Paródias da arte no espírito natalino!

15 12 2014

 

91JO7d6rhCL._SX425_Cartão de Natal.

CRI_147112Dança (I), 1909

Henri Matisse (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 259 x 390 cm

MOMA [Museu de Arte Moderna] Nova York

 

Há uma segunda versão dessa obra, no Hermitage na Rússia.

 

91FYUv7+3zL._SX450_Cartão de Natal.

chop-suey-1929Chop Suey, 1929

Edward Hopper (EUA, 1882-1969)

óleo sobre tela, 96 x 81 cm

Coleção Particular

912lQnNAOfL._SX450_Cartão de Natal.

1024px-Great_Wave_off_Kanagawa2A grande onda de Kanagawa, c. 1830

Katsushica Hokusai (Japão, 1760-1849)

Xilogravura policromada,  25 x 37 cm

 

Donnalyn-parody2Cartão de Natal.

 

1280px-Van_Gogh_-_Starry_Night_-_Google_Art_Project Noite estrelada, junho de 1889

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 73 x 92 cm

MOMA [Museu de Arte Moderna] Nova York

 

343380_5c06_625x1000Cartão de Natal

 

 

wtrpitchMulher com jarra d’água, 1665

Johannes Vermeer (Holanda, 1632-1675)

óleo sobre tela, 45 x 4o cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York

 

46e82191ba8c9b5173452502510589f2Cartão de Natal.

 

Ren? Magritte, The Son of Man, 1964, Restored by Shimon D. Yanowitz, 2009  øðä îàâøéè, áðå ùì àãí, 1964, øñèåøöéä ò"é ùîòåï éðåáéõ, 2009O filho do homem, 1964

René Magritte (Bélgica, 1898-1967) )

óleo sobre tela, 116 x 89 cm

Coleção Particular

 

3b42789206b574ee2124bf9d966c501fCartão de Natal.

 

hand-with-reflecting-sphereMão com esfera refletora, 1935

M. C. Escher (Holanda, 1898-1972)

Litografia, 31 x 21 cm





Imagem de leitura — Berthe Morisot

23 11 2014

 

 

Berthe_Morisot_Reading edmaLeitura, nome original: a sombrinha verde, 1873

[Edma Morisot lendo]

Berthe Morisot (França, 1841-1895)

Óleo sobre tecido, 46 x 71 cm

Cleveland Art Museum, Ohio, EUA





Imagem de leitura — Harold Knight

16 11 2014

 

HAROLD KNIGHT - Lendo à janela - Óleo sobre painel - 61 X 51Lendo à janela

Harold Knight (Inglaterra, 1874-1961)

óleo sobre madeira,  61 x 51 cm





Palavras para lembrar — Eduardo Gianetti

28 10 2014

 

 

Swatland SONATA IN A MINOR oil on linen 16 x20 inchesSonata em lá menor

Katie Swatland (EUA, 1981)

óleo sobre tela, 50 x 75 cm

 

 

“A felicidade  não se aprende nos livros, mas pode brotar deles.”

 

Eduardo Gianetti





O califa e o ancião, texto de Latino Coelho

21 10 2014

 

 

an_arab_horseman-large 13Um cavaleiro árabe, 1865

Gustave Boulanger (França, 1824-1888)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

O Califa e o Ancião

Latino Coelho

 

Ia o califa Harum-al-Raschid por um campo, aonde andava a folgar à caça, quando sucedeu de passar por pé dum homem já muito velho, que estava a plantar uma nogueirinha. Então disse o califa aos do seu séquito:
— “Em verdade, bem louco deve ser este homem em estar a plantar agora esta nogueira, como se estivesse no vigor da mocidade, e contasse como certo vir a gozar dos frutos desta planta.” Indo-se então o califa em direitura ao velho, perguntou-lhe quantos anos tinha. “– Para cima de oitenta”, respondeu o velho; “mas, Deus seja louvado, sinto-me ainda tão robusto e saudável, como se tivesse apenas trinta.” “– Sendo assim”, redarguiu o califa, quanto pensas tu que ainda hás de viver, pois que nessa idade já tão adiantada estás a plantar uma árvore que por natureza só daqui a largos anos dará fruto?” “– Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando, sem inquirir se serei eu ou outros atrás de mim quem lhe colherá os frutos. Assim como nossos pais trabalharam por nos legar as árvores que nós hoje desfrutamos, assim é justo que deixemos outras novas, com que nossos filhos e netos venham a utilizar-se e a enriquecer-se. E, se hoje nos sustentamos dos frutos do seu trabalho e se foram nossos pais tão cuidadosos do futuro, como havemos de retribuir em desamor aos nossos filhos o que de nossos pais recebemos em carinho e previdência ? Assim, semeia o pai para que o filho possa vir a colher.”

 

[Exemplo de narrativa demonstrativa]

 

Em: Flor do Lácio,[antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 201

 

Texto usado hoje em alguns colégios no 6º ano do ensino fundamental.





Em três dimensões: Georgia O’Keeffe

14 10 2014

 

 

abstractionAbstração, 1946
Georgia O’Keeffe (EUA, 1887-1986)
Alumínio moldado, 300 x 300 x 146 cm
The Georgia O’Keeffe Museum, Santa Fé, New Mexico

 





Eco, poesia de Henriqueta Lisboa

29 09 2014

 

picture-1Ilustração de Nicoletta Ceccoli.

 

 

Eco

 

Henriqueta Lisboa

 

Papagaio verde

deu um grito agudo.

Rocha numa raiva

brusca, respondeu.

 

Ganhou a floresta

um grande escarcéu.

Papagaios mil

o grito gritaram

rocha repetiu.

 

De um e de outro lado

metralhando o espaço

os gritos choveram

e choveram, de aço.

 

Gritos agudíssimos!

 

Mas ninguém morreu.

 

Em: Nova Lírica, Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte, Imprensa Oficial: 1971, p. 38





A realidade está nos olhos de quem vê!

19 09 2014

web_art_academy_Au-Moulin-de-la-Galette_Pierre-Auguste-Renoir1 HIGH DEFINITION 2Dança no Moulin de la Galette, 1876
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Óleo sobre tela, 131 x 175 cm
Musée d’Orsay, Paris

 

Hoje dando uma olhadinha na página do Facebook de um dos meus blogs preferidos, o do Mariel Fenandes, achei a seguinte frase:

 

“A gente não vê as coisas como elas são. A gente vê as coisas como nós somos”.

 

Na quarta-feira eu tinha acabado de conversar com algumas amigas justamente sobre isso.  Mas eu falava da pintura figurativa. Ela jamais acabará, como muitos imaginaram logo depois da Segunda Guerra Mundial.  Ela não vai acabar porque cada pintor vê as coisas de maneira única e diferente.  Cada qual vê as coisas como eles são.

 

Pierre-Auguste_Renoir,_Le_Moulin_de_la_Galette HIGH 1 margauxDETALHE: Dança no Moulin de la Galette de Auguste Renoir, 1876.

Assim o quadro acima, do pintor francês impressionista Auguste Renoir, um dos mais conhecidos emblemas da pintura impressionista francesa, mostra uma festa, uma dança em um dos locais populares de Paris dos últimos anos do século XIX.  O local não era frequentado por pessoas ricas. Era de fato frequentado por jovens mulheres, trabalhadoras, costureiras, lavadeiras, passadeiras, e demais profissionais de serviço, que precisavam fazer um dinheirinho extra e, no mínimo, dançavam por música. Mas a cena acima nos dá a impressão de uma grande festa, de uma sociedade feliz e sem divisões de classes sociais.  Há homens de chapéu de palha, de cartola, de chapéu coco e mulheres com belos vestidos coloridos.  Todos se olham, todos sorriem e exalam uma sensualidade comedida. Namoricos aparecem em pleno desabrochar. Montmartre, na época, onde está localizado até hoje o Moulin de la Galette, era um bairro decadente e pobre, que havia sofrido muito com a revolta civil, que tomara o governo por 3 meses em 1871, chamada de Comuna de Paris.  Mas a tela de Renoir não demonstra nenhum sinal de uma vida pobre.  Muito pelo contrário, o status social de cada um é irrelevante. O que importa é a festa, a alegria, a camaradagem.  Renoir quis ver a vida assim.

 

federi05Moulin de la Galette, 1877
Federico Zandomeneghi ( Itália, 1841-1917)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Coleção Particular

 

O pintor italiano Federico Zandomeneghi  toma o lado oposto da visão.  Cuidadosamente pinta, um ano depois de Renoir, o mesmo local.  Desta vez vemos o Moulin de la Galette do lado de fora, na entrada. Aí, diferente da imagem que temos de Renoir, vemos uma fila de mulheres cansadas, entrando no estabelecimento em fila, umas se apoiando às outras. Mais mulheres do que homens.  Vestidos escuros, do dia a dia de trabalho; uma rua mais ou menos abandonada, com cachorros de rua vagando a esmo.  As cores são menos alegres. Temos, na verdade, o retrato de pessoas resignadas a mais umas horas de trabalho.

 

federi05 detalhe 1DETALHE: Moulin de la Galette, de Federico Zandomeneghi, 1877.

 

Onde esta a realidade?

Não sabemos.  Porque ela está conosco.  Nossas preferências irão nos aproximar mais de um pintor do que do outro.  Não há verdade.  Não há uma única realidade.





Esmerado: brazeiro para perfumes, século XII

26 08 2014

 

 

Perfume brazier, 12th century, San Marco, Venice; © Procuratoria della Basilica di San Marco, Venezia

Brazeiro para perfumes, século XII

Possivelmente de Constantinopla

Igreja de San Marco, Veneza

© Procuratoria della Basilica di San Marco, Venezia





Esmerado: saleiro de mesa, século XVI

12 08 2014

 

 

 

benvenuto-cellini-salt-cellarSaleiro de mesa, 1540 – 1544

Benvenuto Cellini (Florença, c. 1500- c. 1571)

Ouro, esmalte, ébano, 26 x 33 cm

Museu Kunsthistorisches [da História da Arte], Viena, Áustria

 

Este saleiro foi feito pelo escultor renascentista italiano Benvenuto Cellinii para o rei da França Felipe I, nos primeiros anos da década de 1540. Há duas figuras representando a Terra [Anfitrite] e o Mar [Netuno].

Pequenas cuias para sal podem ser encontrados desde a antiguidade. Durante o período medieval esses saleiros começaram a aparecer com motivos decorativos tornando-se durante o período renascentista e barroco verdadeiras obras de arte.