Vítimas da Guerra de Tróia encontradas?!?!

23 09 2009

Tiepolo, Trojan war

A procissão do Cavalo de Tróia em Tróia, 1773

Giovanni Domenico Tiepolo, ( Veneza, 1724-1804)  

Óleo sobre tela

National Gallery,  Londres

 

 

Arqueólogos turcos encontraram restos mortais de  duas pessoas: um homem e uma mulher que acreditam poder terem morrido por volta de 1200 a.C., na época da lendária guerra de Tróia, disse nesta terça-feira, 22, o professor alemão Ernst Pernicka, da Universidade de Tübinga, que comanda escavações no sítio arqueológico do noroeste da Turquia.   Pernicka afirmou que os corpos foram achados próximos de uma linha de defesa dentro da cidade, construída no final da era do Bronze.  

Isso pode ajudar a comprovar que a parte baixa de Troia no final da era do Bronze era maior do que se imaginava, alterando as percepções dos acadêmicos a respeito da cidade descrita na Ilíada, de Homero.   “Em poucas semanas saberemos a época exata de sua morte e suas idades aproximadas.  Se os restos forem confirmados como sendo de 1200 a.C., isso iria coincidir com o período da guerra de Troia.  Essa gente foi sepultada perto de um fosso. Estamos conduzindo um teste de radiocarbono, mas a descoberta é eletrizante“, disse Pernicka. “ Se nossas estimativas estão corretas, poderemos afirmar que encontramos as primeiras vítimas da guerra de Tróia“, acrescentou Aslan. A guerra de Tróia é um dos eixos centrais da Ilíada e da Odisséia, do poeta grego Homero.

A antiga Tróia, na entrada do estreito de Dardanelos, relativamente próximo da zona sul de Istambul, foi encontrada na década de 1870, pelo empreendedor e arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.   Pernicka disse que cerâmicas encontradas perto dos corpos, que estavam sem as partes inferiores, eram confirmadamente de 1200 a.C., mas que o casal pode ter sido enterrado 400 anos depois em um cemitério na camada que os arqueólogos chamam de Tróia 6 ou Tróia 7, das diferentes camadas das ruínas de Tróia.

Dezenas de milhares de turistas visitam anualmente as ruínas de Tróia, onde uma enorme réplica de madeira do famoso cavalo de Tróia está exposta ao lado de várias ruínas escavadas.

Fonte:  Estadão on line





Novas descobertas sobre os anéis de Saturno

22 09 2009

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A sonda Cassini registrou durante o equinócio do planeta Saturno, ocorrido no mês passado, extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta. Os astrônomos costumavam acreditar que os anéis eram perfeitamente planos. Novas imagens, divulgadas pela NASA, mostram que a altitude de algumas irregularidades recém-descobertas é comparável as Montanhas Rochosas do oeste dos EUA. As informações são do ScienceDaily.

Durante o equinócio a luz do Sol atingiu diretamente a borda dos anéis de Saturno, causando um efeito óptico que fez com que eles praticamente desaparecessem. Neste período a luz do Sol gerou longas sombras de quaisquer objetos escondidos que mostrarem protuberâncias além dos 10 metros de largura dos anéis de Saturno.

Cientistas usaram a Cassini para observar elevações que se projetassem no brilho da iluminação paralela ao plano dos anéis. Os cientistas já sabiam das projeções verticais, mas não eram capazes de medir diretamente a altitude e largura das ondulações sem a ajuda das sombras projetadas pelo equinócio. A observação durou cerca de uma semana.

Em nota divulgada pela agência espacial, Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini disse que esse é um dos eventos mais importantes que a sonda já nos mostrou. “É como pôr óculos 3D e ver a terceira dimensão pela primeira vez”, disse ele.

 A sonda Cassini entrou em órbita do planeta Saturno em 2004, dede então tem observado detalhes do planeta, suas luas e anéis. Instrumentos da nave descobriram novos anéis e luas e têm melhorado nossa compreensão do sistema de anéis de Saturno.

 FONTE: TERRA





Cripta de 3500 anos descoberta na Síria e intacta!

22 09 2009

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Qatna, Síria, Local das excavações.

 

Uma equipe de arqueólogos sírios e alemães descobriu nas ruínas do palácio real de Qatna, no centro da Síria, uma câmara mortuária intacta datando da Idade do Bronze, com restos humanos e oferendas.  As trinta caveiras encontradas sugerem o mesmo número de corpos enterrados; enquanto que os ossos empilhados, em pequenos grupos por entre pequenas toras de madeira, parecem indicar um segundo enterro no local.   Os cientistas da Universidade de Tübinga afirmaram que além de ter sido encontrado um tesouro de valor incalculável, a câmara estava fechada há mais de 3.500 anos.

 

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Segundo os especialistas, os corpos poderiam pertencer à “família real de Qatna ou a membros de sua corte” e qualificaram o achado de espetacular pelo fato da câmara ter permanecido fechada e sem ter sido roubada por três milênios e meio. Qatna foi um importante reino no território da atual Síria durante a média e antiga Idade do Bronze.  No seu apogeu, entre 1800 e 1600 AC, foi um dos mais poderosos reinos da região.  Essas novas descobertas devem trazer a tona uma enorme quantidade de informações sobre o reino de Qatna, sobre suas relações com reinos vizinhos, sua grande produção artística e sobre sua família real.

 

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FOTO: EFE  — Os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças.

 

A equipe, liderada pelo Professor Professor Peter Pfälzner da Universidade de Tübinga e Dr. Michel al-Maqdissi, Diretor de Excavações do Departamento geral de Antiguidades de Damasco, já havia descoberto, em 2002, uma um outra real câmara mortuária, sob este mesmo palácio, e também intacta, sem ter sido saqueada através dos séculos.    O material encontrado na cripta de 2002 fez parte de uma exposição na Europa, em Stuttgard, no Museu Baden-Württemberg de Outubro 17 do ano passado até Março 14 deste ano.  

 

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FOTO: EFE —   Ornamento em ouro com duas cabeças de pato foi encontrado na câmara de 3,5 mil anos em Qatna.

 

A câmara descoberta este ano, tem 4,9 m por 6,3 m, e se encontra ao noroeste do palácio de Qatna.  Ela tem dois cômodos: um na frente e uma cripta, ou seja, um cômodo dedicado ao local de enterro dos corpos.  Esta parte do palácio estava fechada por uma grande porta de pedra. Junto aos restos humanos, os arqueólogos descobriram numerosas vasilhas de cerâmica, assim como outras peças de granito e alabastro, que parecem proceder do Egito.

 

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FOTO: EFE — Valiosas jóias de ouro foram encontradas junto aos restos humanos.

 

Entre os objetos encontrados estão valiosas jóias de ouro e uma peça com a figura de um macaco segurando um recipiente de maquiagem e uma estatueta humana feita de marfim.   A universidade irá se dedicar a identificação dos ossos; mas a falta de qualquer traço de linguagem escrita fará a definição do que foi descoberto um trabalho bastante difícil.

 

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Excavações do palácio continuam.





Nova imagem da nebulosa Trífida

29 08 2009

Trifida

Foto: ESO  — Observatório Europeu do Sul

 

Uma nova imagem da nebulosa Trífida, divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), confirma porque este corpo cósmico é considerado o favorito para observações entre os astrônomos. Trífida é chamada pelos especialistas de “fábrica de estrelas massivas” devido à quantidade de estrelas densas que se formam em seu interior.

Além disso, ela é composta por uma rara combinação de três formas diferentes de nebulosas que intriga os cientistas: nebulosa de emissão, nebulosa de reflexão e nebulosa escura. O nome Trífida deriva do latim “trifidus”, que significa “dividido em três – uma referência aos três lóbulos que compõem a nuvem gigante.

Trífida possui um diâmetro de quase 25 anos-luz e está localizada a milhares de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Sagitário. A nebulosa apresenta de forma convincente as primeiras fases da vida de uma estrela, desde a gestação até o nascimento.

Trífida foi observada pela primeira vez pelo francês Charles Messier em junho de 1764. Porém, o nome atual foi dado pelo astrônomo inglês John Herschel 60 anos depois, quando ele observou que faixas de poeira cósmica parecem dividir a nebulosa em três lóbulos.

 

FONTE:  Portal Terra





Mudanças de hábitos para melhoria do meio ambiente

22 08 2009

ouvindo musica

 

Esta mudança de residência que fiz há 4 semanas trouxe à baila algumas modernizações na minha casa.  Doei muitos livros, outros, mais especializados, mandei para um sebo.  Reduzi papelada, porque me dei ao trabalho de passar para o computador o que acho que ainda vou usar e joguei fora o resto.  A tendência está na direção de simplificar uma vida num local em que duas pessoas têm como passatempo leitura, arte, ecologia etc.  Há muito que nos preocupamos em reduzir a nossa pegada carbônica no dia a dia.  Com isso em mente, olhei para a torre de CDs que tenho em casa e disse:  Está na hora de me desfazer dessas belezas.  Isso está mais para século XX do que para século XXI.   Mas o empurrão final veio hoje, lendo o blog do Sílvio Meira.

A Intel e a Microsoft encomendaram uma pesquisa sobre o valor das emissões e do consumo de energia ligados à rede e o resultado bastante interessante foi de que baixar música para sua casa ou para seu celular, pela rede, tem um impacto energético e de CO2 bem menor do que comprar um CD na loja.

 Como Sílvio Meira postou:  a figura abaixo mostra o gasto de energia para cada um dos casos estudados…

 

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e a figura seguinte as emissões de CO2 correspondentes:

 

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O estudo tem os Estados Unidos como base.  Lá as fontes de energia elétrica são: 50% carvão, 20%  gás natural, 19% nuclear,  7% hidroelétrica e 3% de petróleo.   No Brasil as hidroelétricas respondem por quase 75% da energia consumida.  Isso faz o consumo da energia elétrica, por quem usa a internet, bem mais limpo aqui do que o mesmo consumo na América do Norte ou na Europa.

 

Fontes de energia para os EUA em 2006

Isso aponta para a extinção dos CDs mais rapidamente do que imaginávamos.   Tudo aponta para o consumo direto da música via internet.  Não estou falando de pirataria.  Estou falando de baixar as músicas que queremos pagando a quem as gravou.  Mesmo assim a tendência será a dos preços baixarem também.  Mas teremos que esperar um pouquinho.  O que importa é o impacto ecológico.  A rede é muito mais correta ambientalmente para música do que o CD.   Os números indicam que um CD, comprado em loja, pode gerar até 3k de CO2.  Enquanto que baixar o mesmo CD da rede geraria 400 g de CO2.

 Vou me desfazer da minha torre com centenas de CDs.  E nunca mais comprar um de forma física.   VIVA!  Economia de CO2 e de espaço.  Era disso que eu precisava.





Novas espécies de rãs, víboras, e mais descobertas no Nepal

10 08 2009

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento.  Foto: WWF-Nepal

 

Mais de 350 novas espécies de animais e vegetais foram descobertas na região do Himalaia oriental na última década apesar das ameaças causadas pelo aquecimento global, anunciou nesta segunda-feira a ONG WWF (World Wide Fund for Nature). O catálogo, com dados coletados entre 1998 e 2008, apresenta 244 raridades de plantas, 16 anfíbios, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados.

 

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar.  Foto: WWF-Nepal

 

Entre as novas espécies, encontram-se rãs voadoras, o menor cervo do mundo, o fóssil de uma espécie de lagarto com mais de 100 milhões de anos e a perigosa víbora venenosa Trimeresurus gumprechti. Os achados foram realizados por um grupo internacional de cientistas em uma região da cadeia montanhosa que compreende desde o Butão e o noroeste da Índia até o norte da Birmânia, do Nepal e o sul do Tibete (China).  A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar. O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg.

 

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas.  Foto: WWF-Nepal

 

Em 2002, os cientistas observaram pela primeira vez a Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa que é capaz de atingir 1,3 m de comprimento. No entanto, os especialistas acreditam que existam exemplares maiores. Do ponto de vista científico, conforme a WWF, um dos descobrimentos mais importantes foi o fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos. O resto fossilizado do réptil foi encontrado em uma mina de âmbar no vale de Hukawng, norte da Birmânia.

 

Trimeresurus grumprechti, vibora veneneosa

A Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa, foi vista pela primeira vez em 2002.  Foto: WWF-Nepal

 

O Himalaia oriental abriga uma diversidade biológica que inclui 10 mil espécies de flora, 300 mamíferos, 977 aves, 176 répteis, 105 anfíbios e 269 tipos de peixes de água doce. Além disso, a região concentra a maior população de tigres de Bengala do planeta e a última com a ocorrência do rinoceronte indio.

 

Fontes:  TERRA

WWF-NEPAL





Na China, crianças são incentivadas com base nos resultados de exame de DNA

8 08 2009

chinesinho, cartão postal, 1930s

 

Durante um retiro de verão de cinco dias, crianças chinesas,  participando de um programa no Palácio das Crianças Chongqin. estarão sendo observadas e comparadas com seus testes de DNA, para orientar os pais na identificação de aptidões genéticas que mereceriam maior atenção por parte da família.

 

30 crianças de 3 a 12 anos de idade fazem parte do programa que custa USD $ 880,00 [oitocentos e oitenta dólares].   As amostras de DNA são coletadas da saliva, da mucosa no interior da bochecha e os testes são feitos com base em 11 genes.   Do material coletado, os cientistas envolvidos, podem fornecer informações sobre o QI das crianças, sobre a memória, habilidade  atlética e mais.

 

A China comemora ser o primeiro país a usar exames de DNA para descobrir dons genéticos ao invés de descobrir a herança ou tendência a doenças.  Chen Zhongyan, que tem uma menina de 4 anos no programa no Palácio Chongqin disse à CNN que acha “melhor desenvolver os talentos de sua filha o mais cedo possível”.  

 

Nos Estados Unidos, a preferência é diferente: a tendência é que pais venham a solicitar traços específicos para as crianças que irão ter, selecionando DNA embriônico para futuro implante no útero, como articulou Jeffrey Steinberg diretor no centro dos Institutos de Fertilidade.  No momento não há leis nos Estados Unidos contra a utilização de “designer babies” por informação genética; tampouco existe  regulamentação contra a seleção de futuras tendências em educação, ou hobbies para as crianças que virão a nascer.  

 

FONTE: 60-second-science





Imagens em 3D mostram detalhes de aranhas pré-históricas

7 08 2009

aranha fossil

 

Com equipamento de tomografia, e alguns programas de computação gráfica, cientistas do Imperial College London criaram imagens tridimensionais de fósseis de duas espécies de aranhas que viveram há 300 milhões de anos.  As espécies Cryptomartus hindi e Eophrynus prestvicii são “parentes próximas” de aranhas modernas.

As imagens tridimensionais revelaram detalhes até então desconhecidos das criaturas, como mecanismos de defesa.  Mostraram que as aranhas tinham hábitos predadores, e deram aos cientistas uma idéia melhor do que se passava no período, anterior ao dos dinossauros. Os resultados foram publicados na revista especializada Biology Letters.

Ao todo foram feitas umas 3 mil imagens de cada fóssil.  O programa de computação desenvolvido pelo Imperial College London foi usado para juntar todas as imagens em um modelo virtual único, detalhado e tridimensional das aranhas.

As imagens tridimensionais revelam que as patas dianteiras da Cryptomartus híndi, direcionadas para frente, sugerem que a aranha poderia usá-las para agarrar as presas e que o animal, era provavelmente, “um predador que caçava por emboscada” como o faz a moderna aranha caranguejeira, quando aguarda, escondida,  a aproximação da presa.

Conclusões também foram feitas sobre a Eophrynus prestvicii, que evidentemente tinha espinhos nas costas, como medida de defesa para torná-la menos palatável aos anfíbios, que seriam seus predadores naturais.

 

FONTE:  Terra





Segurança na internet

5 08 2009

ladrao

Ilustração Walt Disney.

Aqui estão algumas dicas para transformar suas senhas em senhas mais seguras e com isso aumentar a sua tranqüilidade quando usar a internet.

1 — Comece com uma frase de que você sempre se lembrará.   Por exemplo, vamos usar um ditado: cão que ladra não morde.  Deve ser uma frase que signifique alguma coisa para você, para que você possa se lembrar dela a qualquer momento.  Por causa disso você não precisará escrevê-la em lugar nenhum.  Isso diminui as chances de alguém descobrir por acaso as suas senhas.  

2 —  Torne a sua frase num código. Por exemplo, peque as iniciais das palavras: CQLNM.  Faça uma pequena troca, por exemplo: CKLNM

3 —  Para que a sua senha tenha algum símbolo que não seja o alfabeto,  substitua ou adicione um outro símbolo.  No nosso caso, adicionaremos a palavra não da seguinte forma: N@O.  Então temos a senha:  CKLN@OM.   

4 – Para melhorar ainda mais a sua segurança seria bom diferenciar entre letras maiúsculas e minúsculas.  Para que a gente se lembre é melhor fazer com que a substituição faça sentido:  Vou colocar então uma letra minúscula para CÃO porque ele pequenino e aí mesmo é que ele não morde.  E já que ele não MORDE, esta palavra também vai para uma letra minúscula.  Então a nossa senha ficou:

cKLN@Om

Agora poderemos talvez entrar com algum número.  Que tal adiconarmos o número da casa da vovó? 671.  Ou talvez da única pessoa que gostaríamos que ele mordesse?  4001

cKLN@Om4001

cKLN@Om671

Um exemplo no artigo da revista Slate em que me baseei para esta postagem, sugere que você tenha senhas cujas frases sejam relacionadas ao propósito do site em questão e o autor Farhad Manjoo, deu  uma idéia maravilhosa.  Usou como exemplo uma senha para o seu Gmail. 

Pensou na seguinte frase:

Faz 20 graus em fevereiro, então uso o meu Gmail.

F20geFeuomG

Essa senha é perfeita para se trocar de senha todos os meses.  Porque o 20 não é uma temperatura normal.  E o número do mês multiplicado por 10.  Assim:

Março: F30geMeuomG

Abril: F40geAeuomG

E assim por diante.

É importante mudar suas senhas.  É importante também ter senhas diferentes.  Senhas fortes devem ser usadas sempre.  Mas principalmente em portais como bancos e contas de investimento.

Para mais detalhes em formação de senhas e como substituir letras o por símbolos, leia o artigo na revista Slate.





Zeitgeist, o espírito dos tempos

4 08 2009

1984

 

Há épocas em que tudo o que se lê parece ter a ver com todo o resto que se leu no dia anterior ou na hora anterior.  É o que os alemães chamam de zeitgeist – espírito do tempo —  palavra em geral usada em alemão mesmo, em qualquer língua, para clareza e especificação de seu significado.

 

Pois hoje, graças à família Sarney [cujo pai, ex-presidente, se respeitasse sua própria biografia — como fomos ordenados a fazê-lo pelo NOSSO GUIA —  já teria se desvinculado do Senado], voltei a tropeçar no assunto de censura.  Censura que às vezes vem de onde não esperamos.  No nosso caso aqui, de um desembargador…  Mas voltemos ao assunto…

 

kindle

 

Há duas semanas mais ou menos os portadores do Kindle – o livro eletrônico vendido pelo portal Amazon, descobriram que alguns dos textos que tinham, que haviam sido comprados pelo site, com download feito legalmente e que mantinham no Kindle para futura leitura na máquina, exatamente como manda o figurino, desapareceram.    Mas como?   A companhia Amazon, sem nenhum aviso, remotamente, entrou nos Kindles que tinham esses textos e sumariamente os destruiu.  Assim, mesmo.  Sem aviso prévio.  Sem explicações.  Mais tarde, depois da surpresa, e até, com muito boa vontade, dá para entender a explicação dessa intervenção da companhia de livros.  Se tudo o que aconteceu foi só que Jeff Bezos, CEO da Amazon explicou: “os livros haviam sido vendidos como textos para download no Kindle por erro da companhia.  Havia problemas com as permissões.”

 

E chega a ser engraçado quando vemos que textos eram esses.  Quais?   Nada mais nada menos do que dois livros de George Orwell: Animal Farm e 1984.  Que piada!  1984?  Tem certeza?  

 

1984 livro

 

Mas há outros textos removidos: Atlas Shrugged , The Fountainhead e The Virtue of Selfishness de Ayn Rand e alguns tomos de Harry Potter.    A explicação da companhia é que esses textos foram vendidos em Kindles de maneira illegal.  Alguém havia posto no site textos piratas.  Diversos alertas deveriam ter soado nas nossas cabeças:

 

1 – Como pode alguém entrar no site da Amazon e colocar lá textos piratas?  E a segurança? 

 

2 – Como pode uma companhia entrar nos nossos livros comprados nessa companhia e eliminar, sem aviso prévio o que está lá dentro, que você comprou, pelo que sabia de maneira legal?

 

3 – E se a moda pega?  E cai nas mãos de um Chávez ou qualquer outro GRANDE ESTADISTA que resolve eliminar a oposição entrando nos Kindles que temos em casa e apagando os textos?  

 

mix leitor d

Mix Leitor D da Mix Tecnologia.

 

Dizem que o futuro dos livros está nas formas eletrônicas como o Kindle.  Realmente é mais uma dessas coisas de zeitgeist.  Semana passada, a Mix Tecnologia, de Pernambuco – aquele centro maravilhoso de tecnologia brasileira, circulava a novidade do Mix Leitor D, de produção total nacional, que estará no mercado brasileiro já a partir do ano que vem, com dois modelos: a versão Básica e Premium com tela de 6 polegadas, em bom português, 15 cm.  A diferença entre as duas versões é a memória que varia de 1 GB a 4 GB de dados, que daria para guardar até 1.500 livros. O Mix Leitor D deve custar entre R$ 650 e R$ 1.100, dependendo da versão.

 

Infelizmente a censura da Amazon traz a tona problemas com esses leitores que não haviam ainda sido discutidos.  A censura continuará a existir, assim como existe hoje: alguém abre processo contra essa biografia publicada, contra aquele cara que copiou minha idéia etc.  Mas os livros  publicados, pelo menos até hoje, depois de publicados, não conseguem desaparecer completamente do mapa.  Há sempre um volume.  Alguém que comprou antes. Alguém que recebeu de presente e nunca leu e tampouco jogou fora.   Mas a habilidade que uma companhia como a Amazon demonstrou de entrar dentro do seu livro, dos GBs de memória que você comprou e eliminar tudo o que quiser sem que você saiba, faz parte de uma realidade horripilante.  

 

FONTES:

Slate Magazine

Terra