Um exposição de orquídeas no Jardim Botânico II

6 05 2009
Orquídea, foto: Ladyce West

Orquídea, foto: Ladyce West

 

As cores de alguns exemplares são tão vivas que parecem falsas, e se não olhássemos para as folhas ao redor acharíamos que estávamos num mundo fora dos limites da natureza.  

 

Flores pequeninas também!  Orquídea.  Foto: Ladyce West

Flores pequeninas também! Orquídea. Foto: Ladyce West

    Há uma complexidade de cores e formas incomparável.  Para leigos, como eu, é difícil saber como selecionar a mais bela das orquídeas.  Contento-me em apreciar sua beleza exótica feita por translúcidas pétalas acetinadas!

    Orquídea Branca, foto: Ladyce West

    Orquídea Branca, foto: Ladyce West





Um exposição de orquídeas no Jardim Botânico I

6 05 2009
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Exposição e Venda de Orquídeas, Maio 2009, Foto:  Ladyce West

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Exposição e Venda de Orquídeas, Maio 2009, Foto: Ladyce West

 

No fim de semana passada, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro teve uma exposição e venda de orquídeas que nos lembra dos encantos da flora tropical. 

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Orquídea na Exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro em Maio de 2009. Foto: Ladyce West

Este evento sempre atrai centenas, provavelmente alguns milhares de pessoas para o JB do Rio de Janeiro.  Orquidários de diversas regiões do estado  competem com exemplares de suas mais belas  flores em diversas categorias.  

 

A beleza de uma das orquídeas na exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em Maio de 2009.  Foto:  Ladyce West

A beleza de uma das orquídeas na exposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em Maio de 2009. Foto: Ladyce West





Dia do Trabalho!

1 05 2009

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Zé Carioca, Ilustração Walt Disney.

 

ATIVIDADES PARA O DIA DO TRABALHO!





Mercúrio na Baía de Guanabara, RJ

17 04 2009

baia-com-pescadorVista parcial da Baía de Guanabara, RJ, com pescador e o Corcovado ao fundo.  Foto:  Ladyce West

 

 

 

 

 

 

 

 

O jornal O Globo de hoje, na seção Ciências, traz um artigo sobre os níveis de mercúrio encontrados nos animais que freqüentam as águas da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.  

 

Estudo feito pelo biólogo Jaílson Fulgêncio de Moura da Escola Nacional de Saúde Pública (Enso/Fiocruz) mostra que as águas da Baía de Guanabara apresentam altos níveis de contaminação por mercúrio.  Como já explicamos aqui neste blog [ Aumenta o nível de mercúrio no oceano, 16/4/2009] todos nós sofremos com o envenenamento por mercúrio.  Mas os problemas são ainda piores para as mulheres grávidas, cujo consumo de mercúrio pode causar problemas neurológicos nos fetos.

 

Jaílson de Moura analisou o nível de mercúrio nos golfinhos que visitam a Guanabara, mais especificamente o boto-cinza, que se alimenta de peixes, entre eles muitos peixes consumidos pelo homem.    O estudo, iniciado em 2002, se concentrou no golfinho, porque este mamífero em geral acumula em seu organismo substâncias contaminantes encontradas no meio ambiente.  

 

Além do mais, trata-se de uma espécie que ocorre até cinqüenta metros de profundidade, ou seja, é um animal de regiões costeiras, que são as que sofrem mais impacto das atividades humanas, explicou o biólogo.

 

As águas da Baía de Guanabara recebem uma grande quantidade de dejetos industriais, o que explica o aparecimento do mercúrio nos golfinhos estudados.  Além do mais estes botos vivem aproximadamente 30 anos, o que ajuda aos especialistas a analisar o tempo de exposição e consumo de mercúrio que estes animais tiveram ao longo de suas vidas.

 

Apesar de não termos os níveis assustadores de contaminação de mercúrio já encontrados em golfinhos na Ásia, cada vez mais, vemos a necessidade de imediata atenção na recuperação das águas da Guanabara, na limpeza, na despoluição da baía.

 

 

 





A jovem cidade do Rio de Janeiro: 444 anos!

1 03 2009
Praia de Copacabana vista da pedra do Leme.  Foto:  Ladyce West

Praia de Copacabana vista da pedra do Leme. Foto: Ladyce West

 

 

 

Sublime, pitoresca, cores intensas, predomínio do tom azul, grandes plantações de cana-de-açúcar e café, véu natural de mimosas, florestas parecidas, porém mais gloriosas do que aquelas nas gravuras, raios de sol, plantas parasitas, bananas, grandes folhas, sol mormacento.  Tudo quieto, exceto grandes e brilhantes borboletas.  Muita água […], as margens cheias de árvores e lindas flores.

 

Charles Darwin, 1832

 

Em:1808, Laurentino Gomes, São Paulo, Planeta: 2007, páginas: 154-5





No aniversário da cidade do Rio de Janeiro

1 03 2009
Praia de Botafogo, ao fundo O Corcovado, RJ.  Foto: Ladyce West

Praia de Botafogo, ao fundo O Corcovado, RJ. Foto: Ladyce West

 

 

 

Se algum ponto do Novo Mundo merece, por sua situação e condições naturais, tornar-se um dia teatro de grandes acontecimentos, um foco de civilização e cultura, um empório do comércio mundial é, ao meu ver, o Rio de Janeiro.  Não posso aqui reprimir essa  observação.

 

Em: Viagem ao interior do Brasil empreendida nos anos de 1817 a 1821, Johann Emmanuel Pohl, traduzido por Milton e Eugênio Amado, Rio de Janeiro INL [Instituto Nacional do Livro]:1951





Feliz Aniversário, Rio de Janeiro: 444 anos!

1 03 2009
Enseada de Botafogo, ao fundo o Pão de Açúcar, Foto: Ladyce West

Enseada de Botafogo, ao fundo o Pão de Açúcar, Foto: Ladyce West

 

A cidade do Rio de Janeiro comemora hoje 444 anos desde sua fundação por Estácio de Sá.

 

Para lembrar esta passagem, transcrevo aqui um trecho de uma carta enviada pelo pintor francês Edouard Manet, quando visitou o Rio de Janeiro, no Carnaval de 1849.

 

 

Os arredores da cidade são incomparavelmente bonitos, nunca vi uma natureza tão bela.  Ontem na companhia de alguns solteirões, fiz um passeio por uma ilha situada ao fundo da baía.  Divertimo-nos deveras.  A casa em que nos hospedamos por três dias é encantadora e tipicamente crioula.  Excursionamos por uma floresta virgem.  É uma experiência interessante, exceto pelas cobras, que tornam o passeio menos prazeroso.

 

 

Carta de Edouard Manet, de 26 de fevereiro de 1849, a seu primo Jules.

 

 

Viagem ao Rio: cartas da juventude, 1848-1849, Edouard Manet, trad. e apresentação de Jean Marcel Carvalho França, Rio de Janeiro, Editora José Olympio: 2002, página 92





Salgueiro, poema de Leonor Posada

1 03 2009
Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, Carnaval 2009, Foto: AFP

Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, Carnaval 2009, Foto: AFP

 

 

Homenagem à escola vencedora do Carnaval carioca de 2009.

 

 

 

 

 

SALGUEIRO

 

                                        Leonor Posada

 

 

 

Olho-te, morro, apaixonadamente,

docemente,

como quem olha, em noite luminosa,

a cena de Belém.

Em tuas grimpas o sol crava seus raios,

e os desmaios

da tarde, no poente, arroxeada,

são a coros que te sangra a fronte.

 

Sobem teus flancos

mil caminhos tortuosos, e barrancos

debruçam-se a olhar para a cidade.

Teus casebres misérrimos parecem,

de longe, feios,  entre os arvoredos,

um ponto de saudade.

 

Pela manhã, desce ligeiramente,

a tua gente

em busca do seu pão, do seu trabalho;

ao passo que o malandro, mal dormido,

no chão batido,

inda cheio de sono,

a fome engana batucando um samba…

 

Olho-te, morro, apaixonadamente,

docemente,

como quem olha, em noite luminosa,

a cena de Belém.

A cidade é berço do Messias,

e para tua gente tem um nome

sem significação:

— Civilização

 

 

 

Em: Poetas cariocas em quatrocentos anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965

 

 

 

Leonor Posada, (Cantagalo, RJ 1893 – Rio de Janeiro, 1960) Poeta, teatróloga, professora.

 

Obras:

 

Plumas e espinhos,  poesia, 1926

Leituras cívicas, didático, 1943

Guia de redação, didático, 1953

Serenidade, poesia, 1954

Os primeiros passos na redação, 1956





A formação de um bloco de Carnaval: Ruy Castro

24 02 2009

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Carnaval, década de 40

Haydéa Santiago (RJ 1896 – RJ 1980)

Estudo para um painel do MAB

Óleo sobre tela

 

 

 

 

A gestação e o parto de um bloco são uma súmula do estilo carioca de viver.  Todo bloco nasce de uma amizade.  Começa com meia dúzia de amigos que, durante o ano, se reúnem para beber e conversar fiado num botequim de subúrbio, num quiosque à beira-mar ou mesmo para jogar pelada.  Às vezes são colegas de profissão: médicos, advogados, arquitetos, bancários, jornalistas, publicitários, desempregados – dá de tudo, de todas as cores, e recomenda-se apenas que um não esteja comendo a mulher do outro.  Entre churrasquinhos, chopes e caipirinhas, alguém aparece com um violão ou um tamborim.  Faz-se um samba, depois outro, que todos aprendem e cantam.  Nas proximidades do Carnaval, resolvem desfilar juntos, levando mulher, filhos, a empregada, a babá e quem mais se apresentar.  Outros amigos aderem e levam os amigos deles.  Para pagar o aluguel de uma quadra de ensaios, renovar o couro dos instrumentos,  fazem uma vaquinha entre os comerciantes da vizinhança e vendem camisetas oficiais do bloco – quase sempre desenhadas por um cartunista nacionalmente famoso e que, por acaso, também faz parte do grupo.  A uma ou duas semanas do Carnaval, o bloco começa a sair às ruas e logo conquista a simpatia, quase amor, do bairro – qualquer pessoa pode juntar-se e se deixar levar pela corrente humana.  No Carnaval para valer, já são tantos os blocos de cada região que eles têm de sair em dias alternados e com o apoio dos guardas de trânsito.  Se desfilarem ao mesmo tempo, darão um nó na cidade. 

 

Ao contrário das bandas, que usam instrumentos de sopro e se limitam a executar velhos standards do Carnaval, os blocos só dependem da bateria e do gogó para cantar os sambas e marchinhas feitos por eles mesmos – e que, como não tocarão no rádio ou na televisão, dizem o que querem sobre ou contra qualquer pessoa.  Neles estão a malícia, a crítica e a gozação – marcas registradas da cidade.

 

O Carnaval é a prova de que a força empreendedora do carioca, quando ele se dispõe a exercê-la, é formidável.  Imagine se o carioca pusesse essa força a serviço de algo realmente sério, importante e construtivo.

 

Não sei e não queremos nem saber.

 

 

Ruy Castro

Carnaval no fogo: crônica de uma cidade excitante demais

São Paulo Cia das Letras:2003  Páginas 117 e 118.





Porque é Carnaval…

24 02 2009

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Mascarado, 2007

Reynaldo Fonseca

óleo sobre tela 60 x 80 cm

Escritório de Arte, Rio de Janeiro

 

 

Reynaldo Fonseca

Recife, 1925

 

Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1944, tornou-se aluno de Portinari e de volta de uma viagem à Europa, em 1949, e novamente residindo no Rio de Janeiro, estudou com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios, a técnica da gravura, terminando por retornar a Recife e estudar o «modelo vivo», o que explica a excelente técnica e o rigor compositivo características sempre presentes em todas as suas obras.

Expõe com sucesso desde 1958 (Recife) e desde 1969 (Rio de Janeiro), tendo dividido sua atividade artística entre os dois centros.

Através de seu trabalho percebe-se sua contínua tentativa de seguir a inspiração grandes pintores primitivos onde se encontra presente uma bafagem, tal como um deliciado sopro criador.

«Para conseguir a atmosfera de mistério e nostalgia que pretendo dar aos meus quadros, uso com freqüência, como assunto, velhas fotografias e gravuras. Tecnicamente parto do antigo (por encontrar nele os elementos necessários ao que quero expressar), tratando de dar uma construção pessoal, portanto atual.»  Reynaldo Fonseca.