Imagem de leitura — Tavik Frantisek Simon

26 05 2011

Vilma lendo um livro, c. 1912

Tavik Frantisek Simon ( República Checa, 1877-1942)

óleo sobre tela

www.tfsimon.com

Tavik Frantisek Simon nasceu em 1877, na Boêmia, quando esta ainda era  parte do império austríaco.  Demonstrou aptidão e gosto pela pintura desde cedo e aos 17 anos entrou para a Academia de Arte de Praga.  Formou-se em 1900, não sem antes ter viajado pelos países da costa do Mediterrâneo:  Dalmácia, Bósnia.  Depois de formado, tendo ganho duas bolsas de estudo, foi primeiro para a Itália e depois para Paris.  Ampliou seus conhecimentos e técnica de trabalho nesses dois países e começou a se dedicar à gravura.  Tornou-se um ilustrador de nome, requisitadíssimo e um dos maiores nomes da pintura checa. Faleceu em 1942, na República Checa.





Papa-livros, leitura para junho: Brooklyn, Colm Tóibín

25 05 2011

Sem título

Cesare dell Acqua ( Itália, 1821-1904)

Leitura para JUNHO, discussão a partir do dia 20

Brooklyn, de Colm Tóibín

SINOPSE

No início dos anos 1950, a Irlanda não oferece futuro para jovens como Eilis Lacey. Sem encontrar emprego, ela vive na pequena Enniscorthy com a mãe viúva e a irmã Rose. Mas eis que o padre Flood lhe faz uma oferta de trabalho e moradia no Brooklyn, Estados Unidos. De início apavorada com a ideia de sair do ninho familiar, ela acaba partindo rumo à América.
Triste e solitária em seu novo mundo, a tímida Eilis acaba por estabelecer uma rotina de trabalho diurno e estudo noturno na faculdade de contabilidade. No baile semanal da paróquia, conhece um jovem de origem italiana que aos poucos entra em sua vida. Mas quando começa a se sentir mais livre e segura, Eilis é obrigada a voltar, por algumas semanas, para Enniscorthy. E ali ela se vê, mais uma vez, diante de uma escolha muito difícil.
Sem nunca fazer de Eilis uma heroína clássica, Colm Tóibín trama uma delicada teia de sentimentos ocultos, de aceitação do destino e de sonhos abandonados que deixará o leitor preso à história muito tempo depois de terminar o livro.

EDITORA: Cia das Letras

Ano: 2011

Númeor de páginas: 304





Leitura infantil: Lenda da noite

25 05 2011

Noite, ilustração de Anton Pieck (Holanda, 1895-1987).

Lenda da noite

                                              Theobaldo Miranda Santos

A filha da Cobra Grande casou-se e disse ao marido:

— Meu esposo, tenho muita vontado de ver a noite.

Minha mulher, só existe o dia, respondeu-lhe o marido.

— A noite existe sim!  Meu pai guarda-a no fundo das águas.  Mande seus criados buscá-la, suplicou a moça.

Os criados partiram ligeiros em busca da noite.  E transmitiram ao pai o pedido da filha.  A Cobra Grande então entregou-lhe um coco de tucumã, avisando-os:

— Muito cuidado com este coco!  Se ele for aberto, tudo escurecerá e todas as coisas se perderão.

Durante a viagem, os criados ouviram, dentro do coco, um barulhinho assim: xê-xê-xê, tem-tem-tem…  Curiosos, os criados abriram o coco e tudo escureceu.

A moça disse então ao marido: — Meu esposo, os criados soltaram a noite.  Agora tudo ficará escuro e todas as coisas se perderão.

O marido, espantado, perguntou-lhe: Que faremos!  Precisamos salvar o dia!

A filha da Cobra Grande, então, arrancou um fio de seus cabelos e disse:  Com este fio, vou separar o dia da noite.  Feche os olhos, meu esposo…  Agora pode abri-los e reparar.  A madrugada já vem chegando.  os pássaros cantam anunciando o sol.

Mas quando os criados voltaram, a filha da Cobra Grande os transformou em macacos, por sua infidelidade.  Assim nasceu a noite.  Assim surgiram os macacos.

Em: Leitura infantis:  2º livro,  para as escolas primárias, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1962





Imagem de leitura — Alexandre Auguste Hannotiau

24 05 2011

 

A leitura no café, s/d

Alexandre Auguste Hannotiau (Bélgica, 1863-1901)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

Leilão da Southeby’s, Nova York, 2004

,

Alexandre Auguste Hannotiau, (1863-1901) nasceu na Bélgica. Estudou na Academia de Bruxelas onde foi aluno de Artan e de Van Hammee.  Pintor de cenas históricas, de gênero, se caracterizando pela vida diária de Bruges e foi também pintor para a decoração de diversos prédios de uso religioso.  Em 1892 tornou-se um dos membros fundadores do círculo artístico Para Arte [ Pour l’Art].  Foi também um grande ilustrador e conhecido desenhista de cartazes.  Foi professor da escola de artes decorativas de Molenbeek-Saint-Jean.





Seis tumbas abertas ao turismo em Gizé, no Egito

24 05 2011

 

Foto: Associated Press.

No Egito, esta semana, Zagi Hawass, ministro para assuntos arqueológicos, abriu para visitações o Cemitério do Estado Moderno, em Gizé. Um dos destaques é a tumba de Pay, guardião do harém do faraó Tutancâmon.  Estas tumbas, que até agora não estavam abertas ao público, poderão de agora em diante dar uma melhor idéia ainda de como era a vida, milhares de anos atrás. 

Ao todo são seis tumbas à disposição do visitante.  Entre elas estão a de Maya, ministro das finanças do faraó e sua esposa Merit e a de Horemheb, comandante do exército egípcio durante o reinado de Tutancâmon, que mais tarde subiu ao trono.   “Maya e Horemb foram homens de grande importância política numa das épocas mais conturbadas do período Amarna”, descreve assim o informe distribuído à imprense pelo Supremo Conselho de Antiguidades do Egito,  “nessa época, o faraó Akenaton fechou os mais importantes templos de Luxor e mudou a capital para um local no meio do deserto, chamado Tell el-Amarna.”  A capital do reino só voltou para Luxor, depois da morte de Akenaton, quando seu filho, Rei Tutancâmon,  decidiu por ordem no reino, abandonar Tell el-Amarna e levar de volta a capital para sua antiga morada, Luxor.  Para conseguir fazer essas mudanças, Tutancâmon precisou de apoio e dos conselhos de duas pessoas cujas tumbas foram postas à visitação: de seu general Horemheb e do tesoureiro do reino, Maya.

Foto: Associated Press

A importância de Maya e por extensão sua esposa Merit pode ser avaliada quando vemos suas efígies no pátio desse cemitério.  Maya, como tesoureiro de Tutancâmon, foi uma figura importantíssima para a reconstrução do Egito depois do período de Amarna.  Ele ajudou o rei a reabrir os templos em Luxor e a construir novos templos e altares to Amon, tudo para mostrar como Tutancâmon estava dedicado a restaurar a ordem no país.  Maya se dedicou a estabelecer ordem dentro do país, enquanto que Horemheb trabalhou em estabelecer a ordem fora das fronteiras egípcias.  Ainda que a tumba de Maya nunca tenho sido acabada, o visitante pode ver a coluna de terracota com relevos, com Maya e Merit recebendo oferendas. 

Foto: Associated Press.

Outras tumbas que foram abertas para o publico nesse mesmo complexo incluem:

Merneith –  organizador e escrivão do templo de Aten, durante o reino de Akenaton.  Mais tarde foi alto sacerdote de Aten e do Templo de Neith;  Sua eumba foi construída com tijolos de terracota recobertos por blocos de calcário.  Nos fundos da tumba há três capelas para oferendas.  A capela central tem uma cena de ferreiros trabalhando e tem também as bases de duas pequenas colunas, onde provavelmente se apoiava uma pequena pirâmide de terracota.  

Ptahemwia – conhecido como o “Mordomo Real, o que tem mãos limpas”, que serviu tanto a Kenaton como a Tutancâmon.  Ele foi o responsável por trazer a comida e as bebidas ao rei.  Sua tumba, que tem a inscrição “Amado pelo Rei”, também é de tijolos de tarracota recobertos como blocos de calcário e tem três capelas. . 

Tia – teve um alto posto no reinados de Ramsés II, além de ser o supervisor do tesouro.  Casou-se som uma das irmãs de Ramsés, também chamada de Tia.  Sua tumba também foi usada com um templo mortuário para Osíris e tem representações de Tia e sua esposa fazendo peregrinação  a Abidos, o centro do culto a Osiris.

Pay e seu filho Raia – Pay era o guardião do harém de Tutancâmon.  Sua tumba tinha uma capela inicial dando para um pátio com colunas que por sua vez tinham três capelas para oferendas.  O filho de Pay, Raia, começou sua carreira como soldado, mas assumiu o posto de seu pai depois que este morreu.  Raia adicionou pátio e duas estelas; renovou a tumba antes de morrer e lá ser enterrado.  As estelas foram levadas para Berlim quando o egiptólogo Karl Richard Lepsius as descobriu em 1928.

Foto: Associated Press

Ao longo do processo de excavação 56  ataúdes da era do Novo Reinado doram encontrados, a maioria dos quais de crianças. 

Na abertura dessas tumbas ao public Zagi Hawass lembrou que o projeto de restauração incluía renovação detalhada e trabalho de arquitetura além da volta para o local de artefatos que no momento não se encontram lá.  Os tetos e as paredes de todas as tumbas foram recobertos com plexiglass para proteger do grande número de turistas esperado nas visitas, as cores e os desenhos em relevo, principalmente aqueles que adornam as tumbas de Maya e Tia.  Além disso, portas de madeira e de metal foram instaladas para proteger as tumbas, e caminhos pavimentados com pedras foram feitos para facilitar o acesso.

O complexo funerário fica a 30 km ao sul de Cairo e abriga também as tumbas dos nobres Merineiz e Ptahemuia, que viveram durante o reinado de Aketanon (de 1.361 a.C a 1.352 a.C).  Algumas dessas tumbas foram descobertas em 1843 pelo explorador alemão Richard Lepsiu, mas não foram completamente excavadas até 1975, quando uma missão anglo-holandesa recomeçou as excavações.  Hoje um grupo de arqueólogos holandeses da universidade de Leiden excava o sítio arqueológico e também tem restaurado as tumbas.

Fontes: Almasriyalyoum e Scrollpost





Minha profissão: Mathias José dos Santos Neto, professor de história

23 05 2011

Mathias José dos Santos Neto

 

Esta é a nona entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

 

Perfil

Sou um jovem professor de História tentando, através do magistério, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e humana, apesar dos obstáculos e das dificuldades que se apresentam nessa caminhada.

Que tipo de trabalho você faz?

Sou professor de História do município de Duque de Caxias (com alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) e pelo Estado, lotado em Nova Iguaçu (com alunos do Ensino Médio).

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Tenho Bacharelado e Licenciatura em História pela UFRJ e trabalho como professor há 7 anos.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Acredito que eu poderia ter tido um pouco mais de ênfase na área de Psicologia da Educação e suas consequências práticas em sala de aula. Mas, no Magistério, o maior aprendizado é sempre em sala de aula, na relação com o aluno.

 Mathias com algumas alunas.

O que você faz para continuar a se atualizar?

Busco me manter informado com leituras específicas da área de Educação, buscando conhecer a refletir sobre as novas tendências educacionais e pedagógicas. Também cursei uma Especialização em História da África pela UERJ, e cursei pós-graduação “latu sensu” em História do Brasil pós-1930 pela UFF. Acredito que o professor, ainda que com todas as dificuldades, tem obrigação de sempre tentar manter-se atualizado na sua área.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Somente em algumas leituras mais específicas (artigos estrangeiros, etc.), principalmente em inglês.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Que escolha com o coração e a razão. Busque a profissão que mais tenha ligação com sua maneira de pensar. Analise as condições da profissão no mercado, não só no campo financeiro, mas que ofereça desafios e ao mesmo tempo, satisfação de poder realizar algo em que acredita e se identifica.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Ainda não. Mas penso sim em criar um blog onde se discutam temas como Educação, Política, História, Cidadania, etc. Por enquanto, falta tempo.

Mathias com colegas de trabalho.





Imagem de leitura — Nicole Etiènne Powell

18 05 2011

Manhã de domingo

Nicole Etiènne (EUA, 1974)

Óleo sobre tela

Nicole Etienne Powell ( EUA, 1974). Nasceu na Califórnia, filha de uma pintora.  Começou desde cedo a experimentar com tintas. Estudou na Universidade da Califórnia-Santa Bárbara e depois na Universidade da Califórnia-Santa Cruz, de onde se graduou em 1997.   Estudou também na Itália, na Escola Lorenzo de Médici, continuando seus estudos com um mestrado em arte na  Academia de Arte de Nova York.  Atualmente mora em Nova York. www.nicoleetiennepowell.com





Gemedeira dos pássaros , poesia de Roberto Pontes

18 05 2011

Gemedeira dos pássaros

                                       Roberto Pontes

                                                     Para Gracia Levine

Onde é que ficaram as praças

E os meus doces passarinhos

Da infância inesquecida?

Na aragem dos caminhos?

— As flores murcharam cedo

E os passarinhos com medo

Ai! ai! uui! ui!

Foram viver sozinhos.

Deixaram algum recado

Nos canteiros ressequidos?

Na trança tenra dos ninhos

O trinar pros meus ouvidos?

— O tziu levou seus filhos

A murta fechou seus cílios

Ai! ai! ui! ui!

Tão breve adormecidos.

Meus canteiros carregados

Minhas jandaias de sonho

O passado onde eu regava

E ainda  hoje amanho.

Jardins como um vasto véu

E asas pardas pelo céu

Ai! ai! ui! ui!

Vocês me põem tristonho.

Em: Poesia simplesmente, coletânea de diversos poetas, Edição independente, 1999.

Francisco Roberto Silveira de Pontes Medeiros, nasceu em Fortaleza, Ceará (04/02/1944). Cursou Direito (1964) e mestrado em Literatura Brasileira (1991) na UFC. 

Dados biográficos: Antônio Miranda





O oficial dos casamentos, de Anthony Capella: as muitas formas de sedução

17 05 2011

Ilustração de capa de revista, Coby Whitmore (EUA, 1913-1988)

O oficial dos casamentos, de Anthony Capella [Record: 2011] em primeira leitura parece mais um livro feito para as férias, para ser lido na praia, sob a sombra de uma barraca, maresia salgando a pele e um copo de mate gelado na mão.  Parece leve, cheio de humor, quase inconseqüente.  Sua narrativa é rápida, ritmada e transporta o leitor facilmente pelos aromas da culinária italiana [um perigo ler esse livro se você está de dieta], e também evoca com facilidade a paisagem napolitana, assim como o charme e a beleza das mulheres nativas. Chega perto de poder ser lido, simplesmente assim, sem compromisso.  Afinal, o tema central, parece ser o romance entre a italiana Lívia Pertini e o oficial inglês James Gould.  

A narrativa faz jus à tradição literária inglesa iniciada no século XVIII em que o narrador descreve as observações de um estranho quer na cidade de Londres, quer num país até então desconhecido.  Suas observações do povo local, dos costumes e hábitos que lhes são caros, interpretados pela perspectiva do visitante são fonte de grande entretenimento, humor e surpresa quanto aos costumes locais levados a sério pela população.   Um dos mais radicais exemplos desse gênero literário está exemplificado nas Viagens de Gulliver do irlandês Jonathan Swift, cuja primeira publicação data de 1726.  

 

No texto de Anthony Capella, acompanhamos as observações de James Gould sobre a Itália, a vida em Nápoles, os costumes locais.  Membro das forças inglesas que lutavam com os aliados contra os nazistas no sul da Itália, James Gould se encontra subitamente responsável pelas entrevistas que permitiriam ou não a oficiais ingleses se casarem com italianas.  A necessidade dessa função surge do enorme número de oficiais britânicos que se enamoram das belas italianas e pedem permissão para casar.  Por sua vez, as autoridades inglesas não vêem com bons olhos esses casamentos por acharem que um homem casado não iria lutar com o mesmo empenho que um solteiro. 

Eis que a viúva e maître de cozinha, Lívia Pertini entra em sua vida, como cozinheira de James.  E suas delícias culinárias, os aromas de sua comida, a textura de sua massa, a excentricidade de suas bebidas abrem, para ele, as portas de um mundo novo e inebriante onde todos os sentidos parecem se imiscuir em uma única e plena experiência sensual.  Nessa aventura culinária ecos de outro escritor inglês setecentista, Henry Fielding com seu A História de Tom Jones publicado em 1749 vêm à mente nas cenas em que Lívia ensina James a comer ervilhas ou escargots.

Mas, há uma mudança de tom e uma mudança de atmosfera mais ou menos a três quartos do fim.  Até então tudo parece uma comédia romântica.  De um momento para o outro, como aconteceu na vida real, com a explosão do Vesúvio, o romance dá uma virada, deixa de ser tão bem humorado.  A guerra chega ao primeiro plano e com ela vêm outras seduções.  Talvez melhor descritas como o lado negro, o reverso do que até então se apresentara.  E aparece a sedução pela exploração, a sedução por extorsão, a sedução como arma de guerra.

Anthony Capella

Não é surpresa saber que esse romance já está a caminho de se tornar um filme.  De fato, por ser uma história passada na guerra, por seu alto astral e bom humor, tudo nela lembra os filmes dos anos 40 do século passado – também de guerra – com Katherine Hepburn, Cary Grant e outras estrelas Hollywoodianas das telas em preto e branco, em que romances bem humorados com fox-trot na vitrola, aconteciam inesperadamente.   Há quem possa comparar esse livro a dois outros romances, também ingleses, da década de 90, O bandolim de Corelli, de Louis de Bernières, publicado em 1994  [no Brasil, Record:1998] e de Chocolate, de Joanne Harris, publicado em 1999 [ no Brasil, Record: 2001],  que também viraram filmes.  Mas acho essas comparações superficiais.  Porque nenhum desses dois títulos parece ter o cuidado de um subtexto como o que transparece no romance de Capella.

O Oficial de casamentos examina o tema da sedução de diversos pontos de vista e se torna até mesmo um curioso quebra-cabeças para o leitor atento diferenciar todos os tipos de sedução retratados no romance, tal como nos distraímos quando temos em frente de nós um desenho com a pergunta: quantos triângulos você vê na figura acima?   Este é um bom romance, de fácil leitura.  Bom entretenimento.  E a gente ainda aprende uma ou duas coisas sobre a história da Segunda Guerra na Itália.   Bem documentado.  Para maiores detalhes o autor também colocou documentos na sua página na web. [ www.anthonycapella.com]  Recomendo.





Imagem de leitura — Felice Casorati

16 05 2011

Menina no tapete vermelho, 1912

Felice Casorati ( Itália 1883-1963)

óleo sobre tela

Felice Casorati ( Novara, Itália, 1833 – Turin, Itália, 1963) foi um pintor, escultor e gravurista italiano conhecido por suas perspectivas fora do comum.  Desde cedo ele mostrou grande interesse em música e nas artes visuais.  Apesar de tentar uma outra carreira, a pedido dos pais, cursando a Universidade de Pádua, Felice abandonou os estudos em 1907 quando um de seus quadros foi aceito na Bienal de Veneza.  Casorati teve uma vida agitada, movida pelo amor à arte e à política.  Já estava bem estabelecido como artista plástico quando participou da Primeira Guerra Mundial.  De volta recomeçou a carreira artística estabelecendo um estilo próprio baseando o mundo natural em formas geométricas.  Dedicou-se à pintura de gênero, retratos e naturezas mortas.