Parque Manequinho Lopes, Ibirapuera, 1998
Giancarlo Zorlini (São Paulo, 1931)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Parque Manequinho Lopes, Ibirapuera, 1998
Giancarlo Zorlini (São Paulo, 1931)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
João Batista de Paula Fonseca (Brasil, 1889-1960)
óleo sobre tela, 54 x 66 cm
Impressão, nascer do sol, 1872
Claude Monet (França, 1840-1926)
óleo sobre tela, 48 x 63 cm
Museu Marmottan Monet, Paris
A grande surpresa da semana foi saber a hora precisa em que Claude Monet pintou o quadro que deu o nome ao movimento artístico mais popular do final do século XIX: o impressionismo. É fato conhecido que, o responsável pelo batismo do movimento que surgia, foi o crítico de arte Louis Leroy. Sua reação negativa à obra, no jornal satírico Le Charivari, quando comentava a arte mostrada no Salão dos Independentes de 1874, se utilizava do título do quadro de Claude Monet, reproduzido acima, com a intenção de debochar do que estava sendo exposto. De nada adiantou a crítica de Leroy, pois o movimento que se iniciava, ainda sem proposta clara e sem destino previsível, tornou-se o mais popular entre os amantes da arte nas gerações seguintes.
O impressionismo continua até hoje a maneira de pintar que mais consegue novos adeptos, quer apreciadores da arte, quer pintores amadores ou profissionais. Prova do interesse sobre os impressionistas pode ser obtida na preocupação do físico Donald Olson, da Universidade do Estado do Texas, em São Marcos, que não só descobriu o lugar preciso de onde Monet havia pintado a cena acima [da janela de seu hotel no Le Havre], como observando e estudando centenas de fotografias e mapas, comparando-as com a imagem representada por Monet, e ajustando matematicamente suas contas, levando em consideração, inclusive, as horas de distanciamento de Le Havre do meridiano de Greenwich, conseguiu precisar a localização de Monet e a hora em que o sol estava como na tela: 15 de novembro de 1872, à 7: 35 da manhã.
Para saber o processo pelo qual o Prof. Olson chegou a essa conclusão é uma boa ideia ler o texto do artigo: Physicist puts time on timeless Monet painting, no Los Angeles Times, de 3 de Setembro de 2014.
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
óleo sobre tela, 122 x 103cm
Emery Franklin (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela
Como o homem perdeu a juventude eterna
O deus Rwan* havia decretado que o homem deveria mudar de pele como a cobra e virar jovem quando chegasse a uma idade avançada. “Mas ninguém do seu povo pode vê-lo quando você deixar a pele para trás, você precisa estar sozinho neste momento. E se seu filho ou neto o vir, naquele mesmo instante você morrerá e não será salvo de novo.“
Quando o homem mais velho se tornou um ancião, soube que a hora havia chegado para trocar de pele, e mandou que sua neta lhe trouxesse água em uma cabaça, no fundo da qual ele havia feito muitos pequenos furos, para que ela se visse forçada a ficar bastante tempo longe dali. Mas, ela tapou os buracos, e retornou logo depois, surpreendendo-o no meio da troca de pele. Nesse momento ele gritou: “Eu morri, vocês todos morrerão, eu morri, vocês todos irão morrer. Isso porque você, minha neta, entrou aqui quando eu jogava fora a minha pele. Serei castigado, você também!”
Depois disso o povo levou a jovem para a floresta. Mais tarde ela se casou e teve filhos. Estes são os babuínos e os macacos, gorilas e os macacos Colobus; e os babuínos e seus semelhantes são por isso chamados “Povo da Floresta” ou “Filhos da maldição“.
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[Djaga, Kilimanjaro]
Em: African Myths and Tales, Susan Feldmann, Nova York, Dell: 1970, p.120.
[Tradução minha]
Retrato de Mme Socolovert, s.d.
Michel Kikoine (Rússia, 1892-França, 1968)
óleo sobre tela, 73 x 54 cm
