Esmerado: Capa de livro de salmos, 1641

13 07 2015

 

livro dos salmos, inglaterra

Capa de cetim bordada com pequenas pérolas e fio de ouro, 1641

Livro de salmos, Londres,  8 x 5 x 2,5 cm

Coleção Lessing J. Rosenwald, Biblioteca do Congresso, EUA





Da presença de livros, José Eduardo Agualusa

13 07 2015

 

Gianni Strino (Italian artist, 1953-) Café del Matino -Café da manhã

Gianni Strino (Itália, 1953)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

Fiumano Fine Art

 

 

“A presença de livros, de muitos livros, tem um poder calmante, como flutuar num oceano pacífico, olhando o céu, numa tarde de sol.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “A extinção dos unicórnios”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 13/07/2015, 2º caderno, página 2.

 

 





Imagem de leitura — Albie Davis

12 07 2015

 

 

Albie Davis, Jovem lendo, contemporâneo, ostJovem lendo, 2009

Albie Davis (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 45 x 60 cm





Ah! como eu amo o meu livro eletrônico!

11 07 2015

 

construção de tróiaConstrução e Destruição de Troia, c. 1406

Mestre Orosius, iluminura para o livro de Santo Agostinho, Cidade de Deus [em francês]; Original em latim; tradução de Raoul de Presles.

The Philip S. Collins Collection

Museu de Arte da Filadélfia, Pensilvânia, Ms. 1945.65.1, fol. 66v.

 

 

Há resenhas de livros tão bem feitas e eloquentes que me levam a querer ler imediatamente os volumes comentados.  Isso aconteceu quando li o artigo de Eric Cristiansen, Two Cheers for the Middle Ages, desta semana no New York Review of Books. É uma resenha de três novas publicações sobre a Idade Média: The Middle Ages, de Johannes Fried (2015), originalmente publicado em alemão e agora traduzido para o inglês; 1381, The Year of the Peasant’s Revolt de Juliet Barker (2014) e Dark Mirror: The Medieval Origins of Anti-Jewish Iconography, de Sarah Lipton (2014).  Os três livros se encontram em edição eletrônica para o Kindle, e os comprei imediatamente para degustação lenta e metódica até o final do ano.

Uso essa postagem nem tanto para falar desses livros, nem tampouco do meu amor pela Idade Média. Muitos de vocês sabem que a minha especialidade em história da arte é Arte Moderna Europeia — da Guerra Austro-Húngara à Segunda Guerra Mundial.  Mas se eu fosse voltar aos bancos universitários, hoje, acho que escolheria a Idade Média.  Nas últimas décadas me tornei uma amante desse período.

Mas  voltando à compra desses livros. Mereceu uma reflexão sobre o livro eletrônico.  Há menos de dez anos eu teria lido a resenha acima e, ao final, suspirado de desejo por adquirir os três volumes.  Poderia até mesmo escolher um deles para comprar. Mas o meu custo inicial seria tão maior que inviabilizaria a compra dos três títulos.  Em papel paga-se mais e o transporte internacional quase dobraria o custo. Em livros ilustrados ou de arte o peso é um grande vilão. E ainda teria que esperar umas seis semanas para sua chegada. Hoje gasto menos, começo a ler imediatamente e não me sinto roubada.

Além disso, depois que voltei a dar aulas, sou capaz de trazer aos meus alunos o que há de mais atual das novas descobertas, das novas teorias.  Os alunos também podem começar uma boa biblioteca que levam consigo onde forem, até mesmo para as bibliotecas que frequentam.  Fazer pesquisa, comparar notas, achar um texto sublinhado é tão mais fácil que corre-se o risco de não se saber mais fazer pesquisas à moda antiga. É tão mais fácil recolher notas e passagens para comparar uma teoria com a outra, que a imagem daquele pesquisador perdido no tempo, escondido em uma biblioteca, rodeado de fichas organizadas em caixas de papelão, parece, isso sim, coisa da Idade Média.  Não há mais como se levar meses e meses à procura de um dado. Além do que, livros especializados, publicados por editoras universitárias, que teriam um público muito pequeno e consequentemente seriam exorbitantes para o consumo privado, fora  as bibliotecas universitárias, hoje podem ser adquiridos e mantidos por todos os interessados.  Isso sim, é democratização do conhecimento.

Adoro os livros eletrônicos. Tenho um Kindle.  Mas leio os textos também no computador, sem qualquer problema. Sim, gosto de sentir o peso de um livro de papel em minhas mãos… mas deixaria de lado essa opção, de bom grado, se tivesse que fazer a escolha entre uma forma e outra. Para mim, o livro eletrônico é um passo muito importante para a difusão de ideias e fatos  daquilo que há de mais novo na pesquisa, e isso, por si só, é o bastante para me deixar muito feliz.





Imagem de leitura — Jean-Baptiste Greuze

10 07 2015

 

Jean-Baptiste Greuze, um aluno que dorme, 1755, ost 54 x 65 cm ,Um aluno que dorme, 1755

Jean-Baptiste Greuze (França, 1725-1805)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





Imagem de leitura — Karin Wells

9 07 2015

 

Wells-KarinGwyneth

Karin Wells (Canadá, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 75 cm

Karin Wells





Imagem de leitura — Pierre Subleyras

7 07 2015

 

 

portraitofaman1745, Pierre SubleyrasRetrato de homem, 1745

Pierre Subleyras (França, 1699-1749)

óleo sobre tela, 74 x 61 cm

Coleção Particular





Berço, poesia de Stella Leonardos

7 07 2015

 

vintage.baby.02

 

Berço

 

Stella Leonardos

 

 

Foi vime que nasce à toa

Debruçado na lagoa,

Colhido de manhã cedo.

Já viu garça azul que voa,

Já viu rastro de canoa,

Já escutou vento e arvoredo.

Por isso a fragrância boa,

Esse cheiro de segredo.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11





Para escrever — José Eduardo Agualusa

6 07 2015

 

 

amedeo_bocchi.a convalescente,. ost, 1923A convalescente, 1923

Amedeo Bocchi (Itália, 1883-1976)

óleo sobre tela

Palácio Vecchio,  Florença

 

 

“Para criar, para escrever, ajuda muito estar criança. Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação. A tudo isto podemos também chamar paixão.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “Toda luz que há nas romãs”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 06/07/2015, 2º caderno, página 2.





Imagem de leitura — John Constable

6 07 2015

 

 

20090307_constable_cherles_constableCharles Golding Constable, 1836

[segundo filho do pintor]

John Constable (GB, 1776-1837)

óleo sobre tela

Britten-Pears Foundation