A formação de um bloco de Carnaval: Ruy Castro

24 02 2009

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Carnaval, década de 40

Haydéa Santiago (RJ 1896 – RJ 1980)

Estudo para um painel do MAB

Óleo sobre tela

 

 

 

 

A gestação e o parto de um bloco são uma súmula do estilo carioca de viver.  Todo bloco nasce de uma amizade.  Começa com meia dúzia de amigos que, durante o ano, se reúnem para beber e conversar fiado num botequim de subúrbio, num quiosque à beira-mar ou mesmo para jogar pelada.  Às vezes são colegas de profissão: médicos, advogados, arquitetos, bancários, jornalistas, publicitários, desempregados – dá de tudo, de todas as cores, e recomenda-se apenas que um não esteja comendo a mulher do outro.  Entre churrasquinhos, chopes e caipirinhas, alguém aparece com um violão ou um tamborim.  Faz-se um samba, depois outro, que todos aprendem e cantam.  Nas proximidades do Carnaval, resolvem desfilar juntos, levando mulher, filhos, a empregada, a babá e quem mais se apresentar.  Outros amigos aderem e levam os amigos deles.  Para pagar o aluguel de uma quadra de ensaios, renovar o couro dos instrumentos,  fazem uma vaquinha entre os comerciantes da vizinhança e vendem camisetas oficiais do bloco – quase sempre desenhadas por um cartunista nacionalmente famoso e que, por acaso, também faz parte do grupo.  A uma ou duas semanas do Carnaval, o bloco começa a sair às ruas e logo conquista a simpatia, quase amor, do bairro – qualquer pessoa pode juntar-se e se deixar levar pela corrente humana.  No Carnaval para valer, já são tantos os blocos de cada região que eles têm de sair em dias alternados e com o apoio dos guardas de trânsito.  Se desfilarem ao mesmo tempo, darão um nó na cidade. 

 

Ao contrário das bandas, que usam instrumentos de sopro e se limitam a executar velhos standards do Carnaval, os blocos só dependem da bateria e do gogó para cantar os sambas e marchinhas feitos por eles mesmos – e que, como não tocarão no rádio ou na televisão, dizem o que querem sobre ou contra qualquer pessoa.  Neles estão a malícia, a crítica e a gozação – marcas registradas da cidade.

 

O Carnaval é a prova de que a força empreendedora do carioca, quando ele se dispõe a exercê-la, é formidável.  Imagine se o carioca pusesse essa força a serviço de algo realmente sério, importante e construtivo.

 

Não sei e não queremos nem saber.

 

 

Ruy Castro

Carnaval no fogo: crônica de uma cidade excitante demais

São Paulo Cia das Letras:2003  Páginas 117 e 118.





O deserto dos tártaros: Dino Buzzati

24 02 2009

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Paisagem com vilarejo à distância,

Pieter Stevens (Antuérpia, 1567-1624)

Nanquim sobre papel e aguada cinza

22 x 32cm

 

 

 

 

Senti-me como Miss Marple, um dos personagens mais conhecidos dos livros de Agatha Christie, uma senhora que resolve crimes pela lógica e pelo conhecimento que tem da natureza humana ao ler O deserto dos Tártaros de Dino Buzatti [São Paulo, Clube do Livro: s/d].  Para Miss Marple um ingrediente necessário na arte de desvendar mistérios é a catalogação mental que faz das pessoas à sua volta: umas sempre lembram outras e seu comportamento consequentemente não deve ser diferente.  Assim, todos os problemas que aparecem na região da aldeia de St. Mary Mead, residência da boa detetive,  podem ser resolvidos pelo trabalho extraordinário de associações entre pessoas que ela executa.

 

Em O deserto dos Tártaros também fiz minhas associações à maneira de Miss Marple.  À medida que lia imagens de quadros e filmes que assisti vieram a preencher a minha imaginação.  A história quase simples e previsível é a de um homem, de um país desconhecido, numa época qualquer, que ao entrar para o exército, tem como  sua primeira missão,  uma permanência indefinida numa estação fronteiriça,  enfiada atrás das montanhas de mais difícil ultrapassagem.  O objetivo final é o Forte Bastiani, obra protetora de uma fronteira esquecida.  Lá o marasmo impera e se entranha por tudo e por todos.  Visivelmente alerta para a estranheza do forte, Drogo, o personagem principal desta aventura, pede para ser colocado em outro local.  Mas depois de uma conversa com um superior aceita ficar por quatro meses.  Estes aos poucos se transformam em quinze anos, graças à acomodação de Drogo, graças às escolhas que faz durante sua estadia e ao estranhamento que sente quando depois de quatro anos no forte volta à cidade natal, onde já não reconhece nada, nem mesmo a si mesmo.

 

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A primeira associação que tive veio pela descrição inicial da viagem de Drogo rumo ao Forte Bastiani.  Não consegui tirar da minha memória as paisagens maneiristas do século XVI.  Principalmente as da Europa do norte, tais como as de Pieter Stevens.  

 

Lá se vão Giovanni Drogo e seu cavalo, diminutos, no flanco das montanhas que se tornam sempre maiores e mais selvagens.  Ele continua subindo para chegar ao forte ainda durante o dia, porém mais rápidas que ele, do fundo, de onde rumoreja o riacho, mais rápidas que ele sobem as sombras.  A um certo ponto elas estão justamente à altura de Drogo, na vertente oposta da garganta; parecem por um instante reduzir sua corrida, como que para não desencorajá-lo, depois deslizam por cima dos penhascos e dos rochedos, e o cavaleiro permanece embaixo.

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Mais adiante, quando Drogo começa a achar razões para permanecer no forte lembrei-me incessantemente de um dos filmes mais extraordinários que já vi, um filme do espanhol Luis Buñuel, Anjo Exterminador, 1962.   O roteiro, a história, o vazio são paralelos perfeitos para o Deserto dos Tártaros:   Após uma extravagante e farta refeição, os convidados se sentem estranhamente incapazes de deixar a sala de jantar e, nos dias que se seguem, pouco a pouco, caem as máscaras de civilização e virtude e o grupo passa a viver como animais. 

 

E enquanto as sombras do outro lado da montanha, depois da fronteira mexiam com a imaginação dos soldados no forte, suas descrições mexiam com as minhas memórias das paisagens desertas de De Chirico, um pintor também italiano e contemporâneo de Dino Buzzati:  Interrompeu-se porque do alto de um paredão cinzento, pendente sobre eles, chegara um som de desmoronamento.  Ouviam-se os baques dos rochedos que explodiam contra os penhascos e ricocheteavam com ímpeto selvagem pelo abismo, entre nuvens de poeira.  Um estrondo de trovão repercutia de parede a parede.  No coração dos despenhadeiros, o misterioso desmoronamento continuou por alguns instantes, mas exauriu-se nos profundos canais antes de chegar embaixo; nos cascalhos, por onde subiam os soldados, só chegaram duas ou três pedrinhas.

 

 

 

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A angústia da partida, 1913-1914

Giorgio De Chirico (Itália, 1888-1978)

Óleo sobre tela

Albright-Knox Art Gallery Búfalo, EUA

 

E assim fui de memória em memória saindo do mundo da literatura para o mundo das artes plásticas, até o final do livro peregrinando pelas imagens desérticas, pelo sentido de desalento e de paralisação, até que cheguei às minhas memórias do conto The Beast in the Jungle, 1903, de Henry James (EUA 1843 – Inglaterra 1916) que no Brasil foi editado como um pequeno livro com o título de  A Fera na Selva: a história de um homem a quem nada absolutamente acontecera, como resultado das decisões que tomara ou que deixara de tomar, sempre à espera de um grande evento. 

 

 

Afinal a que todas essas conexões me levam?  O que elas têm em comum é a exploração do fantástico, da fantasia pessoal, do imaginário individual.  Apesar de alguns críticos ligarem a obra de Dino Buzzati  a escritores como Kafka, Sartre e Camus, principalmente nesta obra O deserto dos Tártaros, originalmente publicado em 1940, na minha opinião esta história, com o desenvolvimento dado, pertence mais ao campo da fantasia do imaginário,  algo mais fluido e menos desesperador, mais na tradição de Edgar Allan Poe e de outros autores transcendentalistas.   Quer coloquemos este livro entre os surrealistas ou os transcendentalistas, não importa.  É simplesmente um livro que deve ser lido, pela narrativa, pela abstração e pelo descobrimento de nós mesmos.

 

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O escritor Dino Buzzati (1906-1972)





Porque é Carnaval…

24 02 2009

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Mascarado, 2007

Reynaldo Fonseca

óleo sobre tela 60 x 80 cm

Escritório de Arte, Rio de Janeiro

 

 

Reynaldo Fonseca

Recife, 1925

 

Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1944, tornou-se aluno de Portinari e de volta de uma viagem à Europa, em 1949, e novamente residindo no Rio de Janeiro, estudou com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios, a técnica da gravura, terminando por retornar a Recife e estudar o «modelo vivo», o que explica a excelente técnica e o rigor compositivo características sempre presentes em todas as suas obras.

Expõe com sucesso desde 1958 (Recife) e desde 1969 (Rio de Janeiro), tendo dividido sua atividade artística entre os dois centros.

Através de seu trabalho percebe-se sua contínua tentativa de seguir a inspiração grandes pintores primitivos onde se encontra presente uma bafagem, tal como um deliciado sopro criador.

«Para conseguir a atmosfera de mistério e nostalgia que pretendo dar aos meus quadros, uso com freqüência, como assunto, velhas fotografias e gravuras. Tecnicamente parto do antigo (por encontrar nele os elementos necessários ao que quero expressar), tratando de dar uma construção pessoal, portanto atual.»  Reynaldo Fonseca.





As marchinhas no carnaval carioca: Ruy Castro

24 02 2009

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O entrudo no Rio de Janeiro, 1823

Jean-Baptiste Debret ( França 1768-1848)

Aquarela sobre papel

Museu da Chácara do Céu

Rio de Janeiro

Dos anos 30 a meados dos anos 60, foram compostos, editados e gravados mais de 15 mil sambas e marchinhas – somente para o Carnaval, note bem.  Em média quase quatrocentas novas canções carnavalescas por ano.  Destas, apenas uma minoria emplacava.  Mas as que caíam na preferência do povo eram tocadas até dizer chega e incorporadas ao repertório permanente do Carnaval.  Tornavam-se os standards do gênero: sambas como Agora é cinza (1934),  Meu consolo é você (1939), Ai que saudade da Amélia (1942),  Lata d’ água (1952),  e marchinhas como O teu cabelo não nega (1932), Mamãe eu quero (1937), Touradas em Madri (1938), Jardineira (1939), Aurora (1941), Alá-lá-ô (1941), Piada de salão (1954), A lua é dos namorados (1964) – no caso delas a lista não teria fim.  O samba podia ser o ritmo nobre do Carnaval e do resto do ano, mas eram as marchinhas que determinavam a temperatura da folia.  Sua fórmula era simples: melodias diretas e fáceis de aprender, ritmo frenético para se dançar aos pulos e letras curtas, sacanas,  cheias de duplos sentidos.

 

Nada podia ser mais politicamente incorreto do que as marchinhas.  Suas letras eram “ofensivas” a qualquer grupo que você pudesse imaginar: negros, índios, homossexuais, gordos, carecas, gagos, adúlteras, mulheres feias, maridos em geral, patrões, funcionários públicos – para cada um desses temas fizeram-se várias marchinhas arrasadoras.  Mas eram tão divertidas ou absurdas que, incrivelmente, ninguém parecia se ofender.  Outros alvos eram o custo de vida, os baixos salários, a falta d’ água, o “progresso” e a destruição dos redutos históricos da cidade como a Lapa e a praça Onze.  Durante a Segunda Guerra, elas se politizaram e ridicularizaram Hitler e os japoneses.  Seus autores eram o creme da música brasileira do período: Ary Barroso, Noel Rosa, Benedito Lacerda, Ataulfo Alves, Herivelto Martins.  E havia os especialistas em Carnaval, os reis das marchinhas como Lamartine Babo, João de Barro, Nássara, Haroldo Lobo, Wilson Batista, Roberto Martins, Luiz Antonio, Klecius Caldas, João Roberto Kelly.  Eram homens inteligentes e abençoados com uma inesgotável veia melódica e humorística.  Graças a eles, o carioca refinou o seu jeito de criticar tudo na base da brincadeira – e também de aceitar a crítica.

 

 

Ruy Castro

Carnaval no fogo: crônica de uma cidade excitante demais

São Paulo, Cia das Letras: 2003, páginas 95 e 96

 

 





Porque é Carnaval…

23 02 2009

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Baile à fantasia, 1913

Rodolpho Chambelland (RJ 1879 – RJ 1967)

Óleo sobre tela, 149 x 209 cm

Museu Nacional de Belas Artes,

Rio de Janeiro

 

 

Rodolfo Chambelland (Rio de Janeiro RJ 1879 – Idem 1967). Pintor, professor, desenhista e decorador. Inicia seus estudos em artes no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro RJ).  Trabalha inicialmente realizando capas de partituras para a Casa Bevilacqua e retoques em fotografias para a Casa Bastos Dias. Em 1901, ingressa no curso livre da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, onde é aluno de Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Zeferino da Costa (1840 – 1915) e Henrique Bernardelli (1858 – 1936). Em 1905, recebe o prêmio de viagem da Enba pelo quadro Bacantes em Festa e viaja para Paris no mesmo ano, onde permanece por dois anos. Em Paris, cursa a Académie Julien e estuda com Jean-Paul Laurens (1838 – 1921). Ao retornar ao Brasil realiza a primeira individual, no Rio de Janeiro, em 1908. Em 1911, viaja para Turim, Itália, acompanhado de Carlos Chambelland (1884 – 1950), seu irmão, e dos artistas João Timótheo da Costa (1879 – 1930) e do irmão Arthur Timótheo da Costa (1882 – 1922), entre outros, contratados pelo governo brasileiro para realizar a decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional daquela cidade. Em 1916, assume a cadeira de professor de desenho de modelo vivo da Enba, cargo que exerce até 1946. Participa freqüentemente das Exposições Gerais de Belas Artes, entre 1896 e 1927, recebendo a pequena medalha de ouro, em 1912, pelo retrato de José Mariano Filho. Em colaboração com Carlos Chambelland, pinta oito painéis para a cúpula da sala de sessões do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro em 1920.

 

 

 

 

Fonte: Itaú Cultural

 





A mesma rosa amarela — poema de Carlos Pena Filho

23 02 2009

 

 

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A rosa amarela, 2008

Fernanda Guedes

Caneta Fredix sobre tela, 20 x 25 cm

 

 

A mesma rosa amarela

 

                                 Carlos Pena Filho

 

 

Você tem quase tudo dela,

o mesmo perfume, a mesma cor,

a mesma rosa amarela,

só não tem o meu amor.

 

Mas nestes dias de carnaval

para mim, você vai ser ela.

O mesmo perfume, a mesma cor,

a mesma rosa amarela.

Mas não sei o que será

quando chega a lembrança dela

e de você apenas restar

a mesma rosa amarela,

a mesma rosa amarela.

 

 

Em:  Melhores poemas, Carlos Pena Filho, ed. Edilberto Coutinho, Editora Global: 2000, São Paulo.

 

 

Carlos Pena Filho ( PE 1929-PE 1960) poeta brasileiro. 

 

Obras:

 

O tempo da busca, 1952

Memórias do boi Serapião, 1956

A vertigem lúcida, 1958

Livro geral, 1959

 





Imagem de leitura — Márcio Melo

22 02 2009

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A cortina de renda, 2008

Márcio Melo ( Brasil)

Acrílica sobre tela, 61cm x 76 cm

 

 

 

 

 

 

Márcio Melo é um pintor brasileiro, morando em Québec.  Radicado no Canadá desde 1987. 





A bananeira — poema de Sabino de Campos

13 02 2009

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Bananeiras, sd

J. Inácio (Brasil)

Acrílica sobre tela, 70 x 60 cm

 

A Bananeira

 

Humilde, em meio à flora, a bananeira,

Sozinha, transplantada em terra boa,

Vive ocultando à Natureza inteira

O seu destino de morrer à toa.

 

E parece feliz, bebendo as águas

Do céu, para o consolo das raízes,

Como se viessem transformar-lhe as mágoas

Nos encantos das árvores felizes.

 

O sol enche-lhe as palmas de pepitas

De ouro, na exaltação do amor violento,

E ela paneja suas largas fitas,

As folhas verdes balançando ao vento…

 

Outras vezes, a chuva, como um véu

Desatado de nuvem passageira,

Cai das vitrinas rútilas do céu

Para vestir de noiva a bananeira.

 

Noiva, mas noiva-mãe, toda pureza,

Pois sem amor, sem mácula e empecilhos,

Faz rebentar à luz da Natureza,

Na terra, em torno, a vida de seus filhos.

 

Pende-lhe, em breve, o cacho, de ouro ou prata,

Dos frutos bons…  Depois, a golpes brutos,

A bananeira cai em terra ingrata,

Pela desdita de ter dado frutos.

 

 

João Pessoa, Paraíba, 10-7- 1940

 

 

Em: Natureza: versos, Pongetti: 1960, Rio de Janeiro

 

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Sabino de Campos, Retrato a bico de pena, por Seth, 1947.

 

Sabino de Campos (Amargosa, BA, 1893– ? ),  poeta, romancista e contista.

 

Obras:

 

Jardim do silêncio, 1919, (poesia)

Sinfonia bárbara, 1932,  (poesia)

Catimbó: um romance nordestino, 1945 (romance e novela)

Os amigos de Jesus, 1955 (romance e novela)

Lucas, o demônio negro, 1956 – romance biográfico de Lucas da Feira (romance e novela)

Natureza, 1960 (poesia)

Cantigas que o vento leva, 1964, (poesia)

Contos da terra verde, 1966 (contos)

Fui à fonte beber água, 1968 (poesia)

A voz dos tempos, memórias, 1971

Cantanto pelos caminhos, 1975

Autor,  junto de Manoel Tranqüilo Bastos, do hino da cidade de Cachoeira, BA





Os 6 melhores livros publicados na Espanha

12 01 2009

 

alfredo-roldan-madrid-espanha-1965-la-lectura-2005A leitura, 2005

Alfredo Roldán (Espanha, 1965)

 

O portal espanhol Lomás compilou a lista dos melhores 6 livros publicados na Espanha em 2008.

Em primeiro lugar:

La Hermandad de la Buena Suerte do espanhol Fernando Savater

Fernando Fernández-Savater Martín (São Sebastião, 21 de Junho de 1947) é um escritor e filósofo espanhol, catedrático de Ética na Universidade do País Basco.  Muitos de seus livros de filosofia estão traduzidos para o portugês e publicados no Brasil.

 

2        Fiebre Negra do escritor argentino Miguel Rosenzvit

3        La maravillosa vida breve de Óscar Wao do dominicano Junot Diaz

4       Syngué Sabour  de Atiq Rahimi, escritor afegão

5       — La Soledad de los Números primos, do italiano Paolo Giordano, já traduzido e publicado no Brasil como, A Solidão dos Números Primos: Bertrand

6        — Muerte entre poetas da espanhola Angela Vallvey





Os melhores livros de 2008 na França

12 01 2009

 

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Marcel Dyf  (França, 1899 – 1985)

Óleo sobre tela 53 x 65cm

 

 

 

 

 

É melhor ficar de olho!  2009 é o ano da França no Brasil. O primeiro ministro francês estará visitando o Brasil ainda uma vez, para comemorar.  É possível que as nossas editoras se empolguem e publiquem alguns dos livros que vêm movimentando a cena literária na França.  Poderemos, portanto, ficar na expectativa de alguns dos títulos listados abaixo;  pelo menos os que foram escritos originalmente em francês

 

 

Os melhores livros de 2008 na França de acordo com a revista LIRE.

 

1 – O Melhor do ano

 

France: ce que le jour doit à la nuit  de Yasmina Khadra  — ao que eu saiba, este título ainda não está traduzido para o português do Brasil, mas imagino que seja publicado pela Sa Editora que publicou por aqui outros títulos do mesmo autor: O atentado, As andorinhas de Cabul e As sirenas de Bagdá.   Yasmina Khadra é o pseudônimo do escritor argelino, Mohammed Moulessehoul um official do exército da Argélia que adotou um nome de mulher para escapar da censura militar.  Apesar de ter tido sucesso com diversos livros na Argélia, Moulessehoul só veio a revelar sua identidade em 2001, quando deixou o exército e partiu para exílio e reclusão na França. an officer in the Algerian army, adopted a woman’s pseudonym to avoid military censorship. Despite the publication of many successful novels in Algeria, Moulessehoul only revealed his true identity in 2001 after leaving the army and going into exile and seclusion in France.

 

 

2 –  La Route de Cormac McCarthy  — original em inglês; este já se encontra publicado no Brasil,  pela Alfaguara Brasil: A estrada.

 

3 —  Le déferlantes de Claudie Gallay  — original em francês, ainda não traduzido.

 

4 —  La montagne volante de Christoph Ransmayr – original em alemão; ainda não traduzido.

 

5    Les anées de Annie Ernaux – original em francês, nenhum dos livros dela traduzidos para o português.

 

6    Zone de Mathias Enard – original em francês, nenhum dos livros dele traduzidos para o português

 

7 —  La vie em sourdine de David Lodge, original em inglês;  muitos de seus livros já foram traduzidos, mas não este.

 

8 —  Beautiful people. Saint Laurent Leggerfeld.  Splendeurs et misères de la mode   de Alicia Drake – original em inglês, sem tradução

 

9 —  Le soldat et le gramophone de Sasa Stanisic, original em servo-croata, ainda não traduzido no Brasil.  Já publicado em Portugal, Como o soldado conserta o gramofone: Círculo de leitores.

 

10 – La meilleur part des hommes de  Tristan Garcia – original em francês, sem tradução.