bonita!

“Que cores e que tamanho!

 

“Como voava no mato!

“Vou sem demora pregá-la

“Por baixo do meu retrato,

“Numa parede da sala”.

 

Mas a mamãe, com carinho,

Lhe diz: “Que mal te fazia,

“Meu filho, esse animalzinho,

“Que livre e alegre vivia?

 

“Solta essa pobre coitada!

“Larga-lhe as asas, Alfredo!

“Vê como treme assustada…

“Vê como treme de medo…

 

“Para sem pena espetá-la

“Numa parede, menino,

“É necessário matá-la:

“Queres ser um assassino?”

 

Pensa Alfredo…  E, de repente,

Solta a borboleta…  E ela

Abre as asas livremente,

E foge pela janela.

 

“Assim, meu filho!  Perdeste

“A borboleta dourada,

“Porém na estima cresceste

“De tua mãe adorada…

 

“Que cada um cumpra a sorte

“Das mãos de Deus recebida:

“Pois só pode dar a Morte

“Aquele que dá a Vida.”

 

Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, 17ª edição, pp. 21-23

 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas BrasileirosJornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro. 

 

 

Obras:

 

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas.





Crianças se divertem na Biblioteca Comunitária de São Gonçalo, RJ

16 10 2008

A iniciativa de uma professora transformou a vida do bairro de Guaxindiba. Os meninos e meninas não tinham nenhuma opção de lazer. Agora, passam o tempo em uma biblioteca, criada só para eles.

As ruas do bairro sequer são asfaltadas. Mesmo com chuva, Thaynara anda meia hora quase todos os dias para chegar à biblioteca. Nas prateleiras está o motivo do esforço. “É por causa dos livros“, afirma a menina.

“Eu gosto de ficar lendo os livros de poesia. Antes, eu ficava parado e sem fazer nada. Agora, eu venho para cá e fico lendo e estudando”, conta Kenedy de Oliveira, de 10 anos.

Há dois anos, a pedagoga Alessandra Honorata começou a recolher livros entre os amigos. Ela montou e uma biblioteca na varanda de casa para as crianças do bairro. As doações eram tantas que já não cabiam mais na casa da Alessandra.

Há dois meses, a biblioteca foi para uma loja. Foi mais um passo que ela não deu sozinha. Muitos vizinhos a ajudam a pagar o aluguel e a conta de luz. “Eu nunca conseguiria fazer isso aqui sozinha. À medida que outras pessoas do bairro também estão conscientizadas da importância de a criança ter acesso à cultura, à leitura e ao lazer, elas se somam às minhas forças e nos tornamos mais fortes”, afirma a pedagoga Alessandra Honorata.

Com a biblioteca, o meu filho ficou uma criança mais alegre. Ele chega da escola e fala ‘quero ir para a biblioteca’. Para mim, está sendo muito bom e para ele também”, comenta a dona de casa Maria Aparecida Guimarães.

 





Imagem de leitura — Kitagawa Utmaro

15 10 2008

 

A Cortesã Yosooi escrevendo carta ao amante, 1810

Kitagawa Utmaro (Japão 1752 – 1806)

Da série: Seis poetas de Yoshiwara

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