1949: a natureza em MG, Francisco de Barros Júnior

21 06 2009

minasgerais, mineraçãodomanganês,eucalol

Estampa Eucalol: Mineração do manganês em Minas Gerais

          No meio do debate sobre desmatamento versus preservação, a semana que passou foi pontuada por palavras do presidente Lula, favorecendo o desmatamento em função de um possível progresso.  Os resultados de planos como esse infelizmente não trazem as benfeitorias sociais de longo prazo tão anunciadas.  Isso já foi demonstrado dezenas de vezes por estudiosos do assunto.  Hoje, esses são discursos difíceis de serem aceitos por qualquer um de nós,  brasileiros, que se importa com o meio ambiente.  É quase inacreditável que mesmo com as conseqüências já bastante conhecidas e  prejudiciais ao planeta, haja líderes eleitos, como os nossos, que ainda defendam o desmatamento.  É um discurso antigo.

          Vale lembrar algumas mudanças que já se fizeram notar no nosso meio ambiente, mudanças que ocorreram através da exploração de minerais, de minério de ferro, de manganês, de ouro, que contribuíram para alguns dos problemas do meio ambiente enfrentados no  Brasil, nos dias de hoje.  Não especifico, aqui, mudanças no meio ambiente através de séculos de exploração, mas das mudanças que ocorreram, nos últimos 50, 60 anos. 

 Transcrevo a seguir, um pequeno texto, publicado em 1949, de Francisco de Barros Júnior para consideração.  

alberto da veiga guignard,Sabará, 1949,osm 38x47,

Sabará, 1949

Guignard (Brasil 1896-1962)

Óleo sobre madeira, 38 x 47 cm

          De um lado, o Paraíba demandando, em saltos e corredeiras através das gargantas da serra, as planícies campistas.  Do outro, a majestosa Mantiqueira coberta de pastagens que substituíram as matas, de onde saíram as caviúnas e jacarandás para as preciosas arcas, mesas e camas entalhadas, que adornavam os lares de nossos maiores, e que nos mesmos lugares há mais de cem anos devem ainda estar nas salas , quartos e alpendres daquela fazenda da margem esquerda, situada a meia encosta.  Com seu pomar onde avultam as enormes mangueiras, com a grande casa senhorial assobradada, ostentando portais e janelas em arco, discretamente velada pelo renque de altíssimas palmeiras imperiais, com os muros do “quadrado” em que viviam os escravos, com as grandes cocheiras e estábulos, os quartos de arreios, os galpões onde talvez ainda durmam poeirentos, os banguês e berlindas ricamente decorados e os amplos terreiros de largas lajes, são um testemunho do fausto em que viviam seus orgulhosos senhores.

          Usando do privilégio de narrador, vamos prosseguir de dia, pois se continuássemos pelo mesmo trem, nada veríamos da terra mineira.  Façamos de conta que, vindos pelo noturno paulista, tomamos em Barra do Piraí o primeiro rápido mineiro, ruma a Belo Horizonte.

          A locomotiva galga lerda e resfolegante os aclives máximos, fazendo-nos mergulhar com freqüência nas trevas de curtos túneis.  A terra é montanhosa, dificilmente se vê uma planície, e o coração dos que pela primeira vez viajam por essas paragens fica constantemente apertado, quando o desengonçado comboio passa em vertiginosa velocidade a cavaleiro de insondáveis abismos…

          Passamos pela linda Juiz de Fora a que seus filhos chamam orgulhosamente de “Manchester Mineira”, e que julgam rival da Capital, pelo seu comércio e convívio social selecionado…  Depois, Palmira, hoje Santos Dumont, em homenagem ao genial patrício nascido em fazenda de seu município.  Cidade pequena e graciosamente espalhada por duas colinas, o que lhe dá um aspecto de mimoso presépio.  È o refúgio das vítimas do cruel bacilo de Koch, graças ao ameno clima de seus novecentos metros de altitude.

          Agora, Barbacena, alcandorada no tope da montanha, e que nos aparece de grande distância, vestida de branco.  À chegada, passamos pelos imponentes edifícios do Patronato Agrícola, de administração federal, onde os barbacenenses vão buscar ótimos legumes, figos, uvas, ameixas, e saborosos caquis.

          Até aqui, a zona pastoril, terra do leite, manteiga e queijos deliciosos.  A seguir mergulhamos no domínio das matérias-primas, por cuja porta – Lafaiete – sai o manganês puríssimo de suas inesgotáveis jazidas.  Intermináveis comboios estão nos desvios, abarrotados desse precioso minério, esperando linha para descer até o Rio, e de lá no bojo de transatlânticos, irão para a América do Norte, endurecer o aço dos canhões e das couraças…  Sobre diversas colinas íngremes, à nossa direita, está Congonhas do Campo, em cujas igrejas se perpetuou o gênio do Aleijadinho, essa tosca encarnação de Miguel Ângelo, arquiteto, pintor e escultor.

          Pelas estradas marginais, trotam em fila dezenas de cargueiros carregados de carvão vegetal para alimento dos altos fornos de Itabirito, que, na penumbra da tarde, lançam para o céu o fogacho rubro de suas entranhas, de onde escorre o ferro moldando-se em lingotes, que irão para a insaciável indústria paulista.

          As necessidades da siderurgia vêm devastando as matas há muitos anos, e de longe deve estar chegando esse carvão.  Os caçadores dessa zona têm de ir a grandes distâncias para encontrar codornas e perdizes, afugentadas com as plantações de capim gordura, em cujo meio não podem viver.

          É noite fechada, e a poderosa iluminação da capital projeta-se contra nuvens baixas, localizando-a a muitos quilômetros.

          Os apressados despem o guarda-pó ainda muito em uso nesse Estado, reúnem embrulhos e malas que arrumam sobre os bancos, e muito antes de chegar à plataforma, já estão com meio corpo fora da janela chamando pelos carregadores, na ânsia de serem os primeiros a desembarcar.  Demoro-me bastante para retirar a bagagem despachada, e minha atenção vai para um carrinho que roda em direção a um vagão de bagagem, especial, ligado ao noturno, já pronto para descer rumo ao Rio.  Cercam-no cinco ou seis soldados e vários sujeitos carrancudos com ares de ferrabrazes de opereta.  Nele, vão quatro ou cinco caixotes fortemente arqueados e lacrados, e sou rudemente afastado por um dos referidos capangas, quando pretendo aproximar-me do misterioso cortejo…  È meia tonelada de ouro puro em lingotes, produto de todo um mês de trabalho nas minas de Morro Velho, destinados aos cofres do Banco do Brasil.  Deixa o ilustre itinerante sua obscura morada onde viveu milhões de anos a três mil e seiscentos metros abaixo da superfície do mar, na mais profunda mina do mundo, para um palácio confortável, onde terá uma corte vigilante e respeitosa.

          Começa o reinado de sua majestade o Ouro!

          Terra Brasileira!

          Nossa terra!…

 

***

Em: Caçando e pescando por todo o Brasil, 3ª série: Planalto Mineiro, O São Francisco e Bahia, Francisco de Barros Júnior, São Paulo, Melhoramentos: 1949, 2ª edição, páginas 25-28.

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Mina de Manganês em Conselheiro Lafaiete, MG.

Francisco Carvalho de Barros Júnior (Campinas, 14 de dezembro de 1883 — 1969) foi um escritor e naturalista brasileiro que ganhou em 1961 o Prêmio Jabuti de Literatura, na categorua de literatura infanto-juvenil.

Francisco Carvalho de Barros Júnior, patrono da cadeira n° 16 da Academia Jundiaiense de Letras, colaborou em vários jornais e revistas e é o autor da série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil, um relato de viagens pelo Brasil na primeira metade do século XX, descrevendo diversos aspectos das regiões visitadas (entre outros botânica, animais e populações caboclas e indígenas).

Obras:

Série Caçando e Pescando Por Todo o Brasil

Primeira série: Brasil-Sul, 1945

Segunda Série: Mato Grosso Goiás, 1947

Terceira Série: Planalto Mineiro – o São Francisco e a Bahia, 1949

Quarta Série: Norte,  Nordeste,  Marajó, Grandes Lagos, o Madeira, o Mamoré, 1950

Quinta Série: Purus e Acre, 1952

Sexta Série: Araguaia e Tocantins, 1952

Tragédias Caboclas, 1955, contos  

Três Garotos em Férias no Rio Tietê, 1951, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraná, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Paraguai, infanto-juvenil

Três Escoteiros em Férias no Rio Aquidauana, infanto-juvenil

guignardAlberto da Veiga Guignard

 

Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo, 25 de fevereiro de 1896Belo Horizonte, 25 de junho de 1962) foi pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador mas acima de tudo um famoso pintor brasileiro, conhecido principalmente por retratar paisagens mineiras. Fluminense por nascimento, mas mineiro por opção, registrou, na maioria dos seus quadros, as belezas naturais de Minas Gerais, em especial de Ouro Preto: «Ouro Preto é a sua cidade, amor, inspiração.»  É o próprio pintor que faz, por escrito, nesta singela frase, sua declaração de amor à histórica cidade mineira, antiga capital do Estado, berço de Aleijadinho e inspiração de tantos outros artistas. Guignard participou dos Salões de 1924, 1929, 1939 e 1942, no Rio de Janeiro; realizou algumas exposições individuais dentro e fora do país; marcou presença na 1ª Bienal de São Paulo. Houve, ainda, várias exposições após sua morte, a maioria delas em Belo Horizonte.

Texto: Pitoresco





Quadrinha infantil: cola

18 06 2009

mentia na escola

Ilustração:  Maurício de Sousa.

 

Na solidão da carteira

O aluno vadio cola

Pensando que a vida inteira

Viverá dessa “esmola”.

 

 

(J. Eloy Santos)





Imagem de leitura: Arcângelo Ianelli

18 06 2009

Arcangelo Ianelli, Leitura, 1945, desenho  a carvão, 55 x 43

Leitura, 1945

Arcângelo Ianelli ( Brasil, 1922-2009)

Desenho a carvão

55 x 43 cm

 

Arcangelo Ianelli (São Paulo, SP 1922- São Paulo, SP 2009). Pintor, escultor. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Charoux, Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 50 integra o Grupo Guanabara com Manabu Mabe, Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros. Inicialmente figurativo, volta-se à pintura abstrata a partir de 1960. Participa de importantes exposições no Brasil e no exterior.





O pássaro azul, conto infantil, Wilson W Rodrigues

17 06 2009

passarinho na gaiola 4

O pássaro azul

Wilson W Rodrigues

— Quem quer comprar o pássaro azul?

— O pássaro azul!  repetiram os meninos.

— Quer-me vender?  Dou todos os meus brinquedos.

O moleque vendeu.

O menino rico levou a gaiola com o pássaro.  De tarde, o tio do menino foi visitá-lo, e ficou tão encantado com o pássaro que propôs:

— Em troca do pássaro azul eu lhe dou um automóvel.

O menino rico aceitou.

Mal o tio levou o pássaro para casa, chegou um amigo banqueiro:

— O pássaro azul… o pássaro da felicidade.

O banqueiro desafiou:

— Vamos disputá-lo num jogo de cartas?

O tio, que estava convencido que aquele era o pássaro azul da felicidade, aceitou.  E perdeu.

O banqueiro levou o pássaro azul para o palácio.

— Coloquem-no em uma gaiola de ouro… é o pássaro da felicidade.

Um criado, sabendo que aquele pássaro trazia a felicidade, roubou-o e deu-o de presente a sua noiva:

— É o pássaro da felicidade.

— Vou botá-lo no viveiro do jardim.

Botou.

Um moleque que estava com outros em cima do muro, reconheceu:

— Lá está o meu pássaro azul.

— È ele mesmo.

— Ainda está pintado de azul.  A cor não desapareceu.

E o pássaro vendo o lagozinho jogou-se n’água, tomou um banho… e a cor desapareceu.

Quando a moça voltou com o alpiste, ficou espantada:

— Cadê o meu pássaro azul da felicidade?

***

Em: Contos dos caminhos, Wilson W. Rodrigues, s/d, Estado da Guanabara [RJ]:Torre Editora.

 

 

Wilson Woodrow Rodrigues — poeta, folclorista, jornalista, professor e técnico de educação.  Nasceu em 6 de julho de 1916, na cidade de São Salvador, Bahia.  Filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues, família do Recôncavo Baiano.  Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares.  Seu primeiro livro publicado teve as bençãos antecipadas do poeta Jorge de Lima.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Sombra de Deus

Pai João, 1952

Lendas do Brasil





Boas maneiras XVII

16 06 2009

Desculpe-17

 

Quando esbarrar por descuido,

Diga que sente muito!





Quadrinha: beija-flor, uso escolar

15 06 2009

beija-flor do brasil,

 

A rosa, meu bem, a rosa

É fonte de mil amores…

E o beija-flor todo prosa,

Beija a mais linda das flores.

 

 

(Frei Afonso Maria da Paixão)





Beija-flores: muitos mergulhos por amor!

15 06 2009

beija-flor-grande

 

Uma ave tão pequenina – 8 a 10 cm —  detém o invejável recorde de ser, proporcionalmente, mais rápida  e de resistir melhor à gravidade do que do aviões caça O macho da família dos beija-flores Anna, faz tudo isso por amor.

 O velho ditado diz que o amor move montanhas.  Entre os beija-flores ele bate recordes de velocidade.  Esses colibris da espécie Ana, conseguem atingir os 27,3 metros por segundo.  Comparado ao comprimento do seu corpo, – 8,5 a dez centímetros – eles são mais rápidos do que a mais rápida das andorinhas, do que um falcão peregrino ou um jato militar.

 A velocidade atingida pelos colibris é a maior já registrada por um vertebrado, em comparação ao seu tamanho, afirma o zoólogo Christopher James Clark, da Universidade da Califórnia. O cientista conseguiu captar em fotografia de alta velocidade os vôos de acasalamento dos beija-flores machos.  Esses são os chamados vôos picados, manobras de alto risco, executadas pelos colibris para atraírem a atenção das fêmeas.  Esses vôos picados são importantes para a sedução das fêmeas, pois produzem um silvo característico, bastante forte.  As fêmeas são atraídas pelo silvo intenso.  Os vôos picados, são mergulhos rápidos, feitos em média 15 vezes próximo à fêmea.  Desta maneira os beija-flores se  submetem a mais elevada força de gravidade até hoje registrada por um vertebrado em manobra voluntária.  Os mergulhos dos machos são elemento central da sedução nos colibris, além é claro da exuberância cromática da plumagem que exibem na cabeça e pescoço durante a época de acasalamento.  Esta estratégia de sedução aerodinâmica coloca os colibris no limite das suas capacidades, escreve James Clark no texto divulgado esta semana na revista Proceedings of the Royal Society B.

Fontes:

Portal Terra

Diário de Notícias, Lisboa





Amizade, quadrinha, uso escolar

15 06 2009

amiguinhos 2

 

Aquele que no fracasso

nos estende a sua mão

e não nos nega um abraço,

é mais que um amigo,  é um irmão.

 

(José Augusto Fernandes)





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

14 06 2009

Brasileira lendo 1580

Outono no Rio de Janeiro: sol, casaco de malha, brisa com ar salgado de praia e uma revista,  Copacabana.





As formigas, poema de Olavo Bilac

14 06 2009

 

formiga trabalhando Formiguinha, ilustração: MW Editora & ilustrações.

 

 

AS FORMIGAS

Olavo Bilac

Cautelosas e prudentes,

O caminho atravessando,

As formigas diligentes

Vão andando, vão andando…

 

Marcham em filas cerradas;

Não se separam; espiam

De um lado e de outro, assustadas,

E das pedras se desviam.

 

Entre os calhaus vão abrindo

Caminho estreito e seguro,

Aqui, ladeiras subindo,

Acolá, galgando um muro.

 

Esta carrega a migalha;

Outra, com passo discreto,

Leva um pedaço de palha;

Outra, uma pata de inseto.

 

Carrega cada formiga

Aquilo que achou na estrada;

E nenhuma se fatiga,

Nenhuma para cansada.

 

Vede! enquanto negligentes

Estão as cigarras cantando,

Vão as formigas prudentes

 

Trabalhando e armazenando.

Também quando chega o frio,

E todo o fruto consome,

A formiga, que no estio

Trabalha, não sofre fome…

 

Recordai-vos todo o dia

Das lições da Natureza:

O trabalho e a economia

São as bases da riqueza.

 

Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, pp. 41-3

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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.

Obras:

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas