Imagem de leitura — Ludovico Marchetti

18 03 2009

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Um bom livro, 1882

Ludovico Marchetti (Itália, 1853-1909)

óleo sobre tela

 

 

 

 

 

Ludovico Marchetti nasceu em Roma no dia 10 de maio de 1853.  Sua formação artística  iniciou-se no ateliê do pintor espanhol Mariano Fortuny y Marsal, que tinha um estúdio em Roma no início da década de 1870.   Em 1878, com 25 anos, partiu para França, onde continuou seus estudos e começou a expor no Salão de Paris,  em Berlim e Munique. Como muitos de seus contemporâneos, Marchetti especializou-se em pintura histórica. Entre seus temas favoritos eram os cavaleiros e trovadores do século XVIII ricamente vestidos com roupas coloridas. Permaneceu em Paris até sua morte  no dia 20 de junho de 1909.





O aquecimento global e os animais ameaçados no Brasil

18 03 2009

animais-na-arca

Entrando na Arca de Noé, cerca 1590

Kaspar Memberger, o velho [Austria, ca 1555 –1618? ]

óleo sobre tela 124,4 x 162,9 cm,

Museu da História da Arte de Viena, Áustria

 

 

 

 

 

O jornal O GLOBO de hoje [página 25], num artigo de 2/3 de página, lista os animais no mundo mais ameaçados com o aquecimento global.  O artigo se baseia no alerta dado pelo relatório Mudanças Climáticas e Espécies da WWF — World Wildlife Federation. A lista é grande e aqui vou me dedicar principalmente a quatro animais cujas vidas dependem de um esforço brasileiro ainda maior do que outros, pois são animais cuja sobrevivência depende de ações imediatas do Brasil, não só do governo brasileiro, mas também das ações individuais de brasileiros, como todos nós.

 

 

 

RECIFES DE CORAIS

 

 

 

 corais

 

 

 

 

A extinção dos recifes de coral se acelera.  Acredita-se que em 50 anos, 80% de todos os corais do mundo hajam morrido.  De 1998 até hoje,  uma década, pode-se dizer, 16% dos corais no planeta desapareceram.  

 

Recifes de coral ameaçados podem ter a ajuda de reservas marinhas, que protegem a vida no mar da pesca comercial e das mudanças climáticas.  Nas Bahamas, na maior reserva marinha do Caribe, com 442 quilômetros quadrados, o número de corais jovens dobrou em áreas onde os peixes nativos foram protegidos da pesca. Os corais jovens são necessários para substituir os mais velhos que foram mortos por tempestades, doenças e outros problemas.

 

O efeito do aquecimento global nos corais é o resultado de um desequilíbrio na temperatura dos mares.  Para se reproduzir os recifes de corais – equivalentes às florestas tropicais debaixo d’água – precisam retirar minerais da água.  Com aquecimento das águas, menos minerais estão disponíveis, pois o mar fica mais ácido com um desequilíbrio do gás carbônico encontrado no mar.

Assim, as florestas de corais, morrem de fome. 

 

 

 

O ALBATROZ

 

 

 

albatroz 

 

 

 

 

Os albatrozes – esses magníficos pássaros marinhos, estão diminuindo em número, assustadoramente.  Seus habitats para acasalamento estão desaparecendo e as constantes mudanças climáticas que causam tormentas, furacões, tornados e demais exageros climáticos estão destruindo ninhos e ninhadas inteiras de uma só vez.  

 

Albatrozes sofrem também, e muito com embarcações de pesca industrial.  Muitas delas capturam  além dos peixes, um grande número de aves pelos anzóis do espinhel, inclusive albatrozes.  Nessas situações, os albatrozes mordem as iscas e são arrastados para baixo d’água, morrendo afogados.

 

 

BALEIA JUBARTE

 

 

 

 

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Um dos maiores perigos para a sobrevivência das baleias jubartes, outra baleias e golfinhos também é a fome.  Com o degelo total no mar da Antártica em 30 anos, ou seja, cerca de 2040, não haverá nenhuma fonte de alimentos para estas espécies.  A acidez dos oceanos mais frios, reduzirá substancialmente a fonte de alimento para estas baleias.  

 

Além disso, todos os anos as baleias jubartes visitam a costa brasileira, especialmente a costa da Bahia para reprodução. As baleias buscam as águas mornas de regiões tropicais para acasalar e dar a luz aos seus filhotes. Como a gestação da baleia jubarte é de aproximadamente entre onze e doze meses, as fêmeas que engravidaram na temporada passada retornam no ano seguinte para parir seus filhotes.  A exploração das reservas de óleo e gás localizadas no entorno do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia é uma ameaça direta à biodiversidade marinha da região e uma das principais causas do aquecimento global.

 

 

A TARTARUGA-DE-PENTE

 

 

 

 

 tartaruga-de-pente

 

 

A tartaruga-de-pente se alimenta quase que exclusivamente de invertebrados, principalmente esponjas.  Ambos, esponjas e invertrebados,  estarão também diminuindo em número pelo aumento da acidez na água do mar.    Uma fonte alimentar alternativa para as tartarugas-de-pente em locais onde há poucas esponjas pode ser o coral babão, como foi visto ser usado pelas tartarugas do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, onde as esponjas são pouco abundantes.   Mas, como vimos no primeiro item desta lista, os recifes de corais também estão em perigo.  

 

 

PRECISAMOS passar da  “muita falação e pouca ação” como resumiu Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil, para mais ação de verdade.   A solução está em nossas mãos.

 

 





O sabão, poesia infantil de Monteiro Lobato

18 03 2009

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O SABÃO        

 

                                         Monteiro Lobato

 

 

 

 

 

Azeite e água brigaram

Certa vez numa vasilha,

Vai tapona, vem tabefe,

Luta velha ali fervilha.

 

Eis então, a apaziguá-los,

A potassa se apressou,

Todos três se combinaram

E o sabão daí datou.

—–





Evitando acidentes XX

18 03 2009

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Não fique no mundo da lua.

É no verde que se atravessa a rua.





As formigas — texto de Coelho Neto [trecho]

17 03 2009

krakatoa-butterfly_net-jason-chinIlustração: Jason Chin

 

 

 As formigas

        A sombra d’uma faia, no parque, enquanto o príncipe, que era um menino, corria perseguindo as borboletas, abriu o velho preceptor o seu Virgílio e esqueceu-se de tudo, enlevado na magia dos versos admiráveis.

        Os melros cantavam nos ramos, as libélulas esvoaçavam nos ares e ele não ouvia as vozes das aves nem dava pelos insetos: se levantava o s olhos do livro era para repetir com entusiasmo, um hexâmetro sonoro.

         Saiu, porém, o príncipe a interrompê-lo com um comentário pueril sobre as pequeninas formigas que tanto se afadigavam conduzindo uma folhinha seca; e disse:

         –– Deus devia tê-las feito maiores.  São tão pequeninas que cem delas não bastam para arrastar aquela folha que eu levanto da terra e atiro longe com um sopro.  

 

  

 

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Ilustração:  Christine Penkuhn

 

        O preceptor que não perdia ensejo de educar o seu imperial discípulo, aproveitando as lições e os exemplos da natureza, disse-lhe:

        — Lamenta V.A. que sejam tão pequeninas as formigas…  Ah! Meu príncipe, tudo é pequeno na vida: a união é que faz  a grandeza.  Que é a eternidade?  Um conjunto de minutos.  Os minutos são as formigas do Tempo.   São rápidos e a rapidez com que passam fá-los parecer pequeninos, mas são eles que, reunidos, formam as horas, as horas os dias, os dias compõem a semana, as semanas completam os meses, os meses perfazem os anos, e os anos, Alteza, são os elos dos séculos.

        Que é um grão de areia?  Terra; uma gota d’água?  Oceano; uma centelha?  Chama; um grão de trigo?  Seara; uma formiguinha?  Força.

        Quem dá atenção à passagem de um minuto?  É uma respiração, um olhar, um sorriso, uma lágrima, um gemido; juntai, porém, muitos minutos e tereis a vida.

        Ali vai um rio a correr – as águas passam aceleradas, ninguém as olha.  Que fazem eles na corrida?  Regam, refrescam, desalteram, brilham, cantam e lá vãp, mais ligeiras que os minutos.

       Quereis saber o valor de um minuto, disso que não sentis como não avalias a força da formiga?  Entrai de mergulho n’água e tende-vos no fundo – todo o vosso organismo, antes que passe um minuto, estará protestando, a pedir o ar que lhe falta.  Ora!  O ar de um minuto, que é isso?  Direis.  É a vida, Alteza.

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EM: Coelho Neto e a ecologia no Brasil 1898-1928, ed. Eulálio de Oliveira Leandro, Imperatriz, MA, Editora Ética: 2002,

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Outros textos sobre formigas neste blog:

Olavo Bilac,





Novas descobertas em tumba egípcia

17 03 2009

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O egiptólogo espanhol José Manuel Galán descobriu uma câmara funerária pintada de 3,5 mil anos em Luxor, sul do Egito, anunciou o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

 

A câmara, que faz parte do cemitério de Dra Abu El-Naga, tem as paredes e o teto completamente pintados com desenhos e hieróglifos do Livro dos Mortos e seria de Djehuty, uma autoridade da época.  Djehuty viveu na região por volta do ano 1.475 a.C. e recebeu um túmulo “muito especial” porque foi servente de uma das poucas mulheres que atuou como faraó na história do Egito, a famosa Hatshepsut, exercendo os cargos de chefe do Tesouro da rainha e também chefe dos artistas.  Hatshepsut  era filha de Tutmosis I (dinastia XVIII), cujo reinado aconteceu entre 1.479 e 1.457 a.C.

 

 

 

 

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Há sete anos que a equipe chefiada por Galán trabalha nas escavações ao redor das entradas de cemitérios na colina de Dra Abu el-Naga, em Luxor, Egito.  A equipe de arqueólogos espanhóis que penetrou na tumba do alto dignatário Djehuty, servente há cerca de 3,5 mil anos da rainha Hatshepsut, já foi responsável por um grande número de descobertas sem precedentes, inclusive a do primeiro retrato conhecido de um faraó visto de frente – provavelmente Tutmés III ou sua mãe, Hatshepsut — e não de perfil.  .  Em 2007, esta descoberta trouxe bastante interesse na comunidade de egiptólogos porque fora um achado é incomum porque os egípcios sempre se retratavam de perfil. Os únicos retratos frontais eram os de estrangeiros, de demônios e do deus anão Bes, que seria uma importação cultural.

 

 

 

 

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—-

 

 

 

Agora novas riquezas se fazem conhecidas.  A câmara encontrada e devidamente anunciada hoje é nada mais nada menos do que uma sala quadrada de 3,5 metros de largura e 1,5 metro de altura.  O que a torna fora do  comum é a decoração total, incluindo todas as paredes e o teto com pinturas da época.





Imagem de leitura — Georges Lepape

15 03 2009

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A Leitura, 1934

Georges Lepape ( França, 1887-1971)

Capa para a revista: La femme chez elle

Georges Lepape: estudou na École des Arts Décoratifs, em Paris, e nos ateliês de Humbert e Cormon. In 1911 ilustrou Les Choses de Paul Poiret e em 1912 os programas para o  Ballet Russo. A partir daí fez inúmeras capas de revistas e pranchas de moda, entre elas para a Gazette du Bon Ton e Vogue.





ONG recupera árvores nativas da Mata Atlântica

14 03 2009

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Paisagem, s/d

Francisco Rebollo Gonsales (Brasil 1903-1980)

Óleo sobre duratex  46x 33 cm

Vi na televisão na semana passada um pequeno vídeo sobre a recuperação de um terreno que havia sido um pasto, na região da cidade de Itu.  A recuperação da Mata Atlântica neste lugar  começa com o plantio de 120 mudas de árvores.  Este plantio deve surtir bons resultados já que acontece com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica, que tem grande experiência em atividades de restauração florestal no Bioma Mata Atlântica, que

está com uma ampla programação de plantios de mudas nativas sendo concretizada neste início de ano.

 

Outros locais agraciados com programas de recuperação e restauração florestal são Piracicaba e Campinas.

 

 

Se você quiser participar das campanhas de recuperação ambiental e reflorestamento da Mata  Atlântica, faça do SOS Mata Atlântica a sua página inicial no computador, cadastre-se e toda vez que ligá-lo click no CLICKARVORE, uma árvore será plpantada para cada click que você der.  

 

 

 

 

 





A notícia, poema de Cassiano Ricardo

14 03 2009

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Renque de palmeiras, 1927

Bruno Lechowski (Polônia 1887 – Brasil 1942)

Aquarela

49 x 44 cm

Coleção Wanda Lechowski.

—-

 

A Notícia

 

 

                            Cassiano Ricardo

 

 

Então o vento

lá dentro da serra,

onde apenas havia

o barulho insensato

das coisas sem nome

começou a bater

a bater rataplã

no tambor da manhã.

 

 

Então os ecos

saíram das grutas

levando a notícia

por todos os lados.

 

 

Então as palmeiras

ao fogo do dia,

em verde tumulto,

pareciam marchar

carregando bandeiras.

 

 

Depois veio a Noite

e os morros soturnos

levavam estrelas

por vales e rochas

como uma silente

corrida de tochas…

 

 

Em: Martim Cererê.

 

Cassiano Ricardo Leite (São José dos Campos, 26 de julho de 1895 — Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1974) foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.

 

Obras:

Dentro da noite, poesia, 1915

A flauta de Pã, poesia, 1917

Jardim das Hespérides, poesia, 1920

Atalanta, poesia, 1923

A mentirosa de olhos verdes, poesia, 1924

Borrões de verde e amarelo, poesia, 1925

Vamos caçar papagaios, 1926

Martim Cererê, poesia, 1928

Canções da minha ternura, poesia, 1930

Deixa estar, jacaré, poesia, 1931

O Brasil no original,  crítica, teoria e história literárias, 1937  

O Negro na Bandeira, crítica, teoria e história literárias, 1938  

Pedro Luís: visto pelos modernos, crítica, teoria e história literárias, 1939

Academia e a poesia moderna, crítica, teoria e história literárias, 1939      

Marcha para Oeste, crítica, teoria e história literárias, 1942  

O sangue das horas, poesia, 1943

Paulo Setúbal, o poeta,  crítica, teoria e história literárias,  1943

A academia e a língua brasileira, crítica, teoria e história literárias, 1943       

Um dia depois do outro (1944-1946),  poesia 1947  

Poemas murais, 1947-1948, poesia, 1950

A face perdida, poesia, 1950

Vinte e cinco sonetos, poesia, 1952

Poesia na técnica do romance, crítica, teoria e história literárias, 1953

O Tratado de Petrópolis, crítica, teoria e história literárias, 1954 

Meu caminho até ontem, poesia, 1955 

O arranha-céu de vidro, poesia, 1956

João Torto e a fábula : 1951-1953, poesia 1956  

Pequeno Ensaio de Bandeirologia, crítica, teoria e história literárias, 1956  

Poesias completas, poesias,  1957

Poesia, poesia,  1959

Martins Fontes, 1959 

Homem Cordial, crítica, teoria e história literárias,  1959      

Montanha russa, poesia, 1960

A difícil manhã, poesia, 1960

O Indianismo de Gonçalves Dias, 1964

A floresta e a agricultura, crítica, teoria e história literárias, 1964  

Algumas Reflexôes Sobre Poética de Vanguarda, 1964      

Poesia praxis e 22, crítica, teoria e história literárias, 1966  

Jeremias sem-chorar (1964)

Viagem no tempo e no espaço (Memórias) poesia, 1970  

Serenata sintética, poesia XX

Sobreviventes, mais um poema Circunstancial , poesia, 1971  

Seleta em Prosa e Verso, miscelânea, 1972  

Sabiá e sintaxe, crítica, teoria e história literárias,  1974  

 

Invenção de Orfeu (e outros pequenos estudos sobre poesia), poesia, 1974  

 





Algumas novidades velhinhas, velhinhas…

14 03 2009

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Ilustração: Walt Disney

 

 

 

 

 

Você sabia que há no mundo alguns animais que mudaram muito pouco em milhões e milhões de anos?  Que sua evolução está praticamente estacionária?  Pois há pelo menos doze destes animais.  Alguns mais conhecidos que outros, entre eles estão o crocodilo, o nautilus e o ornitorrinco.   Para ver a lista e as fotos de todos eles, clique aqui:  WIRED

 

Abaixo duas imagens de alguns belos exemplares destes fósseis com vida!

 

 

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 Foto: Flicker/Kevin Law

 

 

O mais comum e numeroso dos fósseis vivos, o crocodilo, que quase não sofreu nenhuma mudança desde que os dinossauros viviam na Terra, ou seja, não mudaram praticamente nada em 230 milhões de anos.

 

 

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 Foto: Flicker/Ethan Hein

 

 

A beleza, a exatidão do desenho da concha do nautilus, que na antiga Grécia era um símbolo de perfeição, mudou muito pouco nos últimos 500 milhões de anos. 

 

 

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Um dos poucos mamíferos muito antigos é o ornitorrinco, que há mais de 110 milhões de anos, mantem a aparência estranha: mamíferos com bico de pato, que põem ovos e tem veneno nas esporas das patas!