
O livro deve ser muito bom! Não importa o pouco lugar no banco à sombra, nem o desconforto da posição! Praia de Copacabana, Rio de Janeiro.

O livro deve ser muito bom! Não importa o pouco lugar no banco à sombra, nem o desconforto da posição! Praia de Copacabana, Rio de Janeiro.

“ Escuta aqui, passarinho
quero dizer-te um segredo:
Por que escondes o teu ninho
Na folhagem do arvoredo?”
Leonor Posada
NOTA: Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício de REDAÇÃO encontrado no livro: Passe para prosa, com palavras suas, esta quadrinha:
Em: Terra Bandeirante, Theobaldo Miranda Santos, 2° ano, Rio de Janeiro, Agir: 1954
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Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, RJ, 1960) Poeta, teatróloga, professora.
Obras:
Plumas e espinhos, poesia, 1926
Leituras cívicas, didático, 1943
Guia de redação, didático, 1953
Serenidade, poesia, 1954
Os primeiros passos na redação, 1956
Outras quadrinhas neste blog:

Pode parecer gostoso,
Mas brincar com fogo é perigoso!

Capa do livro: Viagens de João Peralta e Pé-de-moleque de Luis Díaz Correa.
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O interrogatório
O rei perguntou aos meninos:
— Quem são vocês?
— Nós somos…
— Eu sou…
— Fale de uma vez. Comece você; e indicou Joãozinho.
— Eu sou um menino brasileiro, filho do Sr. Nazário, um homem muito bom, e me chamo João Peralta.
— O Brasil tem muitos meninos peraltas, disse o rei.
Pé-de-Moleque deu uma risadinha. O rei olhou-o carrancudo e berrou:
— E você tem cara de ser o mais peralta de todos!… Diga, e você quem é?
— Eu sou Pé-de-Moleque, filho da Benedita cozinheira. Ela é muito boa mãe e há de me pregar uma sova bem merecida por ter cometido a tolice de vir parar numa terra onde me chamam de terráqueo! Eu não sou terráqueo, sou brasileiro!
Em: Viagens de João Peralta e Pé-de-Moleque, Menotti Del Pichhia.
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O escritor Paulo Menotti del Picchia
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Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 1892 — 1988) foi um poeta, escritor e pintor modernista brasileiro. Foi deputado estadual em São Paulo. Foi também advogado, tabelião, industrial, político entre outras funções assumidas durante sua vida.
Com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens artistas e escritores paulistas, participou da Semana de Arte Moderna de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1943, foi eleito para a cadeira 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica.
Obras:
A “Semana” Revolucionária Crítica, teoria e história literárias, 1992
A Angústia de D. João, Poesia 1922
A Crise Brasileira: Soluções Nacionais Crítica, teoria e história literárias 1935
A Crise da Democracia Crítica, teoria e história literárias 1931
A Filha do Inca, Romance e Novela 1949
A Longa Viagem Crítica, teoria e história literárias 1970
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1922
A Mulher que Pecou Romance e Novela 1923
A Outra Perna do Saci Romance e Novela 1926
A República 3000, 1930
A Revolução Paulista Crítica, teoria e história literárias 1932
A Revolução Paulista Através de um Testemunho do Gabinete do Governador Crítica, teoria e história literárias 1932
A Tormenta, Romance e Novela 1932
A Tragédia de Zilda, Romance e Novela 1927
Angústia de João, Poesia 1925
As Máscaras, Poesia 1920
Chuva de Pedra, Poesia 1925
Curupira e o Carão, Conto 1927
Dente de Ouro, Romance e Novela 1922
Dente de Ouro, Romance e Novela 1925
Flama e Argila, Romance e Novela 1919
Homenagem aos 90 anos, Outros 1982
Jesus: Tragédia Sacra Teatro 1933
Juca Mulato Poesia 1917
Juca Mulato Poesia 1924
Kalum, o Mistério do Sertão Romance e Novela 1936
Kummunká Romance e Novela 1938
Laís Romance e Novela 1921
Máscaras Poesia 1924
Moisés Poesia 1924
Moisés: Poema Bíblico Poesia 1917
Nacionalismo e “Semana de Arte Moderna” Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1962
Nariz de Cleópatra Crônicas e textos humorísticos 1923
No país das formigas Literatura Infanto-juvenil
Novas Aventuras de Pé-de-Moleque e João Peralta Romance e Novela
O Amor de Dulcinéia Romance e Novela 1931
O Árbrito Romance e Novela 1959
O Crime daquela Noite Romance e Novela 1924
O Curupira e o Carão Crítica, teoria e história literárias
O Dente de Ouro Romance e Novela 1924
O Despertar de São Paulo Crítica, teoria e história literárias 1933
O Deus Sem Rosto Poesia 1968
O Gedeão do Modernismo Crítica, teoria e história literárias 1983
O Governo de Júlio Prestes e o Ensino Primário Crítica, teoria e história literárias
O Homem e a Morte Romance e Novela 1922
O Homem e a Morte Romance e Novela 1924
O Momento Literário Brasileiro Crítica, teoria e história literárias
O Nariz de Cleópatra Romance e Novela 1922
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Nariz de Cleópatra Conto 1924
O Pão de Moloch Miscelânea 1921
Pelo Amor do Brasil, Discursos Parlamentares Crítica, teoria e história literárias
Pelo Divórcio, s/d
Poemas Poesia 1946
Poemas do Vício e da Virtude Poesia 1913
Poemas Sacros: Moisés e Jesus Poesia 1958
Poesias Poesia 1933
Poesias (1907-1946) Poesia 1958
Por Amor do Brasil Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1927
Recepção do Dr. Menotti Del Picchia na Academia Brasileira de Letras Discursos e sermões (textos doutrinários e moralizantes) 1944
República dos Estados Unidos do Brasil Poesia 1928
Revolução Paulista, 1932
Salomé Romance e Novela 1940
Seleta em Prosa e Verso Poesia 1974
Sob o Signo de Polumnia Crítica, teoria e história literárias 1959
Soluções Nacionais, 1935
Suprema Conquista Teatro 1921
Tesouro de Cavendish: Romance Histórico Brasileiro Crítica, teoria e história literárias 1928
Toda Nua Romance e Novela
Viagens de João Peralta e Pé-de- Moleque Literatura Infanto-juvenil

Momentos de lazer,
Gustave Leonhard de Johnge (Bélgica 1829-1893)
óleo sobre tela
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Gustave Leonhard de Johnge (Bélgica 1829-1893) . Filho de Jan Baptist e aluno de Navez. Pintou retratos, cenas históricas e cenas de família. Ganhou medalhas de ouro nas exposições de Amsterdam em 1862 e na de Paris em 1863. Sua grande especialidade foram os retratos de mulher. Conhecido pelo especial cuidado na representação de tecidos finos, sedas, veludos, e outros materiais semelhantes que tornaram o grande numero de interiores que pintou obras de grande charme e extremamente procuradas por colecionadores.

Ilustração Blanche Wright
Tique, tique… tique, taque
Maria dos Reis Campos
e Alcina M. de Sousa
Tique, tique… tique, taque
Bate dentro de meu peito
um coração todo feito
tique, tique… tique, taque…
para amar a vovozinha,
que é só minha! que é só minha!
Em: Surpresas e mais surpresas, de Magdala Lisboa Bacha, da série Que Aconteceu? — primeiro livro, Rio de Janeiro, Agir:1962

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Apesar de eu não estar ligada diretamente à educação, por causa das minhas escolhas de postagem, dando ênfase a livros e poesia para os jovens, freqüentemente amigos e conhecidos me perguntam o que comprar para um presente para um jovem leitor. E eu me acho na posição extremamente delicada de sem conhecer a personalidade do pequeno leitor ir dando palpites na esperança de não errar muito feio. Por coincidência, hoje voltei a um portal sobre livros que não visitava há muito tempo: Oyo e encontrei por lá uma lista dos autores preferidos entre leitores infanto-juvenis com os respectivos livros favoritos. A amostra é muito pequena, mas já dá para se ter uma idéia do que anda lendo este leitor infanto-juvenil. Repasso aqui a lista dos 10 primeiros colocados e a sugestão dos dois livros mais favorecidos pelas crianças, um o recomendado pelo portal, o outro entre os mais vendidos do autor. Isto é válido para a maioria na lista a não ser os seguintes casos: há dois autores cujos livros não foram especificados. Os Irmãos Grimm e Rubem Alves, respectivamente os 4° e 8° colocados. Neste caso, fui ver a obra destes autores que se encontra entre as mais vendidas e coloquei aqui como sugestão. E há Antoine Saint-Exupéry que fica simplesmente com o Pequeno Príncipe.
Autores favoritos para leitura infanto-juvenil:
1º Monteiro Lobato — Memórias da Emília e
O saci
2º J. K. Rowling — Harry Potter e as relíquias da morte
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban
3º Antoine de Saint-Exupéry – O pequeno príncipe
4º Irmãos Grimm – A guardadora de gansos e
Os seis criados do príncipe
5º Ana Maria Machado – Cinco estrelas [antologia poética]
O menino que espiava para dentro
6º Ruth Rocha – Marcelo Marmelo Martelo e outras histórias
Quem tem medo de dizer não?
7º Pedro Bandeira — A marca de uma lágrima
A onça e o saci
8º Rubem Alves – O país dos dedos gordos
Lagartixas e dinossauros
9º Walcyr Carrasco – A corrente da vida
As asas do Joel
10º Thalita Rebouças — Fala sério, mãe!
Fala sério, amiga!

Café da manhã na boa companhia de um livro! Copacabana, RJ

Ilustração de Walt Disney.
O MURUCUTUTU
Wilson Woodrow Rodrigues
( Cantiga de ninar )
Murucututu,
que está escondidinho
na copa folhuda
do pé de araçá.
Murucututu,
o meu irmãozinho
precisa de sono,
onde é que ele está ?
Murucututu,
amigo da lua,
que não teme a noite
que não tem luar.
Murucututu,
que sorte é a sua
ir dentro da noite
o sono buscar.
Murucututu.
o meu irmãozinho
que não tinha sono
sonhando já está?
Wilson Woodrow Rodrigues — poeta, folclorista, jornalista, professor e técnico de educação. Nasceu em 6 de julho de 1916, na cidade de São Salvador, Bahia. Filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues, família do Recôncavo Baiano. Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares. Seu primeiro livro publicado teve as bençãos antecipadas do poeta Jorge de Lima.
Obras:
A caveirinha do preá, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro
Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro
O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro
O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro
Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
Bahia flor, 1948 (poesias)
Folclore Coreográfico do Brasil, 1953
Contos, s/d
Contos do Rei-sol, s/d
Contos dos caminhos, s/d
Pai João, 1952
Sombra de Deus
Pai João, 1952
Lendas do Brasil

Lendo, 2006
Paul Ledent (Bélgica 1952)
óleo sobre tela
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Pol Ledent nasceu na Bélgica em 1952. Começou a pintar em 1989. Primeiro usou aquarela, mas logo passou a pintar a óleo, que ele considera um melhor meio para o seu trabalho. Autodidata, ele não tem fugido de cursos de desenho.