Imagem de leitura — Fernand Léger

21 08 2009

Fernand Léger, (1881-1955) Mulher recostada, Art Institute of ChicagoMulher recostada com livro, 1922

Fernand Léger (França, 1881-1955)

Óleo sobre tela,  64,5 x 92 cm

The Art Institute of Chicago

[Doação da Sara Lee Corporation, 1999]

 

Jules-Fernand-Henri Léger (França, 1881 – 1955), Pintor,  desenhista e gravador.  Estudou arquitetura em Caen a partir de 1897, mudando-se para Paris em 1900. Em 1903 entrou para a Escola de Artes Decorativas, onde freqüentou academias livres e a dedicou-se à pintura.  Depois de conhecer o trabalho de Cézanne,  Léger se dedica à abstração das formas, sendo um dos primeiros artistas a fazê-lo, apesar de manter seu trabalho estritamente figurativo.   Léger é um dos mais importantes artistas do século XX.





Entre os 100 mais votados! Muito obrigada!

21 08 2009

cultura_top100

À direita, no canto superior, hoje orgulhosamente mostro o selo do certificado de TOP 100 em Cultura.  Isso quer dizer que este blog, através de vocês, foi votado como dos melhores no setor de cultura.  Eram muitos os candidatos.  Muito blogs de grande impacto e conteúdo.  Sinto-me grata, feliz, esfuziante, de ver que a PEREGRINA CULTURAL  está entre o cem bogs mais votados pelo público. 

FASE II

Agora, o julgamento dos melhores dentre os 100 mais votados passa para juízes acadêmicos.  É a segunda etapa do processo.  Qualquer que seja o resultado, estou orgulhosíssima de ter chegado até aqui.  Só me resta um:

Muito obrigada!





Filhotes são sempre fofos: Zoológico da Inglaterra apresenta filhote de girafa

20 08 2009

bebe girafa2

Foto: AFP

 

O zoológico de Chester, no noroeste da Inglaterra, apresentou nesta segunda-feira um filhote de girafa que nasceu no dia 11 de agosto. As informações são da agência AFP.

Os administradores do zoo estão solicitando aos visitantes sugestões para o nome do filhote que, aos seis dias de vida, está medindo aproximadamente 1.67m de altura.

 

bebe girafa1

Foto: AFP

 

Os machos chegam a 5 m de altura e com suas línguas que alcançam até 40 centímetros são capazes de pegar as folhas de acácias – sua principal fonte de alimentação – nos altos dos galhos.

Os animais são capazes de comer as folhas das árvores até 6 m de altura. Devido ao baixo teor nutritivo das folhas, as girafas precisam comer grandes quantidades e passam quase 20 horas por dia comendo.

 

Fonte: Terra

 

Se você fosse dar um nome a esta nova girafinha, que nome escolheria?





Alguns versos memoráveis de Carlos Nejar

19 08 2009

Antonio Bandeira, Leitura, 1948, osmLeitura, 1948

Antônio Bandeira ( Brasil, 1922-1967)

óleo sobre madeira

 

Ainda às voltas com a mudança, hoje me dediquei à organização de papelada.  Re-encontrei a uma seleção – feita há algum tempo —  de gemas dos  versos-pensamento de Carlos Nejar, que selecionei como memoráveis.   Acho que vale a pena lembrá-los.

 

 

Quero locar/ minha ambição/ aos loucos.  [Aluguel]  

Aventura humana: a esperança. / Não há outra couraça/ ou fortuna.  [Aventura]

 O medo rói.  [Ruminação] 

Amar é a mais alta constelação. [Aqui ficam as coisas – XII]

 Todas as minhas raízes estão contigo.  [Aqui ficam as coisas – X]

 É preciso esperar contra a esperança.  [Contra a esperança]

 Bem-aventurados os pássaros,/ as nuvens, as madrugadas.  [ Bem-aventuranças] 

Abram alas,/ que a vida vem chegando. [Cortejo] 

Pássaros somos/ sem o menor retorno. [ Alforria] 

Só a loucura nos salva/ onde a razão lança as redes.  [Derrubada] 

Levo esta vida/ ou esta morte/ sem cobrar frete/ ou transporte.  [Carregamento] 

O homem se reconhece/ mesmo sem identidade.  [Espelho]

 Sobretudo nos tropeços, / o homem se reconhece.  [ Espelho]

 Entupimos/ o pensamento/ com a mania de pensar.  [Rasante]

 Os dias / são caminhos ou rodízios. [Freqüência]

 

Em: Três livros: árvore do mundo & o chapéu das estações & o poço do calabouço,  Carlos Nejar,  Círculo do Livro, São Paulo, s/d. Páginas: 38, 130, 216, 249, 260, 267, 270, 278, 284, 300,  306, 328, 335.

 

Carlos-Nejar

 

Luís Carlos Verzoni Nejar, também usou o pseudônimo: Verne de Luca ( RS, 1939) Poeta, tradutor, diplomado em direito (1962), procurador da justiça, membro da ABL (1989), prêmio Jorge de Lima – INL (1970), Fernando Chináglia – UBE (1974), Luísa Cláudio de Sousa – Pen Clube Brasil (1977).

 

 Obras:

50 Poemas Escolhidos pelo Autor, 2004  

A Chama é um Fogo Úmido: Reflexões sobre a Poesia Contemporânea,  1994  

A Engenhosa Letícia do Pontal , 2003  

A Espuma do Fogo, 2002  

A Formiga Metafísica,  1987  

A Genealogia da Palavra,  1989  

A Idade da Aurora,   1990  

A Idade da Noite  2002  

Amar, a Mais Alta Constelação  1991  

Aquém da Infância  1995  

Arca da Aliança  1995  

Árvore do Mundo  1977  

As Águas que Conversavam  2003  

As Uvas e o Vento  2004  

Caderno de Fogo  2000  

Canga  1971  

Carta aos Loucos  1998  

Casa dos Arreios  1973  

Cem Sonetos de Amor  1999  

Cinco Poemas Dramáticos  1983  

Danações  1969  

De “Sélesis” a “Danações”  1975  

Eduardo Portella : Ação e Argumentação : Trinta Anos de Vida Intelectual  1985  

Elza dos Pássaros ou A Ordem dos Planetas  1993  

Era um Vento muito Branco  1987  

Escritos com a Pedra e a Chuva: Entre a Poesia e a Ficção  2000  

Ficções  1972  

Jerico soletrava ao Sol  1986  

Livro de Gazéis  1984  

Livro de Silbion  1963  

Livro do Tempo  1965  

Memórias do Porão  1985  

O Campeador e o Vento  1966  

O Chapéu das Estações  1978  

O Elogio da Sombra  1971  

O Evangelho Segundo o Vento  2002  

O grande vento  1998  

O Livro do Peregrino  2002  

O menino-rio  1984  

O Pai das Coisas  1985  

O Poço do Calabouço  1974  

O Selo da Agonia : Livro dos Cavalos  2001  

O Túnel Perfeito  1994  

Ordenações  1969  

Ordenações  1971  

Os Dias Pelos Dias  1997  

Os Sobreviventes  1979  

Os Viventes  1979  

Riopampa  2000  

Sélesis  1960  

Simón Vento Bolívar  1993  

Somos Poucos  1976  

Sonetos do Paiol: ao Sul da Aurora  1997  

Todas as Fontes Estão em Ti  2000  

Tratado de Bom Governo  2004  

Ulalume  2001  

Um Certo Jaques Netan  1991  

Um País, o Coração  1980  

Vozes do Brasil: Auto de Romaria  1984  

Zão  1988

 

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Antônio Bandeira, ( Fortaleza 1922-Paris 1967) Desenhista, gravador e pintor.

Autodidata.  Trabalhou com Clidenor Capibaribe, o Barrica e Mário Barata que o orientaram no inicio de sua carreira. Em 1944 fundou a «Sociedade Cearense de Belas Artes», com Inimá de Paula, Aldemir Martins, João Maria Siqueira e Francisco Barbosa Leite, entre outros.  Ganhou bolsa de estudos na França (1946-1950) pela exposição no Instituto dos Arquitetos do Rio de Janeiro e freqüentou a Escola Superior de Belas Artes e a Académie de La Grande Chaumière.  Passa então de pintor figurativo a pintor abstrato.





Quadrinha sobre a palavra, uso escolar

19 08 2009

palavrinhas magicas

 

A palavra é tão sublime,

tem tamanha divindade,

que deveria ser crime

usá-la contra a verdade.

 

(Luiz Evandro Inocêncio)





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

19 08 2009

Brasileira lendo carta de amor 1611

Grande concentração: carta de amor?  ponto para prova de historia?,  Praça do Lido, Copacabana. 





Os Arcos da Lapa, por um visitante em 1807

18 08 2009

Arcos da Lapa, Heitor dos Prazeres,(1898-1966), ost, 1964, Samba nos Arcos da LapaSamba nos Arcos da Lapa, 1964

Heitor dos Prazeres ( Brasil 1898-1966)

Óleo sobre tela

 

Às vezes um assunto fica na cabeça da gente, como um refrão de música popular que não conseguimos esquecer.    Foi isso o que aconteceu comigo e Os Arcos da Lapa.  Para me exorcizar volto ao assunto, 24 horas mais tarde.    Passei a tarde a procura de um ou dois textos que me lembrava ter lido, mas não sabia onde.  Bem aqui está um deles. 

 

Texto do visitante James Hardy Vaux, no Rio de Janeiro em 1807:

 

Tendo mencionado as fontes públicas – em grande número nesta cidade – não posso deixar de descrevê-las.  Em razão de haver poucas nascentes no Rio de Janeiro, a água é coletada no pico de uma elevada montanha e conduzida à cidade por um majestoso aqueduto, que atravessa um vale de muitas milhas de distância.  Ao chegar à urbe a água é distribuída pelas fontes situadas nas ruas principais.  Essas fontes, todas muito bonitas, são construídas em pedra e contam com uma grande cisterna para armazenar a água.  Essa escoa daí por umas bicas de metal fundido, muito bem trabalhado, que têm a forma de bicos de ganso, de pato e de outras aves.

 Em: Outras visões do Rio de Janeiro Colonial 1582-1808; antologia de textos, editado por Jean Marcel Carvalho França, Rio de Janeiro, José Olympio: 2000,  p. 305

 

Thomas Ender Chafariz do Largo do Moura

Chafariz do Largo do Moura, Rio de Janeiro, 1817

Thomas Ender (Áustria 1793-1875)

aquarela





Os Arcos da Lapa no Rio de Janeiro

17 08 2009

Lucia de Lima, arcos da lapa, acrílica sobre tela,Os Arcos da Lapa,  2005

Lúcia de Lima ( Brasil, contemporânea)

Acrílica sobre tela

Coleção Particular

 

 

As notícias de hoje me levaram aos Arcos da Lapa no Rio de Janeiro.  Um acidente com o bondinho de Santa Teresa me fez pensar como seria triste a vida nesta cidade sem o bondinho passeando por cima dos Arcos da Lapa, um dos locais mais interessantes e atraentes do Rio de Janeiro.   

Este não é só o símbolo da Lapa, tradicional bairro boêmio da cidade.  Mas um símbolo do Rio de Janeiro.   É,  sem dúvida,  uma das primeiras obras grandiosas da cidade.  Com o passar dos séculos obras gigantescas quase se tornaram lugar comum na cidade, com governantes derrubando morros, fazendo aterros, perfurando montanhas de granito para abrirem longos  túneis urbanos.  Tudo de um gigantismo, de uma grandiosidade, raramente igualadas em qualquer outro lugar do mundo.   

 

arcos da lapa1

 Lagoa do Boqueirão com o Aqueduto da Carioca ao fundo

Leandro Joaquim ( Brasil, c. 1738 – c. 1798)

óleo sobre madeira, originalmente para um dos Pavilhões do Passeio Público.

Museu Histórico Nacional,  Rio de Janeiro

 

 

Os Arcos da Lapa estão entre as primeiras grandes interferências arquitetônicas no Rio de Janeiro.  É a obra de maiores dimensões e maior impacto do período colonial.  Seu nome original — Aqueduto da Carioca — quase explica  sua função.  Essa construção de pedra e argamassa, em estilo romano, com dupla arcada,  42 arcos e óculos, edificada nos anos entre 1744 e 1750, trazia para o centro da cidade as águas do Rio da Carioca.

Mas por incrível que pareça, estes não foram os primeiros arcos construídos como parte do Aqueduto da Carioca.  Os  Arcos que conhecemos hoje, vieram para substituir os Arcos Velhos.  Os primeiros arcos do Rio de Janeiro foram decididos por ordem régia de 1672.  Mas só foram inaugurados em 1723,  junto com o Chafariz da Carioca.  Sua função como a dos Arcos que vemos hoje na cidade era trazer as águas do Rio da Carioca até o Largo da Carioca.   Esta obra,  bastante ambiciosa,  só começou a tomar forma no governo de Ayres de Saldanha [ e Albuquerque] (1719-26).  Mas seu traçado repleto de curvas mostrou-se imprático, sem resistência, chegando às ruínas com grande rapidez.

Foi no governo de Gomes Freire de Andrade,  último governador do Rio de Janeiro (1733 a 1763) — antes de ser criado o Vice-reinado –, que  o Aqueduto da Carioca, que hoje conhecemos, foi construido e inaugurado.

 

eletrificação do bonde_arcosOs arcos, no finalzinho do século XIX, quando os bondes foram eletrificados, 1896.

 

No final do século XIX o sistema de adução das águas do Rio da Carioca tornou-se obsoleto e o aqueduto foi desativado.  Eis que surge, então,  em 1896, a oportunidade de transformar tamanha construção em rota para o bonde elétrico, servindo assim aos moradores do bairro de Santa Teresa.  

 

O bairro possui a única linha urbana remanescente de bondes do Brasil.  A Companhia Ferro-Carril Carioca, que introduziu o serviço de bondes no bairro na década de 1870, eletrificou as linhas em 1896.  E  aproveitou a construção colonial como via de acesso ao bairro. Por ter sido feito onde corria o aqueduto, os bondes de Santa Teresa trafegam usando uma  bitola especial, bastante estreita,  de 1,10m.

 

Arcos-da-Lapa-1925

Os Arcos da Lapa, Cartão Postal, 1925.





Quadrinha infantil sobre a amizade

14 08 2009

amigos

 

Talvez nunca mais se ouvisse

falar em guerra ou maldade

se todo mundo aderisse

ao cultivo da amizade.

 

(Eno Teodoro Wanke)





Em tempos de crise… Entrevista para emprego

13 08 2009

 

 

entrevista_emprego

 

Algumas dicas que ajudam alunos entrando no mercado de trabalho.  Essas dicas foram sugestões de G. Krishnamukar, publicadas no jornal The Hindu, da Índia, no dia 11 de agosto.  Elas também são válidas para o lado de cá do mundo.  A tradução, adaptação são minhas.

Companhias têm exigido bastante no momento de recrutamento nessa hora de crise mundial, com o objetivo de escolher só os melhores profissionais.  

Com o número de vagas reduzido, candidatos, principalmente os recém formados,  precisam apurar suas aptidões para corresponder à crescente concorrência. Aqui estão algumas dicas que podem ajudar a que estiver à procura de um novo emprego.

• As grandes companhias  estão à cata de pessoas independentes. Empresas querem pessoas dispostas a assumir novas responsabilidades.

• Os candidatos a emprego terão necessariamente que aprender novas ferramntas de trabalho. Para aqueles que resistem à uma nova aprendizagem, a um novo treino em diferentes áreas,  o trajeto para emprego relevante será mais difícil.

• As empresas também querem maior empenho de seus empregados, na garantia do sucesso que a empresa terá no futuro.  A dedicação do empregado não pode ser comprometida.  Se você fizer alguma coisa, será melhor fazê-lo com todo o seu empenho, se o fizer só para terminar a tarefa, pensando que você afinal não foi contratado para aquilo, o investimento da companhia em você não valerá a pena. É um desperdício de tempo para você e para eles.

• É preciso que o candidato tenha bom desempenho para  trabalhar em equipe.  Em geral novos empregados precisam se encaixar  numa equipe já existente para atuarem numa empresa.

• Os jovens precisam aumentar suas habilidades em comunicação.

• Os requisitos para um candidato a emprego estão mais exigentes. Uma das principais razões para a rejeição de um candidato nas entrevistas é a falta de habilidade, de comunicação oral e escrita. Você pode melhorar sua comunicação só mesmo com a prática.  Não há alternativa.

• As empresas preferem pessoas que tenham capacidade de fazer várias tarefas diferentes, sem se limitarem ao nicho específico para o qual foram contratadas.