“Se não há água, requisite-se!” Revolução de 1932

22 09 2008
General Isidoro Lopes

General Isidoro Lopes

 

21 de setembro de 1932

 

É censurável em toda esta luta o azedume dos militares.  É um assunto que precisa ser atacado para combatê-lo.  Há entre todos os militares, exército ou milícia, um perene azedume, quando em campanha, uma constante indisposição e mau humor para com os civis e entre si mesmos, entre graduados e inferiores.  Eu tenho notado com mágoa esse azedume.  Parece que cada soldado é também um espião do outro.  Vivem todos em  mútua espionagem.  Desconfiam de tudo, de todos e se desconfiam entre si!

 

Militares inteligentes e cultos, militares ignorantes e estúpidos, todos são iguais na espionagem e no azedume!

 

Nos seus momentos de grande ira, de azedume agudo, para o militar, não existe nenhuma desculpa, nenhuma justificação de coisa alguma.

 

Quando um oficial de gros bonnet quer qualquer coisa, há de ser prontamente atendido, e, ai! Daqueles que opuserem qualquer objeção!  Os militares, em campanha, estão sempre azedos!

 

Hoje, um sargento, pouco azedo, talvez por ser um simples sargento (porque o azedume vai crescendo com os galões) contava a outro esta pilhéria que denota azedume e estupidez:

 

No Quartel General, às 18 horas, já escura a tarde, não havia, ainda, luz.  Um major grita a um subordinado que acenda as lâmpadas.  O subordinado faz-lhe ver, que não havia, ainda, luz por falta de água na represa da usina elétrica.  E o major, azedo e estúpido, retruca enraivecido: — Pois eu quero a lâmpada já acesa!  Se não há água, requisite-se!

 

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Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

Plano de viação de rodagem, estado de São Paulo

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 144-145 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932

Grupo no fronte: Armando Erbiste marcado no centro, Santos, 1932





Elogia-se o Batalhão 14 de Julho — Revolução de 1932

20 09 2008
Alegoria para a Revolução de 1932

Alegoria para a Revolução de 1932

20 de setembro de 1932

 

Monotonia completa.  Cidade cheia de soldados que passeiam e boateiam.  Reina algum desânimo.  Há boatos terroristas. 

 

Elogia-se o batalhão “14 de Julho” composto de homens formados e acadêmicos.

 

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Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Campanha em Santos durante a Revolução de 1932

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 143-144 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

NOTA DA PEREGRINA:  Não houve nenhuma anotação entre os dias 12 e 19 de setembro de 1932.

Os federalistas

Os federalistas *

 

  • Nota do leitor Celso Pinho em 14-4-2019
  • Apenas uma correção. Na ultima foto deste Post, não se tratam de Federalistas conforme diz a legenda, e sim do Coronel Herculano de Carvalho, durante visita à Itapira, pouco depois de assumir o comando da Força Pública de São Paulo, tendo em vista o falecimento do Coronel Júlio Marcondes Salgado.




Yusuf al-Qaradawi — número três na lista dos intelectuais de maior influência

19 09 2008

É um dos mais radicais líderes muçulmanos no momento, apesar de sua idade avançada.  Nasceu  no Egito, numa pequena aldeia no Delta do Nilo em 1926.   O menino desde cedo se negou a trabalhar onde a família o aconselhava: como carpinteiro ou a na quitanda dos pais.  Com 9 anos já tinha lido e decorado todo o Corão.   Na sua juventude foi bastante influenciado por Hasan al-Banna fundador  nos anos 20 do século passado da Irmandade Muçulmana, um dos maiores movimentos muçulmanos do século, uma organização atenta à revitalização dos princípios mais rígidos do Islã.

 

The Telegraph, UK.

Yusuf-al-Qaradawi. Foto: The Telegraph, UK.

 

Yusuf al Qaradawi formou-se me teologia islâmica pela universidade Al-Azhar no Cairo, em 1953.   Neste período de estudos universitários continuou com seus contatos com a Irmandade Muçulmana, participando de treinamento paramilitar onde aprendeu e ensinou aos universitários a usar armas e explosivos.  Incentivou também o treinamento da doutrina islâmica como motivação para a expulsão dos ingleses e israelitas do oriente médio.

 

Apesar de se considerar e de ser considerado por muitos uma voz moderada, não conseguiu até hoje se desvencilhar da reputação anteriormente adquirida de extremista,  quando participou ativamente da Irmandade Muçulmana —  que é uma organização ilegal no Egito.  Para uma pessoa do ocidente é difícil considerá-lo moderado.  Hoje é um estudioso do Islã que trabalha na Universidade do Qatar. E principal responsável pelo Conselho Europeu para Pesquisas e Fátuas.

 

O permitido e o proibido no Islã, livro de Yusuf al-Qaradawi, publicado em 1982

O permitido e o proibido no Islã, livro de Yusuf al-Qaradawi, publicado em 1982

Sua popularidade aumentou muito no mundo ocidental depois que ele começou a aparecer semanalmente num programa interativo de perguntas e respostas chamado Al-Shariaa wa Al-Haya [Lei islâmica e a vida] em que ele responde a comentários do publico.   Neste programa ele pretende demonstrar como a ideologia islâmica tem uma resposta para qualquer problema.  

 

 

 

 

Apesar de ter se distanciado dos controversos bomba-suicidas, ele ainda se manifesta a favor dos bomba-suicidas (mesmo que o atentado seja contra civis) e apóia principalmente o suicida palestino contra o estado de Israel.  Ele tem encontrado bastante resistência aos seus ensinamentos, principalmente entre mulheres ocidentais com dificuldade em aceitar suas posições em relação não só à circuncisão feminina.  Vale lembrar que a circuncisão feminina é uma prática considerada universalmente como inaceitável pela Organização Mundial da Saúde e pelas Nações Unidas já que é uma forma de mutilação genital das mulheres.    Ele também freqüentemente no seu programa na Al-Jezeera  fala em defesa do espancamento de mulheres, chegando a dizer até que há mulheres que gostam de serem assim tratadas.

 

Ele tem muitos muçulmanos entre as pessoas que não concordam com ele.  Dos dois lados, ou seja aqueles que o acham mais radical do que precisa e impressionantemente aqueles que acreditam que ele é moderado demais principalmente porque  ele condenou publicamente os ataques de 11 de setembro de 2001, e não condenou música e canto nos filmes muçulmanos, como muitos esperavam que fizesse. 

 

Fica a impressão de que Yusuf al-Qaradawi é uma pessoa difícil de se delinear e bastante complexa para que uma mulher ocidental como a autora deste blogue se sinta satisfeita de vê-lo não só incluído entre os 10 mais importantes intelectuais do mundo, mas ocupando o número 3 da popularidade mundial.  

 

 

Veja postagens anteriores:

Muhammad Yunus — quem é segundo mais votado intelectual?

Fethullah Gülen – quem é o intelectual n° 1 do mundo?

Você conhece os 10 mais importantes intelectuais de 2008?

 





Se fossem mulheres será que a história as trataria com tanta gentileza?

16 09 2008

 

No dia 11 de setembro o jornal americano Wall Street Journal publicou uma resenha de Philip Terzian do livro The Irregulars, escrito por Jennet Conant e acabado de ser lançado, pela editora Simon & Schuster.   

 

O livro relata uma curiosa arma usada por Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial, mas antes do ataque de Pearl Harbor.  Isto quer dizer, antes da entrada oficial dos Estados Unidos na guerra.   O famoso primeiro ministro inglês, preocupado em aliciar a ajuda americana, em convencer os americanos a se envolverem mais com a guerra que já consumia as forças britânicas, decidiu mandar para Washington DC um grupo de jovens rapazes finamente educados para que se inserissem na sociedade americana e seduzissem com  seu charme e suas boas maneiras os poderes americanos para que a Grã Bretanha viesse a ganhar a guerra européia.  

 

O grupo destes rapazes, levava o jocoso nome de “ The Baker Street Irregulars” numa direta referência ao endereço do famoso detetive de ficção Sherlock Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle, estavam dois jovens que mais tarde seriam conhecidos escritores de âmbito mundial:  Roald Dahl e Ian Fleming.   Mas a intenção era de espionagem e advocacia da causa britânica.  

 

Como ainda não li o livro não posso julgá-lo.  Muito menos posso fazer  juízo sobre os que pensaram em tal plano de espionagem.   Mas houve duas observações que ficaram me perseguindo depois de ler a matéria:

 

1 – Não é curioso que tanto Roald Dahl como Ian Fleming, que ainda não tinham escrito uma palavra, que ainda não haviam publicado seus livros, ambos viessem a contar com as habilidades de espionagem e decodificação de textos nas suas ficções?  Ian Fleming como todos se lembram é o autor de talvez o mais famoso espião da segunda metade do século XX:  James Bons, Agente 007.  Enquanto que Roald Dahl mais conhecido por sua literatura infantil quando escreveu para adultos produziu textos repletos de suspense.  Alguns de suas histórias chegaram até a serem filmadas por Alfred Hitchcock, para o seu programa semanal de televisão  Alfred Hitchocok Apresenta.  

 

2 – Será que se as pessoas escolhidas para fazer espionagem tivessem sido jovens mulheres britânicas, de boas famílias, com boa escolarização, que tivessem tido ordens de se infiltrar na sociedade local, de uma Washington DC ainda bem provinciana e seduzir e convencer senadores, jornalistas e outros personagens de relativa importância,  a história, ou seja, a narrativa deste acontecimento, deste plano governamental inglês teria sido contado com a boa vontade, com a curiosidade e o tom divertido que ao que indica a narrativa de The Irregulars tem?  Tivessem elas se inserido na sociedade local, imiscuindo-se nos quartos e leitos da capital americana, como ao que tudo indica The Irregulars fizeram, será que elas seriam, mesmo hoje, tratadas com a simpatia com que estes jovens parecem ser tratados?  

 





O novo e velho mundos de Miguel Sousa Tavares

14 09 2008

Às vezes é necessário uma imagem para me ajudar a pensar sobre um assunto.  Há dois meses li o maravilhoso livro do autor português Miguel Sousa Tavares lançado no Brasil no primeiro semestre deste ano, pela Cia das Letras que leva o nome de Rio das Flores.  E já há algum tempo que queria escrever umas notas a respeito do livro mas não achava o foco.  Até que me deparei, na internet, com este trabalho em sépia de um autor que infelizmente desconheço representando dois meninos.  Imediatamente me lembrei dos irmãos Diogo e Pedro. 

 

Por casualidade, recentemente li outros livros cujos personagens centrais são pares de dois irmãos: A montanha e o rio, de Da Chen (Nova Fronteira) e Dois irmãos, de Milton Hatoum  (Cia das Letras), mas a imagem não me lembrou de nenhum deles exceto dos irmãos de Rio das Flores. 

 

Rio das Flores não desaponta.  É um livro tão bom quanto Equador. Para aqueles que temiam, como eu, ler o segundo livro de Miguel Sousa Tavares, receando que o resultado do novo romance não pudesse se comparar ao do primeiro, sosseguem.  Você vai gostar de Rio das Flores.  O bom escritor continua; sua mágica maneira de narrar persiste; e as referências históricas que tanto me haviam encantado em Equador, continuam tão boas quanto confiáveis.  

 

Em Rio das Flores acredito que Miguel Sousa Tavares tenha mostrado a grande divisão, a grande separação, no século XX, entre dois mundos lusófonos —  Portugal e Brasil.  Mas acredito também que o paralelismo entre Diogo e Pedro, caracteriza muito bem as forças que levam às grandes diferenças entre o Velho e o Novo Mundos.   Ambos os irmãos amam apaixonadamente a terra em que nasceram.  Mas enquanto Pedro não suporta deixá-la, Diogo enfastiado com a docilidade daqueles que aceitam o governo de Salazar, vai embora de Portugal e constrói uma nova, diferente, audaciosa vida no Brasil.  

 

Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares

 

Na primeira semana de setembro, quando ainda tive alguns momentos para reler certas passagens de Rio das Flores, fiquei convencida de que a visão de Miguel Sousa Tavares, como a interpreto, está correta.  Só mesmo na primeira metade do século XX, ao completarmos cem anos da nossa independência de Portugal, é que nós no Brasil, pudemos forjar uma identidade completamente brasileira.  Uma identidade baseada nas características daqueles que vieram viver em nosso seio, dos imigrantes de sociedades  em outros mundos, que não tinham espaço para sua população, que não tinham responsabilidade sobre aquela população e que estavam decerto à beira da falência cultural como as duas Grandes Guerras do século passado vieram a provar.  

 

Só mesmo no século XX, na primeira metade do século, nós brasileiros, viemos a aceitar todas as características do Novo Mundo,  jogando fora, pela janela, valores que nos haviam sido impingidos por uma cultura dominante.  Aceitamos, finalmente, os valores forjados pelos imigrantes que aqui chegaram, dispostos a jogar fora as regras e os valores das sociedades de onde vieram, para construir algo de novo, de sólido, alguma coisa melhor do que havia  nos países que deixaram.  

 

A leitura de Rio das Flores leva qualquer brasileiro a refletir sobre a história do país e do mundo na primeira metade do século passado.  A visão é mais complexa do que eu esperava, muito mais rica e também muito mais esperançosa.  

 





Mendel, poema para crianças de Jorge Sousa Braga

12 09 2008
Giuseppe Arcimboldo, O Hortelão, 1590

Giuseppe Arcimboldo, O Hortelão, 1590

 

Mendel

 

Jorge Sousa Braga

 

 

Ao contrário dos monges beneditinos,

Que ficaram a meditar nas suas celas,

Ele gostava de meditar entre os pepinos,

Os brócolos, as favas e as berinjelas.

E foi num momento de meditação

Entre ervilhas de casca lisa e rugosa,

Que descobriu por que é que os teus olhos

São castanhos e não azuis ou cor-de-rosa.

 

Jorge Sousa Braga nasceu em 1957, em Vila Verde, Portugal. Médico e poeta. Seus cinco primeiros livros de poesia, publicados nos anos oitenta, encontram-se reunidos no livro O  Poeta Nu (1991).

 

      Outras obras:

      Fogo sobre Fogo (1998)

      Herbário (1999)

      A Ferida Aberta (2001)

 

Do livro: Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999      

    

 

 

 

Nota da Peregrina:

 

Mendel: 

Gregor Mendel (1822-1884) é chamado, com mérito, o pai da genética. Realizou trabalhos com ervilha (Pisum sativum 2x=14 ) no mosteiro de Brunn, na Áustria.

Arcimboldo:

Giuseppe Arcimboldo (15271593) foi um pintor italiano.





Escasseiam armas para os soldados paulistas. Revolução 1932

12 09 2008

 Os defensores da cosntituição.

 Os defensores da constituição.

 

10 de setembro de 1932

 

 

Voou sobre a cidade um avião da ditadura.  Mas não bombardeou.   Voaram depois aviões paulistas.

 

 

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Equipe da Cruz Vermelha, Itapira.

Equipe da Cruz Vermelha, Itapira.

 

11 de setembro de 1932

 

Dia calmo, sem grandes boatos.  Apenas grande número se nota de soldados que descansam.  Parece que há entre as tropas paulistas falta de armas e munições, agora em numero maior.  É difícil ver-se um fuzil metralhadora, e, mesmo os fuzis mauser, arma ordinária no exército, escasseiam.   Incrementam-se os batalhões de bombardas, lança-chamas e lança-minas.  Há grande quantidade de munições, no que se diz, para essas armas.

 

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Tropas Federais Gaúchas.

Tropas Federais Gaúchas.

 

 

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 143-144 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

 

 

 

 

Trincheira com tropas da ditadura, em Itapira.

Trincheira com tropas da ditadura, em Itapira.





Tropas parecem reanimadas! Revolução de 1932

10 09 2008
Luta travada em Cunha

Luta travada em Cunha

 

8 de setembro de 1932

 

Nada de extraordinário se registrou hoje.

 

 

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Avante São Paulo!

Avante São Paulo!

 

9 de setembro de 1932

 

Nota-se que as tropas se reanimam.  Consta que as forças ditatoriais não vêm mais atacar as paulistas que se acham postadas no rio das Almas (aquém de C. Bonito0 e em Ligiana (aquém de Buri).

 

 

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Hora do Rancho!

Hora do Rancho!

 

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 143 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Certificado de Ex-combatente

Certificado de Ex-combatente





Grande esperança na revolta do Rio Grande, Revolução de 1932

8 09 2008

 

 

A herança dp heroismo, Fernã Dias Paes Leme, Tiradentes e o voluntário de 1932.
Cartaz: A herança do heroísmo, Fernão Dias Paes Leme, Tiradentes e o voluntário de 1932.

 

7 de setembro de 1932

 

 

A revolução paulista entra hoje no seu 60° dia.  Parada às dez horas da manhã.  Formatura de cerca de quase dois mil homens na cidade.  Reina animação entre os habitantes e nutre-se esperança de vitória, com o auxílio da revolução do Rio Grande.  Se não são boatos as notícias que os jornais publicam, há já vários municípios do Rio Grande rebelados contra o interventor federal daquele estado, rebelião essa chefiada pelos Srs. Borges de Medeiros e Raul Pila.

 

 

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Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 142 em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Apresentação de armas dos voluntários na capital.

Apresentação de armas do exército voluntário na capital.

 





A Pátria. Não há 7 de setembro, sem este poema!

7 09 2008

Bandeira do Brasil, criação fotográfica de Culiculicz.

Retirado de:

http://flickr.com/photos/62759970@N00/167812480/

 

 

A PÁTRIA

Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!

Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,

É um seio de mãe a transbordar carinhos.

Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,

Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!

Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

Vê que grande extensão de matas, onde impera

Fecunda e luminosa, a eterna primavera!

Boa terra! jamais negou a quem trabalha

O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

Quem com seu suor a fecunda e umedece,

Vê pago o sue esforço, e é feliz, e enriquece!

Criança! não verás país nenhum como este:

Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Olavo Bilac

Do livro:  Poesias Infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves: 1949, 17a edição.