Imagem de leitura — Angus McBride

15 11 2011

Histórias para a hora de dormir

Angus McBride (Inglaterra, 1931- 2007)

Guache sobre papel

Coleção Particular

[Nota: ilustração usada para a capa da revista Era uma vez [ Once upon a time, nº 13]

Angus McBride nasceu em Londres.  Ficou órfão de mãe aos 5 anos de idade e órfão de pai durante a Segunda Guerra Mundial, aos 12 anos de idade.  Foi educado na Escola do Coro da Catedral de Canterbury.  Depois de fazer o serviço militar, mudou-se para a África do Sul, por causa da má situação economica de pós-guerra na Inglaterra.   Fez bastante sucesso em Cape Town como ilutrador de livros, mas em 1961 voltou à Inglaterra, onde havia um maior mercado para as artes gráficas.  Na década de 1970 volta à Africa do Sul.  Ficou conhecido por suas ilustrações históricas.  Faleceu em 2007.





Imagem de leitura — Sir John Lavery

7 11 2011

Miss Auras, o livro vermelho,  c. 1890

Sir John Lavery (Irlanda, 1856-1941)

óle sobre tela,  76 x 63 cm

Coleção Particular

John Lavery nasceu na Irlanda em 1856.  Ficou conhecido principalmente por seus retratos.   Na década de 1870 estudou pintura em Glascow, na Academia Haldane, e nos anos seguintes foi para Paris onde estudou na Académie Julian.   Foi em 1888 que ele foi escolhido para pintar o retrato da Rainha Vitória numa visita que ela fez a Irlanda.  Isso foi o suficiente para que ele se tornasse muito popular na sociedade como retratista.   Faleceu em 1941, aos 84 anos.





Imagem de leitura — Emma Irlam Briggs

16 10 2011


Um livro na hora de dormir, s/d

Emma Irlam Briggs (Inglaterra,1890-1951)

òleo sobre tela,  60 x 90cm

Nenhuma informação biográfica sobre a pintora, além do postado aqui.





Imagem de leitura — Pierre Adolphe Valette

1 10 2011

Jovem lendo, s/d

Pierre Adolphe Valette (França, 1876-1942)

óleo sobre madeira, 60 x 52 cm

Christie’s Londres, 1998

Pierre Adolphe Valette nasceu em St. Eitienne, em 1876.  Estudou em Bordeaux na Escola de Belas Artes e Artes Decorativas.  Emigrou para a Inglaterra em 1904, onde no ano seguinte já trabalhava nas artes gráficas numa companhia que imprimia cartões e calendários em Manchester.  Depois de estudar arte à noite na Escola Municipal de Arte naquela cidade, foi convidado a dar aulas no mesmo local.   Desenvolveu um estilo bastante impressionista e ficou conhecido principalmente por suas paisagens.  Permaneceu na Inglaterra até 1924, quando retornou à França, onde morreu em 1942.





Imagem de leitura — Albert Joseph Moore

23 09 2011


Uma leitora, 1877

Albert Joseph Moore ( Inglaterra, 1841- 1893)

óleo sobre tela colada em madeira

Coleção Particular

Albert Joseph Moore nasceu em York, na Inglaterra em 1841, um dos quatorze filhos de William Moore, um conhecido pintor, daquela parte do país.  Mostrou interesse, habilidade, dedicação e talento para pintura desde muito cedo.   Encorajado pelo pai e por seus irmãos também artistas começou sua carreira cedo fazendo sua primeira exposição aos 16 anos, em 1857, antes mesmo de entrar para a Royal Academy. Considerado um dos pintores mais sensuais  e originais de sua época, teve uma vida curta, morrendo aos 52 anos de idade em 1893, em Londres.





Imagem de leitura — William Strang

7 09 2011

Feriado bancário, 1912

William Strang ( Escócia, 1859-1921)

óleo sobre tela,  152 x 112 cm

Tate Gallery, Londres

William Strang nasceu em Dumbarton, na Escócia em 1859.  Estudou na Academia de Dumbarton  e trabalhou por pouco mais de um ano como contador, antes de mudar-se para Londres, em 1875 quando tinha 16 anos.  Lá estudou arte por seis anos com Alphonse Legros. Trabalhou como gravurista, ilustrador e pintor.   Especializou-se em retratos, pintura de gênero e paisagens.  Expoente da pintura Eduardiana. Morreu em Londres em 1921.





Imagem de leitura — Douglas Gray

13 08 2011

Quatro de setembro, s/d

Douglas Gray ( Inglaterra, contemporâneo)

óleo sobre tela, 35 x 25 cm

www.douglasgray.co.uk

Douglas Gray nasceu em 1965 na Inglaterra.  Começou sua carreira nas artes visuais como ilustrador, passando depois para as artes plásticas.  Especialidades preferidas são as pinturas de gênero e paisagens urbanas.





Imagem de leitura — Sandra Fisher

10 08 2011


Bob em Redcliffe Square, 1992.

Sandra Fisher ( EUA, 1947-1994))

Óleo sobre tela, 30 x 25cm

Coleção Max Kitaj

Sandra Fisher nasceu na cidade de Nova York, EUA, em 1947.  Cresceu na Flórida e na Califórnia, onde estudou na Escola de Arte Chouinardol, no Instituto de Artes da Califórnia em Los Angeles, graduando-se em 1968.  Em 1970 já era assistente do gravurista Kenneth Tyler no studio desse, Gemini G.E.L..  Foi lá que encontrou seu futuro marido o pintor  R.B. Kitaj.  Mudaram-se para Londres, em 1971, onde permaneceram até a morte da artista, naquela cidade, em 1994.





Um dia, romance de David Nicholls, uma excepcional viagem pela vida

8 08 2011

Regent Street, Londres, 2009

Keith Hornblower ( Inglaterra, contemporâneo)

aquarela

http://keithhornblower.wordpress.com

Quando uma amiga sugeriu que eu lesse Um dia de David Nicholls e descreveu esse romance como uma história que se passava no mesmo dia de diferentes anos, pensei imediatamente no filme de Robert Mulligan, Tudo bem no ano que vem,  [Same time next year], [1978] sucesso comprovado como filme e peça teatral. Lendo na orelha do livro [Intrínseca:2011] o envolvimento do autor britânico com o teatro comecei a leitura desconfiada de que estaria me envolvendo com uma alusão, uma paródia, uma re-adaptação da peça do autor canadense Bernard  Slate.  Erro meu!  Este romance é completamente diferente.  E, tem mais, é mais profundo, significativo do que a comédia a que me referi.  Como na peça teatral, este romance também tem um humor inerente.  Como na peça teatral, vemos os mesmos personagens crescerem, se desenvolverem: atores de comédias urbanas que se desenvolvem através do trabalho, dos casamentos, das desventuras amorosas. Mas estas são as únicas semelhanças.

Hoje são raros os livros que me emocionam de uma maneira profunda, que me levam às lagrimas como esse fez em seus capítulos finais.  Muita leitura, a dose normal de descontentamento, experiência acumulada têm contribuído para que seja difícil encontrar um autor que me comova, sem que eu sinta que minhas emoções foram manipuladas inescrupulosamente.  Mas esse romance, que parece sem pretensões,  com uma narrativa entremeada por diálogos corriqueiros, com grande dinamismo, removeu barreiras à minha sensibilidade e se tornou pessoal.  Com um desenrolar inesperado ele atinge o leitor como um soco no estômago.  E essa leitora, se encontrou ao final, depois de reler o último capítulo, como Dexter, um dos personagens da trama, controlando um pequeno ataque de pânico, como se meus pés estivessem se apoiando numa fina camada de gelo prestes a se partir.  O abismo está aqui, em qualquer lugar, a qualquer hora.

É possível que com esse romance, David Nicholls possa vir a ser considerado o retratista de uma geração.  Mas acredito que ele seja mais do que isso, pois sua mensagem: Carpe Diem é universal e não tem prazo de validade.  Mas, afinal, o que é este romance?  É a vida de dois personagens, através de vinte anos.  Passa-se na Inglaterra.  Um homem e uma mulher, que se conhecem no dia da colação de grau na faculdade, têm um mundo de possibilidades, um horizonte aberto, um número irrestrito de escolhas a fazer.  Eles se conhecem e mantêm um relacionamento ora estreito, ora distante através dos anos.  Aos poucos, no passo da vida, testemunhamos suas opções, o aproveitamento que fazem do que lhes é ofertado, o que procuram e o que ignoram.  Acompanhamos o desenrolar de suas vidas e nos afeiçoamos a eles, mesmo que o retrato de Emma e Dexter, a cada passagem do dia 15 de julho, data da formatura universitária, seja feito com candura fotográfica.

David Nicholls

Torna-se impossível, no entanto, para o leitor não refletir sobre sua própria vida, suas escolhas, oportunidades e medos.  Ler Um dia pede um exame de consciência, um exercício de terapia psicológica.  Temos que encarar nossa cronologia, nossos passos.  E depois ainda perguntar:  E agora?  Por esses questionamentos, esse é um romance a ser lido e pensado.  Conversado e debatido.  Será a minha sugestão para o meu grupo de leitura no próximo mês.  Imperdível.





Imagem de leitura — Edward Killingworth Johnson

22 06 2011

Dias de verão, 1884

Edward Killingworth Johnson  ( Inglaterra, 1825-1896)

aquarela e guache sobre papel

Sotheby’s — Março, 1994

Edward Killingworth Johnson, nasceu em Stratford le Bow, na Inglaterra em 1825.  Depois de umas poucas aulas na Langham Life School, passou a pintar aquarelas.  Praticamente um autodidata dedicado à pintura de gênero e às paisagens.  Trabalhou como ilustrador.  Excelente artista que usava com freqüência a combinação de aquarela e guache para dar maior corpo ao trabalho, que se caracterizava por apresentar um excelente acabamento.  Morou a maior parte de sua vida em Londres e depois mudou-se para Halstead, Essex. Faleceu em 1896.