Atenção, crianças! Quem gosta de desenhar?

4 05 2009
Emília desenhando à noite, da revista em quadrinhos O Sítio do Picapau Amarelo.

Emília desenhando à noite, da revista em quadrinhos O Sítio do Picapau Amarelo.

Copio e colo aqui, uma idéia maravilhosa para vocês que saiu no BLOG DA  AGÊNCIA TOP KIDS & TEENS.

 

Se você tem até 12 anos e gosta de desenhar ou fazer arte através do computador, pode ter seu talento reconhecido. Estou precisando de uma capa para meu livro “A Criança e a Propaganda” e abrindo um concurso para escolher um desenho que poderá se tornar esta capa.

 

Leia o regulamento abaixo e participe!

 Abraços,

 

Carlos N. Andrade

REGULAMENTO DO CONCURSO CULTURAL
“SEU DESENHO PODE VIRAR UMA CAPA!”

1. O Concurso “Seu desenho pode virar uma capa!” tem por objetivo a escolha de uma capa para o livro “A Criança e a Propaganda” (título provisório) escrito por Carlos N. de Andrade onde o autor procura tirar duvidas sobre o agenciamento e os trabalhos de crianças e adolescentes para as propagandas.
4. O Concurso “Seu desenho pode virar uma capa!” é administrado pela C. N. Andrade Produções Artísticas, que se reserva o direito de suspender ou cancelar o concurso a qualquer momento, ou alterar seu regulamento, com aviso prévio aos participantes.

3. Para participar, basta ter até 12 anos de idade e fazer um desenho numa folha de papel tamanho A4 e enviar para a Top Kids & Teens.

4. O tema a ser desenhado é: “A Criança e a Propaganda”, o desenho tem que ser de autoria própria e ser inédito, isto é, nunca ter sido publicado antes.

5. Os artistas mirins podem se utilizar várias técnicas manuais ou digitais, mas aconselhamos a não enviarem seus desenhos com traços muito finos ou a lápis, o que dificultaria a digitalização.
Para trabalhos digitalizados, envie para o e-mail:

desenho@topkids.com.br


Para os trabalhos em papel, envie por carta (sem dobrar) para o endereço:

 

Rua Álvaro Alvim, 31 sala 1302 – Centro – Rio de Janeiro – RJ – Cep: 20031-010.

Informe seu nome, idade e se já é cadastrado na agência Top Kids & Teens.

 

 
6. Os melhores desenhos serão publicados no blog da Top Kids & Teens: www.blogdatkt.blogspot.com.
7. O melhor desenho receberá da Top Kids & Teens, um cadastro Premium por um ano. www.topkids.com.br/comoentrar.php (Contrato de prestação de serviço de manutenção e divulgação do material de trabalho nos valores de R$ 360,00  até os 4 anos de idade ou R$ 510,00 para as idades de 5 a 12 anos).
8. Os participantes concordam em ceder o direito sobre seus desenhos a Top Kids & Teens que poderá utilizá-los junto com a imagem dos participantes para divulgação do concurso.
9. O vencedor concorda em ceder os direitos sobre seu desenho para ser usado no livro citado no item primeiro.

10. Os desenhos poderão ser entregues até 15/06/2009 e o resultado será divulgado em 25/06/2009 no blog: www.blogdatkt.blogspot.com.
11. A comissão julgadora escolherá um desenho vencedor que fará jus ao prêmio estipulado no item 7, mas a decisão de sua publicação fica a critério do autor.
12. Quaisquer dúvidas ou omissões relacionadas ao regulamento e funcionamento deste concurso, serão julgadas única e exclusivamente pela administração do programa, cujas decisões são soberanas e irrecorríveis.





5 livros do Romantismo I: A Moreninha

3 05 2009

 

 

 

haydea-santiago-1896-1981-mulher-de-chapeu-ostcm-acid-28-x-29-cm-errol-flynn-leiloes-2-2008

Moça com chapéu de palha, s/d

Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1981)

Óleo sobre tela colado em madeira

28 x 29 cm

Coleção Particular

 

 

 

 

Pelas próximas postagens colocarei algumas informações sobre 5 livros mencionados pelo Prof. Vanderlei Vicente no Portal Terra,  como leituras que ajudam a entender o romantismo no Brasil e leitura essencial para quem está para fazer o vestibular.  O artigo original estará sempre em itálico azul. 

 

Entre os principais conteúdos cobrados nas provas de Literatura dos vestibulares do País, se destaca o Romantismo. O movimento, que se desenvolveu na Europa na virada dos séculos XVIII para XIX, teve início no Brasil no ano de 1836, com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães.

 

Para o professor Vanderlei Vicente, dos cursos Unificado e PV Sinos, o vestibulando deve ter em mente algumas características da escola, como a idealização das relações e do caráter humano, o sentimentalismo exacerbado e, no Brasil, uma presença marcante do elemento indígena. O professor selecionou cinco dos principais romances do período, para ajudar a compreender a prosa romântica na literatura brasileira:

 

A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo – “Este romance merece atenção do estudante, por ser considerado o primeiro romance romântico brasileiro. Na obra, Augusto sente-se preso a uma promessa de amor feita anos atrás, o que o torna inconstante frente a outras possibilidades de relacionamento. Ao se apaixonar por Carolina, ele tem a doce surpresa: ela era a menina com quem havia trocado juras de amor no passado e que considerava digna de seu amor”.

 

 

 

 capa-romance-a-moreninha

 

O romance A Moreninha foi publicado no mesmo ano em que Joaquim Manuel de Macedo se formou em Medicina [1844] e se passa no Estado do Rio de Janeiro.  O autor nunca menciona o local em que se passa, exceto pela expressão:  Ilha de…  Desde o século XIX no entanto que a Ilha de Paquetá, principal ilha do arquipélago de Paquetá na Baía de Guanabara, localizada a 15 km do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, é associada com este romance.  O nome Paquetá, de origem indígena significa “lugar com muitas pacas”.    A ilha foi descoberta por André Thevet da expedição de Villegagnon em 1555, quando a França tentava instituir no Rio de Janeiro a França Antártica.  A partir de 1838 a ilha esteve ligada ao Rio de Janeiro por uma linha regular de barcas, estabelecida pela preferência da corte portuguesa, D. João VI em particular, por passeios no lugar.   Com este tipo de clientela e depois do sucesso do romance de Joaquim Manuel de Macedo, a ilha passou a  se tornar um local de atividade turística e aos poucos, através dos anos foi perdendo sua atividade de abastecedora de peixes e mariscos para a cidade do Rio de Janeiro e dedicar-se exclusivamente ao turismo.

 benedito-calixto-1853-1927-ilha-de-paqueta-guache-17-x-22-cm

Ilha de Paquetá, s/d

Benedito Calixto ( Brasil 1853-1927)

Guache,  17 x 22 cm

 

 

Paquetá tem algumas pedras famosas entre suas pequenas e paradisíacas praias.  A Pedra da Moreninha, no final da Praia da Moreninha, figura com destaque na história de Joaquim Manuel de Macedo “A moreninha”, como local onde a Moreninha esperava pela volta de seu namorado.

 Hoje há nesta ilha uma escola  e uma rua com o nome de Joaquim Manuel de Macedo, uma praia e uma pedra Moreninha que acredita-se ser onde Carolina esperava a barca trazendo o seu amado.

 

Pedra da Moreninha.  Foto: Flávio Freitas, Flickr

Pedra da Moreninha. Foto: Flávio Freitas, Flickr

 

 Como era a Moreninha? 

Carolina é uma das mais cativantes heroínas brasileiras do século XIX.  Ela é uma adolescente de 14 ou 15 anos , muito alegre e espevitada, levando muito pouca coisa a sério.  Ela é descrita no romance como um beija-flor, mudando de posição e de paragem a qualquer momento: irriequieta e usando sua  língua ferina quando não faz caretas para o irmão Filipe.

 

O que é um breve, ou o que é O breve da Moreninha?

 No romance A Moreninha,  há um objeto valorizado muito importante que estava ao alcance de todos no século XIX : o BREVE.

 O breve é um saquinho, em geral feito de linho branco, cortado em forma ciecular, onde se coloca um talismã, ou geral,  uma reza poderosa, em que colocamos nossas esperanças.   Depois dessas rezas colocadas no centro do círculo de linho, fecha-se o tecido prendendo-o pelas bordas.  Amarra-se então o breve ao  pescoço com uma fita.  Deve-se usar o breve no pescoço, próximo ao coração.     Mais tarde, no século XIX, o breve foi aos poucos modificado numa pequena caixinha , em geral de material nobre ( ouro, prata, banho de ouro) onde guardava-se não só as rezas, mas sobretudo um cachinho do cabelo do amado, ou outra lembrança que ajudava na simpatia de manter esta pessoa sempre em nosso poder.  Eles também eram pendurados ao pescoço.   Ainda hoje é usado, por dentro da roupa, como uma simpatia para “amarrar uma pessoa”.  Em geral dependura-se o breve no pescoço de uma fita de cetim, mas há alguns que dependuram o breve no pulso, como uma pulseira.  Houve no final do século XX um retorno ao uso de breves por aqueles que se vestem ao gosto gótico.

BREVE = A palavra Breviário, muito usada para os livros de oração, frequentemente pintados com iluminuras, usados pelas senhoras na idade média, tem a mesma origem que o breve.

 

CAPÍTULO VI

— …………………

 

Quando as ordens do ancião foram completamente executadas, ele tomou os dois breves e, dando-me o de cor branca, disse-me:

 

— Tomai este breve, cuja cor exprime a candura da alma daquela menina. Ele contém o vosso camafeu: se tendes bastante força para ser constante e amar para sempre aquele belo anjo, dai-lho a fim de que ela o guarde com desvelo.

 

Eu mal compreendi o que o velho queria: ainda maquinalmente entreguei o breve à linda menina, que o prendeu no cordão de ouro que trazia ao pescoço.

 

Chegou a vez dela. O homem deu-lhe o outro breve, dizendo:

 

— Tomai este breve, cuja cor exprime as esperanças do coração daquele menino. Ele contém a vossa esmeralda: se tendes bastante força para ser constante e amar para sempre aquele bom anjo, dai-lho, a fim de que ele o guarde com desvelo.

 

Minha bela mulher executou a insinuação do velho com prontidão, e eu prendi o breve ao meu pescoço, com uma fita que me deram.

 

Quando tudo isto estava feito, o velho prosseguiu ainda:

 

— Ide, meus meninos; crescei e sede felizes! Vós olhastes para mim, pobre e miserável, e Deus olhará para vós… Ah! Recebei a bênção de um moribundo!… Recebei-a e sai para não vê-lo expirar!

 

Isto dizendo, apertou nossas mãos com força: eu senti, então, que o velho ardia; senti que seu bafo era como vapor de água fervendo, que sua mão era uma brasa que queimava… Sinto ainda sobre os meus dedos o calor abrasador dos seus e agora compreendo que, com efeito, ele delirava quando assim praticou com duas crianças.

 

 — ………

 

  breve-religioso

Foto de um breve, século XIX

 

 

E A Moreninha existiu?   Supõe-se que a verdadeira identidade da moreninha é Maria Catarina de Abreu Sodré, com  quem Joaquim Manuel de Macedo se casou depois de 10 anos de namoro.  D. Maria Catarina era prima-irmã do poeta Álvares de Azevedo (1832-1879). Ela era filha única. 

 

 joaquim-manuel-de-macedo

 

Joaquim Manuel de Macedo (Itaboraí, 24 de junho de 1820 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1882) foi um médico e escritor brasileiro: romancista, poeta, cronista literário e dramaturgo.

 

Em 1844, Joaquim Manuel de Macedo, formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, “A Moreninha“, que lhe deu fama e fortuna imediatas.

 

Além de médico, Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, e sócio fundador, secretário e orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, desde 1845. Em 1849, fundou, juntamente com Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre, a revista Guanabara, que publicou grande parte do seu poema-romance A nebulosa — considerado por críticos como um dos melhores do Romantismo. Foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte (1866).

 

Abandonou a medicina e criou uma forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel.

 

Macedo também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, servindo-o com lealdade e firmeza de princípios, como o provam seus discursos parlamentares, conforme relatos da época. Durante a sua militância política foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-1868 e 1873-1881). Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.

 

Obras:

Romances

 

A Moreninha (1844)

O moço loiro (1845)

Os dois amores (1848)

Rosa (1849)

Vicentina (1853)

O forasteiro (1855)

O culto do dever (1865)

Rio do Quarto (1869)

A luneta mágica (1869)

As Vítimas-algozes (1869)

Nina (1869)

A namoradeira (1870)

As mulheres de mantilha (1870-1871)

Um noivo e duas noivas (1871)

A Misteriosa (1872)

A Baronesa do Amor (1876)

Romance de uma velha

Uma pupila rica

Amores de um Médico – póstumo –

 Sátiras políticas

A carteira do meu tio (1855)

Memórias do sobrinho do meu tio (1867-1868)

Dramas

O cego (1845)

Cobé (1849)

O sacrifício de Isaac (1859)

O novo Otelo (1863)

Lusbela (1863)

Vingança por vingança (1877)

A Torre em Concurso (1863)

Remissão de Pecados (1870)

Antonica da Silva (1873)

Vingança por Vingança (1877)

Comédias

O fantasma branco (1856)

O primo da Califórnia (1858)

Luxo e vaidade (1860)

Cincinato Quebra-louças (1873)

O macaco da vizinha (1885)

Poesia

 A nebulosa (1857)

Didáticos

 

Lições de História do Brasil,  (1861)

Noções de Corografia do Brasil, (1873)

Amor e Pátria

 

Ensaios/ Crônicas

Os Romances da Semana (1861)

Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro (1862)

Ano Biográfico Brasileiro (1876)

Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878)

Todas as suas obras encontram-se em domínio público.  Para baixar o texto de grande parte delas, clique aqui.

 

J. M. de Macedo, Domínio Público





Quadrinha infantil: sapo de J. Kopke

2 05 2009

sapo-assustado

 

 

 

Eu sou um pobre sapo

Que vivo a vida inteira

Debaixo de uma pedra

Do rio aqui na beira.

 

(J.  Kopke)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Dia do Trabalho!

1 05 2009

soneca-36

Zé Carioca, Ilustração Walt Disney.

 

ATIVIDADES PARA O DIA DO TRABALHO!





Imagem de leitura: Henry Lamb

30 04 2009

henry-lamb-gra-bretanha-1883-1960-the-artists-wife-1933-tate

Retrato da esposa do artista, 1933

[A escritora Lady Pansy Pakenham]

Henry Lamb ( Inglaterra, 1880-1963)

Óleo sobre tela, 635 x 762 mm

Tate Gallery, Londres, Grã Bretanha

 

 

 

 

Henry Lamb, foi um pintor muito bem sucedido, nascido na Austrália, mas residente na Inglaterra.  Em 1911, fundou com outros artistas o Grupo Camden Town, — um grupo de pintores pós-impressionistas, que se encontrava na residência do pintor inglês Walter Sickert em Camden, na cidade de Londres.  O grupo nos molder dos grupos artísticos franceses, admirava e considerava importantes os trabalhos dos pintores Van Gogh e Paul Gauguin.  O grupo se distinguiu principalmente por suas obras retratando a Primeira Guerra Mundial em 1914, não só pelo valor histórico mas também pelas aberturas artísticas no trabalho de seus membros nesta época.  O grupo também organizou a exposição de pintura Cubista e Pós Impressionista em Londres.  





BOAS NOTÍCIAS DO RECIFE!

29 04 2009

plantando_uma_rosa_65x45cm_-_2000

 

 

 

Um grupo de voluntários aproveitou o feriado de Tiradentes, na terça-feira da semana passada, para plantar várias espécies no município do Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife. Cerca de 70 voluntários, a maioria crianças,  participaram do mutirão de reflorestamento.  Pelo menos 200 árvores típicas da Mata Atlântica foram plantadas em um terreno de oito hectares localizado na zona rural da comunidade de Vila do Rosário, área de preservação ambiental. Ao lado de cada muda, foi colocada uma placa com o nome de quem a plantou.

 

A psicóloga Goreti de Sá mora na região há 12 anos. Ela e outras duas pessoas tiveram a idéia de criar um centro de vivência ecológica para colocar em prática ações de preservação da natureza.

 

– Nossa intenção é mensalmente juntar um grupo de pessoas sensíveis à natureza e plantar árvores – explica.

 

O motorista de transporte público Gilberto Vasconcelos foi um dos coordenadores do mutirão.  Ele criou, há dois anos, o projeto “Adote uma árvore”. Ele sonha conseguir plantar em Pernambuco cem mil mudas de árvores. Com tanta gente ajudando, Gilberto Vasconcelos acredita que esse desejo pode virar realidade.

 

Quando eu decidi colocar essa estimativa de cem mil árvores plantadas, eu não imaginava a dimensão que esse projeto ia tomar. Muitos apoiaram esse projeto, comunidades, crianças e universitários. Espaço para plantar é que não vai faltar – diz.

 

O projeto Adote uma árvore foi criado pela preocupação de Gilberto Vasconcelos com a degradação do meio ambiente.  Seu objetivo é plantar 100 mil árvores na Região Metropolitana do Recife.

 

Para fazer essa ação solidária, o motorista, que mora do bairro de Aguazinha, conta com a ajuda dos passageiros. “Alguns passageiros que regulamente andam no meu veículo, juntam garrafas pet para ajudar no meu projetoAdote uma árvore – serviço ambiental”, explica.

 

As garrafas servem para separar as mudas das plantas e são recolhidas não só com os passageiros voluntários, mas também no lixo. “A questão de optar pelo uso das garrafas é para economizar. Um saco de muda custa R$ 0,20. Parece pouco, mas para quem pretende plantar 100 mil árvores é bastante. Onde eu iria arrumar R$ 20 mil para comprar só em saquinhos?

 

Eu tenho o maior prazer de fazer isso. Muitas pessoas perguntam por que eu gasto meu dinheiro com isso”, conta o motorista plantador de árvores. “Para mim não existe dinheiro que pague a satisfação de ver uma árvore nascer, crescer e purificar o ar que a gente respira”, disse.

 

 

Fonte: O Globo





Renatinho foi ao circo, poesia infantil de Vicente Guimarães

29 04 2009

circo

 

 

 

 

 

Renatinho foi a o circo

 

 

Vicente Guimarães

 

 

Renatinho foi ao circo

E voltou entusiasmado;

Estava alegre e feliz,

Mas um pouco impressionado.

 

Gostou muito dos atletas,

Também do malabarista,

Deu vivas ao domador,

Palmas ao equilibrista.

 

Mas quando a casa chegou,

Depois da grande função,

Foi contar ao papaizinho

Sua nova resolução:

 

— Quando eu crescer, quero ser

Um palhacinho brejeiro,

Para dar a cambalhota

No centro do picadeiro.

 

 

 

Em: João Bolinha virou gente, de Vicente Guimarães (vovô Felício), Rio de Janeiro, Editora Minerva, sem data.

 

———

 

 

Vicente de Paulo Guimarães, [Vovô Felício] ( Cordisburgo, MG, 1906 – 1981) — Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977). Em 1935, Vicente criou em Belo Horizonte a revista “Caretinha”, dedicada a jovens leitores; dois anos depois, foi o responsável pelo suplemento infantil do jornal “O Diário”.  Um dos projetos de sucesso foi a revista “Era uma vez”, que começou a circular em 1947.  Criou também no mesmo ano a Revista do Sesinho, para divertir e educar as crianças.

 

 

Obras:

 

Tranqüilidade

O pequeno pedestre

Campeão de futebol

Os bichos eram diferentes

Frangote desobediente

João Bolinha virou gente

Boa vida de João Bolinha

Histórias divertidas

Lenda da palmeira, 1944

Quinze minutos de poder

Os três irmãos, 1978

Festa de Natal, 1964

Rui, 1949

O pastorzinho de Pouy, 1957

Princesinha do Castelo vermelho

Gurupi

Marisa, a filha da Mireninha

Vida de rua, 1954

Era uma vez uma onça

O tesouro da montanha

Anel de vidro, 1956

História de um bravo, 1960

Gurupi

Ultima aventura do sete de ouros

Aventuras de um cachorrinho vira lata

Princesinha do Castelo Vermelho

História de uma menina pobre

A fama do jabuti

O macaquinho Guili

Bilac, história de um príncipe, 1968

Biografia de Rui Barbosa para a infância, 1965

Joãozito, infância de João Guimarães Rosa, 1971

Nonô, o menino de Diamantina, 1980

O menino do morro – Machado de Assis, 1980

Coleção vovô Felício –  em seis volumes





Bebês bilíngues podem ser precoces em tomar decisões

29 04 2009

bilingual-main_full

 

Na revista The Economist da semana passada li um artigo sobre estudos feitos com bebês cujos famílias falam dois idiomas diferentes.  Este assunto sempre me interessa porque passei a maior parte da minha vida em situações bilíngües, conhecendo muitas crianças também bilíngües.  O artigo segue, numa tradução bastante liberal.

 

 

 

 

 

 

Ensinar uma segunda língua a crianças pequenas ainda gera alguma controvérsia entre educadores.   Por um lado diz-se que é muit0 mais fácil adquirir uma segunda língua ainda muito jovem.  Por outro lado, professores de alunos que falam uma língua em casa diferente daquela que falam na escola dizem que estes alunos parecem estar sempre mais devagar no aprendizado do que seu colegas que usam uma única língua. 

 

Um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences no número para maio deste ano, talvez ajude a clarificar o que acontece no cérebro de uma criança que é bilíngüe, ajuda a esclarecer como o pensamento de uma criança bilíngüe pode ser afetado,  e finalmente em que circunstâncias seria uma vantagem ser bilíngüe.  Agnes Kovacs e Jacques Mehler trabalhando no International School for Advanced Studies em Trieste dizem que alguns aspectos do desenvolvimento cognitivo dos bebês criados num lar bilíngüe é acelerado para ajudá-los a decidir com qual das duas línguas eles estão lidando.  

 

A parte de cognição no caso é aquela a que se denomina  “função executiva”.  É o que permite as pessoas de organizarem, planejarem, priorizarem suas atividades, é o que lhes permite de trocar de foco de atenção entre uma coisa e outra.  Ser bilíngüe é uma característica comum em Trieste, que apesar de ser italiana, a cidade está rodeada pela Eslovênia.   Isso foi providencial para permitir aos Dr. Kovacs e Dr. Mehler que observassem 40 crianças num estágio ainda pré-verbal de sete meses de idade, metade delas criadas em uma só língua, enquanto que as outras eram produto de lares bilíngües.  Assim, eles puderam comparar o desenvolvimento de ambos os grupos levando em consideração tarefas que necessitavam de controle da “função executiva”.

 

Primeiro os bebês foram treinados para esperarem pela presença de um boneco numa tela, depois de terem ouvido um grupo de palavras de non-sense, inventadas pelos pesquisadores.  Aí, as palavras e a posição do boneco foram mudados.  Quando isso foi feito, os bebês criados em uma única língua tiveram dificuldades de superar sua resposta já bem treinada, mesmo depois que os pesquisadores deram a eles mais dicas de que coisas haviam mudado.   Os bebês bilíngües, no entanto, acharam muito mais fácil mudar o foco de sua atenção – passando por cima do que haviam aprendido anteriormente e que já não lhes servia mais.  

 

Monitorar as línguas e mantê-las separadas é parte da “função executiva”do cérebro.  Esses estudos, então, sugerem que mesmo antes de uma criança ser capaz de falar, um ambiente bilíngüe parece acelerar o desenvolvimento desta função.   Mas antes de tomarmos uma decisão apressada de educar nossas crianças em duas línguas desde bebês, precisamos levar em consideração alguns detalhes, entre eles, o de que este benefício cognitivo foi demonstrado só entre bebês em lares bilíngües, onde ambas as línguas são faladas rotineiramente.  Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que pode ser o fato de ter que lidar com duas línguas no mesmo ambiente que venha a obrigar um maior uso da função executiva.  Não está claro se os mesmo benefícios ocorrem com crianças que aprendem uma língua em casa e outra na escola.

 





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

29 04 2009

brasileira-lendo-1593

Copacabana, Praça do Lido.





Para comemorar os 150 anos do nascimento de Alberto de Oliveira

28 04 2009

dragon20fly20print20by20kashmira20jahveri

Libélulas, s/d

Kashimira Jahveri (Índia)

Gravura em metal

 

 

 

Libélula

 

 

Alberto de Oliveira

 

 

 

À flor da água do tanque ou da corrente

Voa a fugaz libélula erradia

De asas de vidro e prata, à flor somente,

Que, como vivo espelho, arde e irradia;

 

Somente à flor…  Que importa, refulgente,

Ao fundo algum tesouro lhe sorria,

Ouro haja, ou lama?  Passa indiferente,

Folga, doudeja, toda se extasia

 

À flor… que isso lhe basta ao leve e brando

Vôo: trêmula e clara refletida

Na água acenando-lhe a ilusão celeste.

 

Como que sabe, à flor somente voando

Que aprofundar as cousas, como a vida,

É tirar-lhes o encanto que as reveste.

 

 

 

Em: Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols, Rio de Janeiro, Núcleo Editorial da UERJ, 1979, 3° volume.

 

 

 

 

 

alberto-de-oliveira-biografiaa 

 

 

Alberto de Oliveira (Antônio Mariano A. de O.), farmacêutico, professor e poeta, nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de abril de 1857, e faleceu em Niterói, RJ, em 19 de janeiro de 1937. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira nº 8, cujo patrono, escolhido pelo ocupante, é Cláudio Manuel da Costa.

 

 

Obras poéticas:

 

Canções românticas (1878)

Meridionais, com introdução de Machado de Assis (1884)

Sonetos e poemas (1885)

Versos e rimas (1895)

Poesias completas, 1ª. série (1900)

Poesias, 2ª. série (1906)

Poesias, 2 vols. (1912)

Poesias, 3ª. série (1913)

Poesias, 4ª. série (1928)

Poesias escolhidas (1933)

Póstumas (1944)

Poesia, org. Geir Campos (1959)

Poesias completas de Alberto de Oliveira, org. Marco Aurélio Melo Reis, 3 vols.