Dos prazeres da mesa nordestina…

19 12 2008

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Natureza morta com abacaxi, melão

e outras frutas tropicais, 1640s

Albert Eckhout, Flandres (1610-1666)

Óleo sobre tela, 90 x 90 cm

Museu Nacional da Dinamarca

Aos domingos comíamos sarapatel de porco, servido com farinha seca e pimenta malagueta, algumas gotas de limão sobre a carne.  Bebíamos vinho verde português, comprado em pipa na mercearia de Antônio Maia, na cidade da Paraíba.  Mesmo criança eu já gostava de bebidas espirituosas.  Até hoje perambulo pelos restaurantes do Rio de Janeiro em busca de um sarapatel parecido com aquele, mas em vão.  Persigo pelas ruas a mágica impressão do odor, espalhado pela brisa, de carne fresca da chã-de-dentro, mocotó ou chambaril; ao fechar os olhos, na cama, vejo o pirão dourado, minha boca se enche de saliva quando penso no maxixe, quiabo ou jerimum-de-leite; passo a mão na seda de uma camisa e sinto a suavidade dos molhos de couve que cresciam no quintal da casa; verto lágrimas com saudades da bacalhoada das sextas-feiras; sinto meu estômago se revirando, com desejo de um bredo cozinhado no azeite, feijão e peixe de coco, servidos na Quaresma.  E não há nenhum Natal em casa luxuosa do Rio de Janeiro que ofereça algo tão delicioso como os pastéis de nata da Librada, ou os filhoses de palito embebidos em mel claro, feitos por Donata.

 

As sobremesas do engenho também me deixaram impressão profunda.  As frutas eram mais saborosas do que todas as que provei no Rio de Janeiro, mesmo as maçãs ou peras importadas não se igualavam às bananas e laranjas que Donata preparava, em talhadas, misturadas com farinha, ou aos abacaxis, às perfumadas mangas, aos abacates.  O café que se tomava após as refeições era colhido na fazenda.  Nunca havia aguardente à mesa, mas sempre um licor de cacau, ou de anis, importados.  Na ceia, como no primeiro almoço, comíamos angu de caroço, broas de milho seco, canjica de milho verde, pamonha, raramente faltando macaxeira e inhame, e batata-doce, cozida ou assada.  

 

Ao lado da casa-grande ficava um pomar, rodeado por uma cerca viva de limoeiros.  Dava laranja, banana-maçã, carambola, graviola, araticum, maçaranduba, jambo amarelo, abacaxi, jatobá, jenipapo, cajá, uma infinidade de frutas, lembro-me de todas elas, das cores de suas cascas, de seus perfumes, das épocas em que floresciam e frutificavam e de quais passarinhos gostavam de bicar essa ou aquela.  Cultivadas apenas para os membros da família e os agregados, as frutas eram tantas que até as levávamos para serem vendidas nas feiras aos sábados, no povoado de Cachoeira, assim como farinha de mandioca, milho verde, fava, caldo de cana, mel, enfim, tudo o que não era usado na alimentação dos moradores da casa-grande e dos cassacos.  Em torno do pomar ficavam as roças bem cuidadas, que produziam com fartura.  A vida no engenho tinha como centro a mesa de mogno da cozinha.

 

 

A Última Quimera, Ana Miranda.

 

 

Ana Maria Nóbrega Miranda (Fortaleza, 1951) é uma poetisa e romancista brasileira.

 

 

Obra:

 

Anjos e Demônios (poesia) 1979

Celebrações do Outro (poesia), 1983

Boca do Inferno (romance), 1989

O Retrato do Rei (romance), 1991  

A Última Quimera (romance), 1993

Desmundo (romance), 1996

Amrik (romance), 1997

Dias & Dias (romance), 2002

 

 

Albert Eckhout (Groningen, 1610 — 1666) foi um pintor, artista plástico e botânico flamengo. É autor de pinturas do Brasil holandês envolvendo a população, os indígenas e paisagens da região Nordeste do Brasil. Viajou também por outras regiões da América, antes de retornar à Europa.

 

 

 

 

 





Sugestões de livros para adolescentes mais velhos

18 12 2008

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Venezianas, sd

Jan Mcdonald (EUA)

Pastel sobre papel.

 

 

Então o seu adolescente já leu todos os volumes do Harry Potter.  Ele ou ela está crescendo e você quer continuar a lhe dar incentivo para ler.  Esta lista menciona alguns livros que são hoje os favoritos entre adolescentes.  A lista foi compilada numa tentativa de expandir o conhecimento do jovem leitor – do jovem adulto — com o que está sendo lido lá fora.  Os clássicos também foram escolhidos assim.   Que fique claro: esta é uma lista para o adolescente mais velho, de 15 anos ou mais.  No fundo, você, que conhece o seu adolescente será o melhor juiz desta seleção.

 

 

 

LIVROS  RECENTES

 

 

CONTOS DE BEEDLE, O BARDO, OS
ROWLING, J. K.

‘Os contos de Beedle, o Bardo’, livro que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente do mestre Dumbledore para Hermione, reúne cinco textos escritos e ilustrados por Rowling. Trata-se de uma coletânea de contos de fadas dos bruxos, trazendo histórias sobre o passado de Hogwarts e nomes já conhecidos dos fãs da série Harry Potter.

 

BRISINGR – TRILOGIA DA HERANÇA LIVRO 3
PAOLINI, CHRISTOPHER

Eragon e seu dragão, Saphira, conseguiram sobreviver à batalha colossal na Campina Ardente contra os guerreiros do Império. No entanto, Cavaleiro e dragão ainda terão de se deparar com inúmeros desafios. Eragon se vê envolvido numa série de promessas que talvez não consiga cumprir, como o juramento a seu primo, Roran, de ajudá-lo a resgatar sua amada Katrina das garras de Galbatorix. Todavia, Eragon deve lealdade a outros também.  Os Varden precisam desesperadamente de sua habilidade e força, assim como elfos e anões. Com a crescente inquietação dos rebeldes e a iminência da batalha, Eragon terá de fazer escolhas que o levarão a atravessar o Império, viajando muito além. Escolhas que poderão submetê-lo a sacrifícios inimagináveis – Eragon é a única esperança de libertar o reino da tirania de Gabaltorix. Conseguirá o jovem unir as forças rebeldes e derrotar o Império?

 

 

CREPUSCULO
MEYER, STEPHENIE

‘Crepúsculo’ marca a estréia da americana Stephenie Meyer, que assina uma saga de quatro livros. Em ‘Crepúsculo’ Stephanie narra a história de uma jovem que, ao se mudar para uma pequena cidade do Estado de Washginton, conhece um amigo enigmático pelo qual se apaixona.

 

 

LUA NOVA
MEYER, STEPHENIE

Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida – Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando.

 

MENINO DO PIJAMA LISTRADO, O
BOYNE, JOHN

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer.

 

MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, A
ZUSAK, MARKUS

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em ‘A menina que roubava livros’. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, ‘O manual do coveiro’. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

 

PACTO, O

PICOULT, JODI

 

Um romance arrebatador, que hipnotiza o leitor da primeira à última página. A consagrada Jodi Picoult narra a história do casal Emily Gold e Chris Harte, que se conhecia desde o primeiro dia de vida. A amizade das duas famílias parecia ser das coisas mais sólidas do mundo. Ninguém se surpreendeu quando os dois começaram a namorar. Pareciam ter nascido um para o outro. Mas tudo desmoronou numa madrugada, quando Emily morreu com um tiro na cabeça bem ao lado de Chris, encontrado desmaiado pela polícia. Assassinato? O menino garante que havia um pacto de suicídio entre ele e a namorada. Ambos deveriam ter morrido naquela noite. Alguém falhou. Onde está a verdade?

 

VIDA INTERROMPIDA, UMA

MEMORIAS DE UM ANJO ASSASSINADO

SEBOLD, ALICE                               

 

A história de Susie Salmon, quando começa a se desvelar na sua frente, faz os compromissos, assim como os amigos, a família, a fome, o sono e até o celular tocando, parecerem bem pouco interessantes e menos urgentes. Os ‘ossos’ do título em inglês não são os restos de Susie, a menininha que conta a história depois de morta. São a estrutura sobre a qual a vida é construída. Outra audácia é a de colocar Susie Salmon no céu. Sim, é para cima que vai nossa protagonista. E é para baixo que ela olha, com olhos atentos, enquanto conta a história de sua família , agora traumatizada, de como seu assassino planeja os detalhes minuciosamente para não ser descoberto, de como a polícia não tem nenhuma pista sobre como chegar a ele. A partir daí ela conta que, por estar inconformada com sua morte precoce, e um tanto entediada com a vida no Céu, decidiu acompanhar como sua família, amigos e o próprio assassino continuaram suas vidas após a tragédia.

 

 

 

 ALGUÉM PARA CORRER COMIGO  

GROSSMAN, DAVID

 

Assaf é um garoto de dezesseis anos que gosta de futebol, fotografia e de passar as horas livres no computador. Durante as férias, arrumou um emprego temporário na prefeitura de Jerusalém. Ele não sabe, mas sua vida logo vai ser atingida por um turbilhão. A garota Tamar tem a mesma idade de Assaf e um plano audacioso e urgente – ela precisa libertar seu irmão Shai de uma organização clandestina que escraviza jovens artistas e os prende num albergue sinistro, onde músicos, malabaristas, cuspidores de fogo, contorcionistas e cantores são abastecidos com heroína e outras drogas. Tudo começa quando Assaf sai numa corrida desenfreada pelas ruas de Jerusalém atrás de um cachorro. Sua tarefa – encontrar o dono do animal. Tamar, por sua vez, passa a viver nas ruas, como cantora. Ela também está empenhada numa missão, e o acaso reservou um encontro secreto entre eles. Para escrever o livro, David Grossman empreendeu uma pesquisa minuciosa e entrevistou inúmeros jovens que vivem nas ruas de Jerusalém. ‘Alguém para correr comigo’ é um romance que combina elementos que vão do realismo a um tratamento fabular inventivo. A narrativa segue num jogo de revelação e suspense até as últimas páginas. 

 

 

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Hora de leitura, sd

Margaret Bayalis (EUA)

Óleo sobre tela.

 

 

LIVROS    CLÁSSICOS

 

 

 

CHAMADO SELVAGEM, O

LONDON, JACK

 

 

Buck vivia tranqüilamente no sítio do juiz Miller, no vale da Santa Clara, na Califórnia. Filho de um são bernardo com uma pastora escocesa, ele era um cão imponente, com músculos firmes, pêlos quentes e compridos. Entretanto, não fazia nada além de passear pelos vales, acompanhando os netos de seu dono. Até que um dia, Buck foi roubado e vendido a exploradores de ouro que partiam para uma aventura pelo Alasca. A partir daí, sua vida sofreu uma reviravolta e ele foi obrigado a trabalhar duro, num ambiente inóspito. O que seus novos donos não esperavam era que, ao adaptar-se à nova realidade, Buck começava a fazer parte dela e a descobrir sua verdadeira natureza.

 

FAHRENHEIT 451

BRADBURY, RAY

 

Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine. As casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem ‘famílias’ com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fato reais. Guy Montag, personagem central do romance, desafia o sistema e experimenta a crueldade do sistema repressivo dessa sociedade anti-livros. Clássico filmado por François Truffaut em 1966, ‘Fahrenheit 451’ é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem.

 

 

GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALAXIAS, O

ADAMS, DOUGLAS

 

 

Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

 

 

 

RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO, O

Coleção: MOCHILEIRO DAS GALAXIAS, O V.2

ADAMS, DOUGLAS

 

 

O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com ‘O guia do mochileiro das galáxias’, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor. Com seu estilo inteligente e sagaz, Douglas Adams prende o leitor a cada página numa maravilhosa aventura de ficção científica combinada ao mais fino humor britânico, que conquistou fãs no mundo inteiro. Uma verdadeira viagem, em qualquer um dos mais improváveis sentidos.

 

REVOLUÇAO DOS BICHOS, A

ORWELL, GEORGE

 

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, ‘A revolução dos bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram ‘A revolução dos bichos’ a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto. Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, ‘A revolução dos bichos’ combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias – a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

 

 

LOBO-DO-MAR, O

LONDON, JACK

 

 

Ao avistar o Ghost, o náufrago Humphrey acredita estar salvo. Entretanto, ao ser içado a bordo e conhecer o capitão do navio, Lobo Harsen, ele começa a temer pela própria vida. Ao contrário do que esperava, não será deixado no porto mais próximo, mas deverá integrar-se à tripulação de caçadores de focas e seguir viagem sob de um homem violento, que não admite ser contrariado. London faz uma reflexão sobre a vida e a condição humana ao retratar duas concepções opostas de mundo – Humphrey é um intelectual civilizado e moralista e Harsen, um capitão primitivo e egoísta.

 

 

APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO

SALINGER, J. D.

 

 

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela tudo o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

 

 

 

DIARIO DE ANNE FRANK

FRANK, ANNE

 

Anne Frank registrou admiravelmente a catástrofe que foi a Segunda Guerra Mundial. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.  É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo.

 

 

MINAS DO REI SALOMAO, AS   (Edição integral)

HAGGARD, H. RIDER, tradução: QUEIRÓS, EÇA

 

“As Minas do Rei Salomão”, é considerado uma obra-prima do romance de aventuras, em que o fascínio da África serve de cenário a uma inusitada expedição: três ingleses, um nativo africano e vários serviçais buscam, com o auxílio de um mapa desenhado a sangue três séculos antes, as famosas minas de diamantes do monarca bíblico.  Eles enfrentam perigos terríveis para encontrar um companheiro que partira em busca das minas do Rei Salomão, na África do Sul.

 

 

 





Natal — poesia de Celina Ferreira

16 12 2008

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Nascimento de Jesus, 1304-1306

Giotto di Bondonne, Florença, 1267 –1337

afresco

Capela Arena, Pádua

 

 

Natal

 

                                          Celina Ferreira

 

 

Cada dia nasce

um novo menino

na palha, na seda,

no feno, no linho.

 

Cada dia nasce

um novo destino

que sempre começa

no mesmo menino.

 

A estrela de cada

natal é a medida

palavra que escapa

em face da vida.

 

Na ficha, a palavra

festiva traduz:

Antônio, Isaías,

Ricardo ou Jesus.

 

 

Em: Poesia cúmplice, Livraria São José:1959, Rio de Janeiro.

 

 

Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.

 

Obras:

 

A princesa Flor-de-Lótus , 1958

Papagaio gaio: poeminhas, 1998

 

Obra poética:

 

Poesia de ninguém, 1954

Poesia cúmplice, 1959

Hoje poemas, 1967

Espelho convexo, 1973

 





Imagem de leitura — Reynaldo Fonseca

15 12 2008

 

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Contando histórias, 2002

Reynaldo Fonseca, Brasil (1925)

Óleo sobre tela, 80 x 100 cm

Coleção Particular

 

Reynaldo Fonseca — Recife, 1925  — transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1944, tornou-se aluno de Portinari.  Faz uma viagem à Europa, em 1949, voltando ao Rio de Janeiro onde estuda com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios.   Retorna  ao Recife  e estuda o «modelo vivo».  Expõe com sucesso desde 1958 (Recife) e desde 1969 (Rio de Janeiro), tendo dividido sua atividade artística entre os dois centros.

 





Poema de Natal — Jorge de Lima

13 12 2008

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Nossa Senhora da Palma

Veríssimo de Souza Freitas

Igreja de Nossa Sra da Palma

São Salvador, Bahia

 

 

Poema de Natal

 

                                     Jorge de Lima

 

 

Ó Meu Jesus, quando você

ficar assim maiorzinho

venha para darmos um passeio

que eu também gosto de crianças.

 

Iremos ver as feras mansas

que há no jardim zoológico.

E em qualquer dia feriado

iremos, então, por exemplo,

ver Cristo Rei do Corcovado.

 

E quem passar

vendo o menino

há de dizer: ali vai o filho

de Nossa Senhora da Conceição!

 

— Aquele menino que vai ali

(diversos homens logo dirão)

sabe mais coisas que todos nós!

— Bom dia, Jesus!  — dirá uma voz.

 

E outras vozes cochicharão:

— É o belo menino que está no livro

da minha primeira comunhão!

 

— Como está forte!  — Nada mudou!

— Que boa saúde!  Que boas cores!

(Dirão adiante outros senhores.)

 

Mas outra gente de aspecto vário

há de dizer ao ver você:

  É o menino do carpinteiro!

 

E vendo esses modos de operário

que sai aos domingos para passear,

nos convidarão para irmos juntos

os camaradas visitar.

 

E quando voltarmos

pra casa, à noite,

e forem para o vício os pecadores,

eles sem dúvida me convidarão.

 

Eu hei de inventar pretextos sutis

pra você me deixar sozinho ir.

Menino Jesus, miserere nobis,

segure com força a minha mão.

 

 

Em:

Poesias Completas, volume I, Jorge de Lima, José Aguilar: 1974, Rio de Janeiro.

 

Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

 

Poesia:

 

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

 

Romance:

 

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)

 

Igreja de Nossa Senhora da Palma igreja e convento foram construídos sobre o “Monte das Palmas”, uma das primeiras áreas de expansão da cidade. Sua edificação, em 1630, deve-se a um ex-voto feito por Bernardino da Cruz Arraes, que estivera enfermo. O convento, desenvolvido em torno de um pátio retangular, ladeado pela igreja, é iniciado em 1670, posterior a igreja que, nesta época, é ampliada. Pertence à Ordem dos Agostinhos Descalços, é transferida à Irmandade do Senhor da Cruz, em 1822, com o retorno daqueles a Portugal. Acredita-se que a igreja atual, da 2ª metade do século XVIII, obedece basicamente o partido primitivo, com algumas alterações. Com planta em “T”, a igreja é formada por nave, sacristia subdividida e acrescidos corredores laterais e tribunas. A fachada tem elementos em estilo rococó, encimada por frontão com volutas e nicho, flanqueada por torre com terminação piramidal. Seu interior é uma transição do rococó e neoclássico, e o teto da nave possui pintura ilusionista barroca, atribuída a Veríssimo de Souza Freitas.

 

http://www.sumo.tv/watch.php?video=2774793

 

Veríssimo de Souza Freitas é mais um artista negro sem registro de nascimento e morte, mas deixou uma obra imortalizada ‘São João Nepomuceno’, óleo sobre tela do final do século 18. Muitas igrejas de Salvador –BA, são de sua autoria os  afrescos.

 

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Você encontra um outro poema de Jorge de Lima em: Minha Sombra.





Imagem de leitura — Eliseu Visconti

10 12 2008

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Meditando, 1916

Eliseu Visconti (1866-1944), Brasil

Óleo sobre tela 67 x 54 cm

Coleção Particular

 

 

Eliseu Visconti — Pintor brasileiro de origem italiana (1866-1944). Responsável por introduzir o impressionismo europeu na arte brasileira. Nasce em Giffoni Valle Piana, na Itália. Um ano depois se muda com a família para o Rio de Janeiro. A partir de 1884 estuda no Liceu Imperial de Artes e Ofícios, no qual é aluno de Henrique Bernardelli.

 

Mostra o resultado de seu trabalho no Salão de Belas-Artes de 1892 e ganha como prêmio uma viagem ao exterior. Vai para Paris, onde freqüenta a École des Arts Décoratifs e expõe a tela Gioventù, em 1900, ano de sua volta ao Brasil. De 1906 a 1913 leciona na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio.

 

Também participa da decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909. Pinta uma tela de 12 metros por 16 metros para o pano de boca do teatro, em que retrata 200 figuras da literatura e das artes dramáticas, entre elas Verdi, Wagner, Camões, Carlos Gomes e Castro Alves.

 

Algumas de suas pinturas enfeitam ainda hoje a sala de espetáculos e o foyer do Municipal. Marca a pintura nacional do século XIX como um dos primeiros paisagistas brasileiros. Em sua obra, incorpora a técnica européia às características do país, moldando um impressionismo à brasileira.





O que há de errado com este artigo de O GLOBO?

8 12 2008
Primeira página do Caderno Prosa e Verso, O GLOBO, 6/12/2008

Primeira página do Caderno Prosa e Verso, O GLOBO, 6/12/2008

 

No sábado passado, dia 6 de dezembro, o jornal matutino carioca, O GLOBO, apresentou um artigo sobre os romances populares no século XIX no Brasil.  O artigo de Miguel Conde comenta sobre os livros que re-editam histórias populares da época; romances publicados aos capítulos nos jornais do reino, da mesma maneira em que muitas outras obras de peso no século XIX foram publicadas em outras partes do mundo.  Era comum.

O artigo revela ainda alguns hábitos interessantes da leitura no Brasil imperial e colonial e o jornal em espaços diferentes faz uma complementação com uma lista dos livros mais vendidos no Brasil Colônia e também com uma resenha do que havia nos catálogos de três livreiros no século XIX.

Páginas 1 e 2 tratam quase que exclusivamente de hábitos de leitura, assim como de títulos populares no Brasil imperial.  E no entanto, o jornal O GLOBO, preferiu ilustrar suas páginas não com artistas brasileiros mostrando pessoas lendo, mas ao invés, mostrou mais uma vez a mentalidade de colonia cultural ao escolher trabalhos do francês Jean-Auguste Renoir e da americana Mary Cassat, ambos com imagens de mulheres lendo livros.

Página 2 do Caderno Prosa e Verso do Jornal O GLOBO

Página 2 do Caderno Prosa e Verso do Jornal O GLOBO

A pergunta que não cala:  por quê?  Por que um artigo sobre hábitos de leitura no Brasil não é ilustrado com mulheres brasileiras lendo?  Isto leva o leitor ao total desconhecimento de sua própria cultura e ao reconhecimento exclusivamente de outras imagens, iconografias que não têm nada a ver com a realidade brasileira, com o talento dos artistas brasileiros. 

Este tipo de ignorância dos valores culturais brasileiros precisa acabar.  Com este fim, enviei ontem, o seguinte email que aqui transcrevo para Mànya Millen, que imagino ser uma senhora, que está encarregada da editoria do caderno Prosa e Verso. 

Aqui está a transcrição: 

Prezada Mànya Millen,
 
Muito obrigada pelo interessantíssimo artigo Best Sellers REAIS, no Caderno Prosa e Verso que a senhora editora.  O artigo de Miguel Conde foi muito ilustrativo e bem escrito.  Tenho no entanto um problema com as imagens escolhidas para ilustrar um artigo sobre a leitura no Brasil no século XIX.  É um reclamação pequena, mas acredito que importante.
 
Por que não ilustrar este artigo com arte brasileira, de uma mulher lendo?   Estes quadros existem.  E falam mais a nós brasileiros do que o Renoir ou a Mary Cassat que vocês acharam por bem usar.
 
Um dos quadros mais famosos no Brasil é o da Moça lendo de José Ferraz de Almeida Júnior, um pintor brasileiro, que nasceu e morreu no estado de São Paulo, (Brasil 1850-1899).  Este quadro, pintado em 1879, encontra-se no MASP (Museu de Arte de São Paulo) e tenho certeza de que o museu não colocaria obstáculos na sua reprodução pelo O GLOBO. 
 
Na verdade, o mesmo pintor tem alguns outros quadros de mulheres lendo que também poderiam ter sido aproveitados no lugar do ultra batido RENOIR, que não aumenta o conhecimento do brasileiro por sua própria cultura.
 
Bertha Worms, Tarsila do Amaral, Henrique Bernardelli, Aurélio d’Alincourt, Di Cavalcanti entre outros tem quadros bastante conhecidos que seriam uma melhor maneira de transmitir a cultura brasileira e acabar com esta sensação de ex-colônia, cujo único lugar no mundo que importa encontra-se fora do Brasil.
 
Morei muitos anos no estrangeiro.  E posso lhe dizer que nem nos EUA, nem na França, nem mesmo em Portugal, um jornal ao ilustrar um artigo sobre a leitura do país deles ilustraria o artigo com artistas estrangeiros.  Sinto ter que lhes chamar a atenção para este detalhe cultural.  Mas acredito fortemente que é assim que se constrói, que se educa, que se valoriza a cultura brasileira.
 
PS: Esta carta será publicada no meu blog, Peregrina Cultural. ( https://peregrinacultural.wordpress.com.br )
 
 
Atenciosamente,
 
 
Ladyce West
José Ferraz de Almeida Jr (Brasil,1850-1899) Moça com livro, 1879, MASP

José Ferraz de Almeida Jr (Brasil,1850-1899) Moça com livro, s/d, óleo sobre tela, 50 x 61 cm, MASP -- Museu de Arte de São Paulo

 

É este tipo de descuido com o que é nosso que precisa acabar.  E só vai acabar quando pessoas como nós, que conhecemos mais, que sabemos mais, batermos com o pé para dizer:  BASTA!  Não quero mais esta visão neo-colonial do Brasil, como se o centro do mundo estivesse fora daqui.  O meu centro cultural está aqui.  Principalmente quando o assunto é literatura no Brasil, no século XIX.  Então, por quê?  Qual é a razão deste despropósito?





Imagem de leitura — Henrique Bernardelli

1 12 2008

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Interior com menina que lê, 1876-86

Henrique Bernardelli ( Brasil,  1858 – 1936)

óleo sobre tela, 95 cm x 73 cm

Museu de Arte de São Paulo

 

 

Henrique Bernardelli (Valparaíso, Chile 1858 – Rio de Janeiro RJ 1936). Pintor, desenhista, gravador, professor.  Chegou ao Brasil, com 2 anos de idade, no começo da década de 1860.  A família se estabeleceu no Rio Grande do Sul. Em 1867, transfere-se para o Rio de Janeiro. Três anos depois, matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, aluno de Zeferino da Costa (1840 – 1915), Agostinho da Motta (1824 – 1878) e Victor Meirelles (1832 – 1903). Viaja para a Itália em 1878. Em Roma, freqüenta o ateliê de Domenico Morelli (1826 – 1901) com quem estuda até 1886.  Volta ao Brasil no mesmo ano, realiza no Rio de Janeiro uma exposição individual que causa interesse e polêmica no meio local. São apresentadas, entre outras obras, Tarantela, 1886, Maternidade, 1878, Messalina, 1880, Modelo em Repouso, ca.1881 e Ao Meio Dia.

 

Leciona na Escola Nacional de Belas-Artes – Enba de 1891 a 1905, quando não aceita a renovação de seu contrato, alegando que a instituição precisa renovar seus quadros periodicamente. Juntamente com o irmão, passa a lecionar em um ateliê particular, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, onde estudam, entre outros, Lucílio  de Albuquerque (1877 – 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 – 1962), Eugênio Latour (1874 – 1942), Helios Seelinger (1878 – 1965) e Arthur Timóteo da Costa (1882 – 1922).

 

Na década de 1890, realiza importantes trabalhos decorativos, como a pintura de painéis para o interior do Theatro Municipal, os painéis  O Domínio do Homem sobre as Forças da Natureza e A Luta pela Liberdade, para a Biblioteca Nacional , ambos no Rio de Janeiro, e para o Museu Paulista, em São Paulo. Merecem especial destaque os 22 medalhões em afresco que adornam a fachada do atual edifício do Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, expostos no Salão da Enba de 1916. Em 1931, diversos pintores insatisfeitos com o modelo de ensino da Enba organizam-se coletivamente criando um grupo voltado ao aprimoramento técnico e a reformulação do ensino artístico, dando-lhe o nome de Núcleo Bernardelli em homenagem aos professores Henrique e  seu irmão Rodolfo Bernardelli, escultor.

 





Sinfonia Cotidiana — poema de J. G. de Araújo Jorge

30 11 2008

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Menina com gato e piano, 1967

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela  62 x 51 cm

Coleção Particular

 

 

Sinfonia Cotidiana

 

 

A manhã surge

aos sons do Concerto n.° 1 de Grieg

no rádio madrugador do meu vizinho.

 

A tarde chega

acompanhada pelo Prelúdio n.° 24 de Chopin,

num piano sem lugar.

 

A madrugada se embala

com a música do mar.

 

 

J. G. de Araújo Jorge

 

 

Em: A outra face, Editora Vecchi:1957, Rio de Janeiro

 

 

José Guilherme de Araújo Jorge (AC 1914 – RJ 1987), conhecido como J. G. de Araújo Jorge, foi um poeta e político brasileiro.

 

 

 

 

Obras:

 

 

Meu Céu Interior, 1934 

Bazar De Ritmos, 1935 

Cântico Do Homem Prisioneiro, 1934

Amo!, 1938

Eterno Motivo, 1943

O Canto Da  Terra, 1947

Estrela Da Terra, 1947

Festa de Imagens, 1948

A Outra Face, 1949

Harpa Submersa, 1952

A Sós. . ., 1958

Concerto A 4 Mãos, 1959

Espera.. ., 1960

De Mãos Dadas, 1961

Canto A Friburgo, 1961

Cantiga Do Só, 1964

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

Quatro Damas, 1965

Mensagem, 1966 

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

O Poder Da Flor, 1969

Um Besouro Contra A Vidraça  PROSA, 1942

 Com Letra Minúscula- PROSA, 1961

 

 

 

 

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.

 

 

Edvard Hagerup Grieg (Noruega 1843 – 1907) compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o concerto para piano e a Suíte Peer Gynt.

 

 

Frédéric Chopin (Polônia 1810 — 1849) foi um pianista grande músico e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.





Imagem de leitura — Frank Weston Benson

26 11 2008

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O Para-sol Amarelo [Leitora], 1910

Frank Weston Benson (EUA, 1862-1951)

óleo sobre tela, 64 x 76 cm

Coleção Particular

Frank Weston Benson (EUA 1862 – 1951) foi um pintor estadunidense impressionista.  Nasceu em Salem, Massachusetts. Em 1879, aos 17 anos, começou a estudar na escola do Museu de Belas Artes em Boston sob a tutela de  Otto Grundmann.  Mais tarde foi para a Academia Julian em Paris.  Quando voltou para os EUA ensinou na escola onde começara seus estudos, no Museu de Belas Artes de Boston.   Excelente pintor, caracterizado pela bela reprodução de luz.  Ele também se dedicou à pintura e gravura onde um tema favorito eram os pássaros selvagens.