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Saída do baile do Opéra em Paris, s/d
Pierra Ribera (França, 1867 – 1932)
óleo sobre madeira, 33 x 41 cm
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Saída do baile do Opéra em Paris, s/d
Pierra Ribera (França, 1867 – 1932)
óleo sobre madeira, 33 x 41 cm
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Um dos prazeres de andar nas ruas do Rio de Janeiro é descobrir a estação para floração de diversas plantas que encontramos nos jardins das casas e edifícios que nos cercam. Há duas semanas fiquei muito feliz de dobrar uma rua próxima à praia e me deparar com essa Iuca elefante, florida, completamente florida. Plantada de frente para o mar ela parecia estar em seu elemento, feliz com o calor do verão carioca.
Cheguei em casa com sede de saber mais sobre essa beleza. E descobri que seu nome científico é Yucca elephantipes, natural da Guatemala e do México, portanto da América Central. É uma arbusto que pode chegar a 6 metros de altura [o da foto deve ter uns 4 metros ou um pouquinho mais]. É uma planta bem resistente que gosta de sol pleno, chegando a meia sombra e consegue viver com pouca água, podendo ser regada só uma vez por semana. Gosta de solos arenosos ricos em matéria orgânica com ótima drenagem e do clima quente e seco, por isso evidentemente está entre as plantas favoritas dos jardins à beira-mar no Rio de Janeiro.
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Suas flores são assim como mostra a foto, em cachos, a maioria empinada. Como se fossem um grupo grande de pequenas campânulas. Cachos de vistosas “conchinhas” que contrastam bastante com as folhas alongadas, que têm uma aparência de espinhosa, mas não têm espinhos, nem na pontinha. Dizem que as flores duram bastante tempo e por isso podem ser usadas em arranjos florais. Floresce no final da primavera e no verão.
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Este arbusto encontra-se no Rio de Janeiro, à beira da praia do Leblon. Disse-me o porteiro/jardineiro que não é planta que se pode. As informações que consegui na internet indicam que ele estava certo, que se deve simplesmente retirar as folhas secas. Só quando adulta ela poderia ser podada. Mas tem uma natureza agreste que não convida à poda.
Bela opção para um jardim costeiro. Encanta. Foi um prazer passar um quarto de hora à volta desse exemplar.
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NOME CIENTÍFICO: Yucca elephantipes
NOME POPULAR: Iuca-elefante,vela-de-pureza
FAMÍLIA: Agaviaceae.
CICLO DE VIDA: Perene.
ORIGEM: Guatemala e México.
PORTE: DE 4 a 6 metros de altura.
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O Baile de Máscaras no teatro Hof em Bonn em 1754
Franz Jakob Rousseau (Alemanha, 1757 – 1826)
óleo sobre tela
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Selo para pão “kosher” da era medieval. Foto: EFE.–
Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1.500 anos.
O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura da menorá, um candelabro de sete braços tal qual o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão “kosher” destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.
“Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data“, afirmou Danny Syon, arqueólogo, em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.
“O selo é importante na medida em que atesta a existência de uma comunidade judaica em Uza ainda na era bizantina-cristã“, os arqueólogos disseram. “Dada a proximidade Uza para Acre, podemos presumir que a comunidade fornecia produtos de padaria “kosher” para os judeus do Acre durante o período bizantino.”
Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo “kosher” para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica. O costume também era semelhante ao dos cristãos da época, que também marcavam seus pães, só que com uma cruz.
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O selo mostra além de uma menorá de sete, uma palavra em letras gregas na alça, que de acordo com o Dr. Lia Di Segni, da Universidade Hebraica de Jerusalém, pode significar a palavra “Launtius.” Esse seria o nome do padeiro, um nome comum entre judeus daquele tempo. “Launtius” está gravado numa reserva semelhante às que se acredita serem do mesmo período.
David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou que “o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois. Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome“.
A Autoridade de Antiguidades de Israel escava, no momento, Uza, um local a leste de Acre, onde ficava uma aldeia bizantina com o mesmo nome. A escavação vem sendo conduzida como parte dos preparativos para estabelecer novos caminhos de Acre para Carmiel. Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.
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Carimbo de argila, encontrado em Jerusalem. Foto: Reuters.–
Alguns meses atrás, ainda em 2011, arqueólogos israelenses descobriram um carimbo de argila de 2 mil anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, em Jerusalém, confirmando relatos documentados por escrito de rituais realizados no templo sagrado judaico.
O selo [um carimbo] do tamanho de um botão tem as palavras “puro para Deus” inscritas em aramaico, indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.
O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados. “Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais“, disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.
Acredita-se ser essa a primeira vez que este tipo de selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritos em textos antigos.
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Fontes: TERRA, Jerusalem Post, Portal Terra
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Henrique Simas
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O vento soprou depois de alguma espera
E foram expulsos de dentro todos os fantasmas
Os restos de sombra o sol desfez.
A chuva terminou de apagar as últimas letras,
Arrancando da terra as raízes inúteis.
E nada mais sobrou além do espaço
Pronto a ser ocupado pelos novos donos,
Obstinados cultivadores de esperança.
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Em: Horizonte Vertical: poemas, Henrique Simas,prefácio de Alceu Amoroso Lima, Rio de Janeiro, Olímpica: 1967, p. 78.
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Red Grooms (EUA, 1937)
Litografia colorida com colagem, 74 x 92 cm
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Red Grooms nasceu em Nashville, Tennessee, nos Estados Unidos em 1937. Estudou no Art Institute de Chicago e na New School de Pesquisa Social. Na década de 1950 mudou-se para Nova York para se familiarizar com o mundo artístico. Um dos pioneiros em instalações e esculturas específicas para determinados lugares. Como pintor, escultor, gravurista, cineasta e designer para o teatro sua carreira tem sido prolífica.
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Camille Nicolas Lambert (Bélgica, 1874-1964)
óleo sobre tela
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Ilustração de Rudy Pott, capa da revista Country Gentleman, abril de 1947.–
Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, parecem ter encontrado provas de que as plantas podem, de fato, se comunicar umas com as outras. Essa descoberta foi feita durante um experimento que a universidade fazia junto ao canal de televisão britânica BBC2 para a nova série Como crescer um planeta que começa a ser passada neste mês. O objetivo do experimento era saber se as plantas se comunicavam umas com as outras.
Para descobrir se as plantas “falam” umas com as outras, o experimento foi entregue a uma equipe, liderada pelo Professor Nick Smirnoff e filmado nos laboratórios de biociências da universidade. Durante o processo, o professor Smirnoff e sua equipe utilizaram uma planta bem conhecida por responder às plantas vizinhas, a Arabidopsis, um gênero que pertence à família das Brassicaceae, ao qual também pertencem as couves e a mostarda. Nada de novo até ai. Essa reação em que as plantas machucadas liberam um gás que desencadeia respostas já é bastante conhecida.
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Professor Nick Smirnoff–
O que fez esse experimento diferente foi a introdução de um gene: do pirilampo. Os pesquisadores modificaram um gene da planta que desencadeia a produção de um gás emitido quando a superfície de uma planta é cortada ou perfurada. E, adicionaram a proteína “luciferase” ao DNA delas, para que suas emissões pudessem ser monitoradas pela câmera. Isso permitiu que a equipe pudesse visualizar a resposta das plantas vizinhas porque foi possível verificar a resposta, usando uma câmera fóton sensível.
Em tempo, uma planta Arabidopsis tinha uma de suas folhas cortada com uma tesoura. Quando ela começava a emitir o gás que “alertava” as plantas próximas de perigo à vista, duas plantas da mesma família, mais próximas, que não haviam sido tocadas, receberam a mensagem que elas deveriam se proteger. E isso elas fizeram imediatamente através da produção de substâncias químicas tóxicas sobre as folhas para afastar predadores, tais como lagartas.
“Ficamos satisfeitos em poder realizar essa experiência única para o programa e muito mais trabalho é necessário para descobrir o que está acontecendo. — disse o Professor Smirnoff, e acrescentou em seguida, “Esperamos que esse programa de televisão venha a inspirar as pessoas a pensarem sobre o enorme impacto que as plantas têm em quase todos os aspectos de nossas vidas.”
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Fontes: Exeter University News ; Terra
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Botafogo, vista do Morro da Viúva, 1920-30
Henrique Goldschmidt (1867-1952)
aquarela sobre papel, 19 cm diâmetro
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Maravilha em resplendor,
onde Deus sempre é louvado
o Rio guarda o Senhor
no Cristo do Corcovado!
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(Hilário de Soneghet)