9 de julho!

9 07 2009
 Cartaz da Revolução Constitucionalista de 1932

Cartaz da Revolução Constitucionalista de 1932

 

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Que os ventos democráticos continuem a soprar no Brasil de hoje!

 

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São Paulo, Capital, 1932

 

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Foto da rev paulista 32 Rio Una navio a Vapor levou tropas de Juquiá a Cananéia

Navio a vapor, Rio Una, levou tropas de Juquiá a Cananéia, Revolução de 1932.

 

NOTA

Há mais informações neste blog sobre a Revoluçao Paulista de 1932.   Com mais fotos e descrição de eventos de acordo com o diário de meu avô, Gessner Pompílio Pompêo de Barros, transcrito para este blog!





Rádio paulista sucesso na CNN

28 03 2009

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RadarCultura é um projeto experimental da Fundação Padre Anchieta para promover a participação do público na programação áudio-visual, iniciado em dezembro de 2007. RadarCultura  não é só um programa de rádio, AM, diário, de 3 horas, transmitido de São Paulo para todo o Brasil.  É mais que isso, porque por trás dele está o maior arquivo de música brasileira no país, com mais de 15.000 itens pertencentes à fundação.   Apoiado por um portal na Web onde os membros são convidados a criar listas de reprodução, a votar e sugerir músicas para serem apresentadas no ar, e pela TV Cultura,  o RadarCultura tem em seu planejamento o objetivo de fundir a sua rádio, televisão e programas da Web em uma única plataforma interativa, em tempo real.

 

Tal como muitos outros sites de música online, o RadarCultura está sempre procurando novas músicas e novos talentos; mas o seu foco principal é preservar a memória dos brasileiros, a memória musical,  graças a um repertório clássico, que também inclui entre outras, canções esquecidas ou desconhecidas.  Por isso o esforço para que as pessoas achassem fácil navegar pela coleção da fundação e sugerir a programação foi essencial para o sucesso do projeto.  Como o portal indica “ O RadarCultura é um espaço aberto e gratuito na internet para as pessoas produzirem colaborativamente o conteúdo de uma emissora de rádio”.

 

Para saber muito mais, se cadastrar e participar do RadarCultura, clique AQUI.

 

Para ler o artigo da CNN, clique AQUI.





Enxurrada — poema de Miguel Reale, para uso escolar

27 11 2008

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A Cidade dos Livros, 1983

François Schuiten (Bélgica, 1956)

Artista de história em quadrinhos

Esta ilustração de: As Cidades Obscuras.

 

Enxurrada

                       

 

                                   Miguel Reale

 

 

 

Batendo e espumejando na calçada,

Celeremente desce em remoinho

Ladeira abaixo a túrbida enxurrada.

 

Negra, arrastando os ramos encontrados,

Cada vez mais se engrossa encapelada

Arremessando aos bueiros com violência

Folhas e areia.  Sobre tal esteira

Cruza e prossegue em grande desalinho.

 

Assim os fortes levam na carreira

Os fracos, folhas mortas da existência

Que os preservam dos bueiros do caminho.

 

 

Miguel Reale (São Bento do Sapucaí, 6 de novembro de 1910 — São Paulo, 14 de abril de 2006) foi um filósofo, jurista, educador e poeta brasileiro.

 

São muitas as suas obras publicadas.  Vamos nos limitar a mencionar aqui suas obras literárias de poesia e prosa.

 

Obras:

 

Poemas do Amor e do Tempo (1965)

Poemas da Noite (1980)

Figuras da Inteligência Brasileira (1984)

Tempo Brasileiro (1997)

Sonetos da Verdade (1984)

Vida Oculta (1990)

Face Oculta de Euclides da Cunha (1993)

Das Letras à Filosofia (1998)

 





Só houve luta em Itararé — Diário da Revolução de 1932

23 07 2008

 

Voluntários moços e velhos.  Muitos não voltaram.

 

Quinta-feira, 22 de julho de 1932

 

As forças paulistas por seu comando geral do setor sul resolve evacuar a zona de Faxina e estabelecer-se em Buri. Em verdade,  porém, só houve combate em Itararé.  Nas outras zonas ocupadas, as forças de São Paulo se acantonaram, tomaram posições, mas não deram um tiro, nem o inimigo as procurou.

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  página 130, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 





Manhã na Roça, poesia infantil de Alda Pereira da Fonseca

15 07 2008

 

Fazenda em São Paulo, Lucia de Lima (Brasil, contemporânea), A/T.

Fazenda em São Paulo, Lucia de Lima (Brasil, contemporânea), A/T.

MANHÃ NA ROÇA

 

 

O sol clareia o horizonte,

Canta o galo no poleiro,

Bala a ovelhinha no monte,

Piam pintos no terreiro.

 

A fazenda despertou,

Num ruído alvissareiro.

Na roça o sol já encontrou

O matutino roceiro.

 

Tudo então vibra e se agita,

Nos trabalhos da lavoura,

Enquanto a ave saltita,

Na ramagem que o sol doura.

 

A vaca chama o terneiro,

Que ainda dorme no curral!

Mais longe grunhem cevados,

Grasnam patos no quintal.

 

Eis a vida que desperta,

Para o penoso labor,

Que dará colheita certa

De lucro compensador.

 

Alda Pereira da Fonseca

 

 

Do livro:

Terra Bandeirante: a vida na cidade e na roça no Estado de São Paulo, 2° ano do curso básico, Theobaldo Miranda Santos, Agir: 1954, RJ

 

 

Alda Pereira da Fonseca (RJ, 1882 – ?) — Cientista carioca, especializou-se na área da botânica e representou o Ministério de Agricultura em várias comissões nacionais e também em viagem de estudos ao exterior. Além da área científica, Alda  foi romancista, cronista, contista, poeta, novelista, roteirista, escritora de Literatura Infantil.

 

Lúcia de Lima, (RJ) – professora, arquiteta, pintora, artista plástica, trabalhando no Rio de Janeiro.

http://www.luciadelima.com.br

 

 

 

 





Hora de guerra, julho 1932: diário

14 07 2008

 

 

 

Quarta-feira, 14 de julho de 1932

 

São Paulo se prepara para uma luta cruenta e no meu parecer demorada.  Chama às armas todos os válidos.

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  página 127, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

O Mundo Ilustrado, ed. comemorativa 1954

 

O povo aguarda a palavra de ordem.  Foto: O Mundo Ilustrado, ed. comemorativa 1954.





E a Revolução de 1932, continua…

13 07 2008

Pilotos dos aviões que iriam bombardear a ditadura.

 Pilotos paulistas se preparam para bombardear a ditadura!

 

Terça feira, 13 de julho de 1932

 

Muita esperança por parte dos paulistas, na cooperação do Rio Grande e de Minas.  Os jornais publicam exortações daqueles dois estados.

 

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  página 127, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Centenas de mulheres voluntariam para costurar as fardas.Centenas de mulheres se voluntariam para costurar os uniformes.





12 de julho de 1932 — Diário de meu avô

12 07 2008
 Cartaz da Revolução Constitucionalista de 1932

Cartaz da Revolução Constitucionalista de 1932

 

12 de julho de 1932 

 

São Paulo continua a propalar que conta com Minas e Rio Grande.  Creio, porém, que apenas o acompanhará nesta grande arrancada para a Constitucionalização imediata, apenas o sul de Mato Grosso.

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  página 127, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

São Paulo nas ruas em apoio à Revolução

São Paulo nas ruas apoia a Revoluçãp





Notas de um diário de 1932 — Gessner Pompílio Pompêo de Barros

11 07 2008

11 de julho de 1932

 

São Paulo propala pela imprensa, contar com o apoio de Minas e do Rio Grande.  Consta mesmo que havia um pacto recente entre os três estados: os três pegariam em armas se o governo federal removesse o Gal. Andrade Neves do Rio Grande, o Gal. Klinger de Mato Grosso ou se tocasse no novo secretariado paulista.  À vista deste pacto, com seu célebre ofício ao Ministro da Guerra Gal. Espírito Santo, — as iras do Catete, sendo, ato contínuo, aposentado administrativamente de maneira que, a ser verdade o pacto existente, o Gal. Klinger fez papel de garoto que, sabendo que dois outros maiores o defendiam, provocou um terceiro.

 

                                                           ♦♦♦♦♦

 

O movimento deflagrado na capital paulista contaminou em 24 horas todo o estado e encheu de entusiasmo todos os habitantes de São Paulo.

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  páginas 126-127, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Soldados da Revolução Constitucionalista de 1932, do site da Cl�nica Oftalmol�ca do Hospital das Cl�nicas de São Paulo

Soldados da Revolução Constitucionalista de 1932, do portal da Clínica Oftalmologíca do Hospital das Clínicas de São Paulo





Diário de meu avô, Itapetininga, 10/7/1932

10 07 2008

 

Uma historiadora da arte, como eu, é como diz o nome, primeiro uma historiadora.  Assim, depois que minha mãe faleceu, fui eu quem ficou com o diário de meu avô materno, com algumas entradas interessantes sobre a revolução de 1932.

 

Naquela época,  meu avô morava em Itapetininga, no estado de São Paulo.  Era diretor  dos Correios e Telégrafos da cidade e de acordo com minha mãe, que morou lá até os onze anos de idade, moravam na própria casa dos Correios: um sobrado em que embaixo ficava a agência e a casa deles em cima.  Vovô era um advogado formado pela Universidade do Brasil e em 1932 já trabalhava há alguns anos nos Correios e Telégrafos.  Tanto que suas três filhas, cujas idades se ajuntam no período de 4 anos, de 1925 a 1928, nasceram em cidades e estados diferentes do Brasil.  A primeira, minha mãe, Yonne, nasceu no Rio de Janeiro, sua irmã do meio, Yedda, nasceu em Itararé em São Paulo e a caçula, Neyde, nasceu em Araxá, MG.  E em 1932, meus avós se encontravam em Itapetininga. 

 

Não é surpresa meu avô ter feito um diário.  Era um homem de letras.  Mais tarde, nos anos 50 já estabelecido há anos no Rio de Janeiro, foi colunista semanal de um vespertino carioca.

 

Como sempre tive interesse na história do Brasil, fiquei muito emocionada ao encontrar passagens no seu diário que refletem a revolução de 1932.   No dia 9 de julho, propriamente dito, não há nenhuma anotação.   Mas no dia seguinte:

 

10 de julho 932

 

Rebentou ontem em São Paulo uma revolução com caráter constitucionalista.  Este movimento já hoje se alastrou por todo o Estado de São Paulo… Fala-se que São Paulo pegou em armas para restaurar o império da Lei no país.  Analisando-se este acontecimento sem paixão nem parti pris parece ser pequeno o móvel da revolução, porque já o governo federal havia marcado o prazo para a constituinte. 

 

Meu avô chamava-se Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT – 1896 – RJ 1960)

 

 

Esta é a minha pequena homenagem aqueles que lutaram na Revolução de 32.

10 de julho de 1932, página do diário de Gessner Pomp�lio Pompêo de Barros, Itapetininga, SP

10 de julho de 1932, página do diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros, Itapetininga, SP