Atitude, poema de Armindo Rodrigues

19 10 2015

 

Homem no parque, edouard Halouze, 1920Ilustração Homem no parque, de Édouard Halouze, 1920.

 

Atitude

Armindo Rodrigues

 

 

Nem mal, nem bem,

nem sim, nem não,

nada por obrigação

me convém.

 

Só quero querer

o de que na verdade

eu próprio tiver

vontade.

 

 

Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 15

 





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

16 10 2015

 

 

Felisberto Ranzini - Rio de Janeiro - Óleo sobre cartão - 11 x 16 cm ...Paisagem carioca com o Corcovado ao fundo

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

óleo sobre cartão, 11 x 16 cm





Em três dimensões: Jean-Baptiste Carpeaux

16 10 2015

 

 

 

Danse_CarpeauxA dança, 1868

Jean-Baptiste Carpeaux (França, 1827-1875)

Fachada da Opéra Garnier.

 

 

Detall3_òpera_de_parís

 

 





Sublinhando…

12 10 2015

 

 

Serebriakova, retrato de esolntseva-irmadartista-1914, Zinaida Evgenievna Serebriakova (Carcóvia, 1884 — Paris, 1967)ostRetrato da irmã da artista, 1914

Zinaida Evgenievna Serebriakova (Rússia, 1884-1967)

óleo sobre tela

 

 

“Todo sorriso é feito de mil prantos,
toda vida se tece de mil mortes.”

 

Carlos de Laet (Brasil 1847-1927) em Triste Filosofia, Poesias, 1873





Minutos de sabedoria: William Osler

6 10 2015

 

 

Gerrit Dou, Woman window, FitzwilliamMulher à janela, com vasilha de cobre, maçãs e faisão, 1663

Gerrit Dou (Holanda, 1613-1675)

óleo sobre madeira, 38 x 27 cm

Museu Fitzwilliam, Cambridge, GB

 

 

“Pareça esperto, não diga nada, resmungue. A fala existe para ocultar os pensamentos.”

 

 

Dr. william oslerWilliam Osler (1849-1919)




Cuidado, quebra! Tinteiro de cerâmica, século XVI

5 10 2015

WOA_IMAGE_1Tinteiro, 1560-70

Faiança policromada

Itália, escola de Pesaro, 35 x 22 x 23 cm

Hermitage, São Petersburgo


Ladyce West é historiadora da arte e escritora. Seu primeiro livro de poesias À meia voz, foi publicado em  novembro de 2020, pela Autografia. Encontra-se à venda em todas as livrarias e em ebook na Amazon.

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Tempestade, poesia infantil de Henriqueta Lisboa

5 10 2015

 

 

chuva a dois, freddie langelerIlustração Freddie Langeler.

 

 

Tempestade

 

Henriqueta Lisboa

 

— Menino, vem para dentro,

olha a chuva lá na serra,

olha como vem o vento!

 

— Ah, como a chuva é bonita

e como o vento é valente!

 

— Não sejas doido, menino,

esse vento te carrega,

essa chuva te derrete!

 

— Eu não sou feito de açúcar

para derreter na chuva.

Eu tenho força nas pernas

para lutar contra o vento!

 

E enquanto o vento soprava

e enquanto a chuva caía,

que nem um pinto molhado,

teimoso como ele só:

 

— Gosto de chuva com vento,

gosto de vento com chuva!

 

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p. 170.





Sublinhando…

29 09 2015

 

 

(c) Walker Art Gallery; Supplied by The Public Catalogue FoundationMarquesa de Kildare, c. 1765

Allan Ramsay (GB, 1713-1784)

óleo sobre tela, 125 x 102 cm

Walker Art Gallery, Liverpool

 

 

“Que importa a mim que a luz do sol se ria,
Se é tão profunda esta tristeza minha
Que eu já nem sei se fui alegre um dia!”

 

 

Emílio Kemp (Brasil, 1874- 1955) em Melancolia.





O cavalo sertanejo, texto de Gustavo Barroso

29 09 2015

 

 

ANTONIO PARREIRAS - (1860 - 1937) - Cavalo - osm - 50 x 70 - cidCavalo

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre madeira, 50 x 60 cm

 

 

O cavalo sertanejo

 

Gustavo Barroso

 

O cavalo sertanejo é esguio, sóbrio, pequeno, rabo compridíssimo, crinas grandes, capaz de resistir a todas as privações, a todos os serviços e a todos os esforços. É o melhor auxiliar do vaqueiro e ele o estima e trata com o maior carinho. O cavalo do sertão é feioso como um corcel quirguiz. Lá uma vez aparece um exemplar bonito, esbelto, alto. Não tem saracoteios, nem saltos, nem corcovos, salvo quando espantadiço. O olhar só brilha quando se apresenta ocasião de correr; depois as pálpebras murcham numa sonolência lassa. É ativo e parece ronceiro; forte e parece fraco; ágil e parece pesado. É pasmosa a sua agilidade. Nos imprevistos das furibundas carreiras pelos matos em fora, salta galhos baixos, mergulha sob os altos, alonga-se, encurta-se, pula de lado, faz prodígios.  É necessariamente baixo para essas ligeirezas; a aridez do clima não produz outro. É raridade um animal de sete palmos do casco à cernelha. O meio torna-o sóbrio e magro. Passa dias sem comer, quase sem beber. Num dia faz quinze léguas, puxando um pouco; dez faz normalmente. É manso; quando o cavaleiro cai, para ao lado.

 

[Exemplo de descrição de animal]

 

Em: Flor do Lácio, [antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 85.





Mãe, poesia infantil de Sérgio Caparelli

28 09 2015

 

 

760718-family circus,“– Como é que você só leu uma página do seu livro, mamãe?”  —  Cartoon, Bil Keane.

 

 

Mãe

 

Sérgio Caparelli

 

De patins, de bicicleta,

de carro, moto, avião

nas asas da borboleta

e nos olhos do gavião

de barco, de velocípedes

a cavalo num trovão

nas cores do arco-íris

no rugido de um leão

na graça de um golfinho

e no germinar do grão

teu nome eu trago, mãe,

na palma da minha mão.

 

 

Em: Poesia fora da estante, Vera Aguiar, Simone Assumpção e  Sissa Jacoby, 13ª edição, Porto Alegre, Projeto: 2007, p.106