Mistérios do mundo científico ainda por resolver: as constantes variáveis.

2 04 2009

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Mistério n°3:

 

Por que o universo se expande cada vez mais rapidamente?  

 

 

 

O estudo da física é baseado em certos números ou grandezas que parecem imutáveis e aos quais os físicos chamaram de leis de constantes da Natureza.  Por exemplo: a carga do elétron ou a velocidade da luz.  Mas, desde 1937, começou-se a suspeitar que certas constantes universais da física parecem não se aplicar ao cosmos.  Uma possível variação das constantes fundamentais da Natureza ainda está sem explicação e aparenta ter motivos estritamente misteriosos. 

 

 

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No início de tudo, há 13,7 bilhões de anos, a força do Big Bang atirou o conteúdo do Universo nascente em todas as direções. A matéria e a energia se condensaram em estrelas e galáxias, mas prosseguiram em sua corrida. No entanto, em anos recentes, pesquisadores constataram — com surpresa — que o cosmos está inflando cada vez mais rápido.  E não está reduzindo sua taxa de expansão, como seria esperado pelas leis de constantes da Natureza conhecidas.  Ou seja, com os dados que temos deveria haver um limite para a expansão do universo, em um certo ponto deveria encontrar um momento de desaceleração.

No entanto, alguma coisa parece estar compensando a gravidade e sustentando o processo de crescimento, acelerando as galáxias cada vez para mais longe umas das outras.

 

 

 

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 Desenho artístico do interior de um quasar por Simmonet

 

 

 

 

Um estudo da luz de quasars (objetos celestes muito brilhantes, que se encontram no limiar do Universo observável) constatou que a luz emitida por eles (há mais de 15 mil milhões de anos) passa, no seu caminho até a Terra, através de numerosas nuvens de gás interestelar, onde é absorvida e reemitida.   

Estas nuvens de gás estão muito distantes da Terra.  Assim para os cálculos de distância e velocidade é preciso levar em consideração que elas foram emitidas e reemitidas no passado, totalizando muitas épocas diferentes.  São números que somam milhares de milhões de anos.  Ao calcular esses valores do passado, pesquisadores descobriram que os meios pelos quais calculam o valor dessa constante não se aplicam nesse caso, pois os resultados obtidos indicam que essa constante seria diferente (menor) no passado.  A diferença é pequena, mas perceptível.

 

 

 

 

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 Quasar visto de um planeta.  Desenho artístico.

 

 

 

 

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===

 

 

Diversas teorias já surgiram, mas nenhuma ainda se provou correta tanto para justificar a aceleração na expansão do universo, nem tampouco para a diferença do cálculo menor para o passado.  É possível que estas variantes tenham a ver com a “energia escura” e que até se consiga explicar a mudança na intensidade da atração entre prótons e elétrons.  Mas o mistério ainda cerca estas constantes.





O astronauta, poema infantil de Odylo Costa, Filho

1 04 2009

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O Astronauta

 

                                   Odylo Costa Filho

 

 

Ia um astronauta

pelo céu sozinho

deixou seu foguete,

perdeu seu caminho.

 

Era tudo branco

  por dentro ou por fora –

porém não chorava,

porque homem não chora.

 

Pediu: — “Meu Senhor,

acabai com a Guerra,

mesmo que eu não possa

voltar para a Terra!

 

Foi Deus, que mandou

um anjo levar

o moço, na Páscoa,

de volta pro lar.

 

E exércitos de asas

vieram pelo ar

com palmas e rosas

a Guerra acabar.

 

 

 

 

 

 

 

Odylo Costa, Filho (MA 1914-  RJ 1979) – formado em direito, foi diplomata, ensaista, jornalista, cronista, novelista e poeta.

 

 

 

Obras:

 

Graça Aranha e outros ensaios (1934)

Livro de poemas de 1935, poesia, em colaboração com Henrique Carstens (1936)

Distrito da confusão, crônicas (1945)

A faca e o rio, novela (1965)

Tempo de Lisboa e outros poemas, poesia (1966)

Maranhão: São Luís e Alcântara (1971)

Cantiga incompleta, poesia (1971)

Os bichos do céu, poesia (1972)

Notícias de amor, poesia (1974)

Fagundes Varela, nosso desgraçado irmão, ensaio (1975)

Boca da noite, poesia (1979)

Um solo amor, antologia poética (1979)

Meus meninos e outros meninos, artigos (1981).

 

 

 

Outro poema de Odylo Costa, Filho neste blog:

 

Coelhinhos





Mistérios do mundo científico ainda por resolver: por que as naves Pioneer mudaram suas trajetórias?

1 04 2009

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Mistério n°2:

 

Quem pilota as sondas Pioneer?

 

 

A Anomalia Pioneer é uma leve divergência nas trajetórias precisamente calculadas das sondas interplanetárias norte-americanas Pioneer 10 e Pioneer 11 da NASA, lançadas em 1972 e 1973.  Por quê?   Não há ainda uma explicação científica satisfatória.  A anomalia foi notada pelo desvio na rota original que começou a ser sentida 10 anos depois do lançamento. Em cada ano do curso, as sondas se deslocam 12.800 km para mais longe do traçado original da trajetória.  Não parece muito se pensarmos que as sondas cobrem 350.400.000 km por ano.  Mas décadas de análise ainda não conseguiram encontrar uma razão simples para isso.

 

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Sabemos que o problema da Anomalia Pioneer é de origem dinâmica.  Mesmo desconsiderando os efeitos gravitacionais conhecidos sobre as naves Pioneer 10 e 11, resta ainda uma inexplicada aceleração rumo ao Sol.  Uma aceleração constante.  Este é um problema em aberto.  Podemos agrupar as possíveis soluções em três categorias de acordo com sua natureza

 

Erros de Observação erros nos programas de análises de dados,  erros do programa de modelagem de trajetória, no entanto, um a um estes erros foram descartados usando análises de computação.

 

Resultados de efeitos sistemáticos e gravitacionais  todo tipo de explicação que leva em consideração as forças sistemáticas no interior da nave  já foi abordada.  Principalmente porque se sabe que esse efeito existe e não pode ser excluído, contudo a magnitude da anomalia supera a aceleração que seria gerada por esse mecanismo.

 

Efeitos de física desconhecida – sim, é aqui que a porca torce o rabo.   Hoje procuramos por efeitos externos que possam ser explicados além da física convencional e que podem sugerir uma nova física, que desconhecemos.

 

 

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Este mistério tem despertado grande interesse.  Muito vem sendo feito na tentativa de explicar sua causa.   Apesar de  diversas propostas terem sido sugeridas ao longo dos anos, nenhuma delas é totalmente aceita e o problema  Anomalia Pioneer continua sem solução.  É interessante notar que outras naves lançadas no espaço também sofreram os efeitos de uma aceleração desconhecida e até agora inexplicável.





Imagem de leitura — Henrique Pousão

1 04 2009

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Cecília, 1882

Henrique Pousão (Portugal, 1859-1884)

Óleo sobre tela, 82 x 57,5 cm

Museu Soares dos Reis, Porto

Portugal

 

 

 

 

 

 

 

Henrique César de Araújo Pousão ( Portugal, 1859–1884), Pintor português.  Foi o mais inovador pintor português da sua geração, refletindo, na sua obra naturalista, influências de pintores impressionistas, como Pissarro e Manet. Realizou também paisagens que ultrapassam as preocupações estéticas da pintura do seu tempo. Natural de Vila Viçosa, Henrique Pousão faz-se pintor na Academia Portuense de Belas Artes, onde estudou com Thadeo Furtado e João Correia.

 

Viajou para Paris, em 1880, estudando no ateliê de  Alexandre Cabanel e Yvon. Por razões de saúde, troca a França pela Itália: em Nápoles, Capri e Anacapri, executa algumas das suas melhores pinturas.  Considerado um dos maiores da pintura portuguesa da segunda metade do Século XIX, Henrique Pousão desenvolveu toda a sua produção artística em fase de formação. Morreu aos 25 anos de tuberculose.

 

 





Mistérios do mundo científico ainda por resolver: onde está o resto do universo?

31 03 2009

lhc-acelerador-de-particulasLHC acelerador de partículas.

 

 

 

Em fevereiro deste ano, (19-2-09), o TIMES ON LINE, [Grã-Bretanha] publicou uma matéria de Michael Brooks que li com atenção e que, volte e meia, retorna aos meus pensamentos.  Diga-se de passagem, foi uma matéria publicada na parte de entretenimento, mas nem por isso deixa de nos fazer pensar.  Trata-se de 13 mistérios do mundo científico ainda por resolver, de autoria de Michael Brooks.   Como é um artigo grande, vou abordá-lo em 13 capítulos, por 13 dias consecutivos.  A minha intenção é fazer com que pensemos no assunto e aumentar o interesse pelos estudos científicos entre os jovens.

 

 

Mistério n°1:

 

Está faltando:  A MAIOR PARTE DO UNIVERSO!

 

A verdade é que nós até hoje só conseguimos dar conta de 4% do cosmos.   Surpreso?  Pense: nossa grande esperança, com o LHC – Large Hadron Collider [Grande colisor de hadrões] — que é o maior acelerador de partículas do mundo, e também a maior máquina do planeta, com um perímetro de 27Km de extensão e com um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior — é criar algumas partículas chamadas pelos físicos de “matéria escura“.  Acredita-se de 25 % do universo seja feito de matéria escura.  

 

Inicialmente deu-se o nome de matéria escura ao que unia todas as galáxias juntas.  Se não houvesse esta matéria escura, baseado no que conhecemos, a tendência das galáxias seria de se expandirem, e não permanecerem como membros de um sistema organizado.  É preciso que haja algo que as mantenha juntas.  Na falta de melhores explicações há muitas décadas deu-se o nome a esta “substância” de matéria escura.  

 

Mas lá pelos anos 90 d0 século passado, apareceu o conceito da energia escura, que misteriosamente parece mexer com espaço e tempo.  Este novo conceito  apareceu com a descoberta de que não só o universo está se expandindo, mas que está se expandindo numa velocidade cada vez maior.  A natureza desta energia escura é assunto de muita especulação.  Sabemos que é uma força homogênea e não muito densa.  E acredita-se que deva ter pressão negativa.  Energia escura é a forma mais popular de se explicar a expansão do universo que começou nos últimos 5 bilhões de anos.  

 

 

 

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Estimativa da distribuição de matéria escura que compõem 22% da massa do universo e da energia escura que compõem 74%, com os corpos “normais”  perfazendo apenas 4% da massa do universo.





Ser feliz é …

28 03 2009

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Minha sombra, poema para crianças, Jorge de Lima

28 03 2009

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Ironia é minha sombra*, 2006

Mark Kostabi (EUA, 1960)

Óleo sobre tela

*

Em inglês este título faz um trocadilho entre “passar a ferro” e “ironia”, palavras que soam quase iguais.

 

 

 

 

 

 

Minha sombra

 

Jorge de Lima

 

 

De manhã a minha sombra

com meu papagaio e o meu macaco

começam a me arremedar.

E quando eu saio

a minha sombra vai comigo

fazendo o que eu faço

seguindo os meus passos.

 

 

Depois é meio-dia.

E a minha sombra fica do tamaninho

de quando eu era menino.

Depois é tardinha.

E a minha sombra tão comprida

brinca de pernas de pau.

 

 

Minha sombra eu só queria

ter o humor que você tem,

ter a sua meninice,

ser igualzinho a você.

 

 

E de noite quando escrevo,

fazer como você faz,

como eu fazia em criança:

Minha sombra

você põe a sua mão

por baixo da minha mão,

vai cobrindo o rascunho dos meus poemas

sem saber ler e escrever.

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, de Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961.

 

 

 

 

 

            Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

 

Poesia:

 

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

 

Romance:

 

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)

 

Você encontra outro poema de Jorge de Lima neste blog em:  Poema de Natal 





Estudando para o vestibular de literatura

26 03 2009

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Gostar de ler e dominar as leituras obrigatórias propostas pela universidade em que pretende fazer vestibular pode não ser o suficiente para o candidato conquistar uma boa nota nas provas de literatura.  Além de conhecer enredos e personagens, também é preciso ficar atento à história da produção literária e às características dos autores e movimentos mais relevantes, que normalmente são tema de questões nas provas das principais universidades.

 

Entre os temas estudados em literatura no Brasil, pelos menos cinco têm presença quase certa nos testes (veja abaixo) e merecem uma atenção especial nos estudos, segundo o professor Vanderlei Vicente, dos cursos Unificado e PV Sinos.

 

O professor lembra que o aluno pode se valer de resumos de obras literárias, desde que obtidos em livros ou sites de confiança. Também aconselha a leitura de livros (ou sínteses) que não figuram entre as leituras obrigatórias. “É comum a presença de questões que exigem o conhecimento de um resumo básico de inúmeros romances“, afirma.

 

Outra sugestão de Vicente é anotar elementos marcantes ao ler uma obra, como passagens (“fulano disse isso sobre tal acontecimento“), atos (“fulano fez isso quando soube daquilo“), espaço (“tal fato aconteceu em determinado lugar“) e contexto histórico-social (“tal revolução acontece paralelamente aos fatos narrados”).

 

Isso dá trabalho, mas ajuda o vestibulando a não esquecer passagens marcantes que, caso não sejam anotadas e retomadas, podem cair no esquecimento“, lembra o professor. Cinco temas que não podem faltar na prova de literatura:

 

Romantismo:

Vale a pena lembrar as diferentes possibilidades que a poesia romântica apresenta, partindo da temática indianista (Gonçalves Dias), passando pelo tédio (Álvares de Azevedo), indo às questões sociais, como a escravidão (Castro Alves).

 

Machado de Assis:

Não esqueça que as obras de maior destaque do autor surgem a partir da década de 1880, momento em que ele aprofunda a análise psicológica de seus personagens e apresenta inovações estruturais (Memórias Póstumas de Brás Cubas é o melhor exemplo) tanto nos romances como nos contos.

 

Pré-Modernismo:

Vários autores do início do século XX não se enquadravam nas escolas vigentes, sendo chamados de “pré-modernos” (termo surgido bem mais tarde para defini-los). Deste momento, é preciso uma atenção especial às obras de Lima Barreto, Monteiro Lobato e Euclides da Cunha.

 

Romance de 30:

Fique atento ao fato de que a literatura dessa época apresenta uma visão voltada para as questões sociais; tendo destaque as obras de Graciliano Ramos (principalmente com os romances São Bernardo e Vidas Secas) e Jorge Amado (que tem romances marcantes, como Terras do Sem Fim e Dona Flor e Seus Dois Maridos).

 

Poesia Moderna:

Tenha em mente os principais temas explorados e tente analisar previamente alguns poemas cruciais de poetas como Carlos Drummond de Andrade (Poema de sete faces e Áporo, por exemplo), Vinicius de Moraes (Soneto de Fidelidade e Soneto de Separação) e Manuel Bandeira (Pneumotórax e Vou-me Embora pra Pasárgada).

 

 

Fonte: Portal Terra





Jangada, poema infantil de Juvenal Galeno

26 03 2009

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Jangada

 

Juvenal Galeno

 

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

tu queres vento da terra,

ou queres vento do mar?

 

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas,

das verdes ondas do mar

és como que pensativa,

duvidosa a bordejar!

 

Saudades tens lá das praias,

queres na areia encalhar?

ou no meio do oceano

apraz-te as ondas sulca?

Minha jangada de vela,

que vento queres levar?

 

 

Em: Poemas para a infância, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Edições de Ouro, s/d.

 

 

 

———

 

Juvenal Galeno da Costa e Silva ( Fortaleza, CE 1836 –Fortaleza, CE 1931)

Poeta.

 

 

Obras

 

A Machadada, poesia, 1860  

Ao imperador em sua partida para a guerra, poesia, 1872  

Canções da Escola, poesia, 1971  

Cantigas Populares, poesia, 1969  

Cenas cearenses, 1871  

Cenas Populares, poesia, 1971  

Evaristo Ferreira da Veiga, poesia   

Folhetins de Silvanos, poesia, 1891  

Lenda e Canções Populares, poesia, 1865  

Lira Cearense, poesia, 1972  

Medicina caseira, 1897  

Novas canções populares, s/d  

O eleitor, s/d

O Peregrino, 1862  

Porangaba, poesia, 1961  

Prelúdios Poéticos, poesia, 1856  

Quem com Ferro Fere, com Ferro Será Ferido,teatro, 1861

 

 

 

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NOTA:  Em 1920 este poema  mais longo, com alguns versos a mais,  foi usado como letra para a música JANGADA de Alberto Nepomuceno.  Segue,

 

 

 

JANGADA

(1920)

 

Composição: Alberto Nepomuceno

Letra: Juvenal Galeno
 

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Tu queres vento de terra

Ou queres vento do mar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Aqui no meio das ondas

Das verdes ondas do mar

És como que pensativa

Duvidosa a bordejar!

 

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

 

Saudade tens lá das praias

Queres n’areia encalhar?

Ou no meio do oceano

Apraz-te as ondas sulcar?

Minha jangada de vela

Que vento queres levar?

Sobre as vagas, como a garça

Gosto de ver-te adejar

Ou qual donzela no prado

Resvalando a meditar

 

Ah! Minha jangada de vela

Que vento queres levar?





Cientistas encontram mais espécies desconhecidas nas florestas de Papua-Nova Guiné

25 03 2009

 

Um sapo verde brilhante com grandes olhos negros, aranhas e uma lagartixa estão entre as 50 novas espécies de animais encontradas pelos cientistas nas montanhas remotas de Papua Nova Guiné, cuja expedição colheu informações em julho e agosto de 2008.  As descobertas foram anunciadas nesta quarta-feira pela Conservation International (CI) uma organização baseada em Washignton DC, que trata da conservação do meio ambiente.  A equipe de cientistas que passou vários meses na Papua Nova-Guiné, analisou mais de 600 espécies animais, descobrindo um número grande de animais que ainda não haviam sido descobertos.   As novas descobertas incluem:

 

Os anfíbios:

 

 

 

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 Um exemplar marrom (Oreophryne sp)  encontrado por Steve Richards, do Museu da Austrália do Sul, em julho de 2008.   Este sapo foi encontrado nos montanhas de pedra calcária e pertence a um grupo de sapos bastante comum em florestas tropicais muito úmidas como as encontradas na Papua.  Tem uma forte coaxada.  Este exemplar como outros de sua família coloca seus ovos em folhas ou no solo de onde saem pequeninos sapos diretamente. 

 

 

 

 

 

 

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— Um sapo (Litoria SP) que descoberto,  produz um forte som, como um apito, quando procura por companheiro para se reproduzir.  Esta chamada é capaz de ser distinguida mesmo através do som de uma cascata bem próxima.  Os sapos desta família podem ter aparências muito diversas e é o som que produzem que melhor pode identificar membros da espécie.  Este coloca seus ovos embaixo de pedras em margens rasas. 

 

 

 

 

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— O maior sapo encontrado foi o (Nyctimystes sp) grande, com olhos negros num corpo verde e brilhante foi descoberto próximo as águas limpas de um riacho montanhoso.  Este  sapo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné, põe os seus ovos sob pedras nas margens de rios ou riachos.  Seus girinos têm bocas grandes com grande potencial de sucção que eles usam para se agarrem às pedras e não serem levados rio abaixo.

 

Os pesquisadores da Conservation International que exploraram a região foram cientistas da universidade canadense da British Columbia, e da universidade estadual de Monclair no estado de Nova Jersey, assim como cientistas locais da Papua-Nova Guiné, liderados por Steve Richards.

 

Craig Franklin, professor de zoologia da universidade de Queensland ma Austrália, que estuda sapos, lembra que a descoberta da nova espécie de rã é bastante significativa; e que os anfíbios são “freqüentemente considerados como um excelente bio-indicador da saúde ambiental. Muitas vezes vemos declínio no número de sapos como ponteiro indicando uma interferência direta no meio ambiente.”

 

 

Entre os répteis, um belíssimo e único exemplar de lagartixa (Cyrtodactylus sp) foi encontrado na densa floresta de Tualapa.  Esta lagartixa subia troncos de arvores  cobertos por limo, em plena chuva tropical.  Diferente da maioria das lagartixas, esta depende de unhas fortes e agudas para subir até as copas das árvores e se banquetear com insetos. 

——

lagartixa-cyrtodactylus

 

Diversos tipos de aranhas foram encontrados nesta expedição.  Entre elas:

 

 

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A aranha verde translúcida (Orthrus sp) que pula, encontrada por Wayne Maddison do Museu de Biodiversidade Beaty, da universidade de British Columbia no Canadá.  As aranhas que pulam em geral conseguem pular uns 15 cm do chão, não têm patas longas para pular, porque seu pulo é acionado pela pressão do sangue – os músculos das pernas se contraem empurrando o sangue para as pernas que ficam em pé, produzindo então o pulo.  

 

 

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E também entre muitas outras a aranha (Tabuina varirata) encontrada numa árvore na floresta.  Este aranha é ainda mais especial, porque não é só uma espécie diferente, ela também pertence a um gênero desconhecido.   Pertence a subfamília Cacalodinae, um grupo distinto, que pertence unicamente à Nova Guiné.  Nada se sabe sobre ela, exceto seu habitat.

 

Para mais informações sobre estas descobertas, visite o portal da Conservation International, clicando AQUI.