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Emile Friant (França, 1863-1932)
óleo sobre madeira, 26 x 34 cm
Coleção Particular
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“A opinião é a rainha do mundo”.
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Blaise Pascal (1623-1662)
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Emile Friant (França, 1863-1932)
óleo sobre madeira, 26 x 34 cm
Coleção Particular
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Blaise Pascal (1623-1662)
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Michael de Bono (Grã-Bretanha, 1983)
óleo sobre tela
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Fabrício Fontolan (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
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Neste fim de semana de Carnaval o jornal O Globo publicou os resultados de uma pesquisa entre as bibliotecas públicas municipais e estaduais no Rio de Janeiro que listava os livros mais requisitados e emprestados ao público [Ranking de leitura, estrangeiros no topo]. Foi constatado que leitores preferem os livros das listas dos mais vendidos e mais falados. Livros que na maioria são escritos por autores estrangeiros. Não importa onde essas bibliotecas estejam localizadas, se em bairro de classe média, rica ou pobre o interesse pelos campeões de venda é o mesmo.
Não fiquei surpresa. Acho natural que todos queiram estar a par dos assuntos nas conversas nos cafés, nas escolas e na internet. Principalmente os adolescentes e jovens adultos, que sabem muito bem os livros que andam fazendo sucesso em outros países. Esse costume brasileiro de querermos ler o que é escrito no exterior não é de hoje. No século XIX até meados do século XX era a França que ditava o que os brasileiros liam. Nem por isso deixamos de ter um Machado de Assis.
O importante é que nossas bibliotecas públicas tenham para emprestar os livros que as pessoas queiram ou precisem ler. É uma maneira simples de garantir a leitura. Ler é o mais importante. De longe. Depois que a leitura se estabelece como um hábito, o leitor por si mesmo irá se encaminhando para outros livros, para outros horizontes.
Os autores Nicholas Sparks e J. K. Rowling lideram os empréstimos dessas bibliotecas.
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Ernest Anders (Alemanha, 1845-1911)
óleo sobre tela
Coleção Particular, Düsseldorf
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François Martin-Kavel (França, 1861-1931)
Pintura utilizada na tampa da lata de biscoitos Biscuit Olibet
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V. G. Vlasov (Ucrânia, 1927-2000)
pastel sobre papelão
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Jardim de Luxemburgo, Paris, 2012
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 49 x 59 cm
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Christine Reilly, pintora australiana contemporânea, com experiência de galerista. Além de pintura, dedica-se também à gravura e a ilustração para cartões, à pintura de gênero e paisagens urbanas.
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Pagina do almanaque comprado pela Biblioteca Wellcome.–
Quanto vale um manuscrito medieval de medicina? 100.000 libras esterlinas aproximadamente R$ 400.000, hoje.
No finalzinho do ano passado, depois do Natal de 2013, a Wellcome Library, biblioteca londrina, especializada na história da medicina, pagou exatamente essa quantia pelo pequeno almanaque médico medieval. Este volume tem um história interessante além da páginas decoradas à mão. Pertenceu a excêntrica poeta e crítica literária Edith Sitwell. O almanaque é um calendário combinado a mapa astrológico e também a um livro de medicina. E cabe na palma de uma mão.
Nessa época era comum associar-se os signos do zodíaco ao corpo humano. Na verdade até o final do século XVI médicos anotavam regularmente a posição dos signos, e a fase da lua quando atendiam a seus pacientes.
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O mapa do corpo humano ilustrado no manuscrito da Biblioteca Wellcome, em Londres.–
Por ter uma função específica, auxiliar o médico em sua tarefa de cura, o almanaque de medicina era em geral muito manuseado. Além disso muitos deles eram presos ao cinto ou à sacola do médico que o levava para atender seus pacientes. Por isso mesmo poucos restam da época medieval. Este manuscrito é do século XV. Só 30 desses almanaques são conhecidos dessa época. Excepcionalmente, este era um objeto de luxo, iluminado com cores ricas e folha de ouro, e encadernado em brocado de seda.
Não se conhece a história do proprietário original desse manuscrito e nem mesmo de como ele conseguiu chegar em tão boas condições até 1940, quando foi dado de presente à Edith Sitwell. São 600 anos de mistério. Mas agora ele estará ao alcance do público numa biblioteca especializada.
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FONTE: The Guardian