A morte da águia, poema de Luís Guimarães Júnior

26 10 2009

águia, pintura chinesa

Águia em vôo

Aquarela chinesa

 

A postagem de um poema de Vicente Guimarães neste blogue, João Bolinha virou gente, lembrou à leitora Vânia um poema que ela precisou decorar para a escola, chamava-se A morte da águia.  E ela me pediu que se eu o conhecesse que lhe mandasse esse poema, pois  não se lembrava de todas as estrofes. 

De fato, o poema que conheço com este título  é um antigo e belíssimo poema,  bastante longo, de Luís Guimarães.  E aqui está para nós todos nos deliciarmos.   

 

A morte da águia

 

Luís Guimarães

 

A bordo vinha uma águia.  Era um presente

Que um potentado, — um certo rei do Oriente,

Mandava a outro: — um mimo soberano.

Era uma águia real.  Entre a sombria

Grade da jaula o seu olhar luzia,

Profundo e triste como o olhar humano.

 

Aos balanços do barco ela curvava

Ao níveo colo a fronte que cismava…

E enquanto as ondas túrbidas gemiam,

Ao som do vento – em fúnebres lamentos

Ela pensava nos longínquos ventos

Que do Himalaia os píncaros varriam.

 

Fora uma infame e traiçoeira bala,

Que, do régio fuzil negra vassala,

Invisível – uma asa lhe partira:

Cheia de luz, tranqüila, majestosa,

Dobrando a fronde branca e poderosa,

Aos pés de um rei a águia real caíra.

 

Os bonzos vis, proféticos doutores,

Sondando-lhe a ferida e as cruas dores,

Que um venenoso bálsamo tentava

Apaziguar em vão, — diziam rindo:

“Não há no mundo exemplar mais lindo:

Vale um império!” – E a águia agonizava.

 

Um dia, enfim, o animal valente

Resistindo aos martírios, — largamente

Respirou a amplidão.  A asa possante

Abrir tentou de novo.  Aberta estava

A jaula colossal que o esperava:

Forçoso era partir.  Desde este instante,

 

A águia sombria e muda e pensativa,

Solene mártir, vítima cativa,

Terror dos vis e símbolo dos bravos,

Pediu a morte a Deus, — pediu-a ansiosa

Longe, porém, da corte vergonhosa

Desse covarde e baixo rei de escravos.

 

Pediu a morte a Deus, o cataclismo,

As convulsões elétricas do abismo,

As batalhas finais!  Morrer num grito

Vibrante, imenso, heróico, soberano,

E fremente rolar no azul do Oceano,

Como um titã caído do infinito.

 

Morrer livre, cercada de vitórias,

Com suas asas – pavilhão de glórias –

Inundadas da luz que o Sol espalha:

Ter o fundo do mar por catacumba,

As orações do vento que retumba,

E as cambraias da espuma por mortalha.

 

Entanto, melancólica, tristonha,

Como um gigante mórbido que sonha,

Fitava, às vezes, o revolto oceano,

Com esse olhar nublado e delirante,

Com que saudava a César triunfante

O moribundo gladiador romano.

 

O comandante – urso do mar bondoso —

Disse um dia ao escravo rancoroso,

Ao carcereiro estúpido e inclemente:

“Leve-a ao convés.  Verá que esse desmaio

Basta para apagá-lo um brando raio

Do largo Sol no rúbido oriente.”

 

Subiu então a jaula ao tombadilho:

Do nato dia ao purpurino brilho

Salpicava de luz o céu nevado…

E a águia elevando a pálpebra dormente

Abriu as asas ao clarão nascente

Como as hastes de leque iluminado.

 

O mar gemia, lôbrego e espumante,

Açoitando o navio; — além – distante,

Nas vaporosas bordas do horizonte,

As matutinas névoas que ondulavam,

Em suas várias curvas figuravam

Os largos flancos triunfais de um monte.

 

“Abre-lhe a porta da prisão,” ( ridente

O comandante disse ) “Esta corrente

Para conter-lhe o vôo é mais que forte!

Voar!  pobre infeliz!  causa piedade!

Dê-lhe um momento de ar e liberdade!

Único meio de a salvar da morte.”

 

Quando a porta se abriu, — como uma tromba,

Como o invencível furacão que arromba

Da tempestade as negras barricadas,

A águia lançou por terra o escravo pasmo,

E desprendendo um grito de sarcasmo,

Moveu as longas asas espalmadas.

 

Pairou sobre o navio — imensa e bela –

Como uma branca, uma isolada vela

A demandar um livre e novo mundo;

Crescia o Sol nas nuvens refulgentes,

E como um turbilhão de águias frementes,

Zunia o vento na amplidão,  – profundo.

 

Ela lutou, ansiosa!  Atra agonia

Sufocava-a.  O escravo lhe estendia

Os miseráveis e covardes braços;

Nu o oceano ao longe cintilava

E a rainha do ar, em vão, buscava

Onde pousar os grandes membros lassos. 

 

Sobre o barco pairou ainda, — e alçando,

Alçando mais os vôos,  e afogando

Na luz do Sol a fronte alvinitente,

Ébria de espaço, ébria de liberdade,

Como um astro que cai da imensidade,

Afundou-se nas ondas de repente.

 

 

luisguimaraesjunior

 

Luís Caetano Pereira Guimarães Júnior (RJ 1847 – Lisboa 1898), advogado, jornalista, ministro, diplomata, poeta, romancista, teatrólogo.  Estudou no Colégio Calógeras em Petrópolis e cursou as faculdades de Direito de São Paulo e do Recife.   Colaborador dos periódicos A reforma, A república, O correio paulistano, Imprensa Acadêmica de São Paulo, Gazeta de Notícias. Membro da Academia Brasileira de Letras, membro da Academia de Belas Artes do Chile, membro da Academia do Quiriti em Roma, membro da Arcádia Romana, membro da Sociedade de Geografia Italiana, oficial da Ordem da Rosa, oficial da Ordem de Cristo e da Ordem de São Tiago, cavaleiro da Ordem Romana do Sepulcro e da Ordem de São Gregório Magno.

 

Obra:

 

A Alma do outro mundo,  1913  

A Carlos Gomes, 1870  

A entrada no céu,   1882  

A família Agulha, 1870  

A morte, 1882  

André Vidal, séc. XIX   

As Jóias indiscretas, séc. XIX   

As Quedas fatais, séc. XIX   

Ave Estela, 1865  

Contos sem pretensão,  1872  

Corimbos, 1866  

Ernesto Couto, 1872  

Filigranas,  1872  

Lírica, 1880  

Lírio Branco, 1862  

Mater dolorosa, 1880  

Monte Alverne, séc. XIX   

Noturnos, 1872  

O Caminho mais curto, séc. XIX   

Os Amores que passam, séc. XIX   

Pedro Américo, 1871  

Um Pequeno demônio, séc. XIX   

Uma Cena contemporânea, 1862  

Valentina, séc. XIX





Quadrinha para o Dia do Mestre

15 10 2009

escola com chuva

Ilustração, Maurício de Sousa.

 

No dia Quinze de Outubro,

Eu quero de coração,

Abraçar a minha Mestra

Em sinal de gratidão.





Quadrinha sobre o sorriso

11 10 2009

gato cheshire

 

“Muito riso, pouco sizo”,

diz-nos o velho ditado.

Mas eu digo que um sorriso

sempre dá bom resultado…

 

(Luciana Long)





O Corpo Humano, em versos infantis de Walter Nieble de Freitas

10 10 2009

 corpohumano,menino 3Ilustração, Maurício de Sousa, adaptada.

 

O Corpo Humano

                                                     Walter Nieble de Freitas

 

Toda criança estudiosa,

Que deseja passar de ano,

Deve saber que em três partes

Se divide o corpo humano.

 

São: cabeça, tronco e membros

— É bem fácil a lição —

Vejamos parte por parte,

Preste, pois, muita atenção.

 

Na memória, guarde bem,

É importante, não se esqueça!

Somente de crânio e face

Se constitui a cabeça.

 

corpo humano menina 5

Ilustração, Maurício de Sousa, modificada.

 

No crânio, ficam o cérebro

E outros órgãos protegidos;

Estão na face o nariz,

A boca, os olhos e ouvidos.

 

O tronco está dividido

— Veja as Ciências Naturais —

Em tórax e abdome,

Duas partes, nada mais.

 

Localizam-se no tórax

— Não vá fazer confusão —

Dois órgãos muito importantes:

Os pulmões e o coração.

 

corpo-humano-1

 

Fazem parte do abdome:

Estômago, pâncreas e rins

E também os intestinos

Com outros órgãos afins.

 

Em dois planos diferentes

Os membros estão situados:

Superiores e inferiores

São eles asssim chamados.

 

São dos membros superiores

— Aprenda bem a lição —

O ombro, o braço, o antebraço

E também a nossa mão.

 

corpo-humano-2

 

Vejamos os inferiores

— Você quer saber, não é? —

São estas as suas partes:

Quadril, coxa, perna e pé.

 

O nosso corpo precisa

Banho com água e sabão,

Bastante exercício, ar puro

E boa alimentação.

 

Mas, ao lado de tudo isto,

Não descuide da instrução,

Porque assim você terá

Mente sã em corpo são.

 

Em: Barquinhos de papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, SP, Editora Difusora Cultural:1961.





Quadrinha infantil: nós e a macacada

7 10 2009

macaquinhos MW Editora & IlustraçõesMacaquinhos, MW Editora e Ilustrações.

 

A vida — coisa engraçada —

é um contraste permanente:

nós rimos da macacada,

que ri imitando a gente.

 

(Remy Prates Pinheiro)





Um anel gigante em torno de Saturno

7 10 2009

saturno anel gigante

 

 

Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de km de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.

Trata-se de um anel superdimensionado“, definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica Nature. “Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio“, comparou a cientista.

Verbiscer e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma “leitura” de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno. Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas.

As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria“, disse Verbiscer. Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas. A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno.

Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia – a lua Iapetus, também de Saturno. A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang.

Segundo a equipe de Verbiscer, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno.

Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, “como uma mosca contra uma janela“.

 

Fonte: TERRA





Descoberto esqueleto de dinossauro herbívoro gigante em SP

6 10 2009

sauropodes

Os Saurópodes

 

Restos de um dos gigantes brasileiros da Era dos Dinossauros estão vindo lentamente à tona em Marília (444 km a noroeste de São Paulo). Tudo indica que se trata de um saurópode, dino pescoçudo e comedor de plantas que pode ter chegado a 13 metros.

O esqueleto de dezenas de milhões de anos apenas começou a ser exposto, mas há esperança de que boa parte do animal ainda esteja por lá, porque as vértebras achadas até agora estão articuladas, ou seja, unidas umas às outras na posição que ocupavam em vida.

Esse fato é um golpe de sorte relativamente raro na paleontologia brasileira, contou à Folha o responsável pela descoberta, William Nava, do Museu de Paleontologia de Marília.

sauropodes2

Saurópodes: tamanhos relativos.

 

Como temos parte da região pélvica [do quadril] preservada e associada às vértebras dorsais, estamos escavando agora na direção da cabeça do bicho. Tudo indica que poderemos achar as vértebras cervicais, do pescoço, e também o crânio preservado sob as camadas de arenito, o que seria fantástico. Essa é a nossa expectativa“, afirma Nava, um dos mais ativos caçadores de fósseis do interior de São Paulo.

As primeiras pistas do saurópode surgiram no último mês de abril, quando a presença de conchas fossilizadas de bivalves (moluscos como as atuais ostras) chamou a atenção de Nava. “Resolvi investigar o barranco que margeia o acostamento da estrada e vislumbrei diversos fragmentos ósseos despontando na rocha, mas bastante escurecidos, indicando que estavam há um bom tempo expostos“, conta ele.

Essa coleção inicial de restos, por si só, já parecia interessante: havia vértebras da cauda, costelas e dois outros ossos grandes (um deles provavelmente corresponde ao fêmur). Um pouco mais de trabalho revelou a presença de duas vértebras articuladas, medindo, cada uma, cerca de 20 cm. “Quando se encontra material articulado a tendência é nos concentrarmos nele, devido justamente à escassez dele“, explica Nava.

 

dino 2

Concepção artística de saurópodes, ordem à qual provavelmente pertenceu o fóssil achado em Marília (444 km a noroeste São Paulo)

 

Ele repassou as informações sobre a escavação ao paleontólogo Rodrigo Santucci, da UnB (Universidade de Brasília), que é especialista em saurópodes. Conforme o trabalho avançar, Santucci será capaz de determinar se o animal era um titanossaurídeo (principal grupo de saurópodes do país, caracterizados pela presença de “calombos” ósseos em seu couro) e avaliar se a espécie ainda não é conhecida da ciência.

Antes disso, porém, Nava está planejando a retirada do material da encosta, o que pode se transformar numa operação longa e delicada. A idéia é extrair todo o bloco contendo os ossos até agora encontrados e outros ainda encobertos por rocha. O trabalho no local também trouxe à tona o crânio e a mandíbula de um parente extinto dos jacarés e crocodilos.

Texto:  REINALDO JOSÉ LOPES

Fonte:  Folha On Line





Quadrinha infantil sobre o galo e a manhã

4 10 2009

 galo cantando, hergé

 Ilustração, Hergé.

 

 

A serenata de um galo

vai, de quebrada em quebrada,

e de intervalo a intervalo,

acordando a madrugada!

 

(Sebastião Paiva)





Casamento, poema infantil de Luísa Ducla Soares

27 09 2009

cigarras

 

 

CASAMENTO

                                              Luísa Ducla Soares

Casei um cigarro
com uma cigarra,
fizeram os dois
tremenda algazarra
porque o cigarro
não sabe cantar
e a cigarra
detesta fumar.

Não digam que errei
(mania antipática!)
só cumpri a lei
que manda a gramática.

Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Livros Horizonte, 1999.

luisa_ducla_soares

 

Luísa Ducla Soares (Lisboa, 1939) escritora, tradutora, consultora literária e jornalista.  Mais recentemente sua produção  é dedicada ao público infanto-juvenil.  Formada em Filologia Germânica.

Obras:

Contrato (Poesia), 1970

A História da Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1972 ; 1977

Maria Papoila, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

O Dr. Lauro e o Dinossauro, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1988

Urso e a Formiga, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Soldado João, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 2002

O Ratinho Marinheiro (Poesia para a infância), 1973 ; 2001

O Gato e o Rato, prosa (Infanto-juvenil), 1973 ; 1977

Oito Histórias Infantis, prosa (Infanto-juvenil), 1975

O Meio Galo e Outras Histórias, prosa (Infanto-juvenil), 1976 ; 2001

AEIOU, História das Cinco Vogais, (prosa) (Infanto-juvenil), 1980 ; 1999

O Rapaz Magro, a Rapariga Gorda, prosa (Infanto-juvenil), 1980 ; 1984

Histórias de Bichos, prosa (Infanto-juvenil), 1981

O Menino e a Nuvem, prosa (Infanto-juvenil), 1981

Três Histórias do Futuro, prosa (Infanto-juvenil), 1982

O Dragão, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 2002

O Rapaz do Nariz Comprido, prosa (Infanto-juvenil), 1982 ; 1984

O Sultão Solimão e o Criado Maldonado (Poesia para a infância), 1982

Poemas da Mentira… e da Verdade (Poesia para a infância), 1983 ; 1999

O Homem das Barbas, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Senhor Forte, prosa (Infanto-juvenil), 1984

A Princesa da Chuva, prosa (Infanto-juvenil), 1984

O Homem alto, a Mulher baixinha, prosa (Infanto-juvenil), 1984

De Que São Feitos os Sonhos: A Antologia Diferente, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 1994

O Senhor Pouca Sorte, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Boa, prosa (Infanto-juvenil), 1985

A Menina Branca, o Rapaz Preto, prosa (Infanto-juvenil), 1985

6 Histórias de Encantar, prosa (Infanto-juvenil), 1985 ; 2003

A Vassoura Mágica, prosa (Infanto-juvenil), 1986 ; 2001

O Fantasma, prosa (Infanto-juvenil), 1987

A Menina Verde, prosa (Infanto-juvenil), 1987

Versos de Animais (Antologia de Literatura Tradicional), 1988

Destrava Línguas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

Crime no Expresso do Tempo, prosa (Infanto-juvenil), 1988 ; 1999

Lenga-Lengas (Antologia de Literatura Tradicional), 1988 ; 1997

O Disco Voador, prosa (Infanto-juvenil), 1989 ; 1990

Adivinha, Adivinha: 150 adivinhas populares (Antologia de Literatura Tradicional), 1991 ; 2001

É Preciso Crescer, ( infanto- juvenil (1992

A Nau Catrineta, prosa (Infanto-juvenil), 1992

À Roda dos Livros: Literatura Infantil e Juvenil (Divulgação), 1993

Diário de Sofia & Cia aos Quinze Anos(Infanto-juvenil), 1994 ; 2001

Os Ovos Misteriosos, prosa (Infanto-juvenil), 1994 ; 2002

O Rapaz e o Robô, prosa (Infanto-juvenil), 1995 ; 2002

S. O. S.: Animais em Perigo!…, prosa (Infanto-juvenil), 1996

O Casamento da Gata, poesia (Infanto-juvenil), 1997 ; 2001

Vamos descobrir as bibliotecas (Divulgação), 1998

Vou Ali e Já Volto, prosa (Infanto-juvenil), 1999

Arca de Noé, poesia (Infanto-juvenil), 1999

A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca (Poesia para a infância), 1999 ; 2000

ABC, poesia (Infanto-juvenil), 1999 ; 2001

25 (Poesia para a infância), 1999

Seis Contos de Eça de Queirós (Contos), 2000 ; 2002

Com Eça de Queirós nos Olivais no ano 2000 (Divulgação), 2000

Com Eça de Queirós à roda do Chiado (Divulgação), 2000

Mãe, Querida Mãe! Como é a Tua?, prosa (Infanto-juvenil), 2000 ; 2003

Lisboa de José Rodrigues Miguéis (Divulgação), 2001

Roteiro de José Rodrigues Miguéis: do Castelo ao Camões (Divulgação), 2001

A flauta, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Uns óculos para a Rita, prosa (Infanto-juvenil), 2001

Todos no Sofá, poesia (Infanto-juvenil), 2001

1, 2, 3, poesia (Infanto-juvenil), 2001 ; 2003

Alhos e Bugalhos (Divulgação), 2001

Meu bichinho, meu amor, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Cores, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Gente Gira, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Tudo ao Contrário!, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Viagens de Gulliver, adaptação livre (Teatro para a infância), 2002

O Rapaz que vivia na Televisão, prosa (Infanto-juvenil), 2002

Contrários, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Quem está aí?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Cavalo no Tempo, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Pai, Querido Pai! Como é o Teu?, prosa (Infanto-juvenil), 2003

A Carochinha e o João Ratão, poesia (Infanto-juvenil), 2003

Se os Bichos se vestissem como Gente, prosa (Infanto-juvenil), 2004

A festa de anos, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Contos para rir, prosa (Infanto-juvenil), 2004

Abecedário maluco, poesia (Infanto-juvenil), 2004

Histórias de dedos, prosa (Infanto-juvenil), 2005

A Cidade dos Cães e outras histórias, prosa ( Infanto- juvenil ), 2005

Há sempre uma estrela no Natal, contos ( Infanto-juvenil ) Civilização,2006

Doutor Lauro e o dinossauro, prosa (Infanto-Juvenil), 2.ª ed, Livros Horizonte, 2007

Mais lengalengas (recolhas ),Livros Horizonte,2007

Desejos de Natal (Infanto-juvenil ), Civilização,2007

A fada palavrinha e o gigante das bibliotecas





Imagem de leitura — Aung Kyaw Htet

27 09 2009

Aung Kyaw Htet (Mianmar, 1965) Reading by WindowLendo à janela

Aung Kyaw Htet (Burma/Myanmar, 1965)

óleo sobre tela

 

—-

Aung Kyaw Htet nasceu em Myaungmya em Burma em 1965.  Estudou na Escola de Belas Artes de Ragoon.   Cresceu num pequeno vilarejo e é um budista devoto, ambas influências perceptíveis na sua pintura.   Seus quadros mostram a vida religiosa de homens e mulheres de uma maneira realista de acordo com a práticas em Burma.   Hoje, é um dos maiores pintores de seu país tendo muitas de suas obras nos principais museus do país e um grande número de  exposições em diversos países.