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Alguém sabe a raça deste galo? Procurei mas não consegui encontrar.
NOTA: O leitor Fábio manda a identificação é um Galo Garnizé, derivado da raça Bantham.
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Alguém sabe a raça deste galo? Procurei mas não consegui encontrar.
NOTA: O leitor Fábio manda a identificação é um Galo Garnizé, derivado da raça Bantham.
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Retrato de Roberto Grosseteste, século XIII
Iluminura em manuscrito na Biblioteca Britânica.
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Um texto do século XIII produziu um modelo matemático do universo que antecipa problemas com a nossa melhor compreensão do Big Bang. Quando físicos traduziram o texto De luce do latim descobriram que em 1225, o teólogo Grosseteste, enquanto estudava a luz, havia esbarrado na idéia do multiverso. Nessa época os texto de Aristóteles tinham acabado de ser redescobertos e Grosseteste propôs um universo de nove esferas concêntricas que teriam se iniciado com um relâmpago de luz, empurrando tudo para fora a partir de um ponto em uma grande esfera.
“É claro que ele não percebeu que poderia haver muitos multiversos”, disse Tom McLeish, um físico na Universidade de Durham, na Grã-Bretranha. “Mas o que as pessoas daqui a 800 anos irão pensar também das nossas teorias? É com um pouco de humildade que se nota que estamos limitados pelo que podemos e o que não podemos ver.”
Para mais informações veja o artigo no NEW SCIENTIST.
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Antônio de Orléans e Bragança (Brasil, 1950)
Aquarela sobre papel, 46 x 61 cm
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Casa de Smither Perrin, à Rua São Clemente, 1860
Assinatura: A. P.
Aquarela, guache sobre papel, 36 x 55 cm
Museu Imperial, Petrópolis
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Foto sem indicação de autoria. Provavelmente do filme 2012.–
Pesquisadores alemães alertam que, caso emissões de gases de efeito estufa continuem no ritmo atual, um quinto dos monumentos e locais protegidos pela Unesco desapareceriam nos próximos dois mil anos.
O aumento dos níveis dos mares por causa aquecimento global pode levar, nos próximos dois mil anos, ao desaparecimento de mais de 130 dos cerca de 750 Patrimônios Mundiais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), alerta um estudo divulgado no início de março.
“Se não limitarmos as mudanças climáticas, no futuro os arqueólogos terão que procurar uma grande parte de nossos patrimônios culturais no mar“, afirma o pesquisador Ben Marzeion, da Universidade de Innsbruck e um dos autores do estudo.
Essa notícia me faz lembrar o impactante livro: Seis Graus, de Mark Lynas, lançado no Brasil em 2008. Ele conseguiu que eu mudasse alguns pequenos hábitos diários. Sou a formiguinha que acredita que o trabalho em conjunto nos levará às necessárias soluções, apesar de sermos testemunhas das pilhas de lixo deixadas no Rio de Janeiro, numa greve fomentada por interesses políticos que deveriam ser enquadrados em crime contra o meio ambiente. Em novembro de 2008 já aqui no blog publicamos uma entrevista com Mark Lynas – Seis graus e as soluções alternativas. Recomendo a leitura desse livro. Livro bom pode ser lido a qualquer hora, mesmo que tenha sido publicado há seis anos.
Não temos tempo a perder. Como os pesquisadores alemães ressaltam um aquecimento menor também já é uma ameaça para uma boa parte desses locais. O aumento de apenas 1 grau na temperatura seria suficiente para colocar em risco a existência de 40 dos Patrimônios Mundiais da Unesco.
A elevação do nível do mar também será responsável por uma diminuição considerável da superfície terrestre. Com um aumento de 3 graus 12 países perderiam mais da metade de seus territórios, a maioria deles localizada no Sudeste Asiático.
“A temperatura global média aumentou cerca de 0,8 grau em comparação com a era pré-industrial. Se as emissões de gases do efeito estufa crescerem como ocorreu até o momento, devemos calcular um aquecimento global de até 5 graus no final do século“, aponta o pesquisador Anders Levermann, coautor do estudo.
FONTE: TERRA
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Com essa postagem, voltamos a divulgar notícias de ciências e meio ambiente. A pedidos.
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Jovem em lago congelado, Noruega, 1920
Axel Hjalmar Ender (Noruega, 1853-1920)
óleo sobre tela
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Enquanto escrevo esta postagem, acontece em Sochi o jogo final de hóquei entre Suécia e Canadá, momento em que as Olimpíadas de Inverno, realizadas este ano na Rússia, chegam ao fim. Tenho acompanhado, quando posso, as competições nas diversas categorias dos esportes de inverno. Ignorava a existência de muitas delas e tratei, dentro do possível, de compreender as regras dessas modalidades.
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Patinando no Central Park, 1865
Johann Mongels Culverhouse (Holanda, 1825- EUA, 1895)
óleo sobre tela
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À medida que diversos esportes se apresentavam na tela, percebi que as Olimpíadas de Inverno refletem mais do que esportes. Elas refletem a história de como, nós, humanos, conseguimos sobreviver em condições extremas, rodeados por uma natureza inóspita. Muitos dos esportes têm relacionamento direto à nossa sobrevivência. O Biatlo de inverno, por exemplo, remete à mobilidade na neve e à caça, duas atividades requeridas para a sobrevivência nas regiões geladas do planeta.
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Paisagem de inverno e alçapão, 1565
Pieter Bruegel (Holanda, 1526-1569)
óleo sobre madeira, 38 x 56 cm
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Enquanto os Jogos Olímpicos de verão estão ligados, em grande parte, ao treinamento de guerra da antiga Grécia, os de inverno estão mais próximos das atividades necessárias para a sobrevivência bem sucedida de inverno. Não conseguimos ignorar os extremos por que nossos antepassados passaram. Os esportes de inverno são descendentes diretos do que era necessário para uma sobrevivência dependente da incerteza, do augúrio diário do clima extremo. Enquanto observamos esquiadores descerem e subirem montanhas no cross-country, com sol ou com neve, a temperaturas desconfortáveis, para o corpo humano. Com eles podemos imaginar como nossos antepassados tiveram que conquistar terrenos cobertos de gelo e neve para obter o que era essencial até a chegada da primavera.
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Homem Samoiano [tribo da Sibéria] em roupas tradicionais, usando pele, carregando um rifle e um arco, sobre patins de gelo.
Escola alemã, século XVIII
Desenho a tintas sépia e preta, grafite, aquarela, 31 x 23 cm
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As Olimpíadas de Inverno, vistas dessa maneira, são um tributo à criatividade humana pela sobrevivência. São uma maneira, hoje festiva, de reverenciarmos aqueles que nos precederam e que fizeram a nossa existência, aqui, em 2014, possível.
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Pagina do almanaque comprado pela Biblioteca Wellcome.–
Quanto vale um manuscrito medieval de medicina? 100.000 libras esterlinas aproximadamente R$ 400.000, hoje.
No finalzinho do ano passado, depois do Natal de 2013, a Wellcome Library, biblioteca londrina, especializada na história da medicina, pagou exatamente essa quantia pelo pequeno almanaque médico medieval. Este volume tem um história interessante além da páginas decoradas à mão. Pertenceu a excêntrica poeta e crítica literária Edith Sitwell. O almanaque é um calendário combinado a mapa astrológico e também a um livro de medicina. E cabe na palma de uma mão.
Nessa época era comum associar-se os signos do zodíaco ao corpo humano. Na verdade até o final do século XVI médicos anotavam regularmente a posição dos signos, e a fase da lua quando atendiam a seus pacientes.
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O mapa do corpo humano ilustrado no manuscrito da Biblioteca Wellcome, em Londres.–
Por ter uma função específica, auxiliar o médico em sua tarefa de cura, o almanaque de medicina era em geral muito manuseado. Além disso muitos deles eram presos ao cinto ou à sacola do médico que o levava para atender seus pacientes. Por isso mesmo poucos restam da época medieval. Este manuscrito é do século XV. Só 30 desses almanaques são conhecidos dessa época. Excepcionalmente, este era um objeto de luxo, iluminado com cores ricas e folha de ouro, e encadernado em brocado de seda.
Não se conhece a história do proprietário original desse manuscrito e nem mesmo de como ele conseguiu chegar em tão boas condições até 1940, quando foi dado de presente à Edith Sitwell. São 600 anos de mistério. Mas agora ele estará ao alcance do público numa biblioteca especializada.
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FONTE: The Guardian
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Uma mensagem Viking finalmente foi desvendada. Criptologistas da Universidade de Oslo chegaram à conclusão de que na frase gravada em um pedaço de madeira tinha a mensagem “Beija-me”, segundo informações do jornal Huffington Post. Depois de muito sono perdido, os cientistas conseguiram entender a mensagem amorosa que demorou quase um milênio para ser decifrada, escrita em código jötunvillur, que remonta à Escandinávia anterior ao século IX.
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Foto: Jonas Nordby, Bode Museum, na Alemanha, e Sigtuna Museum, na Suécia.–
O código jötunvillur já foi encontrado em mais de oitenta inscrições dos povos nórdicos primitivos, e intrigou os runologistas (criptologistas que estudam o alfabeto viking). No entanto, o runologista da Universidade de Oslo Jonas Norby finalmente conseguiu “unir os pontos” fazendo comparações com outras mensagens escritas no código e chegou à mensagem de amor.
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Fonte: TERRA
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Vagalumes no Japão. Fotografia de Tsuneaki Hiramatsu, em Okinawa. Esta foto faz parte da exposição itinerante do Museu Americano de História Natural (sediado em Nova York) que exibe surpreendentes micro-organismos capazes de produzir luz.
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Os Evangelhos de Garima, iluminura, c. 330-660 EC.–
Em janeiro passou sem referência na imprensa carioca uma descoberta anunciada em quase todos os jornais europeus: novas datação para os Evangelhos de Garima, que os transformam no mais antigo manuscrito ilustrado cristão do mundo. Esses dois volumes, um de 348 páginas com 11 páginas iluminadas e outro de 322 página com 17 iluminuras, foram encontrados em um mosteiro etíope na região montanhosa do país a 2.150 m de altitude. Os Evangelhos de Garima haviam sido anteriormente datados de 1100 da Era Comum, mas novo exame por rádio carbono realizado em Oxford sugere data anterior: entre 330 e 650EC, tendo os anos de 487-488 a data mais indicada. Esta descoberta tem duas conseqüências: muda o nosso conhecimento sobre o desenvolvimento de manuscritos iluminados e lança uma nova luz sobre a difusão do cristianismo na África subsaariana. Preservados em um mosteiro isolado na região de Ti Gray, os Evangelhos de Garima permanecem como únicos exemplares datados de antes do século XII, pré-datando todos os outros manuscritos cristãos por mais de 500 anos. Essa nova informação sobre o manuscrito pode ligá-lo diretamente ao tempo de Abba Garima, fundador do mosteiro. Vindo de Constantinopla, o monge Garima chegou à a Etiópia por volta de 494. Diz a lenda que ele copiou os Evangelhos em um único dia. Para ajudá-lo a concluir esta longa tarefa, Deus teria adiado o por do sol.
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Os Evangelhos de Garima–
A sobrevivência dos Evangelhos Garima é surpreendente, já que todos os outros manuscritos etíopes anteriores parecem ter sido destruídos em tempos de turbulência. Muito pouco se sabe sobre a história do Mosteiro de Abba Garima, mas ele pode ter sido invadido na década de 1530 por muçulmanos. E em 1896 essa área foi o centro de resistência das forças italianas que lutavam para manter a colônia. Além disso a igreja principal do monastério pegou fogo em 1930. Sabe-se que esses evangelhos estavam escondidos, talvez por séculos ou até mesmo por mais de um milênio. Em 1520, capelão Português Francisco Álvarez visitou o mosteiro e registrou que havia uma caverna (agora perdida ou destruída), onde acreditava-se que Abba Garima havia vivido. Álvarez relatou que os monges desciam até a gruta por uma escada para fazer penitência. Especula-se,portanto, que os Evangelhos possam ter sido escondidos nesta caverna.
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FONTE: The Art Newspaper