Quadrinha infantil sobre o galo e a manhã

4 10 2009

 galo cantando, hergé

 Ilustração, Hergé.

 

 

A serenata de um galo

vai, de quebrada em quebrada,

e de intervalo a intervalo,

acordando a madrugada!

 

(Sebastião Paiva)





A lição das árvores — Roquette Pinto

3 10 2009

Clodomiro Amazonas, Ipês amarelos, osm

Ipês amarelos, s/d

Clodomiro Amazonas ( Brasil, 1883-1953)

óleo sobre madeira

Coleção Particular

 

A lição das árvores

 

                                                                                    Roquette Pinto

 

          Se estão contentes, se o prazer estúa no coração e a alegria  canta n’alma, vão os homens arrancar os ramos e as flores que são as mães delicadas da floresta, para aumentar o gozo; e se estão tristes, se a dor soluça em cada qual, vão igualmente buscar, entre as plantas, guirlandas que sublimem as mágoas irremediáveis.

          Assim, continuamente parasitando as árvores, mal se recordam um belo dia , que não lhes dão o carinho de uma grata e filial assistência, a que todas as plantas têm direito.

          Parecem-se os homens com as crianças irascíveis que destratam a ama de leite e nunca lhe fazem a esmola de um beijo de ternura e reconhecimento.

          E elas, as árvores humildes ou majestosas, indiferentes à maldade humana, continuam a derramar, na sombra, o perdão dos seus algozes; continuam a condensar nos frutos o que dá vida e conforto aos seus tiranos; continuam a salpicar de matizes o céu que cobre o berço dos nossos filhos…

          As árvores seguem o seu destino, fazendo viver, alegrando e perdoando!

         

CandidoPortinari,PaisagemdeBrodowski,osm,colpart,SP

Paisagem de Brodowski, s/d

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

óleo sobre madeira

Coleçãos Particular

 

           Que poema de amor jamais encontrou o homem primitivo ou o que se requintou na civilização, maior e mais desinteressado do que esse que as folhas entoam quando sopra a viração, como se fossem aqueles mesmos instrumentos de corda que os antigos entregavam aos caprichos do vento para que neles o hálito do Mundo compuzesse as infinitas canções?

          Árvores que sois o alimento, a proteção, a riqueza, a alegria ou a tristeza e até mesmo o castigo!

          Árvores que transformais o ar para que nós outros possamos respirar; que preparais para nós o azul dos céus, que agitais o meio em que nos encontramos desde o primeiro instante de nossa vida, justo é, abençoadas amigas e protetoras, que um dia vos cerquemos do nosso carinho sem interesse, da nossa festa de amor!

          A vida de cada árvore é uma lição de sabedoria, de modéstia e de fé. 

          Na cova escura em que a escondemos , ou na encosta escalavrada do penhasco, estala uma semente.  Brota então daquela humildade, daquela pequenez, toda a glória irrefreável do seu vigor magnífico.  E cresce, honesta como nasceu, sem mentir à terra que a sustenta, porque não seria capaz de receber sem dar em troca muito mais do que lhe deram.  Vive depois sem queixas e sem batalhas iníquas.  As vitórias, nas lutas, são prêmios à paciência, são vitórias do tempo, da força e da persistência.   As árvores não fogem à lei eterna do conflito universal.  Sempre as ações traem no bojo as reações.

 

Inimá de Paula (1918-1999) Paisagem ESost - ass. cie - 1980 - 40x50 cm

Paisagem do Espírito Santo, 1980

Inimá de Paula ( Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Coleção Particular

 

          Mas se a luta animal é feroz e sangrenta, rápida e impiedosa, os combates das árvores são lutas da elegância e da tenacidade, lutas em que o vencedor é mais o tempo do que qualquer dos contendores.  As pelejas das plantas são calmas e jeitosas; o senhor da vitória vai mostrando ao antagonista que sua guerra não é como a dos homens  — uma explosão de maldades – e sim o cumprimento de uma fatalidade sem pressas que não deprime aos que dela são vítimas, morrendo ou vencendo.

          No açodamento da conquista gloriosa foram os nossos avós e os nossos irmãos destruindo por toda parte as florestas, “fazendo ou alargando o deserto” – sem pensar um instante no futuro.  Já quase ninguém consegue um pau-brasil, árvore que todos os lares, como símbolo gracioso, deviam ter ao lado.  Sendo certo que as nossas grandes essências precisam de séculos para crescer, que pesada herança, nesse particular, nos chegou às mãos!

          Serão mais felizes os vindouros, porque hoje a consciência do que às arvores devemos faz-nos cuidar da sua garantia.

          Mas não é só a festa desse egoísmo, o que nos traz ao viveiro magnífico do Horto Florestal.  É também o sentimento profundamente bom da simpatia pela nossa Natureza individualizada nas árvores.

          Nelas contemplamos, não só as nossas doces amigas de bondade sem parelha; vemos também os suportes graciosos dos ninhos do Brasil.

          Quando, nas horas da madrugada, começa a despertar a nossa terra, ou quando no crepúsculo da tarde ela se recolhe para adormecer, é dos ramos folhudos das árvores que rompe o hino abençoado das nossas pequeninas irmãs, as avezinhas que nasceram também neste berço de sonhos e amavios.

          E quando os vendavais sacodem as frondes magníficas nós nos lembramos, vendo as árvores lutando, que elas agitam à face do infinito, uma porção do solo da nossa querida pátria que pela seiva ascendeu às folhas verdejantes.

          Árvores piedosas, tendes o segredo de erguer às nuvens um pouco da terra natal, que lição profunda e delicada sabeis dar aos nossos filhos!

 

 

Em:  Apologia da árvore, de Leonam de Azeredo Penna, Rio de Janeiro, IBDF: 1973.

edgar roquette pinto

 

Edgar Roquette Carneiro de Mendonça Pinto Vieira de Mello (Rio de Janeiro, 1884 — Rio de Janeiro, 1954)  Pseudônimos: A. Costa, Carlos Sereno, Luís Ferreira, Roquette-Pinto, Terminal, entre outros.  Diplomado em medicina, pesquisador, médico legista, poeta, contista, ensaísta, membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

O exercício da medicina entre os indígenas da América (1906)

Excursão à região das Lagoas do Rio Grande do Sul (1912)

Guia de antropologia (1915)

Rondônia (1916)

Elementos de mineralogia (1918)

Conceito atual da vida (1920)

Seixos rolados Estudos brasileiros (1927)

Glória sem rumor (1928)

Ensaios de antropologia brasiliana (1933)

Samambaia, contos (1934)

Ensaios brasilianos (1941)

 

E um grande número de trabalhos científicos, artigos e conferências, publicados de 1908 a 1926, em diferentes revistas e jornais





Filhotes fofos: bebê gorila precisa de nome!

1 10 2009

toronto zoo

 

O Jardim Zoológico de Toronto, no Canadá, realiza um concurso com o objetivo de escolher um nome de batismo para um filhote de gorila recém-nascido na instituição. O pequeno mamífero, um macho, nasceu no último dia 2 de setembro.

O público em geral pode votar pelo endereço eletrônico do zoo ( www. torontozoo.com ) até o próximo dia 13 de novembro. Segundo a instituição, os melhores nomes deverão ser premiados. O nome oficial do gorila será escolhido em 18 de novembro.

 

TERRA





Cartas de viagem: Espanha V

30 09 2009

girassolCampos de girassóis dominam a paisagem rural da Alta Andaluzia, de Jaen a La Carlota.

 

 

25 de outubro

 

Meus queridos,

Deixamos Córdoba em direção a Portugal, ontem à tarde.  No caminho me lembrei que tinha duas cartas e quinze cartões postais para colocar nos Correios.  Já estávamos a caminho. De modo que decidimos parar na primeira cidade que encontrássemos.  Paramos afinal num lugar chamado La Carlota.  Lá, tive uma experiência muito interessante.

La Carlota é cortada em duas pela estrada em que viajávamos.  Depois de ter ido ao lado errado da cidade, finalmente me disseram que eu tinha que atravessar a estrada para lá  achar os Correios, dentro da prefeitura.  Na prefeitura eu os achei do outro lado de um enorme jardim interno cheio de laranjeiras, escondido por filas e filas de pessoas umas indo para a enfermaria da cidadezinha (parecia fila de atendimento médico brasileiro); outras indo para uma caixa receber pensões: uma longa fila de senhoras idosas vestidas de preto.  Havia outras filas, mas com franqueza não me lembro para que, só que o reboliço era enorme, crianças chorando, balbúrdia geral.  Nos Correios eu me deparei com um senhor bem redondinho, que olhou muito intrigado para a minha pilha de cartões, olhou bem para os endereços, coçou a cabeça e apanhou um livro grande, que mais parecia um dicionário do século XIX e pôs-se a procurar por alguma coisa.  Alguns momentos depois ele me disse que não tinha ali os selos necessários para as tarifas das cartas para o Brasil, nem dos cartões postais.  Mas que ele achava que a tabacaria do outro lado da praça talvez tivesse.

 

campiña, la carlota

Região de La Carlota, Espanha. 

 

Esse homenzinho, então, calmamente tirou o avental que trazia por sobre a roupa normal, saiu detrás do balcão,  fez um aceno com a mão para que eu saísse da sala também, colocou um cartaz na porta, “Correios Fechados” e me levou, quase pela mão, até o outro lado da praça à tabacaria em questão.   Na loja eu tive que comprar setenta selos e precisei colá-los lá mesmo.  Cada carta levou cinco selos, cada postal quatro.  Os donos da loja se colocaram à minha disposição imediatamente e nós três começamos a lamber os selos ( que já vêm com cola) e colá-los, tudo na mais perfeita comunhão de interesses.  Conversamos um pouco com o meu brasinhol e depois de dizerem que era bom mesmo que eu estivesse escrevendo para minha mãe “porque mãe é a coisa mais preciosas que temos no mundo”, eles se candidataram a me levar de volta aos Correios onde eu teria que depositar a correspondência numa caixa amarela.   Eu garanti que sabia voltar, e eles relutantemente me deixaram ir.

Quando estou para colocar as cartas na caixa amarelíssima, bem na entrada dos Correios, de lá, sai depressa num passo de jato o homenzinho redondinho, tomou os postais e as cartas de minhas mãos, segurou-os com firmeza e cuidado e me garantiu de uma maneira bem importante que iria “tomar conta dessa correspondência pessoalmente”.

Sabem agora por que eu adoro a Espanha?

 

Saudades e beijinhos, a próxima carta já será de Portugal.  Já quase dá para ver a fronteira! H. se anima, adora Portugal e sente saudades da comida portuguesa!   L.





Casamento, poema infantil de Luísa Ducla Soares

27 09 2009

cigarras

 

 

CASAMENTO

                                              Luísa Ducla Soares

Casei um cigarro
com uma cigarra,
fizeram os dois
tremenda algazarra
porque o cigarro
não sabe cantar
e a cigarra
detesta fumar.

Não digam que errei
(mania antipática!)
só cumpri a lei
que manda a gramática.

Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte, 1999.

luisa_ducla_soares

 

Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista.  Mais recentemente sua produção  é dedicada ao público infanto-juvenil.  Formada em Filologia Germânica.

Obras:

Contrato (Poesia), 1970

A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977

Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988

Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001

O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975

O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001

AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999

O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984

Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981

O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981

Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982

O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002

O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984

O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982

Poemas da Mentira… e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999

O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984

A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984

De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994

O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985

6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003

A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001

O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987

A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987

Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988

Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999

Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990

Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001

É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992

A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992

À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993

Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001

Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002

O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002

S. O. S.: Animais em Perigo!…, prosa (Infanto-juvenil), 1996

O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001

Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998

Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999

Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999

A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000

ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001

25 (Poesia para a infância), 1999

Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002

Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000

Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000

Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003

Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001

Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001

A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001

1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003

Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001

Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002

O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004

A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004

Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005

A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005

Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006

Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007

Mais lengalengas (recolhas ),Livros Horizonte,2007

Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007

A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas





GPS Biológico? Nas borboletas?

27 09 2009

monarch-butterfly-migration

 

 

Todos os outonos 100 milhões de borboletas monarca migram para o sul dos Estados Unidos.  Elas voam 4.000 quilômetros para se refugiarem no México do inverno rigoroso mais ao  norte.   Essas borboletas navegam na sua rota migratória de acordo com a posição do sol, e calculam o caminho de acordo com o movimento do sol através do céu.

Até recentemente acreditava-se que estas borboletas usassem algum tipo de relógio de 24 horas, que tivessem em seus cérebros.  Mas uma pesquisa publicada no jornal Science, mostra que é nas antenas das borboletas que há um forte aparato para  manter o ritmo circadiano correto.  monarch-butterfly1

 

As borboletas monarcas navegam seus vôos usando um “relógio solar” molecular.  E mais interessante ainda, os estudos sugerem que esses “relógios” exercem uma função diretamente ligada ao cérebro desses insetos, regulando o sistema central do cérebro.

MUITO MAIS INFORMAÇÔES, NO ARTIGO COMPLETO :  BBC





Imagem de leitura — Aung Kyaw Htet

27 09 2009

Aung Kyaw Htet (Mianmar, 1965) Reading by WindowLendo à janela

Aung Kyaw Htet (Burma/Myanmar, 1965)

óleo sobre tela

 

—-

Aung Kyaw Htet nasceu em Myaungmya em Burma em 1965.  Estudou na Escola de Belas Artes de Ragoon.   Cresceu num pequeno vilarejo e é um budista devoto, ambas influências perceptíveis na sua pintura.   Seus quadros mostram a vida religiosa de homens e mulheres de uma maneira realista de acordo com a práticas em Burma.   Hoje, é um dos maiores pintores de seu país tendo muitas de suas obras nos principais museus do país e um grande número de  exposições em diversos países.





Afinal, há água na lua!

26 09 2009

mapeador de Mineralogia Lunar da sonda Chandrayann-1

 

 

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem captada pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, equipamento americano carregado pela sonda indiana Chandrayann-1, que mostra a forte absorção de água no solo do satélite. Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua.

A descoberta foi feita por instrumentos a bordo de três naves separadas que identificaram as moléculas de água em quantidades maiores do que o previsto, mas ainda relativamente pequenas.

A substância hidroxila, uma molécula composta por um átomo de oxigênio e um átomo de hidrogênio, também foi encontrada no solo lunar. “Se é pouca ou muita água, ainda assim é fácil dividir o hidrogênio e o oxigênio e com isso você tem combustível para foguetes“, disse o pesquisador Larry Taylor, da universidade americana de Tennessee, que trabalhou com os dados da Chandrayaan.

Uma sonda da Nasa que vai pousar na Lua no próximo mês vai recolher pedaços do solo para análise.  A quantidade de água é pequena, mas para alguns cientistas ela poderia, hipoteticamente, ter vários usos.  “Se você tiver um metro cúbico de solo lunar, você poderia tirar um litro de água dele“,

Ainda assim, os cientistas dizem que Lua é mais seca do que qualquer deserto da Terra.  “Quando nós dizemos ‘água na lua’, nós não estamos falando de lagos, oceanos ou até poças. Água na Lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de pedra e poeira especificamente nos milímetros da camada de cima da superfície lunar“, disse a cientista Carle Pieters, da Brown University.

 

dados da Nasa mostram evidencia de moleculas dagua na lua, azul maior concentração

Dados da NASA revelam evidência de água na lua.  Em azul, nas áreas próximas aos polos lunares, há maior concentração de moléculas d’água.

 

A  umidade teria se formado com partículas de hidrogênio no vento solar se ligando ao oxigênio no solo da Lua.  Em outras ocasiões, gelo já havia sido detectado em crateras próximas a um dos polos. Acredita-se que o gelo teria sido trazido por cometas e se conservado em uma área da Lua que nunca é iluminada pelo Sol. 

Este foi um dos principais objetivos da Chandrayaan-1, achar rastros de água na Lua“, disse o chefe da missão não-tripulada indiana, Mylswamy Annadurai. “Estamos muito satisfeitos.”

Nas imagens da superfície lunar realizadas com infravermelho pelo Mapeador de Mineralogia lunar na sonda Chandrayaan-1, aparece uma cratera muito jovem do lado da Lua que não é visível da Terra.

 

SOURCE: Terra





Quadrinha infantil : escovar os dentes

26 09 2009

escovando os dentes, 2

 

Para conservar os dentes,

Sempre em boas condições,

Não se esqueça de escová-los

Logo após as refeições.

 

(Walter Nieble de Freitas)





Descoberto vulcão horizontal pré-histórico nos Alpes italianos

26 09 2009

valsesiaValsesia, Piemonte, Itália.

 

Um vulcão pré-histórico em posição horizontal, em vez de vertical, foi encontrado na cadeia montanhosa dos Alpes italianos (Piemonte) e foi qualificado como um caso geológico único no mundo.

 Esta raridade da Terra se encontra em Valsesia, no norte da Itália, e foi descoberta por dois cientistas, o italiano Silvano Sinigoi, professor de petrografia na Universidade de Trieste, e o americano James Quick, pró-reitor da Universidade Metodista de Dallas, informaram os meios de comunicação italianos.

Há vinte anos, os dois estudiosos começaram as pesquisas nas rochas da zona e intuíram que ali havia um vulcão fóssil, que esteve ativo há 288 milhões de anos.

 

valsesiamapa

Mapa da região de Valsesia.

 

A confirmação do descobrimento chegou há alguns meses, quando os tipos de material geológico recolhidos pelos cientistas foram analisados pelas máquinas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e de Canberra, na Austrália.

As análises, que se basearam sobre a relação entre o chumbo e o urânio dentro os cristais de zircônio, mostram que todas as rochas do vulcão têm a mesma idade. E em lugar de ser vertical, é horizontal, pois “desabou” quando chocaram as placas tectônicas da Europa e Ásia, há 50 milhões de anos.

Além disso, se descobriu que, há 288 milhões de anos, o vulcão expeliu de 300 a 500 quilômetros cúbicos de material terrestre, que obscureceram o céu e provavelmente mudaram o clima da Terra.

 

FONTE: Estadão