Simone Balvi (França, 1938)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
“A falsa modéstia é a mais decente de todas as mentiras.”
Simone Balvi (França, 1938)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Chamfort
[Tiragem póstuma por Reynal]
Oswaldo Goeldi (Brasil, 1895-1961)
Xilogravura policromada
Menotti del Picchia
Amanhã eu vou pescar.
Há um peixe fatalizado
que a Ritinha vai guisar
na panela de alumínio
que brilha mais que o luar.
Hoje ele está no seu líquido
e opaco mundo lunar,
pequena seta de prata
furando a carne do mar.
Qual será? O bagre flácido
de cabeça triangular?
O lambari que faísca
como uma mola a vibrar?
O feio e molengo polvo,
monstruoso, tentacular?
O peixe-espada, de níquel,
a viva espada do mar?
Hoje estão vivos e lépidos
os lindos peixes do mar.
Amanhã…
Nem pensem nisso!
Amanhã eu vou pescar…
Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 55.
Jean Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)
óleo sobre papelão sobre madeira, 32 x 41 cm
National Gallery, Washington, DC
Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato.
René Magritte (Bélgica, 1898-1967)
Óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Coleção Particular
Hilary Mantel
David Reekie (GB, 1947)
Vidro moldado, madeira e metal
Victoria & Albert Museum, Londres
Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 46 x 56 cm
Olavo Bilac
Domingo… Os sinos repicam
Na igreja, constantemente,
E todas as ruas ficam
Alegres, cheias de gente.
Todo um dia de ventura…
Como o domingo seduz!
O homem, cansado, procura
Ter paz, ter ar, e ter luz.
Paradas e sem trabalho,
Dormem na roça as enxadas;
Dormem a bigorna e o malho
Nas oficinas fechadas.
Também, meninos cansados,
Os vossos livro deixai!
Deixai lições e ditados!
Dormi! Sorride! Cantai!
Fechem-se as aulas! E o bando
Ruidoso das criancinhas
Livre se espalhe, voando,
Como um bando de andorinhas!
Deus, quando o mundo fazia,
Sete dias trabalhou,
E ao fim do sétimo dia
Do trabalho descansou…
Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, 17 ª edição, pp- 47-8.
Paisagem com rio e baía ao fundo, 1835-40
Joseph Mallord William Turner (GB, 1775-1851)
óleo sobre tela, 93 x 123 cm
Museu do Louvre, Paris
♦ Vive? Pseudônimo, isolado numa casa de Chelsea, domínio da desordem e da poeira. O irmão de Ruskin refere que nunca viu nada tão impressionante “desde Pompéia”.
♦ Ignoram-no os acadêmicos ou não. Entre sábado e segunda-feira eclipsa-se na periferia londrina, instala-se nos bordéis: decifrará ou não o enigma do sexo, suas cores mordentes?
♦ Habita, familiar, a faixa do relâmpago, as ruínas do maremoto, a chama extinta, o reino das ondas giróvagas, o balanço dos navios correlativos, a fantasmagoria de Veneza que dorme esquecida em si própria, auto-espectra, a subversão da luz. Não “representa” coisa alguma. O pincel clandestino precede a marcha do impressionismo.
♦ É William Turner. A luz interna e a luz externa conjugam-se no seu quadro, onde a manhã anoitece.
1973
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p. 217.

Na biblioteca há mil sábios
a nosso inteiro dispor.
Sem querer mover os lábios,
cada livro é um professor.
(A. A. de Assis)