Um tesouro com 52.500 moedas romanas! Que descoberta!

30 07 2010

Um passatempo rendoso foi o que o caçador de tesouros inglês, Dave Crisp, descobriu quando encontrou, na Inglaterra, cerca de 52.500 moedas romanas, datando do século III: uma das maiores descobertas de todos os tempos na Grã-Bretanha.   O tesouro, encontrado em Abril e só agora trazido ao público, foi transferido para o Museu Britânico, em Londres, onde as moedas foram limpas e registradas, este trabalho foi feito em dois meses e representou cerca de 400 horas de trabalho para a equipe conservador.  No total seu valor deve chegar a £3.300.000 (R$ 9.075.000 ) e inclui centenas de moedas – a maioria de prata baixa ou bronze —  com a imagem de Marcus Aurelius Carausius,  imperador romano que invadiu e tomou possessão das terras na Grã-Bretanha e ao norte da França no terceiro século da nossa era.  Os arqueólogos que tiveram acesso ao achado acreditam que o tesouro, que lança luz sobre a crise econômica e coalizão do governo no século III e que ajudará a reescrever a história nos livros.

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Dave Crisp, um chefe de cozinha de um hospital local, e caçador de tesouros por passatempo,  usando um detector de metal localizou as moedas em abril, num campo próximo a Frome, Somerset,  na região sudoeste da Inglaterra.   As moedas haviam sido enterradas em uma grande jarra — um tipo de recipiente, normalmente usado para armazenar comida  — numa profundidade de aproximadamente 30 centímetros.  E o tesouro pesa cerca de 160 kg ao todo.  Crisp  disse que recebeu um sinal de estranho em seu detector de metais o que o levou a começar a cavar.

 

Eu coloquei minha mão dentro, tirei um pouquinho de barro e com ele veio uma pequena moeda romana de bronze – muito, muito pequeno, do tamanho da minha unha“, disse Crisp. Ele retirou cerca de 20 moedas antes de descobrir que eles estavam em um pote e, então,  percebeu que precisava de ajuda arqueológica.  “Contatei o responsável local da Divisão de Achados Históricos.   Ao longo dos anos já tive muitos achados, mas este é o meu primeiro tesouro de moedas, e foi uma experiência fascinante participar nas escavações”.

Dave Crisp fez a coisa certa.  Não tentou escavar o tesouro sozinho.  “Resistindo à tentação de desenterrar as moedas o Sr. Crisp permitiu aos arqueólogos do Somerset County Council escavarem cuidadosamente a jarra e seu conteúdo, garantindo a preservação de provas importantes sobre as circunstâncias do seu enterro”, disse Anna Booth, Liaison de Achados do Conselho de Somerset.

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Por causa do peso das moedas e da fragilidade da panela em que foram enterradas, o pote deve ter sido enterrado no chão antes das moedas. E ela foram então colocadas dentro dele. Isso sugere que esse tesouro não foi enterrado porque seu dono estava preocupado com uma ameaça de invasão, e  queria encontrar um lugar seguro para guardar suas riquezas, com a intenção de recuperá-lo mais tarde, em  tempos mais pacíficos.  A única maneira que alguém poderia ter recuperado este tesouro seria quebrando o pote e escavando as moedas para fora dele.  Isso teria sido difícil.  Se essa tivesse sido a intenção, então eles teriam enterrado suas moedas em recipientes pequenos, que seriam mais fáceis de se recuperar.  Pensa-se, portanto, que é mais provável que a pessoa (ou pessoas) que enterrou o tesouro confiado não tinha a intenção de voltar e recuperá-lo mais tarde.  Talvez tenha sido uma oferta de alguma comunidade agrícola para uma boa colheita ou por um clima favorável.

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As moedas foram divididas em 67 grupos.  Cada um desses grupos foi lavado e classificado em separado e, como resultado, sabe-se, hoje, que a grande maioria (85 por cento) das moedas de Carausius, as últimas moedas no tesouro, estava em uma única camada.   Isso dá uma fascinante visão sobre como as moedas foram colocadas na jarra, como um conjunto de moedas de Carausius deve ter sido derrubado, panela abaixo e permanece separado  do resto das moedas.

O condado já iniciou um inquérito, quinta-feira, para determinar se o achado está sujeito à lei do Tesouro, um passo formal para a determinação de um preço a ser pago por qualquer instituição que deseje adquirir o tesouro.   O tesouro é um dos maiores já encontrados na Grã-Bretanha, e irá revelar mais sobre a história da nação no século III, disse Roger Bland, chefe de Antiguidades portáteis do Museu Britânico. A descoberta inclui 766 moedas com a imagem do general romano Marco Aurélio Carausius, que governou a Grã-Bretanha, em governo independente, de 286 aC a 293 dC .   Foi ele o imperador romano que governou o país até ser assassinado em 293. “O terceiro século dC, foi um momento em que a Grã-Bretanha sofreu invasões bárbaras, crises econômicas e guerras civis“, disse Bland.

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Roger Bland disse:  “Achamos que quem enterrou essa jarra não tinha a intenção de voltar a recuperá-la. Podemos apenas imaginar por que alguém enterraria o tesouro: poderia ser algumas economia, ou o temor de uma invasão, talvez fosse uma oferenda aos deuses.”   O domínio romano foi finalmente estabilizado quando o imperador Diocleciano formou uma coalizão com o imperador Maximiano, que durou 20 anos. Isso derrotou o regime separatista que tinha sido estabelecida na Grã-Bretanha por Carausius.

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Esta descoberta nos traz a oportunidade de colocar Carausius no mapa escolar das crianças. Todos no país estudam sobre a Bretanha Romana há décadas, mas nunca ensinamos nada sobre Carausius,  nosso imperador britânico, perdido.”   A descoberta de moedas romanas se seguiu a uma descoberta feita no ano passado, de um tesouro de moedas anglo-saxãs na região central da Inglaterra, que ficou conhecido como o tesouro de Staffordshire  e que teve mais de 1.500 objetos, a maioria feita de ouro. 

 

 

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Este artigo foi baseado em 3 diferentes publicações na internet:

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Associated PressCNN, History of the Ancient World.

 

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Se você entende inglês, veja o vídeo abaixo com fotos e uma entrevista com Dave Crisp numa das rádios inglesas.

 






O homem foi da África para a Grã-Bretanha há 950.000 anos

8 07 2010

Representação artística da vida há 800.000 nas margens do Tâmisa.
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Arqueólogos britânicos apresentaram nesta quarta-feira um tesouro em ferramentas de pedra e restos fossilizados de plantas e animais que foram encontrados em Norfolk, Reino Unido. Segundo os pesquisadores, os achados indicam que os primeiros seres humanos chegaram à região há 950 mil anos, vindos da África, e estabeleceram-se na região de Happisburgh, que seria o berço da civilização britânica.

Pelas peças encontradas, os arqueólogos afirmam que a população na época não era pequena e sim formada por milhares de indivíduos. Com testas baixas e grossas sobrancelhas, esses seres humanos primitivos caçavam grandes animais como mamutes, veados e alces gigantes, além de praticar a pesca.

 

Arqueólogos na costa de Norfolk.

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Pela similaridade com outro homem pré-histórico encontrado na Espanha, que era canibal, os cientistas suspeitam que essa população também tivesse essa característica. O homem  pré-histórico teria entrado na Grã-Bretanha através de uma ponte de terra extensa que, em seguida desapareceu, mas que ligava a Inglaterra à  Europa continental.

De acordo com os arqueólogos, os achados, provavelmente, levarão a uma reavaliação dos conhecimentos sobre a adaptação e os recursos dos primeiros seres humanos na região, pois mostram que eles tinham conhecimento e tecnologia para sobreviver em climas mais rigorosos.

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 Entre os fósseis encontrados, um dente de mamute (à esquerda), restos de uma hiena (centro) e uma mandíbula de castor gigante extinto. As peças foram exibidas no Royal Institution, em Londres.  Foto AP.
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Os artefatos de pedra são extremamente importantes porque eles não só são muito mais antigos do que outros achados na região, mas estão associados a um único conjunto de dados ambientais, que dá uma imagem clara da vegetação e clima da época. Isso indica que os primeiros seres humanos que viveram no Reino Unido sobreviveram em um clima mais frio do que a região apresenta hoje“, afirma o Dr. Nick Ashton, um dos responsáveis pela descoberta.

O sítio das descobertas se encontra a 135 milhas a nordeste de Londres e está localizado num  antigo curso do rio Tâmisa.   Os planos de densa lama e os pântanos do seu antigo estuário e existentes também na costa funcionavam como enorme área para  caça. Na época as margens do rio eram cobertas  por uma floresta de coníferas e habitadas  por uma grande quantidade de animais: mamutes, rinocerontes, elefantes, tigres dente de sabre, cavalos, alces, veados, ratazanas e hienas,  tão  grandes  quanto  leões;  todos percorriam os bancos de areia do rio.  Quando a caça era escassa, algas, tubérculos e mariscos teriam ajudado na alimentação diária.  Além disso, o homem em Norfolk provavelmente não hesitou  em  se servir das  carcaças descartadas pelos  grandes felinos.  Mas o caçador também foi caça; com tigres dente de sabre e hienas tão grandes como leões provando serem formidáveis predadores.

Não existem cavernas na área investigada, o que sugere que este homem construiu abrigos primitivos para se manter protegido do frio. Algumas das pedras descobertas tinham entalhes, sinal de que eles conseguiam trabalhar bem com a madeira. E apesar de vestígios das caçadas e dos animais abatidos estejam às margens do rio, locais de habitação ainda estão para serem descobertos.

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Milhares de ancestrais do ser humano caçavam e pescavam animais como mamutes, alces gigantes e veados.

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O clima da época era semelhante ao encontrado hoje no sul da Escandinávia.  As temperaturas no verão eram tão quentes quanto as da Grã-Bretanha atual, mas os invernos eram prolongados  com temperaturas  variando entre  0 ° C  e 3C .  É possível que o cabelo do corpo possa ter ajudado esses nossos antepassados a se manterem aquecidos, mas é provável que eles tenham usado peles de animais como roupas e que já dominavam o uso do fogo — embora essa evidência ainda está por ser encontrada.

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FONTES:  Terra, The truth behind the scenes





O mosaico de Orfeu, réplica, vai a leilão dia 24 de junho.

23 06 2010

Réplica do mosaico de Orfeu.  EFE

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Vai a leilão esta semana a réplica do grande mosaico de Orfeu, encontrado em Gloucestershire, no Reino Unido.   Dois irmãos, pesquisadores, levaram 10 anos e utilizaram mais de 1 milhão de peças de argila recortadas a mão para construir a peça, que será vendida.    A reconstrução – uma cópia detalhada —  do maior mosaico romano maior já encontrado na Grã-Bretanha foi feita utilizando 1.600.000 peças .  O mosaico de Orfeu, descoberto em Woodchester, Gloucestershire, irá à venda, dia 24 de junho.   O trabalho está atualmente em exibição no Prinknash Abbey, perto de Stroud, mas o contrato chegou ao fim e seu dono – que não quer ser identificado – decidiu vender.

O mosaico original, que data de 325 dC,  é remanescente da época em que o Império Romano esteve na Grã-Bretanha. Hoje, ainda podem ser vistas marcas da passagem dos romanos, como a vila de Woodchester, que inclui 60 habitações da época romana. Foi nessa vila que foi encontrado o mosaico que representa Orfeu, uma das mais conhecidas figuras da mitologia grega, domando bestas.   Este mosaico foi totalmente escavado em 1793 e só ocasionalmente exposto, desde então.  Para sua proteção arqueólogos voltam a cobri-lo com terra e só o trazem à luz do dia de tempos em tempos.  Durante a sua mais recente exposição mais de 150.000 visitantes foram vê-lo.   Foi nessa ocasião que os irmãos Bob e John Woodward, encantados com o chão de mosaico romano, decidiram fazer uma reconstrução completa.   A réplica que eles criaram é agora reconhecida como um dos projetos arqueológicos mais significativos dos últimos tempos.

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Bob Woodward com o mosaico.

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A vila romana de Woodchester, perto de Stroud, onde o mosaico foi originalmente usado deve ter pertencido a alguém de enorme riqueza e influência.  A construção tinha 60 quartos, 20 deles com pisos de mosaico, incluindo o grande salão onde se encontrava o chão de Orfeu,  circundado pelas figuras mais importantes da mitologia grega.   Considerado o pai da música e da poesia, Orfeu foi presenteado neste mosaico com a lira de seu pai, o deus Apolo. 

O mosaico retrata Orfeu com sua lira pousada sobre o joelho esquerdo.  Ao lado dele seu fiel cão de caça e um grande número de animais ao redor, incluindo um tigre, um leopardo, um leão, um elefante, um urso, um grifo, um veado, um cavalo, javalis e aves: faisões, pavões e pombas. Duas ninfas da água são representadas em cada tímpano.

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Detalhe do mosaico

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Um dos primeiros relatos sobre este mosaico é de 1693, quando o pesquisador celta Edward Llwyd  fez o registro de ter visto “os pássaros e os animais no chão”.   Para essa reconstrução foi necessário fazer  uma cuidadosa pesquisa sobre outros conhecidos mosaicos Orfeu para ajudar a substituir as seções em falta com a maior precisão possível.  De interesse especial foi o mosaico da Barton Farm, em Cirencester, que tinha vários animais semelhantes.  A grande diferença entre o original e a réplica está no material utilizado.  Uma réplica com o calcário original teria sido muito pesada e extremamente cara.  Os irmãos  Woodward então percorreram a Inglaterra para encontrar argilas, cujas cores naturais, fossem naturalmente adequadas ao trabalho.

O trabalho dos irmãos Woodward aparece atualmente no Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior mosaico do mundo.

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FONTES:

  BBC — TERRA This is Gloucestershire





O sol é para todos, romance de Harper Lee faz 50 anos de popularidade!

17 06 2010

O problema com que todos nós vivemos, 1964

Norman Rockwell ( EUA, 1894-1978)

óleo sobre tela

[Para a revista LOOK de 14-01- 1964]

Old Corner House Collection, Stockbird, Massachusetts

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Na Inglaterra o livro O sol é para todos, [To kill a mocking bird] da escritora  Harper Lee, é um dos livros mais populares ficando em quinto lugar na preferência do público, abaixo  de Orgulho e preconceito [ Pride and Prejudice] mas acima da Bíblia, um fato intrigante considerando-se que o romance foi publicado há exatamente 50 anos, que se passa no sul dos Estados Unidos na época da Depressão.  O enredo se desenrola na cidade fictícia de Maycomb  e um dos temas centrais trata da discriminação racial, discriminação de classe e a procura da justiça para um inocente.  Levando isso em consideração li o artigo que a BBC publicou ontem, justamente analisando essa popularidade, que não é justificada só por ser um livro adotado em muitas escolas.  Ao que tudo indica sua popularidade ultrapassa gerações.  Seus fãs tanto os jovens e quanto seus pais, o consideram uma leitura inigualável.  Além disso, as bibliotecárias entrevistadas nessa mesma enquete do World Book Day admitiram ser O sol é para todos o livro que mais indicavam. 

A narrativa é feita por uma adolescente.  Ou talvez, por uma pessoa idosa lembrando-se de sua adolescência.  O adolescente como narrador tem um longa e forte tradição na literatura americana, cujo principal propulsor dessa voz foi conquistado por  Huckleberry Finn, no livro As aventuras de Huckleberry Finn de Mark Twain.  Em O sol é para todos, Scout, é a filha de um advogado que defende um homem negro da acusação de estupro de uma menina branca, e é através de seus olhos que entendemos a sociedade que a cerca.    Este é de fato um livro sobre justiça, cheio de esperança, de valores morais universais, que não têm nem idade, nem país de origem.  E que todos nós, adultos, jovens ou crianças almejamos.  É um livro de alto astral.  E é, também,  onde aprendemos a tentar ver a realidade através dos olhos de outrem; de andar nos seus passos, de conhecer o seu caminho.  São experiências e atitudes universais que nos mostram a nossa própria humanidade. 

E você?  Já leu O sol é para todos?





Criatividade e humor na Copa do Mundo — vídeo do jornal inglês The Guardian

16 06 2010




Imagem de leitura — Ada Shirley Fox

21 12 2009

A lição no jardim, 1900

Ada Shirley Fox [née Holland] , Inglaterra

óleo sobre tela





O maior achado arqueológico em ouro descoberto na Inglaterra!

25 09 2009

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Um homem usando um detector de metais descobriu o maior tesouro em ouro já encontrado na Inglaterra.  Este extraordinário achado responder muitas questões sobre o  século VII, período da maioria das peças.   No momento acredita-se que a maioria das peças encontradas datem de 675 a 725 DC e que foram encontradas no que na época seria o Reino de Mercia.

 

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O tesouro de 1345 peças contém 5 kg de ouro  [650 peças] e 2,5 kg de prata [530 peças], que é três vezes  mais do que foi  encontrado em Sutton Hoo, uma das escavações arqueológicas inglesas de maior importância.  “ É uma coleção de material de valor sem precedentes”, disse o arqueólogo Kevin Leahy, que trabalha com um grupo voluntário, [PAS – Public Antiquities Scheme]  que cataloga tesouros encontrados pela população.

 

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Especialistas ainda não conseguiram avaliar o tesouro por causa de seu tamanho e de  sua importância.  Eles esperam poder fazer um primeiro balanço de seu valor em aproximadamente um ano.

 

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Terry Herbert, que usava um detector de metais que comprara de segunda mão há mais de uma década, encontrou o tesouro enquanto se dedicava ao passatempo de detectar metais em Staffordshire.   Terry encontrou 500 itens antes de chamar os especialistas, que então encontraram mais 800 objetos na terra.  Por razões de segurança o local exato da descoberta está sendo mantido em segredo.  Sabe-se só que é próximo a Burntwood, ao sul de Staffordshire, na parte central norte da Inglaterra.  

 

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O tesouro estava praticamente na superfície do terreno, junto à grama, tendo subido, provavelmente, depois da terra ter sido arada.   A maioria das peças parece ser do século VII.  O que não se sabe é quando e por que esses objetos foram enterrados.  

 

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Quase todas as peças estão relacionadas a objetos bélicos.  Há uns poucos itens de indumentária, mas nada feminino.  Há duas fivelas de ouro provavelmente usadas nas armaduras.  Alguns punhos de espadas e pedaços de capacetes estão entre as peças encontradas de maior interesse.   “A quantidade de ouro é excepcional, mas ainda mais importante, é a qualidade das peças.”, disse Kevin Leahy.  “Tudo da melhor artesania que os anglo-saxões conhecidos por sua habilidade de trabalhar em metal produziam na época.  E eram muito bons.  Pequenas  granadas foram lapidadas e colocadas em grandes grupos que davam um efeito de riqueza, com muito brilho.   Todos os itens pertenceram à elite – aristocracia, realeza, mas não sabemos quem seus donos eram e porque essas peças foram enterradas. Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se essas peças são o resultado de uma única pilhagem de guerra ou se o resultado de uma carreira militar de grande sucesso”.   Só o estudo e a pesquisa desses materiais poderão dizer.  Qualquer que seja a data, o fato é que esses artefatos vieram de uma época de grandes guerras.  A Inglaterra estava bastante divida por motivos religiosos quando reinos com lealdades tribais lutavam entre si perpetuamente.  O Cristianismo era a principal religião, tendo ganho terreno sobre as formas pagãs de crenças religiosas.  

 

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Uma tira de ouro com inscrições bíblicas em latim vulgar está entre as peças mais controversas: o formato das letras é o ponto de desacordo entre os especialistas: um as identifica como dos séculos VII e VIII enquanto que outro especialista as data do século VIII ao IX.  O texto bíblico que apresenta alguns erros é baseado numa citação do Livro de Números ou Salmo 67: “Surge domine et dissipentur inimici tui et fugiant qui oderunt te a facie tua,” ou Levanta-se Senhor e os seus inimigos dispersam-se, fogem diante dele os que o odeiam.

 

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Mas todos concordam com a excelência do trabalho de filigrana encontrado em algumas peças, assim como na qualidade de desenhos ornamentais típicos dos anglo-saxões, como estranhos animais entrelaçados.  

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Pelo menos duas cruzes estão entre os itens encontrados.  A maior está intacta, ainda que tenha sido dobrada, provavelmente para fazê-la caber num pequeno compartimento, antes de ser enterrada.  A dobradura pode significar que ela foi enterrada por pagãos que não respeitavam os símbolos cristãos, ou também pode ter sido dobrada por cristãos que poderiam tê-la tirada do altar de alguma outra pessoa.   O que se acredita, no entanto, dados o tamanho e a artesania singular, que este tesouro será importante o bastante para re-escrever a historia dos anglo-saxões no país.   

 

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As escavações no local já acabaram e todos os itens encontrados estão em posse do Museu e Galeria de Arte de Birmingham.  Os objetos mais importantes serão exibidos até o dia 13 de outubro quando irão para o Museu Britânico para avaliação.

 

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Depois de avaliados o tesouro será vendido, pelo valor de mercado e o valor arrecadado será dividido igualmente entre Terry Herbert e o dono o terreno em que o tesouro foi achado.  Eles concordaram em dividir os ganhos.

 

FONTES:  CNN

DAILY TELEGRAPH





10.000 moedas romanas encontradas na Inglaterra!

16 09 2009

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Foto: Shropshire  Star

 

Nick Davies, um arqueólogo amador, que comprou seu equipamento de detenção de metais há um mês, em sua primeira aventura arqueológica, descobriu um vaso com pelo menos 10 mil moedas datando da Era Romana.  As moedas foram encontradas na região na área de Shrewsbury, Shropshire, na Inglaterra. O Serviço de Museus do governo local acredita que as moedas tenham ficado enterradas por pelo menos 1.700 anos,  já que foram cunhadas entre os anos 320 d.C e 340 d.C, no final do governo de Constantino I, quando o território inglês servia de zona de abastecimento de alimentos para o Império Romano.   Na pilha, há moedas que comemoram o aniversário e a fundação de Roma e de Constantinopla.   Juntas elas pesam aproximadamente 32 kg.

As moedas foram encontradas num grande e simples vasilhame de barro e enterradas no solo inglês.  O topo do vaso já havia se quebrado mesmo sob a terra, ao longo dos anos, mas as 300 e poucas moedas que deslizaram para fora foram também recuperadas pelo arqueólogo amador.   As moedas, aproximando em número 10.000, são todas de bronze.  Algumas tem banho de prata.  Elas eram conhecidas como NUMMI, e eram comuns no século IV da nossa era. É provável que essa grande quantidade de moedas enterradas faça parte do tesouro de uma comunidade, ou de uma única pessoa, mas devem ser o resultado de pagamento por uma ou mais colheitas.  Só não se pode  imaginar porque essas economias não foram retiradas do solo por seu dono.  

O grupo de moedas e o jarro em que foram encontradas foram mandados para o museu Britânico para um exame detalhado do material encontrado.  No museu, o processo de limpeza das moedas, separação daquelas que se fundiram umas às outras e classificação deve levar diversos meses.   Até lá essa descoberta não estará acessível ao grande público.

FONTE:  Shropshire Star





Imagem de leitura — Patrick Gibbs

24 03 2009

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Leitora, s/d

Patrick Gibbs,  (Inglaterra)

Óleo sobre tela

Patrick Gibbs é um artista inglês.  Ele estudou desenho no Magdalen College, Oxford, onde pintou principalmente retratos.  Depois de formado, desfrutou uma longa estadia na Alemanha.  Voltando a Londres tem se dedicado à pintura em todas as suas formas.





Imagem de leitura — Aubrey Beardsley

23 03 2009

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Senhora lendo, 1896

Capa para o Catálogo de Livros Raros Smithers

Aubrey Beardsley (Inglaterra, 1872-1898)

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Aubrey Vincent Beardsley (21 de agosto, 1872, Brighton – 16 de março, 1898, Menton) foi um importante ilustrador e escritor inglês. Seu estilo recebeu influência do grupo pré-rafaelita e da estampa japonesa.  Por sua vez ele influenciou o desenvolvimento da art nouveau.