Imagem de leitura — Eliseu Visconti

10 12 2008

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Meditando, 1916

Eliseu Visconti (1866-1944), Brasil

Óleo sobre tela 67 x 54 cm

Coleção Particular

 

 

Eliseu Visconti — Pintor brasileiro de origem italiana (1866-1944). Responsável por introduzir o impressionismo europeu na arte brasileira. Nasce em Giffoni Valle Piana, na Itália. Um ano depois se muda com a família para o Rio de Janeiro. A partir de 1884 estuda no Liceu Imperial de Artes e Ofícios, no qual é aluno de Henrique Bernardelli.

 

Mostra o resultado de seu trabalho no Salão de Belas-Artes de 1892 e ganha como prêmio uma viagem ao exterior. Vai para Paris, onde freqüenta a École des Arts Décoratifs e expõe a tela Gioventù, em 1900, ano de sua volta ao Brasil. De 1906 a 1913 leciona na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio.

 

Também participa da decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909. Pinta uma tela de 12 metros por 16 metros para o pano de boca do teatro, em que retrata 200 figuras da literatura e das artes dramáticas, entre elas Verdi, Wagner, Camões, Carlos Gomes e Castro Alves.

 

Algumas de suas pinturas enfeitam ainda hoje a sala de espetáculos e o foyer do Municipal. Marca a pintura nacional do século XIX como um dos primeiros paisagistas brasileiros. Em sua obra, incorpora a técnica européia às características do país, moldando um impressionismo à brasileira.





Noite de Natal – Poema de P. de Petrus

10 12 2008

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Presépio, 1931

Cândido Portinari (Brasil 1903-1962)

Desenho a aquarela e nanquim sobre papel

36 x 57 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

 

 

Noite de Natal

 

                                         P. de Petrus

 

 

Noite santa de esplendores,

Noite feliz e divina,

Em que os piedosos pastores

Dizem preces em surdina.

 

A voz dos anjos cantores,

Em suave coro se afina.

São cantos de mil amores

Que o Criador lhes ensina.

 

Vendo o presépio tão nobre.

O céu de estrelas se cobre,

Cobre-se a terra de luz.

 

E ante os olhos de Maria,

Cheios de amor e alegria,

Nasce o Menino Jesus…

 

 

Pedro Bandettini, cognome P. de Petrus (SP 1920 – SP 2000)

 

 

 

Obras:

 

Paisagens Poéticas, 1970

 

Pensamentos Poéticos , 1975

 

Meu Canteiro de Trovas, 1984

 

 ————-

 

CURIOSIDADE:

 

A aquarela selecionada para ilustrar este poema, foi imagem escolhida pelos Correios e Telégrafos do Brasil e impressa pela Casa da Moeda do Brasil, para selo de Natal do ano de 2002, no valor de R$0,45.

 

 

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Autores estrangeiros nos EUA: os cinco mais cotados pela NPR

10 12 2008

 

Como parte dos rituais de fim de ano a NPR: National Public Radio, Washignton DC, EUA revelou a lista dos cinco melhores livros estrangeiros publicados naquele país em 2008.  É sempre muito interessante ver, não só para onde a indústria editorial está levando seus leitores nos EUA, mas também, ver o que foi considerado importante o suficiente para merecer o trabalho de um tradutor.  Os EUA são conhecidos por sua insularidade cultural, apesar do grande número de leitores no país.  O americano é notório por preferir autores nacionais no lugar dos estrangeiros.  E dos estrangeiros preferem os de língua inglesa, ao invés das publicações em que há necessidade de traduções.

 

A lista deste ano inclui dois livros escritos em espanhol, um em húngaro, um em italiano.  O outro foi escrito em inglês, mas seu autor é escocês.  Será que estes livros virão a interessar o leitor brasileiro?

 

 

 

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1 – SENSELESSNESS ( em espanhol: A insensatez) de Horácio Castellanos Moya — escritor de Honduras.  Uma sátira sobre um escritor latino americano que se encontra exilado e pobre.  Arranja um emprego para editar um documento descrevendo detalhadamente as torturas infringidas pelo governo ditatorial militar aos índios locais, num país vizinho. 

 

 

 

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2 – KIERON SMITH, BOY do escocês James Kelman é um romance que tem como personagens centrais dois irmãos: Kieron e Matt.  Matt é considerado o mais inteligente, o favorito e é tratado diferentemente pelos avós que os criam em Glascow  O livro PE narrado por Kieron.

 

 

 

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3 – 2666, Roberto Bolaño do escritor chileno/mexicano, que morreu recentemente (2003), já havia arrebatado os críticos nos EUA, no ano passado quando seu livro Os detetives selvagens [no Brasil: Cia das Letras: 2006] foi lançado.  Originalmente imaginado com um grupo de cinco livros diferentes, 2666 é um volume grosso, quase mil páginas em inglês, que começa com a vida de um escritor alemão no México.

 

 

 

 

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4 – METROPOLE de Ferenc Karinthy, autor húngaro, que neste livro descreve a saga de Budai, um homem que se encontra perdido num país desconhecido, numa cidade com milhões de pessoas que n ao falam a sua língua e incapaz de se comunicar o suficiente para evitar um final previsível e caótico.

 

 

 

 

 

 

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5 – THE LOST DAUGHTER – a Itália se faz representar nesta lista com a obra de Elena Ferrante, cujos romances anteriores já haviam sido publicados nos EUA.  Este é um pseudônimo adotado para os trabalhos mais controversos deste/desta escritor.  Aqui é explorado, aparentemente com grande suspense, os sentimentos de uma mãe que não gosta de suas filhas.





O melhor amigo do homem é sensível!

9 12 2008
Quem é?  Ilustração MW Editora e ilustrações

Quem é? Ilustração MW Editora e ilustrações

 

Há tempos que não falamos sobre cachorros aqui neste espaço.  Mas estes amigos nossos estão sempre nos nossos pensamentos.  E é bom que assim seja, pois as mais recentes pesquisas sobre cães mostram-no como um animal muito sensível, que sente ciúmes, inveja e sofre quando se acha injustiçado. 

 

É da Inglaterra que vem a mais recente confirmação de que o cão sente ciúmes quando seu dono faz carinhos em outro cachorro, que não seja ele. Até agora este comportamento só havia sido encontrado entre chimpanzés e seres humanos.  Mas não só cachorros sentem ciúmes, cavalos também de acordo com as declarações feitas por Paul Morris, psicólogo da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, que chefiou uma pesquisa sobre o comportamento emocional dos cães e outros mamíferos.  A teoria foi testada também na Áustria, na Universidade de Viena com 33 cães.  O resultado da análise feita sobre tratamentos diferenciados entre cachorros mostrou claramente que cães sofrem quando se sentem injustiçados.  E o demonstram com o que chamamos para os humanos de resistência passiva, ou seja: eles hesitam seguir os comandos de seus donos, ou simplesmente recusam primeiro, para depois obedecer sem entusiasmo. 

 

Estas mais recentes pesquisas divulgadas na edição do dia 8 de novembro de 2008, no Sunday Times e reproduzidas pela CNN, complementam estudos sobre a linguagem corporal canina feitos na Itália, e publicados no jornal Dallas News, cujos resultados foram publicados há mais ou menos um ano. As observações italianas estabelecem meios de um claro reconhecimento do estado de felicidade ou infelicidade dos cães, através da posição na qual abanam seus rabos.  Estas descobertas feitas por Giorgio Vallortigara, neurologista da Universidade de Trieste e dois veterinários Angelo Quaranta e Marcello Siniscalchi, da Universidade de Bari conseguiram desvendar os sentimentos dos cães de acordo com o lado [direito ou esquerdo da linha dorsal] em que abanam seus rabos. 

 

Quando cães se sentem muito felizes com uma atividade, com uma atenção, abanam seus rabos tendendo para o lado direito, enquanto seus rabos se voltam para o lado esquerdo quando se sentem insatisfeitos, em desacordo com o que lhes é apresentado.  O resultado é que aparentemente os músculos do lado direito da cauda refletem emoções positivas, enquanto que os do lado esquerdo da cauda retratam emoções negativas.

 

 

 





Evitando acidentes — VII

8 12 2008

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Aceitar doces e balas de estranhos é perigoso,

mesmo que tudo pareça delicioso.





O que há de errado com este artigo de O GLOBO?

8 12 2008
Primeira página do Caderno Prosa e Verso, O GLOBO, 6/12/2008

Primeira página do Caderno Prosa e Verso, O GLOBO, 6/12/2008

 

No sábado passado, dia 6 de dezembro, o jornal matutino carioca, O GLOBO, apresentou um artigo sobre os romances populares no século XIX no Brasil.  O artigo de Miguel Conde comenta sobre os livros que re-editam histórias populares da época; romances publicados aos capítulos nos jornais do reino, da mesma maneira em que muitas outras obras de peso no século XIX foram publicadas em outras partes do mundo.  Era comum.

O artigo revela ainda alguns hábitos interessantes da leitura no Brasil imperial e colonial e o jornal em espaços diferentes faz uma complementação com uma lista dos livros mais vendidos no Brasil Colônia e também com uma resenha do que havia nos catálogos de três livreiros no século XIX.

Páginas 1 e 2 tratam quase que exclusivamente de hábitos de leitura, assim como de títulos populares no Brasil imperial.  E no entanto, o jornal O GLOBO, preferiu ilustrar suas páginas não com artistas brasileiros mostrando pessoas lendo, mas ao invés, mostrou mais uma vez a mentalidade de colonia cultural ao escolher trabalhos do francês Jean-Auguste Renoir e da americana Mary Cassat, ambos com imagens de mulheres lendo livros.

Página 2 do Caderno Prosa e Verso do Jornal O GLOBO

Página 2 do Caderno Prosa e Verso do Jornal O GLOBO

A pergunta que não cala:  por quê?  Por que um artigo sobre hábitos de leitura no Brasil não é ilustrado com mulheres brasileiras lendo?  Isto leva o leitor ao total desconhecimento de sua própria cultura e ao reconhecimento exclusivamente de outras imagens, iconografias que não têm nada a ver com a realidade brasileira, com o talento dos artistas brasileiros. 

Este tipo de ignorância dos valores culturais brasileiros precisa acabar.  Com este fim, enviei ontem, o seguinte email que aqui transcrevo para Mànya Millen, que imagino ser uma senhora, que está encarregada da editoria do caderno Prosa e Verso. 

Aqui está a transcrição: 

Prezada Mànya Millen,
 
Muito obrigada pelo interessantíssimo artigo Best Sellers REAIS, no Caderno Prosa e Verso que a senhora editora.  O artigo de Miguel Conde foi muito ilustrativo e bem escrito.  Tenho no entanto um problema com as imagens escolhidas para ilustrar um artigo sobre a leitura no Brasil no século XIX.  É um reclamação pequena, mas acredito que importante.
 
Por que não ilustrar este artigo com arte brasileira, de uma mulher lendo?   Estes quadros existem.  E falam mais a nós brasileiros do que o Renoir ou a Mary Cassat que vocês acharam por bem usar.
 
Um dos quadros mais famosos no Brasil é o da Moça lendo de José Ferraz de Almeida Júnior, um pintor brasileiro, que nasceu e morreu no estado de São Paulo, (Brasil 1850-1899).  Este quadro, pintado em 1879, encontra-se no MASP (Museu de Arte de São Paulo) e tenho certeza de que o museu não colocaria obstáculos na sua reprodução pelo O GLOBO. 
 
Na verdade, o mesmo pintor tem alguns outros quadros de mulheres lendo que também poderiam ter sido aproveitados no lugar do ultra batido RENOIR, que não aumenta o conhecimento do brasileiro por sua própria cultura.
 
Bertha Worms, Tarsila do Amaral, Henrique Bernardelli, Aurélio d’Alincourt, Di Cavalcanti entre outros tem quadros bastante conhecidos que seriam uma melhor maneira de transmitir a cultura brasileira e acabar com esta sensação de ex-colônia, cujo único lugar no mundo que importa encontra-se fora do Brasil.
 
Morei muitos anos no estrangeiro.  E posso lhe dizer que nem nos EUA, nem na França, nem mesmo em Portugal, um jornal ao ilustrar um artigo sobre a leitura do país deles ilustraria o artigo com artistas estrangeiros.  Sinto ter que lhes chamar a atenção para este detalhe cultural.  Mas acredito fortemente que é assim que se constrói, que se educa, que se valoriza a cultura brasileira.
 
PS: Esta carta será publicada no meu blog, Peregrina Cultural. ( https://peregrinacultural.wordpress.com.br )
 
 
Atenciosamente,
 
 
Ladyce West
José Ferraz de Almeida Jr (Brasil,1850-1899) Moça com livro, 1879, MASP

José Ferraz de Almeida Jr (Brasil,1850-1899) Moça com livro, s/d, óleo sobre tela, 50 x 61 cm, MASP -- Museu de Arte de São Paulo

 

É este tipo de descuido com o que é nosso que precisa acabar.  E só vai acabar quando pessoas como nós, que conhecemos mais, que sabemos mais, batermos com o pé para dizer:  BASTA!  Não quero mais esta visão neo-colonial do Brasil, como se o centro do mundo estivesse fora daqui.  O meu centro cultural está aqui.  Principalmente quando o assunto é literatura no Brasil, no século XIX.  Então, por quê?  Qual é a razão deste despropósito?





Imagem de leitura — Henrique Bernardelli

1 12 2008

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Interior com menina que lê, 1876-86

Henrique Bernardelli ( Brasil,  1858 – 1936)

óleo sobre tela, 95 cm x 73 cm

Museu de Arte de São Paulo

 

 

Henrique Bernardelli (Valparaíso, Chile 1858 – Rio de Janeiro RJ 1936). Pintor, desenhista, gravador, professor.  Chegou ao Brasil, com 2 anos de idade, no começo da década de 1860.  A família se estabeleceu no Rio Grande do Sul. Em 1867, transfere-se para o Rio de Janeiro. Três anos depois, matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, aluno de Zeferino da Costa (1840 – 1915), Agostinho da Motta (1824 – 1878) e Victor Meirelles (1832 – 1903). Viaja para a Itália em 1878. Em Roma, freqüenta o ateliê de Domenico Morelli (1826 – 1901) com quem estuda até 1886.  Volta ao Brasil no mesmo ano, realiza no Rio de Janeiro uma exposição individual que causa interesse e polêmica no meio local. São apresentadas, entre outras obras, Tarantela, 1886, Maternidade, 1878, Messalina, 1880, Modelo em Repouso, ca.1881 e Ao Meio Dia.

 

Leciona na Escola Nacional de Belas-Artes – Enba de 1891 a 1905, quando não aceita a renovação de seu contrato, alegando que a instituição precisa renovar seus quadros periodicamente. Juntamente com o irmão, passa a lecionar em um ateliê particular, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde estudam, entre outros, Lucílio  de Albuquerque (1877 – 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 – 1962), Eugênio Latour (1874 – 1942), Helios Seelinger (1878 – 1965) e Arthur Timóteo da Costa (1882 – 1922).

 

Na década de 1890, realiza importantes trabalhos decorativos, como a pintura de painéis para o interior do Theatro Municipal, os painéis  O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza e A Luta pela Liberdade, para a Biblioteca Nacional , ambos no Rio de Janeiro, e para o Museu Paulista, em São Paulo. Merecem especial destaque os 22 medalhões em afresco que adornam a fachada do atual edifício do Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, expostos no Salão da Enba de 1916. Em 1931, diversos pintores insatisfeitos com o modelo de ensino da Enba organizam-se coletivamente criando um grupo voltado ao aprimoramento técnico e a reformulação do ensino artístico, dando-lhe o nome de Núcleo Bernardelli em homenagem aos professores Henrique e  seu irmão Rodolfo Bernardelli, escultor.

 





A Banda, revelando no deserto, a solidão de cada um.

30 11 2008

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Quando chove vejo mais filmes do que o normal.  Finalmente ontem consegui ver A Banda, uma produção israelense/francesa/EUA, dirigida por Eran Kolirin (2007) e me deliciei.  A ação se passa em menos que 24 horas.  Músicos egípcios não encontram a cidade para a qual foram convidados para tocar em Israel.  Vão parar por engano num vilarejo onde nada acontece.  Para pegarem o ônibus correto precisam passar a noite.  São acolhidos por famílias locais, até o dia seguinte, quando finalmente chegam onde deveriam ter chegado antes para um concerto.  

 

O filme é delicioso. Engraçado. Humano.  Apolítico.  Uma preciosa contribuição à arte cinematográfica.  Com um maravilhoso elenco:  Sasson Gabai, Ronit Elkabetz, Saleh Bakri.  E, no entanto, mesmo tendo sido premiado na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2007, A Banda foi banido de ser mostrado no Egito.  Por que?  Porque há uma cena, na escuridão, em que apesar de nada aparecer entende-se um ato sexual entre uma judia e um egípcio.  Valha-me!  Parece inacreditável, que um filme tão poético, tão quieto, tão distinto,  possa ter causado este tipo de reação.

 

Mas a loucura em volta deste filme não acaba aí.  Este primeiro filme do Diretor Eran Kolirim foi o escolhido para representar Israel para o prêmio Oscar de 2007.  Mas, uma outra reviravolta o aguardava, a Academia recusou a participação do filme com a desculpa de que havia diálogos demais em inglês!

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Ora vejamos a situação: oito músicos egípcios, são convidados para visitar Israel.  Acabam num vilarejo no meio do deserto.  Não há nada à volta a não ser areia e israelenses falando hebraico.  Qual seria a solução em qualquer lugar do mundo?  Uma língua em comum.  Qual seria a língua mais ensinada no mundo como segunda língua?  O inglês.  E o inglês falado no filme é tão macarrônico quanto seria falado por pessoas que conhecem só as regras básicas da língua.  É inacreditável!

 

Mas deve ter servido para aumentar a procura.  O filme que já está em cartaz no Rio de Janeiro há tempos passou para um cinema lotado.  Mais do que um filme sobre os problemas de egípcios e israelenses, este filme fala da miserável solidão que todos os seres humanos têm dentre de si.  Vá!  Não hesite.

 

 





Sinfonia Cotidiana — poema de J. G. de Araújo Jorge

30 11 2008

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Menina com gato e piano, 1967

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela  62 x 51 cm

Coleção Particular

 

 

Sinfonia Cotidiana

 

 

A manhã surge

aos sons do Concerto n.° 1 de Grieg

no rádio madrugador do meu vizinho.

 

A tarde chega

acompanhada pelo Prelúdio n.° 24 de Chopin,

num piano sem lugar.

 

A madrugada se embala

com a música do mar.

 

 

J. G. de Araújo Jorge

 

 

Em: A outra face, Editora Vecchi:1957, Rio de Janeiro

 

 

José Guilherme de Araújo Jorge (AC 1914 – RJ 1987), conhecido como J. G. de Araújo Jorge, foi um poeta e político brasileiro.

 

 

 

 

Obras:

 

 

Meu Céu Interior, 1934 

Bazar De Ritmos, 1935 

Cântico Do Homem Prisioneiro, 1934

Amo!, 1938

Eterno Motivo, 1943

O Canto Da  Terra, 1947

Estrela Da Terra, 1947

Festa de Imagens, 1948

A Outra Face, 1949

Harpa Submersa, 1952

A Sós. . ., 1958

Concerto A 4 Mãos, 1959

Espera.. ., 1960

De Mãos Dadas, 1961

Canto A Friburgo, 1961

Cantiga Do Só, 1964

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

Quatro Damas, 1965

Mensagem, 1966 

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

O Poder Da Flor, 1969

Um Besouro Contra A Vidraça  PROSA, 1942

 Com Letra Minúscula- PROSA, 1961

 

 

 

 

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.

 

 

Edvard Hagerup Grieg (Noruega 1843 – 1907) compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o concerto para piano e a Suíte Peer Gynt.

 

 

Frédéric Chopin (Polônia 1810 — 1849) foi um pianista grande músico e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.





Brasil que lê: foto tirada em lugar públiico

29 11 2008

dsc01971Jardins do Museu da República, Rio de Janeiro