O sumiço dos Arlequins, Pierrôs e Colombinas…

6 03 2011
Aqui está, a Peregrina, fantasiada de Pierrete,  num Carnaval da segunda metade do século XX.

Sexta-feira passei por uma escola quando os alunos voltavam para casa.  Estavam vestidos com fantasias de super-heróis, fiéis aos figurinos saídos das telas do cinema, de Branca de Neve e fadas à moda de Walt Disney.  O Carnaval mudou.   Sou do tempo em que as crianças ainda se fantasiavam de outros personagens além daqueles dos desenhos animados.   Fantasias para meninos eram sempre mais difíceis, e meus irmãos aderiram, é verdade, a esse esquema de cinema muito antes de mim, principalmente para evitarem os trajes de tirolês, vestidos ano após ano.  Embarcaram logo  na de Super-Homem.  Mas foram também xerife do oeste americano, sheik e  uma grande variedade de piratas.

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Pierrete, 1922

Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  78 x 65 cm

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Nossas fantasias não eram compradas prontas.  Eram pensadas em janeiro, logo depois da festa do Dia de Reis e repensadas levando em conta a praticidade,  facilidade de desenho, beleza e conforto .  Os trajes eram construídos aos poucos, costurados por mãe, avó, tia solteira, empregada, babá ou qualquer outra pessoa que pudesse usar agulha, linha ou cola.  Saíamos nos 3 dias de Carnaval com as versões de trajes tradicionais que nossos pais imaginavam para nós.   Aos tenros 2  e 3 anos (a mesma fantasia foi usada), fui  uma sedutora odalisca.  Depois fui baiana, cigana, índia, pirata, tirolesa e,  já adolescente, Violeta Scragg, personagem dos quadrinhos do caipira Ferdinando, de Al Capp, cuja Corrida do Dia de Maria Cebola povoara a imaginação da geração de minha mãe.  Além disso, como mostra  a foto acima,  saí num longínquo Carnaval de Pierrete.    Mas de Pierrete?  — podem perguntar…  Essa fantasia não é de Colombina?  Não, não, não… não, não.   Minha mãe, professora de língua e literatura, não queria que eu me vestisse de Colombina, porque ela não tinha, como diríamos, assim um tão bom caráter…  Preferiu me vestir de Pierrete, a forma feminina do Pierrô.

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O desespero de Pierrô, também conhecido como Pierrô Ciumento,  1892

James Ensor (Bélgica, 1860-1949)

óleo sobre tela, 117 x 167 cm

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O trio Arlequim, Pierrô e Colombina,  originais da Comédia dell’Arte, do teatro italiano do século XVI, aparecia em grande número entre crianças e adultos em outros Carnavais cariocas.  Sua popularidade tem raízes mais recentes do que o século XVI.   O tema, durante o século XIX,  sob a influência do romantismo francês, ganhou popularidade em todas as artes, trazendo para  primeiro plano o sofrimento de Pierrô, enamorado por Colombina, cujo afeto não conquista.  O triângulo amoroso, a derrota de Pierrô para Arlequim, tornou-se, então,  a variação favorita da antiga tradição italiana.   Originalmente, cada qual tinha um papel específico, e o desfecho de suas aventuras teatrais podia sempre variar, desde que os personagens se mantivessem dentro do esperado.  Arlequim era um empregado, um  servo esperto, conquistador dos corações femininos, que  desejava Colombina.  Esta por sua vez, era uma empregada, frívola, inconstante no amor, e esperta nas suas conquistas, flertava com todos e não era de ninguém.  Nem Arlequim, nem Pierrô originalmente conseguiam conquistar seu coração.

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Pierrô, 1918

Pablo Picasso ( Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Museu de Arte Moderna de Nova York

 

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Os três personagens, que voltaram a preencher o espaço imaginário da cultura européia nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX, estão hoje praticamente desaparecidos do carnaval carioca, porque não refletem mais as nossas preocupações.  O amor não correspondido, sofrido, chorado deixou de ser um meio de se cantar nos 3 dias de folia.   O Carnaval do passado tinha como parte de seu roteiro musical duas faces:  as músicas irreverentes, licenciosas, às vezes repletas de non-sense, que burlavam os limites morais vigentes e o lado sentimental que refletia os amores não-correspondidos, o sofrimento da dor de cotovelo, das brigas amorosas, da procura pelo par perfeito.  As primeiras eram cantadas nas marchinhas agitadas, puladas, ritmadas no pé, como acontece, por exemplo,  com o clássico O teu cabelo não nega.

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Arlequim, s/d

Clarence K Chatterton ( EUA, 1880-1973)

Óleo sobre tela.

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 Eram as marchas-rancho, os sambas mais lentos, as músicas que refletiam o outro lado da alma,  retratando o desespero sentimental de um amor não correspondido, traído, sofrido.   Para isso, a imagem do Pierrô era moeda corrente na poesia.  Não fazemos mais um Um Pierrô apaixonado,/Que vivia só cantando,/Por causa de uma Colombina/ Acabou chorando… Acabou chorando… Nem tampouco cantamos Tristeza/ Por favor vai embora/ A minha alma que chora/Está vendo o meu fim.   Sentimentos que refletem filosofias da vida amorosa, como aparecem em:  Eu perguntei a um mal-me-quer / Se meu bem ainda me quer/ Ela então me respondeu que não / Chorei, mas depois/Eu me lembrei / Que a flor também é uma mulher/Que nunca teve coração… já não são mais cantados ou frustrações como no clássico, Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim./Ai meu bem, não faz assim comigo não! Você tem, você tem que me dar seu coração! Já não encontram forte eco na alma carioca.

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Pierrô desconsolado, 1907

Witold Wojtkiewicz ( Polônia, 1879 — 1909)

Têmpera sobre madeira,  65 x 80 cm

Museu de Naradowe, Posnan, Polônia

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No século XXI, o romantismo sofrido, chorado, o amor não correspondido não tem mais lugar com foliões e nem mesmo nas composições carnavalescas.  A “tristeza que não tem fim, felicidade sim”, foi-se junto com as marchinhas carnavalescas, os lança-perfumes, o confete jogado sobre uma bela fantasia e as serpentinas de papel colorido;  o triângulo amoroso daqueles personagens renascentistas parece falar a um público diferente.  Carrega em si  preconceitos passados, reflete um momento romântico longínquo, que não tem mais razão de ser.  Éramos mais reprimidos, e sofríamos mais com os desencontros amorosos, dávamos peso às nossas tristes sinas, que se valorizavam quanto mais estivessem em descompasso com a alegria carnavalesca.

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A hora azul, s/d

Federico Armando Beltrán Masses ( Espanha, 1885-1949)

óleo sobre tela

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Hoje, somos mais livres em ação e sentimento.  As mulheres conquistaram direitos, os homens responderam à altura.  Como um todo, vivemos menos regidos por regras sociais.  Sabemos, apesar de nem sempre aceitarmos, que ninguém é de ninguém: nem no Carnaval, nem o ano inteiro.  Não precisamos esperar pelos 3 dias de folia  para extravasarmos  nossos amores; para expressarmos nossas frustrações amorosas, para darmos voz aos nossos sentimentos mais íntimos.  Talvez este tenha sido o grande  legado da popularização da psicologia.   Não precisamos da loucura de domingo à Terça-feira Gorda para pularmos a cerca, para flertarmos com um desconhecido, trocarmos de amor acreditando que  escondidos pelas máscaras, podemos quase tudo sob a proteção do anonimato.   A verdade é que podemos fazer tudo o que quisermos o ano inteiro.

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Pierrô, s/d

William Orpen ( Irlanda, 1871-1931)

aquarela

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Pierrô, sofrendo por amor, parece por demais trágico para conviver com a alegria extrovertida do carnaval de rua.  A pesada presença de seu contínuo sofrimento, de seu abandono;  os ombros caídos do desacreditado em si mesmo, não combinam com as novas regras sociais que ditam um estado de perpétua felicidade.  Não condizem tampouco com a auto-estima elevada requerida pelos novos padrões sociais, pregados a quatro ventos nas revistas, nos jornais e na televisão.  Somos todos lindos, bonitos,  alegres e felizes.  A julgar pelos slogans corriqueiros temos que nos  sentir bem, a qualquer preço e a qualquer hora;  estar orgulhosos de nossa aparência e de nossas conquistas; estar bem-resolvidos.   Hoje, a tristeza do Pierrô,  a profundidade de seu desconsolo acabam deslocados.  Eles refletem um estado de alma ao mesmo tempo inocente e alheio, ambos sentimentos de pouca empatia para esta geração de foliões.

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Pierrô, 1977

Adelson do Prado, ( Brasil, 1944)

acrílica sobre tela, 73 x 50 cm

Coleção Particular.

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De fato, o final do século XX se caracteriza pela redução da imagem do Pierrô de uma figura trágica para a do palhacinho alegre e cantador, um boneco engraçadinho, mimoso, apropriado para os quartos de crianças e para as capas de cadernos escolares das meninas pré-adolescentes.   Pierrô se despoja, a cada década da carga emocional que o abateu de meados do século XIX aos anos que antecedem o final da Segunda Guerra Mundial.   Sua imagem, bastante fascinante para as abstrações do período Art-Deco, nas décadas de 20 e 30 ,  vai se estilizando à medida que o século XX chega ao fim.   E perde, aos poucos, a tri-dimensionalidade emocional que o caracterizara no passado.  Torna-se um exercício decorativo, um tema de geometria a ser explorado e consumido em massa, favorecendo os redondos pompons, o triângulo de seu chapéu a fofura de sua gola embabadada , a perpétua lágrima no rosto, — ou seria uma tatuagem? — aludindo à sua poesia através de um violão.

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Arlequim e Pierrô, mangá.

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Mas, para os que possam estar preocupados, deixe-me lembrar que isso não significa o fim de Pierrô, ou do trio a que pertence.   O pêndulo fará seu percurso natural e voltará a trazer para o proscênio o trio italiano.   Sua aparição no final do século XVI durou até meados do século seguinte;  depois sumiu como tema nas artes gráficas só para ter um renascimento no século XVIII, nas pinturas de Watteau  e de seus contemporâneos.  Ressurgiu das cinzas no século XIX até meados do século seguinte.  Quem estiver vivo daqui a algumas décadas  verá a reaparição do trio, talvez com outros aspectos de suas personalidades enfatizados, para refletirem o gosto cultural da época, mas eles voltam.  Quando personagens teatrais refletem características humanas verdadeiras, eles podem passar por momentos esquecimento,  até que alguém se lembre de mostrá-los mais uma vez, mas com uma nova roupagem.  É esperar para ver.

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2011





Imagem de leitura — Juan Gris

3 03 2011

Pierrô com livro, cerca 1924

Juan Gris (Espanha 1887-1927)

Óleo sobre tela,  84 x 70 cm

Tate Gallery, Londres

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Juan Gris, pseudônimo de Juan José Victoriano González.  Nasceu em Madri, na Espanha em 1887.   estudou na Real Academia de Belas Artes São Fernando, estudou depois sob direção do pintor José Moreno Carbonero.  Seus primeiros trabalhos profissionais foram ilustrações para revistas da época inclusive revistas de poesias.   Em 1906 vai para Paris.  Lá conhece os maiores pintores, poetas e críticos literários de seu tempo.  Entre eles Pablo Picasso e Georges Braque dois pintores que exerceram grande influência sobre seu trabalho.    Abraça então o movimento cubista em 1912.   Faleceu aos 40 anos em 1927.





O coração, poesia infantil de Walter Nieble de Freitas

2 03 2011

Crianças e coração, s/d

Romero Britto ( Brasil, 1963)

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O coração

                             Walter Nieble de Freitas

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Trago no peito uma joia

Pequenina, delicada,

Tão pequenina que lembra

Esta mãozinha fechada.

Nela se aninha a bondade,

O carinho, a gratidão;

O seu nome tem poesia,

Pois se chama coração.

Não pensem que ele foi feito

Com gemas de alto valor:

É um presente de Deus

Esta obra prima de amor!

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Numa cadência de marcha,

Bate sempre sem parar,

Como se fosse um pandeiro

Que não para de vibrar.

Mas se eu faço travessuras,

Meu coração contrafeito,

Muda o compasso e transforma

Em batucada o meu peito!

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Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis,  de Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1961

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Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP)  Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.

Obras:

Barquinhos de papel, poesia, 1963

Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966

Desfile de modas na Bicholândia, 1988

Simplicidade, poesia, s/d

Chico Vagabundo e outras histórias, 1990





Imagem de leitura — Roxann Poppe Leibenhaut

2 03 2011

Dia na praia, s/d

Roxann Poppe Leibenhaut  (EUA, 1952)

óleo sobre tela, 51 x 61cm

Coleção Particular

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Roxann Poppe Leibenhaut  (EUA, 1952) nasceu em Warren, no estado de Michigan.  Estudou  na Lyme Academia de Belas Artes no estado de Connecticut, na Universidade Estadual de Michigan, em East Lansing  e na Northern Michigan University em Marquette.  Já participou de inúmeros  show muitos deles com júri.   Sua especialidade são pinturas de gênero, a grande maioria com um grande número de personagens fazendo os afazeres do dia a dia.  Prefere a pintira ao ar livre.





Minha profissão: Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

1 03 2011

 

Letícia Vieira

Esta é a terceira entrevista com jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico.

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Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

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Perfil

Sou uma pessoa observadora, criteriosa e metódica. Prezo por organização, rotina, questões e assuntos objetivos.  Falo pouco e rápido.  Sou reservada, mas bem humorada. Penso bastante. Me interesso pelo próximo. Ouço muito as histórias e experiências dos outros.  Busco a serenidade e meu equilíbrio pessoal.

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Que tipo de trabalho você faz?

Trabalho com comércio internacional executando a intermediação e negociação de compra e venda de produtos e commodities no mercado exterior atuando direta e diariamente no contato com compradores e fornecedores.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 

Sim.  Atuo na área de comércio exterior.  Me formei na Universidade Estácio de Sá em Relações Internacionais em dezembro de 2000 e dois meses depois ingressei no curso de MBA (Master of Business Administration) de Comércio e Finanças Internacionais da FGV ( Fundação Getúlio Vargas) já em 2001.

Atualmente  tenho minha própria companhia — com um sócio — uma empresa de agenciamento ao comércio exterior aqui no Rio de Janeiro, chamada Southern Pride Comércio Internacional, onde assistimos  principalmente aos vendedores de açúcar, minério de ferro, uréia,  assim como intermediamos investimentos em grandes projetos imobiliários no Brasil.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Acredito que se à época houvesse um escritório modelo ou uma empresa Junior (hoje bastante comum na maioria das Universidades), muitos de nós profissionais da área poderíamos ter exercitado na prática o que de fato acontece nas negociações.  As dificuldades nos trâmites documentais, nas legislações, nos modos de pagamentos , nas obrigações e deveres de cada parte.  Assim pouparíamos tempo, evitaríamos grandes erros e certamente haveria mais confiança na tomada de decisões.  Aprendemos muito na teoria e pouco na prática…  Ah, muitos podem estar se questionando: mas e o estágio, não exerce esta função?  Acontece que nem sempre ao estagiário é dado a chance de participar efetivamente da realização de um negócio.  Por não ter experiência, alguns passam meses realizando serviços que não condiz em com a carreira que querem seguir, no máximo aprendem a preencher documentos básicos que para tal função não precisa ser Bacharel em R.I ou em Comércio Exterior.

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Armazém de açúcar no porto de Santos, Foto: UOL

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Pesquisas na internet diariamente em sites de informação e atualização sobre preço, quantidade, produção e condições de pagamentos no mundo das commodities.  Acompanhar o que dita o mercado internacional é fundamental. Da mesma forma que o contato, a parceria e a troca de informações de quem trabalha e possui experiência no ramo há décadas também é essencial.

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Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Sim. Inglês e Espanhol.

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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Não acredito em carreiras promissoras, profissões do futuro…  Não aconselharia ninguém a decidir por uma determinada profissão porque leu em algum lugar ou ouviu dizer que esta será a profissão do futuro e, por conseguinte, dará muito dinheiro.  Acredito que na hora da escolha é preciso ter bom senso,vontade, interesse, e principalmente conhecimento suficiente para saber e entender o que faz tal profissional da área que o adolescente escolher.  Pesquisar bastante e ouvir algumas opiniões de quem trabalha na área seria interessante.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores?  Um blog, twitter?

Eu tenho Orkut mais por pressão e imposição de amigos e familiares. Não sou muito de investir em redes sociais.  De repente até deveria… Mas ainda não estou convencida.

E blog… Acho que precisaria ter muita imaginação para postar coisas interessantes.  E eu não tenho.  Infelizmente.

Mas posso deixar meu email pessoal para quem quiser fazer contato comigo nvieira.let@gmail.com.

Estou aberta a troca de experiências profissionais,  informações,  indicações de filmes e viagens e de receitas culinárias (rsrsrs).

O endereço da minha companhia é: www.southernpride.com.br





Feliz Aniversário, Rio de Janeiro — 446 anos!

1 03 2011
Lagoa Rodrigo de Freitas, ao fundo os Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, Rio de Janeiro. 




Papa-livros, leitura para março: O Africano, de J. M. G. Le Clézio

28 02 2011

 

Meio-dia, s/d

Adrian Deckbar ( EUA, contemporânea)

Pastel,  100 x 130 cm

www.adriandeckbar.com

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Leitura para MARÇO,  discussão a partir do dia 21.

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SINOPSE

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Neste livro, o escritor françês Le Clézio (1940) tenta capturar a enigmática figura do pai através das lembranças de uma infância ao mesmo tempo cheia de deslumbramentos, libertações e dureza.   Ele nos leva para uma longa viagem à África, de 1928 até muito além do final da Segunda Grande Guerra.  A história é narrada por um homem que, pelas lembranças, refaz o caminho de seu pai durante as mais de duas décadas em que este trabalhou como médico militar nas colônias inglesas do continente africano. O livro também é uma tentativa do narrador de compreender sua infância dividida entre a Europa e a África e o difícil primeiro encontro com o pai aos oito anos de idade. A narrativa que, como outras do autor, mescla traços autobiográficos e ficcionais, une as emoções desse pai e desse filho num curto e profundo relato sobre a herança que invariavelmente nos é transmitida, como afirma o próprio autor na primeira frase do livro: “todo ser humano é resultado de pai e mãe”.

Editora Cosac & Naif

Ano: 2007

ISBN: 8575035894

Páginas – 136

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Nota: o autor recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 2008.





Filhotes fofos — leõezinhos

27 02 2011

Filhotes de leão são mostrados ao público no zoológico de Sofia, Bulgária.  Ambos, ainda sem nome, apareceram junto à mãe, de nome Stefani, em sua jaula.   Os filhotes, gêmeos, nasceram no mês de outubro, em cativeiro, no próprio zoo de Sofia.





Minha cama — poesia infantil de Sérgio Capparelli

26 02 2011

Hipopótamo na banheira

Adam Fryda  (Inglaterra, contemporâneo)

gravura 20 x 16,5 cm

www.adamfryda.co.uk

Minha cama

                                                 Sérgio Capparelli

Um hipopótamo na banheira

molha sempre a casa inteira.

A água cai e se espalha

molha o chão e a toalha.

E o hipopótamo: nem ligo

estou lavando o umbigo.

E lava e nunca sossega,

esfrega, esfrega e esfrega

a orelha, o peito, o nariz

as costas das mãos, e diz:

Agora vou dormir na lama

pois é lá a minha cama!

Sérgio Capparelli (MG, 1947) é um escritor de literatura infanto-juvenil, jornalista e professor universitário.

VEJA O PORTAL DO AUTOR:  http://www.capparelli.com.br/





Imagem de leitura — Edward Antoon Portiellje

25 02 2011

Um belo sorriso, 1898

Edward Antoon Portiellje ( Bélgica, 1861-1949)

óleo sobre tela,  82 x 72 cm

Coleção Particular

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Edward Antoon Portielje  nasceu na Antuérpia em 1861.  Estudou com  Charles Verlat (1824-1890), que ensinava na Academia de Antuérpia desde 1877.   Como seu pai, Jan Frederik Pieter Portielje (1829-1908),  holandês, Edward Antoon Portielje se dedicou principalmente à pintura de gênero.   Seu irmão mais velho, Gerard Jozef Portielje, também foi um pintor de renome.  Edward Antoon Portielje  morreu em 1949, aos 88 anos, na Antuérpia.