
Fazenda, 1895
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 43 x 95 cm

Paisagem
Luiz Pinto (Brasil, 1939-2012)
óleo sobre tela

Fazenda, 1895
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 43 x 95 cm

Paisagem
Luiz Pinto (Brasil, 1939-2012)
óleo sobre tela
Interior da floresta, c. 1900
[Petrópolis]
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 16 x 24 cm
“… o termo “rios voadores da Amazônia” designa a enorme quantidade de água processada pelas árvores e lançada na natureza em forma de umidade. – A selva funciona como uma gigantesca bomba d’água que capta água do solo e a lança na atmosfera em forma de vapor, e as correntes de ar se encarregam de espalhar pelo mundo. Uma única árvore de modestos 10 metros de altura transpira em média 300 litros de água por dia, e uma mais frondosa, com a copa mais avantajada, de 20 metros de diâmetro, pode liberar até 1.000 litros. Imaginem a quantidade de líquido precioso produzida pelos milhões e milhões de árvores da Amazônia.
…
Uma parte desse vapor se transforma em chuvas que caem sobre a própria floresta, a outra fica à mercê dos ventos. Estima-se que a quantidade de água transportada pelos rios voadores seja igual ou superior à vazão do rio Amazonas. São 200 mil metros cúbicos de água por segundo. Na prática, a maior parte dos rios voadores são direcionados pelos ventos para o oeste até o paredão de 5 mil metros de altura formado pela Cordilheira dos Andes. O resultado desse represamento gigantesco são as enormes precipitações de chuva e neve, que dão origem às nascentes de vários rios, entre eles a do próprio Amazonas. Outra parte é ricocheteada pelas montanhas para o interior do continente, e abastece fartamente de água o Centro-Oeste, o Sudeste e o Sul do continente. Esse fenômeno explica por que no restante do mundo, nessa mesma latitude, encontramos grandes desertos, enquanto na América do Sul predomina um clima muito favorável para a agricultura. A combinação da floresta tropical amazônica com a Cordilheira dos Andes forma um dos maiores celeiros do mundo. Sem floresta, não haveria rios voadores, a umidade cairia a níveis desérticos e o ar ficaria muito mais quente. Seria um completo desastre para o clima e para a agricultura brasileira e mundial.”
Em: Nas pegadas da alemoa, Ilko Minev, São Paulo, Buzz Editora: 2021
Paisagem Serrana, 1932
Augusto Bracet (Brasil, 1881-1960)
óleo s madeira, 20 x 25 cm
Paisagem
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Paisagem com corredeira, 2003
João Bosco Campos (Brasil, …-2012)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
O vendedor de perus, 1958
Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela
Coleção Particular, SP
Os médicos, 1985
Gerson de Souza (Brasil, 1926-2008)
óleo sobre tela, 25 x 36 cm
A copeira, 2003
Gustavo Rosa (Brasil, 1946 – 2013)
gravura, 35 x 40 cm
Trabalhador no Cais, 1979
Cláudio Tozzi (Brasil,1944)
acrílica sobre tela, 120 x 120 cm
Engraxate
J. C. Canato (Brasil, 1983)
óleo sobre tela, 54 x 85 cm
Costurando, 1992
Francisco Iran Dantas (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 78 x 58 cm
Vendedora de flores
Alberto Lume (Portugal-Brasil,1944)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Garimpeiros, década de 1950
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
guache sobre papel, 42 x 55 cm
Lavadeiras, 1981
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre madeira, 60 x 80 cm
Cesteiro, 1927
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1927)
óleo sobre tela, 145 x 115 cm
Operários, 1961
Eugênio de Proença Sigaud ( Brasil, 1889 – 1979)
óleo sobre tela, 101 x 81 cm
O ferreiro
Oscar Pereira da Silva (Brasil,1867-1939)
óleo sobre tela, 47 x 53 cm
Estivadores no armazém, 1980
Tobias Marcier (Brasil,1948-1982)
óleo sobre tela, 74 x 100 cm
O pastor e suas ovelhas, 1980
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre eucatex, 40 x 40 cm
Jangada no mar, 2007
Daniel Penna, (Brasil, São Paulo, 1951)
óleo sobre tela
A volta do trabalho, 1985
Fúlvio Pennacchi (Itália-Brasil, 1905-1992)
óleo sobre madeira, 38 x 56 cm
Pescador com Jangada no Canto de Praia
Roberto de Almeida (Brasil, 1940)
óleo sobre cartão, 30 X 40 cm
Paisagem com casas
Alexandre Reider (Brasil, 1973
óleo sobre eucatex, 30 x 40 cm
Paisagem, 1907
Antônio Parreiras (Brasil,1860, 1937)
óleo sobre tela, 39 x 47 cm
Meninos pescando em canto de praia na Região dos Lagos, RJ
Oswaldo Teixeira (Brasil, 1904-1975)
óleo sobre tela, 80 X 100 cm
No sítio da vovó
Clodoaldo Martins (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 90 x 70 cm
Menino na mata,1900
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 66 x 88 cm
Triste Notícia, 1905
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 73 cm
Quando vi esta imagem, à primeira vista me pareceu que a senhora retratada lia em um dispositivo digital. Mas como? Não era uma cena das últimas duas décadas! Observando com maior cuidado, percebi tratar-se de papel timbrado de preto a toda volta, retirado do envelope próximo também assim tarjado. E, de repente, me encontro de volta à minha infância. Memórias muito antigas de outro hábito desaparecido.
Eu era criança quando vi pela primeira vez um envelope como este, trazendo em seu recheio nota semelhante. Vinha de Mato Grosso, terra da família paterna de minha mãe. De lá, eu conhecia quatro pessoas: vovô Gessner e alguns de meus tios avós: a meia irmã Eneyde (Nedi), o marido Luiz, que moravam aqui no Rio de Janeiro, com quem tive muito contato, mesmo depois de adulta, eles eram figurinhas conhecidas e queridas por demais. Eu adorava as histórias de titio Luiz sobre caçadas em Mato Grosso. Também conheci a irmã mais velha de vovô em uma visita ao Rio de Janeiro. Chamava-se titia Evange, apelido familiar de Evangelina.
Não sei se o falecimento dela foi telegrafado para meus pais. Talvez telegrafado para vovô. Mas a notícia de seu falecimento certamente chegou através de uma nota tarjada de preto, como esta do quadro de Antônio Parreiras de 1905.
Ainda vi na casa de meus pais, algumas, poucas, notificações de falecimento desta maneira. Mas ao que eu saiba, este hábito já era um tanto arcaico na segunda metade do século XX.
O luto mudou muito. Mas isso é papo para outra ocasião.
©Ladyce West, Abril de 2023, Rio de Janeiro
Litoral de S. Sebastião, 1997
Salvador Rodrigues Jr (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Paisagem com Casarão, 1916
Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882 – 1923)
óleo sobre madeira, 27 X 35 cm
Paisagem montanhosa, 1932
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 40 x 70 cm

Os aventureiros, 1933
DETALHE
O descobridor de turmalinas, 1933
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 154 x 240 cm
Museu Antônio Parreiras, Niterói RJ
“Tinha noite que depois da gente se ajeitar na cama ou na palha do paiol de algum sítio, ou se encarapitar no galho de árvore para o pernoite livre de bichos, ele me falava do país dele. Cantava trovas monótonas, que ia traduzindo. Histórias de uma terra formosa, de cedros-castelos, rios-cantores e de um povo triste porque até a própria linguagem era emprestada. Seus olhos luziam, ele punha-se a tossir voltando o rosto.”
Em: O ídolo de cedro, Dirceu Borges, São Paulo, Columbus Cultural Editora: 1989, 4ª edição, p. 89