Imagem de leitura — Ikeda Terukata

6 07 2009

Ikeda Terukata (Japão 1883-1921) lady reading

 

Senhora lendo, s/d

Ikeda Terukata (Japão, 1883-1921)

Xilogravura policromada

 

Ikeda Terukata nasceu no Japão em 1883.  Foi aluno de Mizumo Toshikata e mais tarde de Kawai Gyokudo.  Expôs seus trabalhos em Benten,  Participou em 1901, com Kaburagi Kiyokata e Yamanaka Kodo da formação do grupo Ukokai cujo objetivo era melhorar a arte do ukiyo-e, que havia deteriorado numa arte com temas superficiais e de gênero. Suas xilogravuras que refletem o estilo contemporâneo ukiyo-e (retratos do mundo flutuante)  foram publicadas por Akiyama Beumon.  Suas gravuras relatando a guerra sino-japonesa tiveram publicação de Rukuda Kumajiro.  Recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira e seu mais querido tema foram as bijin (mulheres lindas).  Teve trabalhos publicados postumamente em 1924, agrupados sob o título: Novas Belezas Ukiyo-e.





A cigarra e a formiga, em versos por Bocage

6 07 2009

A Cigarra bate à porta da formiga, no inverno

 

A cigarra e a formiga

 

Bocage

 

Tendo a cigarra em cantigas

Folgado todo o Verão

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação.

 

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga,

Que morava perto dela.

 

Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois tinha riqueza e brilho,

Algum grão com que manter-se

Té voltar o aceso Estio.

 

«Amiga, diz a cigarra,

Prometo, à fé d’animal,

Pagar-vos antes d’Agosto

Os juros e o principal.»

 

A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.

«No Verão em que lidavas?»

À pedinte ela pergunta.

 

Responde a outra: «Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora.»

«Oh! bravo!», torna a formiga.

– Cantavas? Pois dança agora!»

 

———-

 

bocage

Bocage

 

Manuel Maria de Barbosa l’Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), Poeta português, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano.  Árcade e pré-romântico, sonetista notável, um dos precursores da modernidade em seu país.





Nossa história na ponta dos dedos, graças a generosidade de José e Guita Mindlin!

5 07 2009

jose_mindlin_biblioteca_436José Mindlin e sua coleção.

 

Tive a oportunidade pela primeira vez de consultar a Coleção Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin à Universidade de São Paulo.  Esta é uma extraordinária coleção  Para quem ainda não conhece esta maravilhosa ferramenta de pesquisa ao alcance dos nossos dedinhos a qualquer hora do dia e da noite, vale a pena visitá-la para pelo menos saber o que anda acontecendo de sério na internet. 

Acesse a Coleção Brasiliana   

Esta seleção de livros doados por José e Guita Mindlin, está em processo de digitação e postagem na  internet e  pode ser acessado de qualquer parte do mundo.  Hoje consultei a História do Brasil, por frei Vicente do Salvador, natural da Bahia. Nova edição revista por Capistrano de Abreu, de 1918.  Esta foi a primeira tentativa de relato de uma história do Brasil.  Frei Vicente de Salvador terminou de escrever sua obra sobre as primeiras décadas do Brasil colônia em 1627.  Este também foi o primeiro livro com o qual José Mindlin, aos 13 anos de idade, começou sua coleção.   A Coleção Brasiliana do bibliófilo, que conta com 20 mil títulos entre relatos de viajantes, literatura brasileira e portuguesa, documentos, folhetos e várias primeiras edições de obras importantes, será transferida até o final de 2009 para a Universidade de São Paulo (USP).

Aqui está uma ilustração acompanhando o texto de Frei Vicente do Salvador:

 

Planta da cidade de Salvador, contemporânea da invasão dos holandeses, História do Brasil

Planta da cidade de Salvador, na Bahia, contemporânea à invasão dos holandeses. 

 

A coleção está em processo de digitalização.  Ela é feita por um robô devorador de livros, que lê 2.400 páginas por hora, batizado de Maria Bonita.  “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi.  “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito. O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, Pedro Puntoni.   O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens.

 josémindlin-e-o-robo

José Mindlin e “Maria Bonita”.

 

Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações. É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

 Robo batizado de Maria Bonita, lê 2.400 páginas por hora

O Robô, batizado de Maria Bonita, lê 2.400 páginas por hora.

Os primeiros livros sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga – só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro.  José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Artigo parcialmente baseado no Destak Jornal.





Não há cidadania sem livro, lembra Milton Hatoum

5 07 2009

Milton-Hatoum

Julio Bittencourt/Folha Imagem

 

Numa entrevista antes do debate com Chico Buarque de Holanda, na FLIP [Feira Literária Internacional de Paraty], o escritor Milton Hatoum lembrou que não há cidadania sem livro.  E que uma política pública de de educação e inclusão social precisa ser feita “no miúdo, nos municípios”.   Milton Hatoum cobrou também mudanças estruturais nas política brasileira e  o engajamento das perfeituras nas políticas voltadas à educação.  

Eu, que ando muito por esse país, observo que os livros do Ministério da Educação estão chegando às escolas e às bibliotecas. Isso é um alento para quem escreve, para quem dá tanta importância a leitura“, disse. “Mas política pública tem que ser feita no miúdo, nos municípios.”

Segundo ele, as políticas públicas não devem “obrigar ninguém a ler“. “Mas é um absurdo, para não dizer um crime, você não permitir o acesso à leitura a milhões de crianças pobres no Brasil. A política do livro deve ser uma prioridade de qualquer governo. Não há cidadania sem leitura“, disse.

Hatoum cobrou ainda a valorização dos professores e defendeu a implantação de uma política de salários para a categoria a partir de 2010. “É uma vergonha que professores ganhem menos do que um salário mínimo. Qualquer país desenvolvido, qualquer país civilizado investiu muito na educação, no livro, na formação dos professores, nos salários dos professores. E isso eu acho positivo.

Agência Brasil

 

Aqui, você encontra a minha opinião sobre o livro Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum.





Sobre livros e decoração:

2 07 2009

biblioteca 4

 

 

Finalmente!  Estou em processo de mudança.  Agentes imobiliários não acreditavam toda vez que eu dizia: “Este apartamento não serve. Tem armários demais e poucas paredes para colocar estantes para os meus livros. Poucas paredes para os meus quadros.” Levei oito meses procurando minha nova “caverna”.  Poucas foram as pessoas que entenderam o meu dilema:

1 – Preciso sim, deste grande número de livros.

2 – Não, ainda não li todos eles.

3 – Alguns deles jamais serão lidos de ponta a ponta, assim como dicionários, há outros livros que são mantidos pela simples necessidade da referência!

 Então, finalmente, de posse do novo “refúgio”, chamei um marceneiro para remodelar as estantes que cobrem duas paredes do meu atual escritório.  Quero que elas venham a cobrir outras paredes no novo endereço.  E como nenhum espaço é igual a outro, teremos que ajustar as dimensões. 

 É evidente, também, que as estantes que tínhamos já não eram suficientes.  Mesmo depois de oito visitas que fizemos ao sebo mais próximo para “desovar” livros de entretenimento e alguns outros mais, que, como alimento que são para nossas almas, têm data de validade!   Exemplos:  Dude, where´s  my country?  de Michael Moore ou O Mundo é plano de Thomas Friedman. Temos agora que pensar na adição de uma nova estante.

 Como esta nova estante não caberá no próximo escritório hoje passamos um tempinho de manhã, calculando o melhor lugar para a nova adição.  O marceneiro que contratei, que veio com boas recomendações, e cujo trabalho parece satisfatório, achou que poderia dar sua opinião enquanto debatíamos o melhor lugar para as novas prateleiras.  Depois que apontei para uma boa parede da sala, ele pediu desculpas e disse:

 — A Sra. não se incomode, mas vou dar uma opinião, trabalho há 25 anos fazendo armários e estantes, e, se eu fosse a Sra., não colocaria a estante logo nesta parede.  Esta é a parede mais importante da sala.   Não vai ficar bonito, mostrar esses livros todos logo aqui….  Escolha outra parede, menos importante.  Aqui a Sra. deveria colocar um aparador, com um grande espelho…

  

Denyse Klette reading

A lanterna de Kyle, s/d

Denyse Klette (Canadá, contemporânea)

Acrílica sobre tela

60 x 120 cm

 

Tive que contar até 10 antes de responder.  Olhei para meu marido.  Um olhar divertido encheu a sala.  Mudamos de assunto.  E eventualmente escolhemos uma outra parede.  Não foi aquela, mas a parede que meu marido havia originalmente escolhido, logo  na entrada.  Abre-se a porta do apartamento para uma grande estante.  Essa sim, é a arquitetura do meu abrigo. 

Há, é claro, implicações culturais a respeito da opinião do marceneiro.  Que um espelho seja a escolha para a parede principal não é surpresa para a cultura narcisista que adotamos.  Mas achar que livros podem ser feios, é falta de hábito, inclusive, falta de se ver nas casas “chiques” dos programas televisivos bibliotecas que não estejam ligadas a trabalho.  Os móveis-estante, dos programas de TV, das casas de decoração, das revistas de decoração, em geral abrigam alguns volumes e uma escultura; 6 ou 8 volumes e um quadrinho dentro da estante.  São porta-retratos e alguns livros; troféus esportivos e alguns livros;  pratinhos de porcelana em tripés e alguns livros.  São três volumes de arte, do pintor ou do escultor da moda, empilhados ao lado de um vaso com tulipas.  Ou na mesa de centro ao lado de uma curiosa escultura africana de alguma deusa da fertilidade.  Isso é o que passa por “sofisticação” e “ cultura”.  Raramente quem faz as decorações vê em livros – os troféus que são de uma mente em ebulição, de uma idéia genial.  Pena!    Perdemos todos….





Imagem de Leitura: Silvana Cimieri

30 06 2009

silvana cimieri (Italia 1964) O livro Azul, 1994,ost,70x50cm

O livro azul, 1994

Silvana Cimieri ( Itália, 1964)

Óleo sobre tela, 50 x 70 cm

 

Silvana Cimieri tornou-se  assistente e aluna de Lorenzo Alessandri em1987.  Em 1991 participou de sua primeira exposição, uma coletiva na Galeria La Telaccia em Torino.   Dois anos mais tarde, em 1993, Silvana Cimieri passou a estudar com Antonio Nunziante.   Desde então produz regularmente e em suas obras pode-se definir influências e aproximação estética de outros artistas italianos contemporâneos: Aldo Salvatori e Américo Mazzota.  Dona de um estilo próprio Silvana Cimieri continua trabalhando e expondo regularmente.





O menor esforço — poema infantil de Giuseppe Artidoro Ghiaroni

27 06 2009

 trabalho, pantera cor de rosa

 Pantera cor-de-rosa. Ilustração Freleng e DePatiee.

 

 

 O Menor Esforço
                                                      Guiuseppe Artidoro Ghiaroni

Ferreiro e filho de ferreiro,
um dia visitei meu vizinho carpinteiro.
E ao ver quanto a madeira era macia
em relação ao ferro que eu batia,
deixei de ser ferreiro.

 Tornei-me carpinteiro e, vendo o oleiro
modelando o seu barro molemente,
cobicei seu oficio de indolente
e larguei meu formão de carpinteiro.

Mas fui depois a casa do barbeiro,
que alisava uns cabelos de menina.
E achando aquela profissão mais fina,
deixei de ser oleiro.

Um dia, em minha casa de barbeiro
entrou um poeta de cabelo ao vento.
E ao ver quanto era livre e sobranceiro,
troquei minha navalha e meu dinheiro
por sua profissão de encantamento…

Meu Deus! Por que deixei de ser ferreiro ?

 

Giuseppe Artidoro Ghiaroni — Nasceu em Paraíba Do Sul, (RJ), no dia 22 de fevereiro de 1919. Jornalista, poeta, redator e tradutor;  Depois de ter sido ferreiro, “office-boy” e caixeiro, passou a redator do “Suplemento juvenil ” iniciando-se assim no jornalismo de onde passou para o Rádio distinguindo-se como cronista e novelista.  Faleceu em 2008 aos 89 anos.

Obras:

O Dia da Existência, 1941

A Graça de Deus, 1945

Canção do Vagabundo, 1948

A Máquina de Escrever, 1997





Imagem de leitura — Lucília Fraga

25 06 2009

LuciliaFRaga(1895-1979)Leitura,osm,62x46

Leitura, s/d

Lucília Fraga ( Brasil, 1895 – 1979)

Óleo sobre madeira  62 x 46 cm

 

Lucília Fraga (BA, 1895 — SP, 1979) professora, desenhista e pintora brasileira, de estilo figurativo.

 Nascida em Caetité, na Serra Geral, alto sertão da Bahia, mudou-se com a família para Jaú e depois para São Paulo.

 Começou sua formação artística, com Henrique Bernadelli, no Rio de Janeiro e com Pedro Alexandrino e Antônio Rocco, em São Paulo . Suas irmãs Anita e Helena também foram artistas plásticas. Suas obras podem ser encontradas em coleções particulares, alcançando boa cotação no mercado. O Centro Cultural São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo possuem obras suas em seus respectivos acervos.

Sua última exposição foi em Santos, em 1970. Dentre seus ex-alunos destacam-se as artistas Ernestina Karman e Colette Pujol.





O cavalo e o burro, fábula, texto de Monteiro Lobato

25 06 2009

horsedonkeybarlow_400O Cavalo e o burro, ilustração de Frances Barlow, metade do século XVII.

 

O cavalo e o burro

                                                                                              Monteiro Lobato

O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade.  O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado!  gemendo sob o peso de oito.  Em certo ponto, o burro parou e disse:

— Não posso mais!  Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis arrobas para cada um.

O cavalo deu um pinote e relichou uma gargalhada.

— Ingênuo!  Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro?  Tenho cara de tolo?

O burro gemeu:

— Egoísta,  Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.

O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso.  Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.

Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta.  E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.

— Bem feito!  exclamou o papagaio.  Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso?  Tome!  Gema dobrado agora…

***

Em:  Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, Quarto Livro de Leitura: de acordo com os novos programas do ensino primário.  Rio de Janeiro, Agir: 1949.

VOCABULÁRIO:

Folgando: descansando, alegrando-se; excede: ultrapassa; arque: aguente; tropica: tropeça; maldizem: lamentam; refuga: rejeita.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

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Francis Barlow ( Inglaterra, 1626? – 1704) Pintor, gravador e ilustrador.  Seu primeiro trabalho foi como ilustrador do livro Theophila, de Edward Benlowe, publicado em 1652.  Em 1666 ilustrou e publicou uma edição das Fábulas de Esopo, que mais tarde, em 1687 foi republicada e depois mais uma vez em 1668.  A versão de 1687 aparece com várias outras fábulas e ilustrações adicionais.    Barlow trabalhou em Londres a partir de 1653 como pintor de animais , pássaros e da vida campestre.   Tudo indica que morreu na pobreza.  Foi sepultado em   11 de agosto de 1704, mas não se sabe ao certo a data de seu falecimento.

Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.  Nota, interessante sobre este texto especificamente:  na fábula grega o incidente ocorre entre uma mula e um burro.





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

24 06 2009

Brasileiro lendo com café da mnhã, praia 1603

Café da manhã, com jornal, água de coco e sol de inverno:  que mais pode querer o aposentado?  Praia de Copacabana, RJ