Retrato de Gertrude Russell, 1915
Frank Weston Benson (EUA,1862-1951)
óleo sobre tela, 137 x 103 cm
“Deus é bom mas liga pouco a pormenores.”
Em: Debaixo de algum céu, Nuno Camarneiro, Rio de Janeiro, Leya: 2013, p.61
Retrato de Gertrude Russell, 1915
Frank Weston Benson (EUA,1862-1951)
óleo sobre tela, 137 x 103 cm
Em: Debaixo de algum céu, Nuno Camarneiro, Rio de Janeiro, Leya: 2013, p.61
Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 28 x 31 cm
Museu Antônio Parreiras, Niterói, RJ
Ana Mello
Alphons Joseph Marie Antoine Grandmont lendo para duas jovens italianas, década de 1900 [DETALHE]
Bramine Hubrecht (Holanda, 1855-1913)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Rijksmuseum, Amsterdam
“Quando se trata de literatura, a beleza do estilo, a musicalidade das frases têm sua importância; a profundidade da reflexão do autor, a originalidade de seus pensamentos não são de desprezar; mas um autor é antes de tudo um ser humano, presente em seus livros; que escreva muito bem ou muito mal, em última análise, importa pouco, o essencial é que escreva e esteja, de fato,presente em seus livros…”
Submissão, Michel Houellebecq, Rio de Janeiro, Alfaguara: 2015, p.11
Gustav Bauernfeind (Alemanha, 1848-1904)
óleo sobre tela, 148 x 281 cm
“Aqueles árabes que eu, na prática, maltrato, porque caíram nas minhas mãos algemados e derrotados, quem são eles se não aqueles árabes que foram trabalhadores no pátio de nossa casa, aqueles mesmos árabes com os quais persegui lebres; aqueles árabes cujas mães trabalhadoras me seguravam secretamente sob a sombra do galpão e cobriam o meu rosto de beijos; as primeiras mulheres de quem ouvi, quando estava com cinco anos, que eu era bonito, que queriam me raptar e me levar para casa delas. E agora eu coloco os filhos delas sentados sob uma lâmpada elétrica e, em troca das alegrias da infância que conheci com elas e do amor de suas mães, os retribuo com medos mortais.
Não estou pedindo desculpa. Eles nos odeiam mortalmente e eu faço exatamente o que é possível e é preciso fazer. Mas isso não altera o fato de que, pela amizade de um árabe, eu daria dez amigos norte-americanos, ingleses ou franceses. Com um homem europeu eu posso tomar uísque, fazer negócios e chegar a um acordo de que o Estado de Israel é na prática uma extensão da Europa no Oriente. Mas com um árabe posso voltar a rolar na poeira no meio da plantação, respirar o cheiro de esterco queimado de bodes, colher e mascar segurelha, correr em direção ao horizonte e encontrar ali a minha infância e talvez encontrar também um sentido na vida — que agora quase não tem propósito — no local em que se encontra também a colina dos dias da minha infância.”
Em: Minotauro, Benjamin Tammuz, tradução de Nancy Rozenchan, Rio de Janeiro, Rádio Londres: 2015, pp, 179-180.
Descanso ou La femme au sofa, 1906
Carl Frederick Frieseke (EUA,1874-1939)
Óleo sobre tela, 127 x 177 cm
Coleção Particular
John Ruskin
Ipolit Strâmbu (Romênia, 1871-1934)
óleo sobre cartão
Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em O andaime, 1931.
Amedeo Bocchi (Itália, 1883-1976)
óleo sobre tela
Palácio Vecchio, Florença
“Para criar, para escrever, ajuda muito estar criança. Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação. A tudo isto podemos também chamar paixão.”
José Eduardo Agualusa
Em: “Toda luz que há nas romãs”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 06/07/2015, 2º caderno, página 2.
Café da manhã
Malcolm Liepke (EUA, 1953)
litografia
Yevgeniy Demakov (Rússia, 1968)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Renata de Albuquerque