
A cortina de renda, 2008
Márcio Melo ( Brasil)
Acrílica sobre tela, 61cm x 76 cm
—
Márcio Melo é um pintor brasileiro, morando em Québec. Radicado no Canadá desde 1987.

A cortina de renda, 2008
Márcio Melo ( Brasil)
Acrílica sobre tela, 61cm x 76 cm
—
Márcio Melo é um pintor brasileiro, morando em Québec. Radicado no Canadá desde 1987.

Natividade, sd
Anita Malfatti, Brasil (1889-1964)
Óleo sobre tela 65 x 81cm
MENSAGEM DE NATAL
Afonso Louzada
Glória a Deus nas alturas, meus irmãos,
e paz na terra aos homens que são bons.
Todos se dêem fraternalmente as mãos,
abrindo para o amor os corações.
Da concórdia os clarins, pelos desvãos,
estão cantando os sacrossantos sons
e se ilumina o mundo dos cristãos
na apoteose triunfal de seus clarões.
Glória a Deus nas alturas, paz na terra.
Brilhe a estrela do amor, gloriosamente,
depois da horrenda maldição da guerra.
E para sempre a fé que nos irmana
abençoe este mundo impenitente,
para a imortalidade da alma humana.
Do livro:
SONETOS, Affonso Louzada, Rio de Janeiro, 1956, 2ª edição-aumentada.
Affonso Montenegro Louzada – (RJ – 1904 — ?), poeta, ensaísta, crítico, jornalista, teatrólogo, advogado, membro da Sociedade Homens de Letras do Brasil. Hoje em diversos livros de referencia seu nome é encontrado assim: Afonso Lousada.
Obras:
Peço a palavra, (1934), – fábulas me versos.
La Fontaine (1937) ensaios sobre fábulas.
Melo Matos, o apóstolo da infância, (1938 )
O cinema e a literatura na educação da criança (1939)
O problema da criança (1940)
Delinqüência infantil (1941)
A ação do Juízo de Menores (1944
Tempo abandonado ( 1945) – versos
Notas sobre a assistência a menores (1945)
Noturnos (1947) – versos
Literatura infantil (1950)
Histórias dos bichos (1954) – fábulas em versos.
Anita Catarina Malfatti (São Paulo, 2 de dezembro de 1889 — São Paulo, 6 de novembro de 1964) foi uma pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira.

Contando histórias, 2002
Reynaldo Fonseca, Brasil (1925)
Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Coleção Particular
Reynaldo Fonseca — Recife, 1925 — transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1944, tornou-se aluno de Portinari. Faz uma viagem à Europa, em 1949, voltando ao Rio de Janeiro onde estuda com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios. Retorna ao Recife e estuda o «modelo vivo». Expõe com sucesso desde 1958 (Recife) e desde 1969 (Rio de Janeiro), tendo dividido sua atividade artística entre os dois centros.

Meditando, 1916
Eliseu Visconti (1866-1944), Brasil
Óleo sobre tela 67 x 54 cm
Coleção Particular
Eliseu Visconti — Pintor brasileiro de origem italiana (1866-1944). Responsável por introduzir o impressionismo europeu na arte brasileira. Nasce em Giffoni Valle Piana, na Itália. Um ano depois se muda com a família para o Rio de Janeiro. A partir de 1884 estuda no Liceu Imperial de Artes e Ofícios, no qual é aluno de Henrique Bernardelli.
Mostra o resultado de seu trabalho no Salão de Belas-Artes de 1892 e ganha como prêmio uma viagem ao exterior. Vai para Paris, onde freqüenta a École des Arts Décoratifs e expõe a tela Gioventù, em 1900, ano de sua volta ao Brasil. De 1906 a 1913 leciona na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio.
Também participa da decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909. Pinta uma tela de 12 metros por 16 metros para o pano de boca do teatro, em que retrata 200 figuras da literatura e das artes dramáticas, entre elas Verdi, Wagner, Camões, Carlos Gomes e Castro Alves.
Algumas de suas pinturas enfeitam ainda hoje a sala de espetáculos e o foyer do Municipal. Marca a pintura nacional do século XIX como um dos primeiros paisagistas brasileiros. Em sua obra, incorpora a técnica européia às características do país, moldando um impressionismo à brasileira.
Interior com menina que lê, 1876-86
Henrique Bernardelli ( Brasil, 1858 – 1936)
óleo sobre tela, 95 cm x 73 cm
Museu de Arte de São Paulo
Henrique Bernardelli (Valparaíso, Chile 1858 – Rio de Janeiro RJ 1936). Pintor, desenhista, gravador, professor. Chegou ao Brasil, com 2 anos de idade, no começo da década de 1860. A família se estabeleceu no Rio Grande do Sul. Em 1867, transfere-se para o Rio de Janeiro. Três anos depois, matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, aluno de Zeferino da Costa (1840 – 1915), Agostinho da Motta (1824 – 1878) e Victor Meirelles (1832 – 1903). Viaja para a Itália em 1878. Em Roma, freqüenta o ateliê de Domenico Morelli (1826 – 1901) com quem estuda até 1886. Volta ao Brasil no mesmo ano, realiza no Rio de Janeiro uma exposição individual que causa interesse e polêmica no meio local. São apresentadas, entre outras obras, Tarantela, 1886, Maternidade, 1878, Messalina, 1880, Modelo em Repouso, ca.1881 e Ao Meio Dia.
Leciona na Escola Nacional de Belas-Artes – Enba de 1891 a 1905, quando não aceita a renovação de seu contrato, alegando que a instituição precisa renovar seus quadros periodicamente. Juntamente com o irmão, passa a lecionar em um ateliê particular, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde estudam, entre outros, Lucílio de Albuquerque (1877 – 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 – 1962), Eugênio Latour (1874 – 1942), Helios Seelinger (1878 – 1965) e Arthur Timóteo da Costa (1882 – 1922).
Na década de 1890, realiza importantes trabalhos decorativos, como a pintura de painéis para o interior do Theatro Municipal, os painéis O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza e A Luta pela Liberdade, para a Biblioteca Nacional , ambos no Rio de Janeiro, e para o Museu Paulista, em São Paulo. Merecem especial destaque os 22 medalhões em afresco que adornam a fachada do atual edifício do Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, expostos no Salão da Enba de 1916. Em 1931, diversos pintores insatisfeitos com o modelo de ensino da Enba organizam-se coletivamente criando um grupo voltado ao aprimoramento técnico e a reformulação do ensino artístico, dando-lhe o nome de Núcleo Bernardelli em homenagem aos professores Henrique e seu irmão Rodolfo Bernardelli, escultor.
Menina com gato e piano, 1967
Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)
óleo sobre tela 62 x 51 cm
Coleção Particular
Sinfonia Cotidiana
A manhã surge
aos sons do Concerto n.° 1 de Grieg
no rádio madrugador do meu vizinho.
A tarde chega
acompanhada pelo Prelúdio n.° 24 de Chopin,
num piano sem lugar.
A madrugada se embala
com a música do mar.
J. G. de Araújo Jorge
Em: A outra face, Editora Vecchi:1957, Rio de Janeiro
José Guilherme de Araújo Jorge (AC 1914 – RJ 1987), conhecido como J. G. de Araújo Jorge, foi um poeta e político brasileiro.
Obras:
Meu Céu Interior, 1934
Bazar De Ritmos, 1935
Cântico Do Homem Prisioneiro, 1934
Amo!, 1938
Eterno Motivo, 1943
O Canto Da Terra, 1947
Estrela Da Terra, 1947
Festa de Imagens, 1948
A Outra Face, 1949
Harpa Submersa, 1952
A Sós. . ., 1958
Concerto A 4 Mãos, 1959
Espera.. ., 1960
De Mãos Dadas, 1961
Canto A Friburgo, 1961
Cantiga Do Só, 1964
Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964
Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964
Quatro Damas, 1965
Mensagem, 1966
Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964
Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964
O Poder Da Flor, 1969
Um Besouro Contra A Vidraça PROSA, 1942
Com Letra Minúscula- PROSA, 1961
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.
Edvard Hagerup Grieg (Noruega 1843 – 1907) compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o concerto para piano e a Suíte Peer Gynt.
Frédéric Chopin (Polônia 1810 — 1849) foi um pianista grande músico e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.
A universitária, s/d
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
Virgílio Dias Filho nasceu no dia 8 de setembro de 1956 no Rio de Janeiro, onde mora.
Domingos Jorge Velho, o bandeirante (DETALHE)
Benedito Calixto (Brasil 1853 — 1927)
METAMORFOSE
Cassiano Ricardo
Meu avô foi buscar prata
mas a prata virou índio.
Meu avô foi buscar índio
mas o índio virou ouro.
Meu avô foi buscar ouro
mas o ouro virou terra.
Meu avô foi buscar terra
e a terra virou fronteira.
Meu avô, ainda intrigado,
foi modelar a fronteira:
E o Brasil tomou a forma de harpa.
Em: Martim Cererê, Cassino Ricardo, José Olympio:1974, Rio de Janeiro, 13ª edição.
Cassiano Ricardo Leite (São José dos Campos, 26 de julho de 1895 — Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1974) foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Obras:
Dentro da noite (1915)
A flauta de Pã (1917)
Jardim das Hespérides (1920)
A mentirosa de olhos verdes (1924)
Vamos caçar papagaios (1926)
Borrões de verde e amarelo (1927)
Martim Cererê (1928 )
Deixa estar, jacaré (1931)
Canções da minha ternura (1930)
Marcha para Oeste (1940)
O sangue das horas (1943)
Um dia depois do outro (1947)
Poemas murais (1950)
A face perdida (1950)
O arranha-céu de vidro (1956)
João Torto e a fábula (1956)
Poesias completas (1957)
Montanha russa (1960)
A difícil manhã (1960)
Jeremias sem-chorar (1964)
Os sobreviventes (1971)
– – — – – — —
Benedito Calixto de Jesus (Itanhaém, 14 de outubro de 1853 — São Paulo, 31 de maio de 1927) foi um pintor, desenhista, professor e historiador brasileiro.
Parati: lembrança do passado, 1958
Armando Viana (RJ 1897- RJ 1992)
óleo sobre tela, Coleção Particular
POEMA
Ó sino de minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que tanjas perto,
Quando passo sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto saudade de perto.
Fernando Pessoa
Vocabulário:
dolente – triste
me tanjas – me toques
errante – sem destino
Em:
Poemas para a infância: antologia escolar, Henriqueta Lisboa, Edições de Ouro:s/d, Rio de Janeiro
Fernando Antônio Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
Aurélio D’Alincourt (Rio de Janeiro RJ 1919 – idem 1990). Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Começa a pintar em 1942, sob a orientação de Oswaldo Teixeira e Carlos Chambelland. Em 1952, viaja para Paris, França, onde cursa a Académie de la Grande Chaumière. De volta ao Rio de Janeiro, atua como membro da Academia Brasileira de Belas Artes, em 1956 e faz ilustrações para a revista O Cruzeiro, entre 1957 e 1960. Além disso, passa a lecionar pintura no Instituto de Belas Artes.
Fonte: Itaú Cultural