A Batalha de Anghiari de Leonardo da Vinci, pintura mural será descoberta!

7 10 2009

leonardo

Foto: The New York Times

A pintura, chamada “A Batalha de Anghiari”, estava oculta sob a parede no Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 1500.

 

Se, como Maurizio Seracini, você acredita que a maior das pinturas de Leonardo da Vinci está escondida no interior de uma parede na sede da prefeitura de Florença, há duas técnicas essenciais para encontrá-la e, como de hábito, Leonardo mesmo antecipou as duas.

A primeira envolve o recurso a equipamento científico. Depois de encontrar o que parecia ser uma pista quanto ao trabalho de Da Vinci deixada por outro artista do século XVI, Seracini liderou uma equipe internacional de cientistas em um projeto que resultou no mapeamento de cada milímetro da parede e da sala que ela delimita com o uso de lasers, radar, luz ultravioleta e câmeras infravermelhas. Assim que conseguiram identificar o possível esconderijo, os pesquisadores desenvolveram aparelhos com os quais será possível detectar a pintura por meio do disparo de feixes de nêutrons contra a parede.

“Da Vinci adoraria ver o quanto a ciência está sendo utilizada, na procura por sua mais célebre obra-prima“, disse Seracini, enquanto contemplava a parede em cujo interior ele espera encontrar a pintura, e recuperá-la intacta. “Consigo perfeitamente imaginar o fascínio que ele sentiria por todos os aparelhos de alta tecnologia que viremos a utilizar para esse processo”.

Seracini estava no grande salão cerimonial do Palazzo Vecchi, a chamada Câmara dos 500, que na era do Renascimento ocupava posição política central na vida de Florença e por isso terminou sendo decorada com murais de vitórias militares florentinas, pintadas por Da Vinci e Michelangelo, sob encomenda dos líderes da cidade. Era julho de 2009 e a sala continua a ser um centro de poder político, como se podia perceber com a entrada repentina de Matteo Renzi, o novo prefeito de Florença, que percorria rapidamente o caminho entre sua sala e o carro que o esperava na saída do edifício.

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Um dos sketches para a Batalha de Anghiari, dos cadernos de Leonardo Da Vinci. 

A palestra científica foi interrompida enquanto Seracini se apressava para interceptar a comitiva do prefeito. Ele estava ansioso para empregar a segunda das estratégias essenciais, na busca por uma pintura de Da Vinci em Florença: encontrar o patrono certo.

Essa foi sempre uma tática inteligente na cidade natal dos Medicis e de burocratas como Maquiavel, o amigo de Da Vinci cuja assinatura consta do contrato no qual o mural sobre as vitórias da cidade foi encomendado ao pintor. Seracini, professor de engenharia na Universidade da Califórnia em San Diego, passou anos perdido em um labirinto burocrático, esperando aprovação para testar sua técnica de localização por feixes de nêutrons, mas diz que o novo prefeito da cidade representa a melhor esperança de localizar a pintura de Da Vinci.

A busca foi iniciada mais de três décadas atrás e com uma pista digna de figurar em um romance de suspense do escritor Dan Brown. Em 1975, quando estava estudando engenharia nos Estados Unidos, Seracini retornou à sua Florença natal para uma análise da Câmara dos 500, em companhia de Carlo Pedretti, um estudioso da vida e obra de Da Vinci.

Os dois estavam em busca de “A Batalha de Anghiari”, a maior pintura que Da Vinci realizou em sua vida (a largura do mural era três vezes maior que a de “A Última Ceia”). Ainda que o trabalho jamais tenha sido concluído – Da Vinci o abandonou em 1506-, uma das cenas centrais, que mostra soldados e cavalos em pleno combate, foi elogiada como um estudo sem precedentes dos princípios da anatomia e do movimento. Por décadas, artistas como Rafael visitaram a Câmara dos 500 a fim de contemplar o mural e copiá-lo para referência.

Leonardo, copia de Peter Paul Rubens, Arezzo_anghiari_Batalha

Peter Paul Rubens, cópia da Batalha de Anghiari, por Leonardo Da Vinci.  Até recentemente uma das únicas maneiras de se saber o conteúdo da pintura mural de Leonardo.

 

E um dia a pintura desapareceu. Quando o salão foi remodelado, em 1563, o arquiteto e pintor Giorgio Vasari recobriu as paredes com afrescos que mostravam vitórias militares da família Medici, retornada ao poder. O mural de Da Vinci terminou esquecido. Mas em 1975, quando Seracini estava estudando uma das cenas de batalha pintadas por Vasari, ele percebeu a imagem de uma pequena bandeira contendo as palavras “Cerca Trova“, ou seja, “procure e encontrará“. Será que elas serviam como sinal de Vasari para a presença de algo oculto por sob a sua pintura?

A tecnologia dos anos 70 não permitia obter resposta clara. Seracini levou sua carreira adiante e veio a conquistar a fama por conta de suas análises científicas de outras obras de arte e, posteriormente, fundou o Centro de Ciência Interdisciplinar para a Arte, Arquitetura e Arqueologia, integrado à Universidade da Califórnia em San Diego. Em 2000, ele voltou a Florença e à Câmara dos 500, equipado com novas tecnologias e com o apoio de um novo patrono, Loel Guinness, um filantropo britânico.

Ao registrar imagens em infravermelho e mapear a sala com o uso de laser, a equipe de Seracini descobriu onde ficavam as portas e janelas antes que Vasari conduzisse a sua reforma. A planta reconstituída, combinada a documentos do século XVI, bastou para localizar o ponto que teria sido pintado por Da Vinci. Também serviu para oferecer uma potencial explicação para o fato de que Michelangelo tenha realizado não mais que um esboço inicial do mural a ele encomendado: o pintor deve ter ficado enciumado ao descobrir que a seção da parede atribuída a Da Vinci oferecia iluminação natural muito melhor.

A sala é imensa, mas não grande o suficiente para que Michelangelo e Da Vinci pudessem dividi-la“, disse Seracini. A nova análise demonstrou que o local em que Da Vinci pintou sua cena ficava exatamente sob o ponto em que a bandeira com os dizeres “cerca trova” foi pintada. E uma notícia ainda melhor, obtida por meio da análise da parede com radar, foi o fato de que Vasari não revestiu o mural de Da Vinci e pintou o seu; ele fez construir novas paredes de tijolos para sua pintura e tomou o cuidado de deixar um pequeno espaço para respiração por trás de uma dessas seções de tijolos – exatamente aquela que fica por trás do “cerca trova”.

vasari

Auto-retrato,  c. 1567

Giorgio Vasari (Arezzo 1511- Florença 1574)

Mas como um pesquisador trabalhando hoje poderia descobrir o que existe atrás do afresco e dos tijolos? Como é que alguém poderia contemplar a parede original, a uma profundidade de 15 cm, sem prejudicar o afresco também histórico que existe em sua superfície?

Seracini não sabia como proceder, até 2005, quando pediu ajuda durante uma conferência científica e recebeu uma sugestão quanto ao uso de feixes de nêutrons que atravessariam o afresco sem prejudicá-lo. Com ajuda de físicos dos Estados Unidos, da autoridade italiana de energia nuclear e de universidades da Holanda e Rússia, Seracini desenvolveu aparelhos capazes de identificar os reveladores produtos químicos usados por Da Vinci.

Um desses aparelhos é capaz de detectar os nêutrons que retornam depois de colidir com átomos de hidrogênio, um componente abundante nos materiais orgânicos (como o óleo de linhaça e resina) empregados por Da Vinci. Em lugar de utilizar tinta à base de água, o método convencional para um afresco em gesso como o de Vasari, Da Vinci recobriu a parede com uma camada base impermeabilizada e utilizou tintas a óleo.

O segundo aparelho utilizado pelos pesquisadores permite distinguir os raios gama produzidos pelas colisões de neurônios com átomos de diferentes elementos químicos. O objetivo é localizar o enxofre na camada de impermeabilização de Da Vinci, o estanho na camada branca que servia como base à pintura e os produtos químicos nos pigmentos de cor, como o mercúrio usado para produzir pigmento vermelho e o cobre usado para o azul.

Desenvolver essa tecnologia foi difícil, mas mesmo assim representou desafio menor do que conquistar aprovação burocrática ao seu uso. Seracini encontrou uma série de obstáculos políticos e burocráticos. Assim, quando viu o novo prefeito atravessando o Salão dos 500 naquela tarde de julho, ele se apressou a fazer um apelo pessoal a Renzi, que era favorável ao projeto antes de sua eleição.

Com a polidez de um Medici, o prefeito parou para escutar o pedido, e depois prometeu que ajudaria a empreitada artística a avançar, assim que tivesse cumprido a sua primeira leva de promessas eleitorais. “Meu sonho é ver essa descoberta o mais rápido possível”, disse Renzi. “Rápido” pode ser um termo altamente relativo, na burocracia italiana, mas o prefeito de fato agiu para reiniciar o processo e conduziu uma reunião com um de seus atuais patronos, a National Geographic Society dos Estados Unidos. Na semana passada, Renzi declarou que esperava que o trabalho pudesse ser realizado em breve.

Estamos dispostos a conceder permissão ao professor Seracini“, disse Renzi na quinta-feira. “A única questão é a data, e saber quem fará o quê. Dentro de uma ou duas semanas, o projeto deve receber luz verde”. Assim que obtiver autorização, diz Seracini, ele espera concluir o trabalho de análise dentro de um ano.

Caso “A Batalha de Anghiari” esteja mesmo lá, diz, seria viável que as autoridades florentinas encarregassem especialistas de remover o afresco exterior de Vasari, extrair a pintura de Da Vinci e em seguida recolocar o afresco em sua posição. É claro que ninguém sabe em que estado o mural de Da Vinci estará. Mas Seracini, que conduziu extensas análises sobre os danos sofridos por quadros do Renascimento, diz que se sente otimista quanto ao mural.

A vantagem é que ele esteve coberto por cinco séculos“, disse. “Esteve protegido contra vandalismo, contra o ambiente e contra más restaurações. Não espero que tenha decaído demais“. Caso ele tenha razão, então talvez Vasari tenha feito um favor a Da Vinci ao cobrir sua pintura – mas tomando o cuidado de deixar aquela enigmática bandeira por sobre o local do tesouro.

Texto: John Tierney

Tradução: Paulo Migliacci ME

 

Fonte: TERRA





Quadrinha infantil: nós e a macacada

7 10 2009

macaquinhos MW Editora & IlustraçõesMacaquinhos, MW Editora e Ilustrações.

 

A vida — coisa engraçada —

é um contraste permanente:

nós rimos da macacada,

que ri imitando a gente.

 

(Remy Prates Pinheiro)





Um anel gigante em torno de Saturno

7 10 2009

saturno anel gigante

 

 

Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de km de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.

Trata-se de um anel superdimensionado“, definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica Nature. “Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio“, comparou a cientista.

Verbiscer e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma “leitura” de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno. Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas.

As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria“, disse Verbiscer. Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas. A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno.

Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia – a lua Iapetus, também de Saturno. A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang.

Segundo a equipe de Verbiscer, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno.

Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, “como uma mosca contra uma janela“.

 

Fonte: TERRA





Descoberto esqueleto de dinossauro herbívoro gigante em SP

6 10 2009

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Os Saurópodes

 

Restos de um dos gigantes brasileiros da Era dos Dinossauros estão vindo lentamente à tona em Marília (444 km a noroeste de São Paulo). Tudo indica que se trata de um saurópode, dino pescoçudo e comedor de plantas que pode ter chegado a 13 metros.

O esqueleto de dezenas de milhões de anos apenas começou a ser exposto, mas há esperança de que boa parte do animal ainda esteja por lá, porque as vértebras achadas até agora estão articuladas, ou seja, unidas umas às outras na posição que ocupavam em vida.

Esse fato é um golpe de sorte relativamente raro na paleontologia brasileira, contou à Folha o responsável pela descoberta, William Nava, do Museu de Paleontologia de Marília.

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Saurópodes: tamanhos relativos.

 

Como temos parte da região pélvica [do quadril] preservada e associada às vértebras dorsais, estamos escavando agora na direção da cabeça do bicho. Tudo indica que poderemos achar as vértebras cervicais, do pescoço, e também o crânio preservado sob as camadas de arenito, o que seria fantástico. Essa é a nossa expectativa“, afirma Nava, um dos mais ativos caçadores de fósseis do interior de São Paulo.

As primeiras pistas do saurópode surgiram no último mês de abril, quando a presença de conchas fossilizadas de bivalves (moluscos como as atuais ostras) chamou a atenção de Nava. “Resolvi investigar o barranco que margeia o acostamento da estrada e vislumbrei diversos fragmentos ósseos despontando na rocha, mas bastante escurecidos, indicando que estavam há um bom tempo expostos“, conta ele.

Essa coleção inicial de restos, por si só, já parecia interessante: havia vértebras da cauda, costelas e dois outros ossos grandes (um deles provavelmente corresponde ao fêmur). Um pouco mais de trabalho revelou a presença de duas vértebras articuladas, medindo, cada uma, cerca de 20 cm. “Quando se encontra material articulado a tendência é nos concentrarmos nele, devido justamente à escassez dele“, explica Nava.

 

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Concepção artística de saurópodes, ordem à qual provavelmente pertenceu o fóssil achado em Marília (444 km a noroeste São Paulo)

 

Ele repassou as informações sobre a escavação ao paleontólogo Rodrigo Santucci, da UnB (Universidade de Brasília), que é especialista em saurópodes. Conforme o trabalho avançar, Santucci será capaz de determinar se o animal era um titanossaurídeo (principal grupo de saurópodes do país, caracterizados pela presença de “calombos” ósseos em seu couro) e avaliar se a espécie ainda não é conhecida da ciência.

Antes disso, porém, Nava está planejando a retirada do material da encosta, o que pode se transformar numa operação longa e delicada. A idéia é extrair todo o bloco contendo os ossos até agora encontrados e outros ainda encobertos por rocha. O trabalho no local também trouxe à tona o crânio e a mandíbula de um parente extinto dos jacarés e crocodilos.

Texto:  REINALDO JOSÉ LOPES

Fonte:  Folha On Line





Arqueólogos descobrem afrescos e tumbas romanas no Líbano

5 10 2009

libano

O embaixador japonês no Líbano, Koichi Kwakawi (esq.), observa gruta com as paredes cobertas de afrescos da época romana.

 

Sete arqueólogos japoneses da Universidade de Nara encontraram no sul do Líbano uma gruta com as paredes cobertas de afrescos que datam da época romana, com sepulturas.

A gruta, em Borkh al-Shemali, ao leste da cidade costeira de Tiro (85 km ao sul de Beirute), “contém seis tumbas que pertencem a uma família romana”, destacou Nader Siqlawi, arqueólogo da Direção Geral de Antiguidades do Líbano.

 As paredes estão decoradas com afrescos que representam vegetais, animais e pássaros multicoloridos”, completou.

 Fonte: TERRA





Professorinha, poema de Dimas Costa pelo Dia do Professor

5 10 2009

professora ensinando fraçõesIlustração, Maurício de Sousa.

 

 

Professorinha

 

                          Dimas Costa

 

 

 

Chinoca, meiga, trigueira,

Descendente das missões,

Exigente nas lições,

Reclama e briga por tudo.

Mas eu fico sempre mudo

Ao ver aquela carita,

Quando repreende e grita,

Numa expressão sedutora.

Essa é a professora

Do colégio onde estudo.

 

Que me importa com estudo

De história ou geografia,

Se eu gosto é da anatomia

Dessa prenda encantadora.

Eu que sou índio de fora

Meio matuto, por certo,

Vou decorando o alfabeto

Com muita dificuldade,

Porque só aprendo, é verdade,

Nas lições que ela me dá,

Que coisa mais linda não há

Do que os olhos da professora.

 

Esses dias me surpreendeu,

Quando mui séria ensinava,

Que apaixonado eu a olhava

Sem escutar a sua fala.

E, por assim eu mirá-la

Acho que bem entendeu,

Pois de pronto enrubesceu

E tomando-me a lição,

Diz que por falta de atenção,

Me pôs pra fora da aula.

 

Professora, professora,

Deixa de manha, mimosa!

Chinoca quando é dengosa

Ressalta mais o primor.

Desculpa, mas minha flor

Entende a minha paixão:

Deixa pra lá essa lição

E vem comigo, querida,

Viver as coisas da vida

Num recreio só de amor…

 

Se tu quiseres mesmo

Unir-te em laços eternos,

Bota fora os cadernos

E vem seguir os meus passos.

Se larguemo pelos espaços

A procura de um cantinho,

Onde ergueremos um ninho

Debaixo do céu aberto,

E eu morro analfabeto

Só pra viver nos teus braços!

 

 

 

Dimas Noguez Costa, (Bagé, RS, 1926 ), pseudônimo: Chiru Divertido.  Poeta, cronista, radialista.

 

 

Obras:

 

Carta a  mãe natureza, 1979

Céu e campo, 1954  

Céu, pampa e pago, 1968  

Entardecer na querência, 1989

Pampa bravo, 1958  

Pelos caminhos do pago, 1963 

Poesia gauchesca para moças e crianças, 1983

Poesia gauchesca para prendas e peões, 2003

Três poemas de destaque, 1963





Filhotes fofos: onça pintada

5 10 2009

onça pintada

Filhote de onça-pintada faz sucesso no jardim zoológico da cidade de Bloemfontein, na Africa do Sul.

 

A espécie é das Américas, mas é na África que um filhote de onça-pintada (Panthera onca), também conhecida como jaguar, vem fazendo sucesso.

A cria é atração do zoológico de Bloemfontein, na África do Sul, onde brinca o dia todo com os adultos, entre muitos “abraços” e lambidas.

Fonte: FOLHA





Imagem de leitura — Ignat Bednarik

4 10 2009

Ignat Bednarik (Rumênia) 1882-1963 Hombre joven leyendo-Jovem rapaz lendo, s/d.

Ignat Bednarik (Romênia, 1882-1963)

aquarela sobre papel

 

Ignat Bednarik nasceu em Orsova, na Romênia em 1882.  Em 1894, aos 12 anos ganhou seu primeiro prêmio de pintura enquanto estudava na escola secundária em Turnu Severin.   Em 1898 entrou para a Escola de Belas Artes em Bucarest.  Em 1901, vai para Viena estudando quase que por conta própria os mestres das artes nos museus, frequentando esporadicamente a Academia de Belas Artes de Viena.  Vai depois para Sofia, Bulgária, onde passa dois anos se formando artisticamente até que em 1908 retorna a Bucareste e então começa uma vida extremamente atuante nas artes plásticas do país.   Combate junto a outros artistas, através de caracterizações gráficas e envolvimento total, as forças alemãs nas duas guerras mundiais, do século XX.  Em 1938 fica cego.  Faz uma operação na vista em 1947 que restaura parcialmente sua visão.  Mas volta à cegueira em 1961.    Trablahou praticamente em todos os gêneros de pintura: retrato, paisagem, natureza-morta, pintura de gênero.  E também foi bastante versátil no uso de tecnicas de pintura: óleo, aquarela, desenho a nanquim, pastel.





Há padrão nas correntes marinhas!

4 10 2009

barco

 

Suponha que uma bolha de pesticidas ricos em dioxina tenha sido lançada à baía de Monterey. Ela poderia se dispersar rapidamente no Oceano Pacífico. Mas, horas depois, um derramamento de toxinas da mesma dimensão e no mesmo ponto poderia circular perto da costa, representando grave perigo para a vida marinha.

 As bravias águas de superfície da baía se movimentam de maneira tão caótica que uma pequena variação de lugar ou horário para uma bolha de petróleo, bóia ou ser humano que entre na água, pode ditar a direção em que será lançada.  Como determinar se  para o oceano aberto ou rumo à costa?

 Mas os resultados não são imprevisíveis. Uma equipe de cientistas que estuda a baía de Monterey desde 2000 descobriu que há uma estrutura que orienta os padrões de dispersão de suas correntes aparentemente aleatórias, e que essa estrutura muda com o tempo.

 Com a ajuda de um radar de alta freqüência que acompanha a velocidade e direção das águas, e de computadores capazes de executar milhões de cálculos rapidamente, os cientistas descobriram que um arcabouço oculto determina se os objetos são conduzidos ao oceano ou ficam na baía.

 praia vermelha de cima

 

Ao longo dos 10 últimos anos, os cientistas realizaram grandes avanços em sua capacidade de identificar e criar imagens dos mecanismos subjacentes ao fluxo do ar e da água, e de prever a maneira pela qual os objetos se moverão em meio a esses fluxos.

 Auxiliados por instrumentos capazes de acompanhar em detalhe o movimento de pacotes de fluidos e por computadores de baixo custo mas capazes de calcular grande volume de dados rapidamente, os cientistas identificaram estruturas ocultas além da baía de Monterey, e essas estruturas explicam por que aviões enfrentam turbulências inesperadas, por que o fluxo de ar em torno de um carro torna arrasto e como o sangue flui dos ventrículos cardíacos.

 Em dezembro, a revista Chaos vai publicar os resultados da pesquisa em curso para rastrear os esqueletos que se movem por sob os fluxos complexos, conhecidos como “estruturas coerentes de Lagrange”.

 “Houve uma explosão de interesse por esse campo“, disse David Campbell, editor chefe da Chaos, físico e diretor administrativo da Universidade de Boston. “O motivo para que o campo tenha atraído interesse é que os cientistas experimentais agora podem observar o surgimento dessas estruturas”.

 Os padrões de fluxo fascinam os pensadores há séculos. No século XVI, Leonardo da Vinci desenhou os vórtices que via nas águas dos rios e os vórtices de sangue que imaginava existir na válvula aórtica. Da mesma maneira que os padrões visíveis de fluxo mudam rapidamente, de forma que escapa à nossa capacidade de prever os objetos neles aprisionados, as estruturas de fluxo ocultas também se movimentam e se alteram ao longo do tempo.

 

mar e pedras

 

O conceito dessas estruturas surgiu como parte da teoria de sistemas dinâmicos, um ramo da matemática usado para compreender fenômenos complicados que mudam com o tempo. A descoberta de estruturas em ampla gama de casos reais demonstrou que elas desempenham papel chave nos complexos e caóticos fluxos da atmosfera e do oceano.

 As estruturas são invisíveis porque em muitos casos existem apenas como linhas divisórias entre porções de um fluxo que se movem em velocidades e em direções diferentes. No oceano, o percurso de uma gota de água em queda de um lado de uma estrutura como essa pode divergir do percurso de gota semelhante do lado oposto; elas tenderão a se afastar cada vez mais, com a passagem do tempo.

 “Não se trata de algo que possa ser tocado“, disse Jerrold Marsden, professor de engenharia e matemática no Instituto de Tecnologia da Califórnia, sobre as estruturas. “Mas tampouco se pode defini-las como puras abstrações matemáticas“.

 Marsden propõe, como analogia, a linha que divide a porção de uma cidade que foi atingida pelo surto de uma doença daquela que não foi. A linha não é uma rua ou uma cerca, mas ainda assim representa uma barreira física. E, à medida que o surto se expande, a linha muda de posição.

 

pedras e mar [Leme]

 

Para localizar as estruturas, os cientistas precisam acompanhar o fluxo mas não pela observação de seu percurso; o necessário é observá-lo da perspectiva das gotículas de água ou moléculas de ar que se movem como parte dele. “É mais ou menos como praticar surfe“, diz Campbell. “É preciso encontrar a onda e se mover com ela“.

 Os estudiosos que pesquisam a baía de Monterey identificaram uma estrutura coerente de Lagrange que age como uma crista móvel que separa a região da baía que envia poluentes rumo ao oceano daquela que os reconduz à baía. Eles observaram suas mudanças de posição durante 22 dias, e concluíram que, se computadas em tempo real, essas tendências poderiam ser usadas para determinar janelas de um dia de duração nas quais os poluentes causariam menos danos ao meio ambiente da baía.

 

Fonte: TERRA





Quadrinha infantil sobre o galo e a manhã

4 10 2009

 galo cantando, hergé

 Ilustração, Hergé.

 

 

A serenata de um galo

vai, de quebrada em quebrada,

e de intervalo a intervalo,

acordando a madrugada!

 

(Sebastião Paiva)