As diferentes levas imigrantes na literatura brasileira

5 11 2008

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Chegada dos imigrantes alemães em 1824

Ernst Zeuner ( Alemanha 1895- Brasil 1967)

óleo sobre tela

 

 

 

 

 

Quase todos os países das Américas têm uma massa de imigrantes que lhes dá características específicas.  O Brasil assim como os EUA, o Canadá, a Argentina tem uma população de origem muito diversa que só nos enriquece.  Cada grupo de imigrantes nestes países veio por não agüentar situações de guerra, de pobreza, de fome, perseguições políticas e religiosas em suas terras natais.  As terras do Novo Mundo eram a oportunidade do Eldorado (por mais defeitos que o país adotivo tivesse), eram a oportunidade de sobrevivência decente.  Este espírito empreendedor de quem veio de terras distantes para as Américas caracteriza todos os recém-chegados que sonham em construir um país diferente de onde vieram e marca seus filhos de maneira visível.

 

O escritor Salim Miguel

O escritor Salim Miguel

Países como os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil, a Argentina têm uma grande dívida com esses homens e mulheres corajosos que deixaram suas culturas, suas terras, suas línguas, seu folclore, seus laços de família, seus feriados religiosos, para trás, muitas vezes para nunca mais voltarem a ver pais, irmãos e outros parentes próximos.  Há povos que são conhecidos por terem mandado emigrantes para os quatro cantos do mundo.  Fala-se com freqüência da diáspora dos judeus, assim como se fala da diáspora portuguesa. 

 

 

 

 

 

Só agora no final do século XX e início do XXI, que os brasileiros — tendo adquirido um melhor e mais democrático nível de educação e maior interesse na sua história, tem-se conscientizado da saga vivida por seus antepassados, dos sacrifícios que nossos pais, avós, bisavós fizeram para chegar aqui e suas contribuições para a cultura brasileira.

 

A experiência brasileira de inclusão só se parece pela total diversidade dos que aqui chegaram, com aquela encontrada nos Estados Unidos.  Como no país da América do Norte a educação da população em geral foi mais universal do que no Brasil o fenômeno da imigração, um tópico comum entre os americanos do norte,  só agora  aparece como tema perene na literatura brasileira.  Digo agora mas refiro-me principalmente da segunda metade do século XX até hoje.

 

Foi, portanto, interessante ver as repostas que Salim Miguel deu a Miguel Conde, em entrevista publicada no jornal O Globo no caderno Prosa e verso, de 25 de outubro de 2008.  Salim Miguel para quem ainda não o conhece é um grande escritor brasileiro, catarinense, ( nasceu no Líbano mas mudou-se para o Brasil ainda criancinha) que acaba de lançar mais um romance, Jornada com Rupert, (Record:2008) onde a trama se passa em Blumenau entranhando-se pela colonização alemã na cidade.   Vou transcrever aqui três das perguntas feitas ao escritor na entrevista, porque como ele, acredito que salim-miguel-rupert1nós ainda não exploramos o suficiente na literatura e como identidade cultural  o assunto da colonização, da imigração no Brasil.

 

MC – Nur na escuridão, que está sendo relançado e Jornada com Rupert, seu novo livro, contam histórias de imigrantes no Brasil, um tema recorrente em sua ficção e que faz parte de sua biografia também.  Queria saber como ficção e memória se separam, ou se confundem em sua escrita.

 

Salim Miguel – Em primeiro lugar se há uma coisa que eu tenho muito boa é a memória.  Mas é claro que, nos meus livros o que é contado ao mesmo tempo é e não é a realidade, pois há elementos de ficção que permeiam tudo.  No caso de Nur na escuridão, trabalhei em cima da minha família, embora o livro não seja uma biografia, nem uma autobiografia.  Jornada com Rupert é um pouco diferente porque fala de colonos alemães.  Logo que minha família chegou ao Brasil, nós vivemos em duas comunidades de imigração alemã.  Foram os primeiros lugares onde nós moramos, foi um livro mais difícil de escrever.

 

MC – Jornada com Rupert faz um painel da vida de imigrantes em Santa Catarina, e ao mesmo tempo conta um drama individual, se aproximando em alguns momentos do tom do romance de formação.  O senhor sabia bem, ao começar o romance, que livro queria escrever, e como costurar as duas histórias?

 

Salim Miguel – Eu sempre sei o que pretendo fazer, mas não sei como pretendo fazer.   Não me interesso por ficção histórica, embora goste que nos meus livros o enredo esteja associado a fatos reais da história do Brasil.  Eu queria contar esta história de colonização em Santa Catarina que se estende por um século, mas de um jeito que não fosse linear, que não tivesse um único narrador onisciente.  Por isso, a história é contada na forma de recordações, todas acontecidas em um dia, durante uma viagem de trem do protagonista.

 

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MC – Vários escritores brasileiros exploraram ficcionalmente a vida dos imigrantes, de Lya Luft até mais recentemente, Cíntia Moscovich.  O senhor se interessa por esses livros?

 

Salim Miguel – Gosto muito dos livros da Lya Luft.  Tenho lido tudo que encontro sobre o tema, de Graça Aranha a Milton Hatoum e Raduan Nassar.  Diante da importância da imigração para o Brasil, acho que nossa literatura e mesmo nossos ensaístas ainda não deram ao tema a atenção devida.   Existe um processo muito rico, de formação de uma sociedade a partir da chegada dos estrangeiros, da convivência deles numa terra nova, que ainda foi pouco explorado em nossa ficção.

 

Julgando-se pela produção de romances, de livros de ficção com o motivo da imigração nestes outros países mencionados, acredito como Salim Miguel que ainda há muito, mas muito a ser explorado pelo escritor brasileiro.  Mãos à obra…

 

 

 

 

 

 





Salman Rushdie continua seduzindo…

5 10 2008
Escritor Salman Rushdie

Escritor Salman Rushdie

 

No próximo dia 14 de outubro teremos a divulgação do Man Booker Prize, o maior prêmio literário da Inglaterra e na opinião de muitos o maior prêmio literário do mundo ocidental.  No início de setembro deste ano, no dia 9, a lista dos que estavam concorrendo ao prêmio foi divulgada pela maioria dos jornais de língua inglesa.  Este ano, para o prêmio de romance, a lista ficou reduzida a estes seis títulos e autores, surpreendendo os amantes de Salman Rushdie, que tenho certeza contavam que o The Enchantress of Florence, estivesse entre os seis livros finalistas. 

 

Em 2008 os 6 finalistas para o Man Booker Prize são:

 

Aravind Adiga, The White Tiger, Editora: Atlantic – O TIGRE BRANCO – ainda sem trad.                           

 

Sebastian Barry,  The Secret Scripture, Editora: Faber & Faber – TESTAMENTO SECRETO – ainda sem trad.

                        

Amitav Ghosh, Sea of Poppies, Editor: John Murray – MAR DE PAPOULAS – ainda sem trad.                                 

 

Linda Grant,  The Clothes on Their Backs, Editora:Virago – AS ROUPAS COM QUE SE VESTEM– ainda sem trad.

 

Philip Hensher, The Northern Clemency, Editora: Fourth Estate – A CLEMÊNCIA VEM DO NORTE – ainda sem trad.

           

Steve Toltz, A Fraction of the Whole, Editora: Hamish Hamilton – UM PEDACINHO DO TODO – ainda sem trad.

 

Midnight's Children, de Salman Rushdie, o melhor de todos

 

 

 

A razão da surpresa é simples: em julho deste ano, o Man Booker Prize, como parte das comemorações de seus 40 anos de existência, anunciou uma competição extra.  Pediam que se votasse no melhor livro de todos os que já haviam ganho o Man Booker Prize no passado.  Só uma outra vez havia a mesma entidade feito uma seleção semelhante.  Fora em 1993.  Supreendemente, Salman Rushdie e seu Midnight’s Children –[ Os Filhos da Meia-noite,  Cia das Letras], ganhou o voto de O MELHOR MAN BOOKER PRIZE, as duas vezes, em 1993 e em 2008. 

 

Originalmente Os Filhos da Meia-noite tinha sido escolhido como melhor livro do ano de 1981.  E em 1993, ganhou por voto popular a posição de Melhor Man Booker Prize até então.  Quando a competição foi repetida em 2008, o livro voltou a ganhar a honra, ainda por voto popular.  Ao término da competição, no dia 8 de julho, com os 7800 votos  tabulados, o livro de Salman Rushdie ganhou com 36% dos votos.  Os eleitores foram em sua maioria da Grã-Bretanha (37%) e dos EUA (27%).

 

Os finalistas, que concorreram com Os Filhos da Meia-noite foram:

 

Pat Barker, The Ghost RoadA estrada fantasma, 1995, sem tradução

Peter Carey —  Oscar e Lucinda ( Record) — 1988

JM Coetzee —  Desonra (Cia das Letras) — 1999

JG Farrell — The Siege of KrishnapurA tomada de Krishnapur, 1973, sem tradução

Nadine Gordimer — The Conservationist – 1974 , O conservacionista, sem tradução

 

Dada a grande popularidade de Salman Rushdie foi recebida com grande surpresa a noticia de que seu livro The Enchantress of Florence, que estava entre os 12 da lista longa do Booker, não tivesse ficado entre os 6 finalistas.  Este seria mais um Man Booker Prize para o escritor indiano que tem um constante namoro com este prêmio literário.  Vejamos:

 

The Enchantress of Florence, 2008, entre os 12 finalistas.

Man Booker International Prize 2007, concorrente – prêmio dado de 2 em 2 anos

Shalimar The Clown, 2005, entre os 12 finalilstas

The Moor’s Last Sigh, 1995, entre os 6 finalistas

The Satanic Verses, 1988, entre os 6 finalistas

Shame, 1983, entre os 6 finalistas

Midnight’s Children, 1981, vencedor

 

 

É então com grande antecipação que esperamos os resultados do Man Booker Prize,  deste ano.  Meu voto vai para Amitav Ghosh.  Mas veremos!





Os 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom

4 09 2008

 

Curiosamente há  pontos de comunhão de opiniões entre o júri do Prêmio dos Países de Língua Portuguesa e o júri do Prêmio Jabuti  para livros brasileiros.  Será interessante ver o resultado.

Finalistas para o Prêmio Portugal Telecom

 

1. 20 poemas para seu walkman – Marília Garcia – POESIA BRASILEIRA

 

Um livro de muitas vozes, velocidades e lugares – Catalunha, Nova York, Paris, Berlim, um deserto no México. Mas não é como turista, apressado ou aprendiz, que a autora carioca circula. É quase como uma espiã perdida, seguindo ruas que se entrecortam, vozes e indicações que se confundem, impulsos e sentimentos contraditórios. De clara legibilidade, seus poemas mesclam referências tradicionais às obscuras sensaçôes vividas pelo viajante clandestino.

 

Editora: Cosac Naify

ISBN: 9788575035696

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 96

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

2. Antonio – Beatriz Bracher – ROMANCE BRASILEIRO

 

Editora: 34 

ISBN: 9788573263770

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 184

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.

 

 

 

3. Eu hei-de amar uma pedra – António Lobo Antunes – ROMANCE PORTUGUÊS

 

Em Eu Hei-de Amar uma Pedra, António Lobo Antunes apresenta um texto radical e inovador, como poucas vezes se viu na literatura contemporânea. Numa história em que passado e presente se fundem, acontecimentos paralelos à vida do protagonista são narrados por personagens que giram em torno dele: suas duas filhas, sua mulher, a amante e um médico. Juntas, essas narrativas compõem uma visão multifacetada e rica dos acontecimentos, na qual passado e presente se fundem num constante fluxo de pensamento.

Na ocasião do lançamento de Eu Hei-de Amar uma Pedra, em 2004, Lobo Antunes falou ao jornal português Diário de Notícias sobre o tema que permeia este romance: o amor.  Ele explicou que, embora o título Eu Hei-de Amar uma Pedra venha de uma cantiga popular, diz respeito também às impossibilidades do amor. “Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstratos são perigosos”, revela. Sobre a fotografia, ponto de partida deste seu romance, Lobo Antunes diz que vive com ela numa relação conturbada. “Conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento”.

 

Editora: Alfaguara

ISBN: 9788560281107

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 560

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

 

4. Histórias de literatura e cegueira – Julián Fuks – CONTO BRASILEIRO

 

A partir da vida e da obre dos escritores Jorge Luis Borges, João Cabral de melo Neto e James Joyce, O autor constrói pequenas histórias fragmentadas de possibilidades de momentos da vida de cada um. Cenas de criação de poemas, contos, ensaios e romances são abordadas sob uma visão original, construindo uma ficção em cima da ficção.

Editora: Record

ISBN: 9788501079435

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 160

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

5. Laranja seleta – Nicolas Behr – POESIA BRASILEIRA

 

A poesia de Nicolas Behr é simples, sem rodeios, vale o que está escrito. Ideologia está presente não só nos poemas, mas na vida do escritor. Nicolas cultiva mudas de espécies nativas do cerrado. Com mais de 20 livros editados pelas próprias mãos, Nicolas lança agora Laranja Seleta, sua primeira obra publicada por uma editora e que inaugura a coleção “Língua Real”, da editora Língua Geral.

 

O poeta marginal e integrante da Geração Mimeógrafo, Nicolas Behr apresenta em Laranja Seleta uma coletânea de alguns de seus melhores poemas. De ‘Iorgurte com farinha’ aos dias de hoje o que fica é a rebeldia, a luta contra regras prontas para poesia.

 

Os poemas de Laranja Seleta passeiam pelas memórias da infância, pela crítica aos poderes, a questão ecológica (da maior importância em sua obra e em sua vida), o amor e a cidade de Brasília, de Kubitschek aos dias de hoje.

    

Editora: Língua Geral

ISBN: 9788560160174

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 172

Acabamento: Brochura

Tamanho: Médio

 

 

6. O amor não tem bons sentimentos – Raimundo Carrero – ROMANCE BRASILEIRO

 

Este é um romance sobre a loucura. E conta a história de Matheus, um músico desencantado, que resolve matar a mãe, Dolores, e a irmã, Biba, porque elas são lindas e silenciosas. Mas não assume o crime e chega a imaginar que está delirando, mesmo depois de morto, porque acredita que foi assassinado pela mãe, num momento de profunda confusão mental. Amante generoso, nem sempre lúcido.

Prêmio Jabuti 2000, Raimundo Carrero revela um personagem denso, às vezes cruel, às vezes lírico, possuído de um lirismo comovente, um lirismo brutal, de quem ama com arrebatamento e sem controle, capaz de ver em Biba o seu peixinho dourado, assim como descarrega a sua paixão desmedida sobre a menina e sobre a mãe.

…Em O amor não tem bons sentimentos desfilam ainda personagens vigorosos como Tia Guilhermina, cantora de cabaré, Ernesto do Rego Barros, o Rei das Pretas, e padre Vieira, conservador e severo, além de Jeremias, o fundador da seita Os Soldados da Pátria Por Cristo, que celebra o Evangelho, mas de propósito mistura religião com estupros, roubos e confusões. Uma galeria de personagens que arrebata e impressiona o leitor pelo seu grau de inquietação, sofrimento e ironia. O trágico e o risível impacientam.

…Por tudo isso, este livro vem reafirmar a força literária de Carrero, um autor cuja obra é estudada em monografias e teses universitárias, inclusive por sua preocupação em renovar a obra de arte de ficção, sem perder de vista o prazer do leitor. Daí porque a história pode ser lida com o sabor de um romance policial, mas com as revelações estruturais de um verdadeiro escritor.

 

Editora: Iluminuras

ISBN: 8573212616

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 191

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

7. O filho eterno – Cristovão Tezza – ROMANCE BRASILEIRO

 

Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.

 

Editora: Record

ISBN: 8501077887

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 224

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

8. O sol se põe em São Paulo – Bernardo Carvalho – ROMANCE BRASILEIRO

 

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) – e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?

 

Editora: Cia das Letras

ISBN: 9788535909777

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 168

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

 

9. Os da minha rua – Ondjaki – CONTOS ANGOLANOS

 

Músicas, lugares e cheiros estimulam as lembranças do escritor angolano Ondjaki, no livro Os da minha rua, publicado pela editora Língua Geral.

 

Neste livro Ondjaki passeia pela infância, vivida em Luanda nas décadas de 1980 e 1990. Os limites entre biografia e ficção são continuamente desafiados: basta observar o tom intimista a mesclar-se continuamente a uma perspectiva histórica. Dessa forma Ondjaki amplia os horizontes de sua literatura, conduzindo os leitores a cenas de caráter intimista que levam ao registro de uma época em Angola.

 

Os da minha rua revela grande mobilidade não só pelo olhar intimista que se expande ao registro histórico: os 22 textos desta obra podem ser lidos como unidades autônomas, que valem por si mesmas (como se fossem contos), mas também podem ser lidos feito capítulos de um romance. Trata-se portanto de uma obra muito flexível, de intenso hibridismo, que se vale de outro tom, muito próximo ao da crônica. Este surge por meio do registro sobre o cotidiano, que vem a ser uma das marcas incontestáveis desse gênero.

 

 

Com um discurso muito afeita à oralidade, o narrador lembra de amigos, família, festas na casa dos tios, paixões, professores cubanos, a parada de 1.º de Maio, a piscina de Coca-Cola e a novela brasileira Roque Santeiro. Com essas memórias entre o ficcional e o biográfico, Ondjaki nos leva à reflexão sobre nossas próprias particularidades, de nosso passado e de nossas lembranças sobre um período de descobertas e brincadeiras.

 

“A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar. A vida afinal acontece muito de repente (…).”

 

Editora: Língua Geral

ISBN: 9788560160235

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 168

 

Acabamento: Brochura

Formato: Médio

 

 

RESENHA DA PEREGRINA:

 

https://peregrinacultural.wordpress.com/?s=ondjaki

 

 

10. Tarde – Paulo Henriques Britto – POESIA BRASILEIRA

 

Tarde é composto de poemas em que a ironia e a metalinguagem convivem com o extremo rigor compositivo. O processo de criação é um tema caro ao autor. Seus versos denotam uma reflexão meticulosa sobre o fazer poético, mas extraem força justamente da aceitação de que o conhecimento teórico não esgota as possibilidades de sentido. Entre as vertentes arcaizantes, defensoras das formas poéticas canônicas, e os adeptos do verso livre, Britto consegue uma rara conciliação – apesar de rimados e metrificados com minúcia, seus poemas são coloquiais e bem-humorados como na melhor tradição modernista. O tom elevado encontra sempre um contrapeso no chiste e na autoparódia. Os entraves para uma comunicação efetiva com o leitor – não apenas decorrentes das limitações da linguagem, mas do próprio estatuto acanhado da poesia no país – e a inadaptação ao mundo, expressa em poemas como ´Para um monumento ao antidepressivo´, constituem núcleos temáticos igualmente centrais em Tarde.

 

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 9788535910438

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 96

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 





Os 10 finalistas do Prêmio Jabuti de 2008 — Romance

3 09 2008

 

 

FINALISTAS EM FICÇÃO do PRÊMIO JABUTI 

 

Vencedores serão anunciados no dia 23 de setembro.  Este é o 50°Prêmio Jabuti.

 

 

1 –  O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO

BERNARDO TEIXEIRA DE CARVALHO

Pausa na leitura, 1964, Aurélio d'Allincourt, (Brasil 1919-1990), ost

Pausa na leitura, 1964, Aurélio d'Allincourt (Brasil 1919-1990), ost.

EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS

 

 


ISBN: 9788535909777
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) – e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?

 

 

2 –  ANTONIO

BEATRIZ BRACHER

EDITORA 34 


ISBN: 9788573263770
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 184
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.

 

3 –  O FILHO ETERNO

CRISTOVÃO TEZZA

EDITORA RECORD LTDA 

 

ISBN: 8501077887
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 224
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.

 

 

4 –  RAKUSHISHA

ADRIANA LISBOA

EDITORA ROCCO 

 

ISBN: 9788532521989
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Em Rakushisha, a escritora mergulha na cultura japonesa ao narrar os caminhos e descaminhos de Haruki e Celina, dois brasileiros que se conhecem por acaso e acabam viajando juntos para o Japão, ao mesmo tempo que revisita as imagens e a obra do poeta do século XVII Matsuo Basho.

Através dos olhos dos protagonistas, uma ocidental e um oriental ocidentalizado, o leitor descobre as nuances inesperadas e muitas vezes contraditórias do Japão moderno. É na solidão de estar num país de cultura tão diferente que os segredos de Haruki e Celina vêm à tona.

Unidos pelo acaso e por um crescente amor ao texto de Basho, pioneiro do estilo haikai e não por coincidência autor do livro cuja tradução Haruki tem a encomenda de ilustrar, os personagens levam o leitor a uma viagem fascinante de descobertas e surpresas

 

5 –  ERA NO TEMPO DO REI

RUY CASTRO

EDITORA OBJETIVA , SELO ALFAGUARA


Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 248
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

Um romance histórico de tintas cômicas que promove o encontro de uma das figuras mais importantes da História do Brasil, D Pedro I, com o protagonista de um dos clássicos da literatura nacional, Leonardo, de ´Memórias de um sargento de milícias´, escrito por Manuel Antônio de Almeida. Por obra do acaso, os dois, ainda adolescentes, acabam se tornando amigos e participando de uma aventura capaz de mudar os rumos do país e até do mundo

 

6 –  AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA

MARCO LACERDA

EDITORA TERCEIRO NOME LTDA. 


ISBN: 9788587556929
Ano:
 2007
Edição: 1
Número de páginas: 203
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Depois de um assalto, no dia em que fez 40 anos, dois amigos de Marco Lacerda o encontram no apartamento em que morava nos Jardins, em São Paulo, e soltaram as cordas que o mantinham imobilizado sobre sua cama. Esse assalto com requintes de crueldade é o fio condutor da história que Marco conta em “As Flores do Jardim da Nossa Casa”: uma história que agarra o leitor pelo colarinho a partir da primeira página e o leva até a última, sem lhe dar um minuto de trégua para respirar

 

 

7   A CHAVE DE CASA

TATIANA SALEM LEVY

EDITORA RECORD LTDA 

 

ISBN: 8501079278
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 208
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Passando por temas como a morte da mãe, a relação com um homem violento, viagem, raízes, herança e etc, A Chave de Casa é um livro pulsante, cheio de vida e emoção. A autora tece um romance de vozes diversas – como são as vozes da memória -, histórias que se complementam num tom de densa estranheza. Romance de estréia da jovem escritora Tatiana Salem Levy. Lançado em Portugal no primeiro semestre de 2007, o livro foi um grande sucesso de crítica.

 

8 –  A MURALHA DE ADRIANO

MENALTON BRAFF

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA 

 

ISBN: 9788528612738
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 268
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

No século II, o imperador Adriano construiu uma muralha para deter as constantes invasões dos escoceses. Em seu novo romance, Menalton Braff, o vencedor do Prêmio Jabuti, mostra que o homem do século 21 segue levantando barreiras intolerantes cada vez maiores e mais silenciosas. A Muralha de Adriano, um drama psicológico, mostra que os muros podem ser também construídos dentro de casa… ou no interior do próprio indivíduo. Uma história feita de ciúme, de ambição e de coragem numa família. É um romance que, num certo sentido, pode ser tomado como uma alegoria da queda de um império – no caso, uma rede de supermercados. Mas seu alcance vai muito além. “A Muralha simboliza nossas barreiras”, afirma Braff. “Em um mundo que se diz globalizado, nunca foram tantas as barreiras. As nossas, individuais, como o preconceito, os nossos medos, os nossos impedimentos morais, sobretudo da falsa moralidade. Mas as barreiras são também sociais, dividindo os seres humanos em grupos de pouca ou nenhuma comunicação. Enfim, é história em que as personagens envolvem-se em conflitos quase sempre originados por algum tipo de muralha.” O foco narrativo de A Muralha de Adriano está, a princípio, entregue a três personagens – Verônica, Anselmo e Mateus. Porém, no momento em que, apesar de todas as muralhas, suas histórias se cruzam um narrador onisciente, em terceira pessoa, assume o relato das ações e, explorando com destreza diversos efeitos de linguagem que se aproximam do impressionismo, as conduz até o final. “Com narrativas em ziguezague e domínio pleno da linguagem, Menalton Braff realiza sua melhor invenção com A Muralha de Adriano”, escreve o poeta Fabrício Carpinejar. “Apresentando os capítulos inicial e final inspirados na Bíblia, o romance é ilustrativo, não moralizante. O escritor deixa a ação ser a mensagem. Não há como larga-lo nem para atender ao telefone. Fica-se com a respiração trancada, suspensa, esperando o desfecho e tentando entender quem está com a razão.”

 

9   LONGE DE RAMIRO

CHICO MATTOSO

EDITORA 34 

 

ISBN: 9788573263831
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 88
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Este primeiro romance de Chico Mattoso narra as estranhas aventuras de Ramiro, que, isolado num hotel, inventa os mais excêntricos jogos mentais, na tentativa de imobilizar um mundo que insiste em fugir a seu controle. Como notou Reinaldo Moraes, o livro é “a saga de uma consciência extraviada de sua base humana e afetiva. Na contramão, porém, da trajetória autodissolvente do personagem, o leitor se aproxima vertiginosamente de uma narrativa enxuta, elegante, precisa e tantas vezes desconcertante”.

 

10 –  CONTRAMÃO

HENRIQUE SCHNEIDER

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA 

 

ISBN: 8528612899
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Porto Alegre, seis e meia da manhã. Otávio Augusto desperta para mais um dia de trabalho. Após tomar banho, o que sempre lhe traz de volta à vida, separa suas roupas meticulosamente, combinando cada peça com cada acessório. A preparação para o trabalho mais parece um ritual, seguido de um café forte e fatias de pão quente. Contramão, de Henrique Schneider, introduz o romance por meio da descrição de uma personagem extremamente zelosa com a imagem, dotada de fortes ambições profissionais e de uma agenda impecavelmente organizada. Esta, no entanto, não possui espaço para imprevistos.

 

Ao sair de casa, Otávio Augusto segue sua rotina. Senta ao volante do carro importado, liga o rádio para ouvir o noticiário e se põe a caminho da metalúrgica onde trabalha como gerente de negócios, cargo assumido logo após sua graduação. Um sinal quase fechado, as urgências para com horários e compromissos, somados a um motor possante, fazem com que Otávio seja o responsável pelo atropelamento de duas crianças. O lema “tempo é dinheiro” parece não mais significar sucesso para o jovem administrador. Tomado pelo desespero, esquiva-se da situação, fugindo o mais rápido possível para que não destruam seu futuro. Dirigindo sem rumo, o itinerário é traçado pelo instinto. Uma breve pausa para respirar e arejar a cabeça. Ao analisar a estrada e sua localização, percebe ter passado por um posto de gasolina e toma a decisão de seguir caminho até o sétimo posto. Um já havia passado. O que mais aguardará Otávio nessa jornada sem destino? Ou, pelo menos, até o sétimo posto de gasolina?

 

“Em Contramão, Henrique Schneider nos conta, de maneira absolutamente fascinante, a história de um homem que tem um encontro com o destino”, escreve Moacyr Scliar. “É aquilo que poderíamos chamar, por analogia aos road movies, de uma road story, uma história em que o deslocamento por estradas e lugares tem sua contrapartida na viagem interior, e na descoberta (amarga, no caso) do fator humano.”

 





Vamos dar a volta ao mundo com um romance policial?

28 07 2008

 

Esta postagem é baseada no artigo Crime fiction: Around the world in 80 sleuths [Romance policial: a volta ao mundo com 80 detetives] de Jonathan Gibbs.  Que saiu na terça-feira passada, dia 22/7/2008, no The Independent, na Grã-Bretanha.

 

Como sabemos a Europa está entrando de férias – o mês mais popular para férias UE é agosto.  Assim, Jonathan Gibbs, nos dá a idéia de viajarmos pelo mundo com os nossos detetives, sem sair de casa, economizando não só a preciosa gasolina, mas aprendendo sobre mais lugares do que uma viagem faria possível.   A lista é longa.  Fiz uma busca na internet onde encontrei diversos livros em português.  Mesmo sem passarmos por 80 detetives, podemos dar a volta ao mundo.

 

 

E você, pensando em tirar férias?

 

 

Explicação dos códigos de cores:

 

Azul: país ou cidade que visitamos. 

 

Verde: título da obra.  Sempre que possível a sugerida.  Se não é possível mas existe outro livro do autor em português colocamos o título aqui e mencionamos o livro sugerido que ainda não está traduzido.

 

Cinza claro:  Nenhuma obra do autor encontrada em português.  Mas mantive aqui na lista para aqueles que lêem também em inglês e que gostariam da sugestão.

 

NB: se a obra não existe no Brasil, mas descobrimos que existe em Portugal, coloquei aqui a versão portuguesa.

 

 

 

Vamos viajar:

 

1. Groenlândia: assassinato em Copenhaguem.  Mas Smilla Jaspersen  vai até a costa na busca do assassino no livro de Peter Hoeg.  [Senhorita Smila e o Sentido da Neve, Companhia das Letras: 1994] 

 

2. Reikjavik: Arnaldur Indridason com seu inspetor  Erlendur dá o tom à Escandinávia.

[A cidade dos vidros, Record: 2008]

 

3. Ilhas Shetland: Ann Cleeves, sem tradução para o português.  Sugestão: Read ‘Raven Black’ (Ed. Pan)

 

4. Glasgow:  Sem tradução para o português.  Sugestão: ‘Garnethill’ (Bantam Ed.)

 

5. Edinburgo: Inspetor Rebus, de Ian Rankin passa seu tempo nesta cidade.  [Questão de sangue, Companhia das Letras: 2007]  Sugestão: ‘Knots and Crosses’ (Orion Ed.)

 

6. Irlanda do Norte: Sem tradução para o português.  Irlanda do Norte é o  local  onde o bibliotecário Israel Armstrong decifra os mistérios, criados por Ian Samson.  Sugestão: ‘The Case of the Missing Books’ (4th Estate)

 

7. Irlanda Rural ou o Interior da Irlanda: Leonie Swann é o escritor que recomendam nesta área.  A Editora Rocco estava programada para lançar um livro no segundo semestre de 2007 – o primeiro deste autor no Brasil – mas até agora este lançamento não aconteceu.  Sugestão:  ‘Three Bags Full’ (Ed Black Swan)

 

8. Dublim:  Autor: Declan Hughes.  Até agora sem tradução para o português.  Sugestão: ‘The Wrong Kind of Blood’ (John Murray)

 

9. Yorkshire: Autor:  Wilkie Collins, A Pedra da Lua, Record: 2001

 

10. South Wales  Autor:  Robert Lewis. Até agora sem tradução para o português.   Sugestão: ‘The Last Llanelli Train’ (Serpent’s Tail)

 

11. Oxford Autor: Colin Dexter, O assassinato no canal de Oxford, Paulicéia: 1991

 

12. Londres: Autor: Derek Raymond, também conhecido como Robin Cook.  Diversos títulos em português. 

 

13. Brighton  Autor: Peter James Até agora sem tradução para o português.   Sugestão: ‘Dead Simple’ (Pan)

 

14. Normandia: Georges Simenon, Maigret e a velha senhora, Livros do Brasil: 1995; Diversos títulos em português. 

 

15. Paris: para ler alguém além de Maigret, procure pelo Inspector Adamsberg nos livros de Fred Vargas, O homem dos círculos azuis, Editora Cia das Letras, 2006.  Outros títulos em português.

 

16. Galicia:  policial Leo Caldas é o herói deste escritor noire Domingo Villar. Sugestão: ‘Water-Blue Eyes’ (Arcadia)

 

17. Lisboa: o inglês Robert Wilson criou o Inspetor Zé Coelho no Portugal de hoje em:  Uma pequena morte em Lisboa, Editora Record, 2002.

 

18. Madrid: livros de Rafael Reig . Sugestão: ‘Blood on the Saddle’ (Serpent’s Tail)

 

19. Marselha: escritor Jean-Claude Izzo, histórias de guangues organizadas ou desorganizadas.  Inspetor Montale resolve.  Caos total Editora Record, 2002. Outros títulos em português.

 

20. Berna, Suiça: escritor, Friedrich Glauser tem o seu personagem Sargento Studer resolver crimes nos Alpes.  Sugestão: In Matto’s Realm (Bitter Lemon Press)

 

21. Meiringen, Suiça.  Arthur Conan-Doyle, Memórias de Sherlock Holmes.  Há duas edições brasileiras no momento. Editora Martin Claret, 2005  e também Editora LP&M , 2005.

 

22. Toscana: autor Michele Giuttari com seu super chefe de policia Michele. Sugestão:

‘A Florentine Death’ (Abacus)

23. Roma.  A sugestão Cabal não está traduzida.  Mas de Michael Dibdin em português temos; Vendetta, Editora Cia das Letras, 1998. [infelizmente não se passa em Roma]

 

24. Sicilia:  Andrea Camilleri velho conhecido dos brasileiros apresentou seu Inspetor Montalbano  neste livro:  A forma da água, Editora Record, 1999 .  Muitos outros títulos em português.

 

25. Atenas: Inspetor Costas Haritos, criação do autor Petros Markaris, nos mostra uma Grécia que os turistas não vêem.  Nenhuma tradução no Brasil. Uma em Portugal: Jornal da Noite, Editora Asa, 2006. Sugestão dada: ‘Zone Defence’ (Vintage)

 

26. Áustria  Paulus Hochgatterer leva o crime aos Alpes austríacos.  Sugestão: ‘The Sweetness of Life’ (Quercus)

 

27. Praga:  Pavel Kohout. Sugestão: ‘The Widow Killer’ (Picador US)

 

28. Frankfurt: o escritor  Jakob Arjouni, criou o grande detective turco Kemal Kayankaya e seus livros tem um ritmo frenético.  Kismet, Editora Best Seller, 2002.  Sugestão: ‘Happy Birthday, Turk’ (No Exit Press)

 

29. Amsterdã:  Inspetor Piet Van der Valk aparece no livro de Nicolas Freeling, Por causa das gatas, Editora Edameris, 1967.  Há muitos outros livros deste autor em português – autor publicado nos anos 60 e 70.  

 

30. Berlim:  Na  lista de super detetives precisa estar  Emil Tischbein, criação de Erich Kästner.  Sugestão: ‘Emil and the Detectives’ (Red Fox)

 

31. Breslau, Polônia:  Qualquer um dos 4 livros de  Marek Krajewskis com o Inspetor Eberhard Mock.  Sugestão ‘Death in Breslau’,  (published in translation by Quercus)

 

32. Königsberg, Prússia, autor: Michael Gregório e seu herói Hanno Stiffeniis.  Crítica da razão criminosa,  Editora Paneta do Brasil: 2006

 

33. Ystad, Suécia,  Inspeor Wallander em Ystad, mostra a popularidade Henning Mankell, responsável por grande crescimento na ficção criminalística da Escandinávia. Assassinos sem rosto, Editora Cia das Letras: 2001. Outros livros do autor em português.

 

34. Copenhagem; Per Toftlund  é o detective do autor Leif Davidsen.   Sugestão: The Serbian Dane’ (Arcadia)

 

35. Noruega.  Karin Fossum criou o Inspetor.  Só em Portugal: O Olhar de um desconhecido, Editora Presença, 2005

 

36. Lapônia: Kerstin Ekman criou o Inspetor Torsson, que anda de skis. Sugestão:

‘Blackwater’ (Picador)

 

37. Helsinki O autor Matti Joensuu colocou o detetive, finlandês,  Inspetor Harjunpaa, no mapa mundial.  Sugestão: ‘The Priest of Evil’ (Arcadia)

 

38. São Petersburgo, Rússia: Leia do autor inglês, R.N. Morris as aventuras do detetive Porfírio Petrovich, criado por Dostoevisky em Crime e Castigo. 

O machado gentil, Editora Planeta do Brasil: 2007

 

39. Moscou: Não histórias passadas na Rússia contemporânea.  Mas Boris Akunin  faz a gente se esquecer disto com seus romances policiais.  Leia:  Rainha do inverno, Editora Objetiva: 2003.  Há outros títulos do autor no Brasil.

 

40. Istambul: autora inglesa cujos livros se baseiam na Turquia.  Sugestão:

‘Belshazzar’s Daughter’ (Headline)

 

41. Alaska: o autor americano Michael Chabon tem no Detective Meyer Landsman um policial intenso.  Só encontrei deste autor em português: Garotos incríveis, Editora Record: 2000.  A sugestão havia sido ‘The Yiddish Policemen’s Union’ (Harper)

 

 

42. Honolulu: Só há um grande detective havaiano, e seis livros de suas aventuras.  O autor é  Earl Derr Biggers e o detective: Charlie Chan com sua grande gfamília de 14 filhos. [apesar de eu ter lido Charlie Chan em português ainda jovem, não encontrei nenhuma edição brasileira no momento].  Em Portugal seus livros estão circulando. A casa sem chaves, Editora Livros do Brasil: 1991.  Há outros títulos em Portugal também, pela mesma editora.

 

43. Seattle: GM Ford.  Sugestão: ‘Fury’ (Pan)

 

44. São Francisco – Sugestão: Cinnamon Kiss (Phoenix), não existe ainda no Mercado brasileiro, mas há diversos outros livros de Walter Mosley em português.

 

45. Los Angeles James Ellroy criou o Detetive Lloyd Hopkins, que exemplifica seu trabalho.  Los Angeles, cidade proibida, Record, 1997. Há outros títulos do mesmo autor em português.

 

46. Las Vegas, o divertido livro de CaroleDouglas:  ‘Catnap’ (Forge)

 

47. Chicago: a autora Sara Paretsky já fartamente conhecida no Brasil é a recomendada.   No ardor das chamas, Editora Rocco, 2001.

 

48. Ontario:  o canadense  sempre coloca suas histórias no frio do Canada.  Sugestão: ‘Forty Words For Sorrow’ (Harper)

 

49. Montreal: Kathy Reichs, Segunda-feira de luto, Editora Ediouro: 2006. Sugestão feita: ‘Déjà Dead’ (Arrow)

 

50. West Point, New York  o romance de época de Louis Bayard, O pálido olho azul, Editora Planeta do Brasil, 2007.

 

51. Massachusetts: A série de Jesse Stone, que se passa na pequena cidade de  Paraíso, é produto da mente de Robert B Parker.  Seus livros só encontrei em português de Portugal, pela Editora Europa-America.  Entre diversos títulos não achei a Sugestão: ‘Night Passage’ (No Exit Press)

 

52. Nova York: descubra  Rex Stout.  Seus romances são liderados pelo detetive Nero Wolfe.  Apesar de diversos títulos existirem no Brasil, o livro recomendado, só aparece na internet com a edição de Portugal.  Orquídeas Negras, Editora Livros do Brasil: 1997.

 

53. Brooklyn: Jonathan Lethem escreveu este livro de suspense com um detetive Amador com a syndrome de Tourette.   Ótimo livro fora dos padrões.  Brooklyn sem pai nem mãe, Editora Cia das Letras, 2002.

 

54. Washington DC é território de George Pelecanos que escreveu uma dúzia de livros passados nesta capital.  Sugestão: ‘The Big Blowdown’ (Serpent’s Tail) . Não achei, mas há diversos títulos traduzidos para o português.

 

55. New Orleans: Dave Robicheaux Sugestão: ‘Heaven’s Prisoners’ (Phoenix)

 

56. Miami: Nick Stone  e seu Max Mingus.  Sugestão: ‘Mr Clarinet’ (Penguin)

 

57. Havana: Leonardo Padura fez seu herói o detective cubano Mario Conde, conhecido no mundo.  Sugestão: ‘Havana Blue’ (Bitter Lemon)

 

58. México: Paco Ignacio Taibo II é o escritor policial do México.  Conheça: Mortos incômodos, falta o que falta, Editora Planeta do Brasil: 2002

 

59. Caribe: na falta de autores locais, a sugestão feita foi o livro de Agatha Christie, O mistério no Caribe, Editora LP&M: 2007, estreando Miss Marple.

 

60. Rio de Janeiro: Inspetor Espinosa de Luiz Alfredo Garcia-Roza foi sugerido com o título: O silêncio da chuva, Editora Cia das Letras: 2000; ou Editora Cia de Bolso: 2005 

 

 

 

61. Buenos Aires: Manuel Vazquez Montalban fez desta cidade a localização do maravilhoso policial: O quinteto de Buenos Aires, Editora Cia das Letras: 2000.  

 

62. Marrocos: Abdelilah Hamdouchi é o primeiro autor árabe do gênero policial a ser traduzido para o ingles.  Sugestão: ‘The Final Bet’ (Modern Arabic Literature)

 

63. Argel:  Yasmina Khadra em geral tem suas histórias passadas em Cabul.  Mas em Double Blank (Toby Press) a localização é a cidade de Argel.  Outros livros deste autor podem ser encontrados em  português.

 

64. Israel: Os romances deste herói, Omar Yussef, professor de história, são muito interessantes pelo conteúdo, leia de Matt Rees, O traidor de Belém, Editora Planeta do Brasil: 2007.

 

65. Egito: Voltamos a Agatha Christie com Morte no Nilo, Editora Nova Fronteira: 2006. Um clássico com Hercule Poirot.

 

66. Jeddah: Zoë Ferrari: Sugestão ‘The Night of the Mi’raj’ (Little, Brown)

 

67. Botsuana, o maravilhoso  Alexander McCall-Smith é o autor do livro recomendado:  Agencia n° 1 de mulheres detetives, Editora Cia das Letras: 2003.

 

68. Mumbai Vickam Chandra.  Sugestão: ‘Sacred Games’ (Faber)

 

69. Calcutá:  Satyajit Ray mais conhecido pelos seus filmes é também autor.  Sugestão:   ‘The Adventures of Feluda’ (Puffin)

 

70. Mongólia:  Michael Walters: Sugestão, ‘The Shadow Walker’ (Quercus)

 

71. Mar de Bering: Nada melhor do que Estrela Polar, Editora Record: 1989 de Martin Cruz Smith, o livro seqüencia de seu favorito do público Parque Gorki.  Estrela Polar só achei em sebos, parece estar esgotado. Há outros livros do autor em tradução.

 

72. Beijing: Diane Wei Liang, O olho de jade, Editora Record: 2008 criou a detetive Mei Wang.  A recente publicação no Brasil nos deixa ver um pouquinho da China atual.

 

73. Tokyo:  há alguns detetives japoneses, mas para um tradicional livro policial passado no Japão sugestão:  David Peace, Ano zero, primeiro volume da trilogia.  Recentemente traduzido para o português, publicado em Portugal: Tóquio, ano zero, Editora Tinta da China: 2008

 

74. Shanghai: Qui Xiaolong criou o Inspetor Chen.  Ótimo retrato da China atual.  Sugestão: ‘Death of a Red Heroine’ (Sceptre)

 

75. Laos: O humor do escritor inglês Colin Cotterill permeia as páginas de seus livros.  Sugestão: ‘The Coroner’s Lunch’ (Quercus)

 

76. Bangcoc: O canadense Christopher G Moore já há tempos é conhecido pelo seu detetive americano na Tailândia.  Sugestão: ‘The Risk of Infidelity Index’ (Atlantic)

 

77. Territórios do Norte [Austrália]: Sugestão: autor australiano Adrian Hyland,  ‘Diamond Dove’ (Quercus)

 

78. Vitória, Austrália: Recomendação: Peter Temple, The Broken Shore.  Deste autor só encontrei um outro livro, em Portugal: Abismo de Sangue, Editora Gótica: 2008.

 

79. Nova Zealândia:  Ngaio Marsh é uma escritora clássica de policiais.  Junto com Christie, Sayers e Allingham é uma das rainhas do crime.  Diversos livros dela se encontram traduzidos e esgotados.  Só encontrados por mim em portal de livros usados. Sugestão: ‘Vintage Murder’ (Harper)

 

80. Polo Sul: Greg Rucka romance gráfico: Whiteout: morte no gelo, Editora Devir: 2007

 

 

Assim termina a nossa lista.  Mesmo sem todos os títulos mencionados, poderemos fazer uma volta ao mundo com estes detetives.  Espero que vocês aproveitem para pegar uma carona.

 

Bon Voyage!

 

 





Horror — para adolescentes?

24 06 2008

Comecei a me interessar pelo mundo dos livros de horror para adolescentes quando descobri que minha sobrinha, que havia se transformado em grande leitora desde do início da série das aventuras de Harry Potter e que tinha passado pelos livros para garotas adolescentes como os diversos diários e ainda a série (QUE AMOU!)  das calças viajantes de Ann Brashares, havia se tornado uma ávida leitora de livros de horror ou de terror, não deixando escapar um único título de Stephen King. 

 

Inicialmente surpresa, passei a procurar uma literatura de horror que estivesse bastante dentro dos gostos adolescentes.  Sempre acreditei que um leitor se forma cedo e prover aquele potencial leitor com algum assunto que seja de interesse é garantir que ele se tornará um leitor para sempre e que, eventualmente, abrirá o leque de suas preferências de acordo com a idade e a maturidade emocional.

 

Este tópico não pretende examinar se o gênero horror é bom ou não.  Tampouco quero fazer uma lista de seus melhores autores.  Não tenho esta preocupação no momento.  Mas sei, que para muitos, a literatura de horror para adolescentes parece tão radical quanto o rock’n roll parecia para uma geração anterior à minha.  Em outras palavras, não há como se conter as tendências de uma geração, a tendência do espírito dos tempos.   

 

O que gostaria de saber é:  o que os adolescentes lêem, o que gostariam de ler e o que existe no Brasil para atrair adolescentes à leitura,  quer seja deste gênero ou não.

 

As premissas são simples:

 

1 –  Adolescentes gostam de ler livros de horror.

2 –  Harry Potter provou, para os que ainda não acreditavam,  que o mundo dos novos leitores está na verdadeira aldeia global, ou seja, todos os adolescentes, em qualquer lugar do mundo, estão ligados pelo acesso imediato à informação.

 

Como não sou bibliotecária, minha fonte de informações foi:  1)  as grandes livrarias do Rio de Janeiro e  2) o que pude encontrar na internet.  A não ser que eu esteja extremamente desinformada e que não saiba dos segredos editoriais brasileiros, encontrei nas minhas perambulâncias poucas editoras realmente dedicadas aos títulos de horror para adolescentes no Brasil e três que se destacam Fundamento, Arx Jovem e Rocco. [*] Estas são as editoras com o maior número de títulos, sucessos internacionais para adolescentes, dentro da faixa de horror/terror.  A meu ver, são editoras investindo nos leitores de amanhã.

 

[*] A Editora Record também está incluída entre as que publicaram diversos títulos no gênero.  No entanto eles vieram como um post-scriptum, um adendo, pois vieram como conseqüência do sucesso da série Princesa de Meg Cabot,  uma autora que domina com sucesso dois gêneros do mercado adolescente: o horror e a surpreendente série da Princesa — água com açúcar para meninas adolescentes.

 

Alguma dúvida?  Vejamos: dos dez livros mais vendidos para adolescentes no gênero  horror através da Amazon.com, a Fundamento e a Rocco têm o maior número de títulos dos autores selecionados.  Uma menção honrosa deve ser feita para a Arx Jovem e para a Record, que com um único título pega uma carona neste tópico.  No entanto, os autores mais vendidos lá fora, ainda não estão publicados no Brasil.

 

Vamos dar uma olhada nesta lista, de abril de 2008.

 

Jenny Carroll – tem 4 livros entre os mais vendidos 

Reunion (1° lugar)

Ninth Key  (2° lugar)

Darkest (6 ° lugar)

Shadowland (7° lugar)

 

Lois Duncan – tem 3 livros entre os mais vendidos 

 

Summer of Fear (4° lugar)

They Never Came Home (8° lugar)

Stranger with my Face (9° lugar)

 

Nancy Holder — Smallville: Hauntings (3° lugar)  Autora de Buffy, A Caça-vampiros ( uma série muito popular de programas na televisão,  tem três títulos publicados no Brasil.  Angel: Eternidade (Arx Jovem); Angel: bem-vindo a Los Angeles (Arx Jovem);  Buffy, a Caça-vampiros: Sangue (Arx Jovem)

 

 

R. L. Stine – The Burning (5° lugar)  Autor muito conhecido pelos adolescentes brasileiros com diversas de suas obras traduzidas, entre elas: Um dia no parque de terror (Fundamento), Bem-vindo à casa dos mortos (Fundamento),  Goosebumps 9: o espantalho anda à meia-noite (Fundamento), Amor em dose dupla (Rocco),  Acampamento fantasma (Fundamento), Como matar um monstro (Fundamento), Sorria e morra (Fundamento), Goosebumps: a história da minha cabeça encolhida (Fundamento),  Goosebumps: ovos monstruosos,  [vol. 14] (Fundamento),  O supersticioso (Rocco), O mentiroso (Rocco), Meu nome é maldade (Rocco), O Caça-uivos (Rocco), O gato da meia-noite (Rocco), Eles me chamam de criatura (Rocco), O vizinho (Rocco), A vingança do povo das sombras (Rocco),  Fantasmas da rua do medo: a gosma (Rocco), Fim de semana alucinante (Rocco), O olho da cartomante (Rocco),  Beijo mortal (Rocco) Fantasmas da rua do medo (Rocco), Festa de Halloween (Rocco), Verão diabólico (Rocco), O pesadelo (Rocco), O desafio (Rocco), A vidente (Rocco), Uma noite na casa mal assombrada (Rocco), Você já encontrou o fantasma do mal (Rocco), Quem libertou os fantasmas (Rocco), Halloween em noite de lua cheia (Rocco),  Aula do além (Rocco), Clube do terror (Rocco), Admirador secreto (Rocco), Pesadelo em 3-D (Rocco),  O ataque dos macacos (Rocco),  O garoto que comeu a rua do medo (Rocco), Querido diário: eu morri (Rocco), Paixão mortal (Rocco), Armário 13 (Rocco), Não esqueça de mim (Rocco), O cavaleiro do medo (Rocco), A confissão (Rocco), O rosto: rua do medo (Rocco), Garota das sombras (Rocco), O homem inseto está vivo (Rocco), Número errado (Rocco), O Novato (Rocco), Goosebumps: ele saiu debaixo da pia [vol. 13] (Rocco), O mistério do boneco (Rocco), Sorria e morra outra vez (Rocco), Praia fantasma (Fundamento).

 

Meg CabotA mediadora (Record) (10)  que no gênero horror também têm os seguintes títulos no Brasil: A hora mais sombria (Record), Assombrado (Record), O arcano nove (Record), Crepúsculo (Record), A terra das sombras (Record)

 

Há uma outra pergunta:  temos algum escritor brasileiro que escreve sistematicamente no gênero horror para adolescentes?   Onde está o nosso Pedro Bandeira do horror?

 

 

Ilustração: Maurício de Sousa