Igreja da Glória do Outeiro, c. 1933
Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)
óleo sobre tela, 15 x 39 cm
Igreja da Glória do Outeiro, c. 1933
Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)
óleo sobre tela, 15 x 39 cm
Chá das cinco, ilustração de autor desconhecido, provavelmente inglês seguidor de Walter Crane.
Esse tempo que passou
de trabalho e de fadiga,
também sorrisos deixou
em nossas vidas, amiga.
(Alice de Oliveira)
Ilustração de W.T. Benda para capa da revista LIFE de agosto de 1923.
Wilson W. Rodrigues
As feições do príncipe eram desconhecidas.
Jamais alguém vira o seu rosto.
Em sua corte trabalhavam os artesãos mais hábeis, os melhores desenhistas, as costureiras mais famosas.
A observação era invariável:
— É preciso que essa máscara fique mais bela; do contrário, o Príncipe recusará.
As máscaras deviam ser sempre mais belas, pois, desde menino, o Príncipe usava todos os dias, uma nova máscara.
Dir-se-ia que elas o fascinavam, pois sempre parecia feliz.
Um dia, quando tomava parte numa caçada, o Príncipe afastou-se de sua gente e se perdeu.
Pela noite inteira, ninguém o encontrou.
De manhã, quando cruzava o vale, o Príncipe avistou uma donzela que voltava da fonte, bilha ao ombro.
Estava sedento, pediu:
— Posso beber da tua bilha?
A jovem reconheceu o Príncipe Mascarado, e com galanteria ofereceu:
Só se beberes na concha das minhas mãos.
O Príncipe desmontou. Em terra, curvou-se; nesse instante, ela, num gesto tão rápido quanto impensado, arrancou-lhe a máscara, e deu um grito de espanto.
— Sou tão feio assim?
— Não. Tu és mais belo que todas as tuas máscaras.
*****
Em: Contos do Rei do Sol, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro [Estado da Guanabara], Editora Torre: s/d, pp: 21-26
David Emile Joseph de Noter (Bélgica, 1818-1892)
óleo sobre tela, 77 x 64 cm
Coleção Particular
Eça de Queiroz
Paisagem de Itaparica com igreja ao fundo, 1946
Jayme Hora (Brasil, 1911-1977)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
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Galo, ilustração de Mary Ann Cary.–
Bem cedinho o galo canta,
molhado ainda de orvalho.
A roça, ouvindo-o, levanta
e entoa um hino ao trabalho.
–
(A. A. de Assis)