Boas maneiras II

14 04 2009

ate-logo

Não vá embora correndo,

“Até logo” vá dizendo!





Cangurus: um problema de Camberra!

13 04 2009

cangurus

 

 

Eles sobem telhado do Parlamento, colidem com carros, entram em residências pelas janelas.  A capital da Austrália, Camberra, tem um problema sério com a superpopulação de cangurus.   Os cangurus, animais-símbolos do país, deixaram momentaneamente de ser um dos principais atrativos turísticos australianos, para se tornarem sinônimos de desgosto para a população da capital. A superpopulação da espécie fez com que os mamíferos se aventurassem pelas ruas da cidade.  As informações são da agência AP.

A população de cangurus-cinza, o mais comum, é a maior já registrada na cidade nos últimos 100 anos. Das 60 espécies de cangurus, as do tipo cinza e vermelha são as mais numerosas, com 50 milhões de exemplares na Austrália.

As autoridades locais agora querem um sacrifício coletivo porque medidas anteriores como vasectomias e anticoncepcionais orais para esses marsupiais não impediram sua reprodução em numero suficiente para a convivência pacífica entre população e animais. O plano, que ainda tem que ser discutido e aprovado, recomenda um canguru por cada 1.500 hectares.

 

 

 

 canguru

 

 

 

No entanto, a proposta não foi bem recebida pela maioria da população, que é contra o massacre do marsupial mais famoso do país. Segundo uma enquete governamental, mais de 80% dos habitantes acredita que os cangurus selvagens devem continuar onde estão. Por outro lado, numa outra pesquisa, 17% dos motoristas disseram ter atropelado um exemplar pelo menos uma vez. 

Recentemente, um canguru com cerca de 1,75m se feriu ao quebrar o vidro de uma janela na tentativa de saltar para dentro de uma residência. O animal caiu sobre a cama onde uma mulher descansava com a filha de 9 anos e depois pulou sobre outra onde dormia o filho de 10 anos.  O animal foi finalmente expulso da casa pelo pai das crianças, Beat Ettlin, fugindo para as colinas mais próximas mas deixando para trás um rastro de sangue proveniente de seus ferimentos.

De acordo com Maxine Cooper, comissária de meio ambiente do governo na capital, os seres humanos não são os únicos a correrem perigo com a invasão dos marsupiais. Os cangurus destroem o habitat de outras espécies em perigo de extinção, como lagartos e insetos e acabam com todas as gramíneas.

Os sacrifícios coletivos de cangurus não são algo novo no país. A 350km ao norte da capital, mais de 25 exemplares são mortos durante as noites com licença do governo. “Não é agradável sacrificá-los, mas quando chega o momento, temos que fazê-lo”, explicou o responsável pelos abates, Barry Stuart.  Ninguém sabe o numero exato de cangurus que vivem próximo a Cramberra, uma cidade de 340.000 habitantes.  Mas as colinas a sua volta, os campos arborizados e parques tornam a área perfeita para estes saltitantes animais.   A tendência à invasão da cidade por causa da superpopulação desses animais  começou há aproximadamente 220 anos atrás quando colonos europeus derrubaram milhares de hectares de vegetação natural que alimentava e mantinha um equilíbrio sustentável do número de cangurus.

Fonte: AP





Vulcões entram em erupção nas ilhas Galápagos

13 04 2009

vulcao-diagramaDiagrama de um vulcão em erupção.

 

 

 

O vulcão Fernandina, situado em uma ilha homônima do arquipélago equatoriano de Galápagos, entrou em erupção, informou no dia 11 de abril o Instituto Geofísico local.

 

O Fernandina, que já entrou em erupção em 2005, se reativou na noite de ontem, o que pôde ser percebido hoje de manhã por guardas do Parque Nacional Galápagos (PNG) e por turistas que navegavam perto da ilha.

O Instituto Geofísico informou em relatório que funcionários do PNG e de outras entidades locais sobrevoarão a região para determinar a localização exata do centro da erupção, avaliar a possível extensão dos fluxos da lava e seu provável impacto na fauna e na flora.

O Fernandina, de 1.476 metros de altura, é o vulcão mais a oeste do arquipélago e está em uma região desabitada, embora a ilha em que se encontre abrigue espécies de flora e fauna protegidas.

A população mais próxima ao vulcão é Puerto Villamil, a cerca de 90 quilômetros de distância, que é a capital da Ilha Isabela.

 

 

galapagos

 

—-

 

Já nas últimas 48 horas um novo vulcão entrou em erupção nas ilhas Galápagoso vulcão La Cumbre.  Este entrou em atividade, ontem, domingo de Páscoa, e coloca em perigo a fauna das ilhas classificadas como patrimônio natural da Humanidade, anunciaram hoje as autoridades do parque natural das Galápagos.

 

É provável que as iguanas terrestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afetados já que a lava chegou praticamente até ao mar“, avançou o organismo em comunicado.

 

A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.

 

O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, cobre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equador, no Pacífico.

 

A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pingüins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.

 

 

 

—-

 

 

 

Vulcões, outras postagens neste blog:

 

Llaima, Chile

Tonga, Ilha no Pacífico





Imagem de leitura: William Shih-Chieh Hung

13 04 2009

william-shih-chieh_hung-the-reading-stone-ost-30x38-19921

A pedra da leitura, 1992

William S Hung ( China, 1928)

Óleo sobre tela,  75 cm x 95cm

 

 

William Shih-Chieh Hung, nasceu em Jieyang, na província de Guangdong, na China em 1928.  É um pintor reconhecido internacionalmente.  In 1980, ele emigrou para os EUA com sua esposa Susie Hsueh-Ping Hung e hoje em dia reside na Califórnia nos arredores de São Francisco.

 

Desde 1950 ele foi reconhecido pelos seus retratos e nus.  Grande conhecedor das técnicas de pintura ocidentais e orientais ele parece sempre capaz de combinar o melhor de cada mundo em seu trabalho.

 

 





Uma grande colônia de orangotangos na Indonésia!

13 04 2009

macaquinho-com-banana

 

 

 

 

 

Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.  Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.  A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

 

Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível“, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.  A topografia íngreme, o solo pobre e a geral inacessibilidade dessas montanhas parecem ter protegido a área do desenvolvimento,” argumentou Meijaard.

 

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.  A equipe descobriu cerca de 220 ninhos num raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.  Os cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

 

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais 90 por cento das quais na Indonésia,  e o resto na vizinha Malásia.  Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Esses países são os principais produtores mundiais de óleo de palma, utilizado em alimentos, cosméticos e que hoje também satisfaz a crescente procura de combustíveis “limpos” para os EUA e a Europa. Florestas tropicais, onde esses animais solitários gastam quase todo o seu tempo, foram derrubadas e queimadas progressivamente em taxas alarmantes, principalmente para plantações de palmeiras produtoras do lucrativo  óleo.

 

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.





Domingo, poema de Wilson Frade

12 04 2009

soneca-44-walt-disneyZé Carioca, ilustração de Walt Disney.

 

 

 

 

 

Domingo

 

Wilson Frade

 

 

Os raios do sol não entraram

pela fresta da janela

porque eu não deixei:

fechei-a com cuidado e preguiça.

E disse-lhe baixinho: você não vai me trair

ainda que tenha sol e ar puro.

Preciso sonhar e dormir,

dormir e sonhar.

Os meus pensamentos estão esgotados,

a minha insônia precisa de uma reciclagem

e quero viajar.

Andar nas ruas de Florença,

dar uma alô a David

e ver o Arno correr da Pontevecchio.

Não me acordem,

ainda que o sol queira

iluminar o meu descanso,

porque é domingo.

 

 

Em: Poemas de um livro só, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1991

 

 

Wilson Frade – (MG 1920-2000) jornalista, pintor, poeta, instrumentista e compositor mineiro.

 

 

 

Outros poemas de Wilson Frade neste blog:

 

Ano Novo





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

12 04 2009

dsc05633





Vozes da noite, poema infantil de Armando Cortes Rodrigues

11 04 2009

ras-e-grilo

 

 

 

Vozes da noite

 

Armando Cortes Rodrigues

 

 

 

Vozes na Noite!  Quem fala

Com tanto ardor, tanto afã?

Falou o Grilo primeiro,

Logo depois foi a rã.

 

 

Pobre loucura dos homens

Quando julgam entendê-las…

Só eles pasmam os olhos

Neste encanto das estrelas.

 

 

Lá no silêncio dos campos

Ou no mais ermo da serra,

Na voz das rãs fala a água,

Na voz dos grilos a Terra.

 

 

Só eles cantam a vida

Com amor e singeleza,

Por ser descuidada, alegre;

Por ser simples com beleza.

 

 

Pudesse agora dizer-te,

Sem ser por palavras vãs,

O que diz a voz dos grilos,

O que diz a voz das rãs.

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude,  Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961

 

 

 

Armando Cortes Rodrigues (1891-1971) Escritor português, nasceu em Vila Franca do Campo, S. Miguel a 28 de Fevereiro de 1891 . Tendo escrito na sua terra a opereta – Em Férias – de colaboração com um condiscípulo, ainda estudante do liceu, vem para Lisboa (1915), onde se matricula no Curso Superior de Letras. Licenciou-se em Filologia Românica, em 1927. Passou o resto da vida nos Açores, como professor. Foi diretor da revista Insular.

 

 

Obras poéticas:

 

Ode a Minerva. Angra do Heroísmo, 1922

Conto do Natal para a Fernanda, 1922  

Em Louvor da Humildade. Poemas da Terra e dos Pobres, 1924

Cântico das Fontes, 1934

Cantares da Noite Seguidos dos Poemas de Orpheu, 1942

Quatro Poemas Líricos, 1948

Horto fechado e Outros Poemas, 1953

Antologia de Poemas de Armando Côrtes-Rodrigues, 1956

Em Louvor da Redondilha, 1957

Auto do Espírito Santo, 1957   

Auto do Natal,  1965

 





Saturno suas luas e anéis

11 04 2009

tita-e-saturnoTitã, a lua cor de laranja de Saturno.

Saturno

 

 

As luas

 

Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muito sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

 

Eles também sabem algo sobre seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã é levemente saliente ao redor do seu centro e achatada nos pólos.

 

O grau de achatamento é pequeno, relatam os pesquisadores em um artigo publicado online na Science. Também não é algo surpreendente, Zebker disse, “porque Titã rotaciona de forma parecida à Terra” (e a Terra também é achatada). Titã sempre tem a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

 

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado na teoria. Uma possível explicação para isso, Zebker disse, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando seu formato teria se formado e “congelado.”

 

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um “lençol de metano” (análogo a um lençol d’água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície em uma área de baixa elevação, como os pólos.

 

 

 

 

 

  tita

 

Saturno e Titã

 

 

 

Os anéis

 

Entre os anéis de Saturno, os que são designados A, B, C, D, E e G são as crianças boazinhas, organizadas e comportadas sem nenhum gelo ou partícula poeira fora do lugar. O F, por outro lado, o anel mais fino com menos de 1,6km de largura, é a ovelha negra da família. Ele aparenta ter um material central rodeado de correntes espirais.

 

Astrônomos sabem que a aparência do F se deve em grande parte à Prometheus, uma pequena lua orbital no lado do planeta que se aproxima do anel regularmente por causa das excentricidades da órbita. Quando isso acontece, a gravidade afasta matéria do anel, formando plumas e canais.

 

Mas um novo estudo de imagens da missão Cassino mostra que há muito mais acontecendo dentro do anel F – colisões em alta velocidade entre satélites ainda menores no centro quase que diariamente.

 

“O que Prometeu faz é produzir padrões regulares que podemos entender”, disse Carl D. Murray, professor da Queen Mary, Universidade de Londres e autor principal de um artigo da Nature que descreve as descobertas. Mas ele acrescentou: “descobrimos antes que Prometeu não pode fazer tudo”.

 

Os pesquisadores analisaram profundamente imagens dos anéis e descobriram vários objetos pequenos que com o tempo pareciam cruzar o centro. Depois observaram filmes da passagem de tempo retratando o aparecimento de plumas e outras alterações que não podiam ser diretamente atribuídas à Prometheus, e determinaram se os objetos poderiam ser responsáveis. Em um caso envolvendo um objeto chamado de S6, por exemplo, sua órbita “o colocou bem no centro da ação”, disse Murray.

 

Os pesquisadores puderam deduzir a presença de muitos pequenos satélites que colidem com a matéria no centro e perturbam o anel. Além disso, disse Murray, nos detritos dessas colisões também era possível ver assinaturas gravitacionais de objetos ainda menores. “É um sistema caótico”, ele disse.

 

Murray disse que o anel F era talvez o único lugar no sistema solar onde colisões em tamanha velocidade estavam ocorrendo regularmente, então entender o processo pode ajudar no estudo sobre a formação do sistema solar, quando colisões similares eram comuns de acontecer.





Viajando? Que livros levar?

11 04 2009

viajantes

 

Amigos me mandaram um link para um artigo do escritor Frank Bures, na Worldhum, onde ele fez uma provocadora lista para nos ajudar a selecionar os livros que devemos levar numa viagem, principalmente se esta é uma viagem longa e para terras estrangeiras.   Gente que lê mal pode imaginar não carregar um peso extra na mala para preencher com leitura não só as horas de espera nos aeroportos, como as horas passadas nos aviões, as horas em que se acorda no meio da noite por conta de diferentes fusos horários, assim como os minutos antes e depois de dormir.  Cada qual tem seu ritual, mas se você é um leitor provavelmente fica num marasmo em frente de sua mala feita, pensando no que levar para ler nos dias que se abrem numa viagem internacional.

 

Como gostei imensamente das razões explicitadas na lista do autor, coloco aqui, em linhas mais gerais sua maneira de selecionar os oito tipos de livros que devem fazer parte da lista de itens nas suas malas.  

 

 

Categoria I:

 

Escapismo:  Em geral são os livros que nos deixam confortáveis, envolvidos na trama, sem nos sentirmos ameaçados, tais como  uma boa ficção científica ou um bom livro de mistério.

 

Categoria II:

 

História:  Devemos conhecer pelo menos as linhas gerais da história do lugar que visitamos.  Isso certamente enriquece a nossa visita e nos faz entender melhor o que vemos.

 

Categoria III:

 

Guia:  Guias de turismo sempre nos ajudam na seleção do que ver e como fazê-lo.  É um guia.  Direciona.  E combinado com a Categoria II: história local, pode nos ser de grande serventia.

 

Categoria IV:

 

Literatura local: é sempre bom ler um livro que mostre a literatura local, para que se conheça valores ou guias culturais do lugar que visitamos.

 

 

Categoria V:

 

Antologia: uma antologia de contos, crônicas ou até mesmo de ensaios pode resolver muitos problemas, principalmente se a viagem é longa e a gente não sabe exatamente o que gostaríamos de ler em certos momentos.  A variedade de autores numa antologia nos dará a chance de sempre podermos encontrar um texto que nos apeteça num momento especial.

 

Categoria VI:  

 

Língua local: Sempre haverá um momento oportuno para usar uma palavra ou uma frase na língua local.  Livros de frases feitas na língua local são uma excelente ferramenta.  Há horas em que estas palavras podem fazer a diferença entre uma bem sucedida ida a um ponto turístico, ou fazer com que se evite no cardápio aquele marisco que nos dá alergia.  

 

Categoria VII: 

 

Saudades de casa: se a viagem é longa, certamente um livro que leve sua imaginação de volta à casa, à infância à cultura que você deixou para trás certamente terá um lugar especial para aquele momento em que a saudade bate.

 

Categoria VIII:  

 

Observações de viagem: Livros com observações de outros viajantes em terras estranhas podem aguçar a nossa sensibilidade a respeito do que estamos vendo de diferente e como estamos percebendo o mundo que nos cerca.  Muitos escritores famosos tiveram suas melhores páginas ao viajar e descrever o que viam.  Indiretamente eles podem ajudar na nossa própria maneira de observar aquilo que nos cerca.