–
–
François Martin-Kavel (França, 1861-1931)
Pintura utilizada na tampa da lata de biscoitos Biscuit Olibet
–
–
François Martin-Kavel (França, 1861-1931)
Pintura utilizada na tampa da lata de biscoitos Biscuit Olibet
–
–
V. G. Vlasov (Ucrânia, 1927-2000)
pastel sobre papelão
–
–
–
–
Jardim de Luxemburgo, Paris, 2012
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 49 x 59 cm
–
Christine Reilly, pintora australiana contemporânea, com experiência de galerista. Além de pintura, dedica-se também à gravura e a ilustração para cartões, à pintura de gênero e paisagens urbanas.
–
–
Pagina do almanaque comprado pela Biblioteca Wellcome.–
Quanto vale um manuscrito medieval de medicina? 100.000 libras esterlinas aproximadamente R$ 400.000, hoje.
No finalzinho do ano passado, depois do Natal de 2013, a Wellcome Library, biblioteca londrina, especializada na história da medicina, pagou exatamente essa quantia pelo pequeno almanaque médico medieval. Este volume tem um história interessante além da páginas decoradas à mão. Pertenceu a excêntrica poeta e crítica literária Edith Sitwell. O almanaque é um calendário combinado a mapa astrológico e também a um livro de medicina. E cabe na palma de uma mão.
Nessa época era comum associar-se os signos do zodíaco ao corpo humano. Na verdade até o final do século XVI médicos anotavam regularmente a posição dos signos, e a fase da lua quando atendiam a seus pacientes.
–
O mapa do corpo humano ilustrado no manuscrito da Biblioteca Wellcome, em Londres.–
Por ter uma função específica, auxiliar o médico em sua tarefa de cura, o almanaque de medicina era em geral muito manuseado. Além disso muitos deles eram presos ao cinto ou à sacola do médico que o levava para atender seus pacientes. Por isso mesmo poucos restam da época medieval. Este manuscrito é do século XV. Só 30 desses almanaques são conhecidos dessa época. Excepcionalmente, este era um objeto de luxo, iluminado com cores ricas e folha de ouro, e encadernado em brocado de seda.
Não se conhece a história do proprietário original desse manuscrito e nem mesmo de como ele conseguiu chegar em tão boas condições até 1940, quando foi dado de presente à Edith Sitwell. São 600 anos de mistério. Mas agora ele estará ao alcance do público numa biblioteca especializada.
–
FONTE: The Guardian
–
–
Josef Kote (Albânia/USA, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 90 x 90 cm
–
–
Carlos Cosme Jimenez (Espanha, contemporâneo)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
–
–
Francis De Croisset (1877-1937)
–
–
Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)
óleo sobre tela
–
Arvid Federick Nyholm (Suécia, 1866- EUA, 1927)
–
–
Os Evangelhos de Garima, iluminura, c. 330-660 EC.–
Em janeiro passou sem referência na imprensa carioca uma descoberta anunciada em quase todos os jornais europeus: novas datação para os Evangelhos de Garima, que os transformam no mais antigo manuscrito ilustrado cristão do mundo. Esses dois volumes, um de 348 páginas com 11 páginas iluminadas e outro de 322 página com 17 iluminuras, foram encontrados em um mosteiro etíope na região montanhosa do país a 2.150 m de altitude. Os Evangelhos de Garima haviam sido anteriormente datados de 1100 da Era Comum, mas novo exame por rádio carbono realizado em Oxford sugere data anterior: entre 330 e 650EC, tendo os anos de 487-488 a data mais indicada. Esta descoberta tem duas conseqüências: muda o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento de manuscritos iluminados e lança uma nova luz sobre a difusão do cristianismo na África subsaariana. Preservados em um mosteiro isolado na região de Ti Gray, os Evangelhos de Garima permanecem como únicos exemplares datados de antes do século XII, pré-datando todos os outros manuscritos cristãos por mais de 500 anos. Essa nova informação sobre o manuscrito pode ligá-lo diretamente ao tempo de Abba Garima, fundador do mosteiro. Vindo de Constantinopla, o monge Garima chegou à a Etiópia por volta de 494. Diz a lenda que ele copiou os Evangelhos em um único dia. Para ajudá-lo a concluir esta longa tarefa, Deus teria adiado o por do sol.
–
Os Evangelhos de Garima–
A sobrevivência dos Evangelhos Garima é surpreendente, já que todos os outros manuscritos etíopes anteriores parecem ter sido destruídos em tempos de turbulência. Muito pouco se sabe sobre a história do Mosteiro de Abba Garima, mas ele pode ter sido invadido na década de 1530 por muçulmanos. E em 1896 essa área foi o centro de resistência das forças italianas que lutavam para manter a colônia. Além disso a igreja principal do monastério pegou fogo em 1930. Sabe-se que esses evangelhos estavam escondidos, talvez por séculos ou até mesmo por mais de um milênio. Em 1520, capelão Português Francisco Álvarez visitou o mosteiro e registrou que havia uma caverna (agora perdida ou destruída), onde acreditava-se que Abba Garima havia vivido. Álvarez relatou que os monges desciam até a gruta por uma escada para fazer penitência. Especula-se,portanto, que os Evangelhos possam ter sido escondidos nesta caverna.
–
FONTE: The Art Newspaper
–
–
Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá, 1859-1912)
aquarela, 61 x 43 cm
–
Elizabeth Stanhope Forbes nasceu em Kinston, Ontário, Canadá em 1859. Foi educada artisticamente na Inglaterra onde permaneceu a maior parte de sua vida. Em 1889 casou-se com o pintor Stanhope Forbes. Teve um filho, Alec, em 1893. Morreu em 1912.