Árvore da Lagoa, pintura de Lucia de Lima

25 12 2010

Árvore da Lagoa, 2010

Lúcia de Lima ( Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela

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Aqui vai para vocês como presente de Natal esta delicosa imagem da Árvore  de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro,  obra da pintora carioca Lúcia de Lima, que consegue presentear seus fãs e amigos, o ano inteiro,  com cenas da nossa cidade, cheias de charme, humor, felicidade e alegria, que tão bem retratam o espírito carioca.   Lucia consegue com suas telas  ilustrar uma  enorme variedade de vistas do Rio de Janeiro, sempre incluindo  um verdadeiro retrato das atividades a que o carioca se dedica nas suas horas de lazer.  Dá um grande prazer pararmos em frente de seus quadros — que em geral não são muito grandes — e descobrirmos aquele menino de bicicleta,  uma  pessoa de parapente no céu, alguém correndo na praia,  um grupo de capoeira…   Moradora do bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, um dos centros de artistas plásticos da cidade, Lucia se volta com frequencia para o arvoredo carioca dos sopés das montanhas, dos enclaves da Floresta da Tijuca — a maior floresta urbana do mundo — e registra as exuberantes flora e fauna cariocas com plena abundância tropical.  É um prazer poder oferecer aos meus leitores esta deliciosa tela para entretenimento no Dia de Natal.  

Foto cedida por cortesia da artista.

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FELIZ NATAL !

 





As estrelas no céu, versos de Jorge de Lima

24 12 2010

Visita dos Reis Magos ao Menino Jesus, 1965

Djanira da Motta e Silva ( Brasil, 1914-1979)

Guache sobre cartão, 14 x 39 cm

Coleção Particular

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As noites!  Que noites de imenso luar!

Podeis contemplar a Ursa Maior,

A Lira, a Órion, a luz de Altair,

Estrelas cadentes correndo no espaço,

A Estrela dos Magos parada no ar.

Que noites, meninas, de imenso luar!

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Jorge de Lima

Em: Obra completa, Rio de Janeiro, Aguillar: 1958

A liberdade poética é necessária e seu uso torna muitos textos inesquecíveis!   Este é o caso dos versos acima, que acredito muitos de nós, educados no tempo em que se decorava versos na escola, podemos relembrar com carinho.   A imaginação do poeta só aumenta o encanto de uma noite já encantada, como é a noite de Natal.  Ela nos ajuda a imaginar o inimaginável, a admitir o milagroso, o inexplicável.  Apesar de cientificamente esta visão de Jorge de Lima não ser precisa, a sedução de seus versos reflete o nosso encantamento interior com a Noite de Natal.  

Como bem ressaltou Malba Tahan [ A Estrela dos Reis Magos, São Paulo, Saraiva: 1964] ” O saudoso e genial poeta Jorge de Lima, levado pelos arroubos da imaginação colocou a Estrela dos Magos, em certa época do ano, a cintilar imóvel no céu. Parece inútil acrescentar que os versos de Jorge de Lima vão ao arrepio de todos os preceitos ditados pela Astronomia e contrariam aa sábias conclusões dos Evangelhos.”  E complementa numa nota de rodápé:  ” Coloca Jorge de Lima no céu três constelações: A Ursa Maior, a Lira, Órion e a estrela Altair, de primeira grandeza, Alfa da Águia.  O céu luminoso, pontilhado de nebulosas, é cortado e recortado pelos traços luminosos das estrelas cadentes.  E, no meio disso tudo, parada a cintilar, a Estrela dos Reis Magos. O quadro descrito pelo poeta é maravilhoso”.

 

Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

Poesia:

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

Romance:

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)





Numas palhinhas deitado, poesia de João Saraiva

24 12 2010

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Natal, década  1960-70

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela

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Numas palhinhas deitado

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                              João Saraiva

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Numas palhinhas deitado,

abrindo os olhos à luz,

loiro, gordinho, rosado,

nasce o Menino Jesus.

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Uma vaquinha bafeja

seu lindo corpo divino,

de mansinho, que a não veja

e não se assuste o Menino.

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Meia-noite. Canta o galo.

Por essa Judéia além

dormem os que hão de matá-lo

quando for homem também.

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E, pensativa, a Mãe Pura

ouve, fitando Jesus,

os rouxinóis na espessura

de um cedro que há de ser cruz!…

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Extraído de “O Natal na Poesia”, artigo de Dom Marcos Barbosa publicado no Jornal do Brasil de 24/12/81

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João Baptista Pinto Saraiva (1866-1948), pseudôniomo: Belonaria, poeta português, nascido na cidade do Porto.

Obras:

Serenatas: primeiros versos, poesia, 1886

Sátiras, poesia, 1905

Líricas e sátiras, poesia, 1916

Máscaras: tríptico em versos, poesia, 1925

O grêmio literário: figuras e episódios de outros tempos, prosa, 1934

Sinfaníadas, poesia, 1938





Mais uns antigos postais de Natal — os anjos

24 12 2010

Cartão Postal, primeiras décadas do século XX, 1908-1912

E muitos países é o anjo no Natal  não está só associado ao aviso aos pastores sobre o nascimento do Menino Jesus.  Em muitos lugares os anjos são quem trazem  a árvore de Natal, ou que a acende.

Anjo acendendo velas na árvore, cartão postal de 1910-1920.

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Anjo de Natal com guirlanda, data desconhecida, cartão de Natal.

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Anjo de Natal, França, 1900

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Cartão de \Natal, França

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Cartão de Natal, Estados Unidos.

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Cartão de Natal, Inglaterra.

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Anjo do Natal, trazendo a árvore…  Grã Bretanha.

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E aqui ele vem acompanhado de São Nicolau [ hoje, aqui no Brasil, Papai Noel]

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Cartão de Natal, França.




Imagem de Leitura — Lisa Schneider

23 12 2010

 

 

 

Leitora, 2004

Lisa Schneider (Lucerna, Suiça, 1955)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

Lisa Schneider (Lucerna, na Suiça, 1955) – Depois dos estudos regulamentares entrou para a Escola de Design,  onde se graduou em Artes Visuais, em m1977.  Seguiu os estudos em História da Arte, graduando-se em 1981 pela Universidade de Zurique.   Hoje é professora de design no Cantão Suiço de Lucerna.

VISITE O PORTAL DA ARTISTA:   Lisa Schneider





Verão, poesia para crianças de Olavo Bilac

21 12 2010

Amplo Horizonte, 1969

Theodoro De Bona (Brasil, 1904 – 1990)

 

O Verão

III

        Olavo Bilac

      Coro das quatro estações:

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Cantemos, irmãs!  Cantemos

Como ardem as ribanceiras

Cantemos, irmãs, dancemos

À sombra dessas mangueiras.

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O Verão:

Sou o verão ardente

Que, vivo e resplendente,

Acaba de nascer;

Nas matas abrasadas,

O fogo das queimadas

Começa a se acender.

Tudo de luz se cobre…

Dou alegria ao pobre;

Na roça a plantação

Expande-se, viceja,

Com a vinda benfazeja

Do provido Verão.

Sou o Verão fecundo!

Nasce no céu profundo

Mais rútilo o arrebol…

A vida se levanta…

A Natureza canta…

Sou a estação do Sol!

 

     Coro das quatro estações:

Que calor, irmãs! Cantemos

Como ardem as ribanceiras

Cantemos, irmãs, dancemos,

À sombra dessas mangueiras.

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Verão, da série das Quatro Estações; Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro, pp: 37-8

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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.

Obras:

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957) e obras didáticas





Filhotes fofos: leõezinhos brancos

16 12 2010
Leãozinho branco, foto de Jochen Luebke, AFP

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Esta imagem mostra dois filhotes de leão branco, chamados Niza (à esquerda) e Nero sendo alimentados por funcionários do parque Serengeti, em Hodenhagen, na Alemanha.     Os gêmeos nasceram no dia 2 de dezembro após cesariana, e serão alimentados com mamadeiras até poderem ser aclimatizados na família de leões que vive no parque.

Fonte: Terra





Natal de ontem e de hoje, poema de Bastos Tigre

13 12 2010

 

Natividade, 1947

Fúlvio Penacchi (Brasil 1905-1992)

óleo sobre cartão 19 x 23 cm

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Natal de ontem e de hoje

                                       Bastos Tigre

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Natal!  Vocábulo sonoro,

Com ressonâncias de cristal!

Amo o Natal; amo e adoro

O doce nome de “Natal”.

Ouvi-lo é ter no ouvido, ecoando

A voz dos sinos, no arraial,

Alegremente repicando

A excelsitude do Natal!

Missa do galo.  Espouca e brilha

O foguetório, a salva real…

Fulge o painel.  Que maravilha!

Jesus nasceu: — Natal!  Natal!

Ding-din!  Ding-don!  — repicam os sinos!

Vozes elevam-se em coral,

Desafinando ingênuos hinos

Em honra a Cristo e ao seu Natal.

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Dança, presépios, pastorinhas

No pastoril de João de tal —

E, entre vizinhos e vizinhas,

Os namoricos de Natal.

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Castanhas, nozes, rabanadas,

Do velho tom tradicional,

De fino açúcar polvilhadas

Tendo a doçura do Natal.

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E da família o quadro lindo

Da vasta mesa patriarcal

E a avó velhinha, repartindo

O imenso bolo de Natal.

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Mudou o Natal.  Que há que não mude

Neste vaivém universal?

Foi-se a simpleza ingênua e rude

Das idas festas de Natal.

Hoje, entre as luzes da cidade

Cosmopolita e colossal

A luz da Light a noite invade

E nem se vê vir o Natal.

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Há o reveillon, francês em nome,

Yankee no fundo comercial;

Faga-se quanto se consome

A preços próprios do Natal.

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Em vez da viola e da sanfona,

Em tom menor, sentimental,

Uma “ortofônica” ortofona

Um feroz fox infernal.

Há nos hotéis e clubs chics 

Festas de um tom convencional

Sem foguetório e sem repiques —

Que nem são festas de Natal!

Corre champagne, em vez do verde,

Do carrascão de Portugal.

(Sem o verdasco o que há de ser de

Ti, ó consoada de Natal).

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E até há gaitas, serpentinas,

Como se fora um carnaval!

Vocês, rapazes e meninas,

Não têm idéia do Natal!

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Chego a pensar que o próprio Cristo,

O de Belém, o do curral,

Lá do alto, olhando para isto,

Não reconhece o seu Natal.

E,  então, fechando a azul esfera,

Se esconde além do último “astral”

E, por castigo, delibera

Não nascer mais pelo Natal.

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Em: Antologia poética de Bastos Tigre, vol 2, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1982.





Imagem de leitura — Cinzia Bevilacqua

12 12 2010

Leitura, s/d

Cinzia Bevilacqua (Brescia, Itália, 1963)

óleo sobre tela, 100 x 140 cm

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Cinzia Bevilacqua nasceu na Brescia, Itália em 1963.  Estudou arte formando-se em 1986, em Florença sob a orientação de P. Annigoni e Goffredo Trovarelli.  Seus pintores favoritos são Piero della Francesca e Francisco Goya. A artista se dedica à pintura figurativa, em temas com preferência aos retratos, naturezas mortas e pinturas de gênero.  www.cinziabevilacqua.it





Alguns cartões de Natal da antiga União Soviética

7 12 2010
Note-se o foguete, o orgulho das expedições espaciais!  URSS data desconhecida.

Por lá o trenó de Papai Noel em geral é puxado por três cavalos.  URSS, sem data.

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Papai Noel com um samovar nas mãos.  URSS, sem data.

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Com helicóptero ao fundo, Papai Noel chega de trem. URSS, antes de 1990.

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Aqui a árvore de Natal vem dentro de uma boneca Babuska! Antiga URSS.

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Aqui todos dançam na Praça do Kremlim, antiga União Soviética.